Teus olhos contas escuras, são duas Avé Marias, dum rosário d’amarguras, que eu rezo todos os dias. - Fernando Pessoa

sábado, 18 de maio de 2019

Eyes Thru Glass (37) - Alcobaça

Aqui neste blogue e no “Eyes thru Glass“ mostro aquilo que os meus olhos vêem, através da objectiva.

Aqui ficarão somente as fotos, sem texto ficcional e sem música, apenas uma breve introdução, onde são tiradas e quando, e eventualmente alguma especificação técnica.

Nos dias 19 de Setembro de 2016 e 30 de Agosto de 2018, vagueei por Alcobaça e “bati” bastantes fotos e deixo aqui apenas uma pequena mostra.














quinta-feira, 16 de maio de 2019

Jazz Standards (182)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

Groovin' High (#186) - Música e Letra Dizzy Gillespie
Dizzy Gillespie levou o sextet ao estúdio em 9 de Fevereiro de 1945, e gravou duas novas composições. “Groovin’ High”, uma canção a meio tempo, baseada na mudança de cordas de “Whispering” (escrita em 1920), e “Blue ‘N’ Boogie”. No seu livro “Dizzy: The Life and Times of John Birks Gillespie”, Donald Maggin diz que “Dizzt criou um arranjo complexo para “Groovin’ High”, que se tornou num dos maiores e mais duradouros sucessos.

Phil Woods (Springfield, Massachusetts, EUA 2-11-1931 - East Stroudsburg, Pennsylvania, EUA, 29-09-2015), Frank Wess (Kansas City, Missouri, EUA, 28-03-1956 - Manhattan, New York, EUA 30-10-2013), Jon Faddis (Oakland, Califórnia, EUA, 24-07-1953) & BJO (Barcelona Jazz Orquestra)  (1996) – Com Maestro: Dani Alonso; Saxofones: Víctor DeDiego, Juli Aymí, Xavier Figuerola, Pepino Pascual, Lluc Casares; Trompetes: Matthew Simon, Ivó Oller, Alberto Pérez, Jaume Peña; Trombones: Dani Alonso, Jordi Giménez, Josep Tutusaus, Sergi Vergès; Piano: Ignasi Terraza; Contrabaixo: Giorgos Antonius e Bateria: Esteve Pi.


Arturo Sandoval (Artemisa, Cuba, 06-11-1949) – No programa “Good Morning America Show”. Do album “Danzon” de 1993.


Chick Corea (Chelsea, Massachusetts, EUA, 12-06-1941) e (Al)wyn Lopez Jarreau (Milwaukee, EUA,12-03-1940 - Los Angels, EUA, 12-02-2017) – Em 1979, com Garry Burton (vibraphone) e Tom Bretchlein (bateria). Obrigado Al Jarreau por esta soberba interpretação !


Dizzy Gillespie (Cheraw, South Carolina, EUA, 21-10-1917 – Englewood, New Jersey, EUA, 06-01-1993) Sexteto – Com Dizzy Gillespie (trompete), Dexter Gordon (saxofone tenor), Frank Paparelli (piano), Chuck Wayne (guitarra), Murray Shipinski (contrabaixo) e Shelly Manne (bateria).

Letra

Be silent
And listen
The summer night has got something to say
Honey be silent
And listen
A little whisper like a preacher would pray
Honey be silent
And listen
Slow down a moment we been talkin' all day
What wonderful story it's tellin'
We'll hear it if we stop yellin'
So Honey be silent
And listen
The night'll whisper little things in your ear
Be silent,
And listen,
It's gonna whisper something you wanna hear
Honey be silent
And listen
And when you've heard it and it's ever so clear
Define every meanin'
Cause I will be dreamin' away
Hey don't scream
That way
Whispering while you cuddle near me
Whispering so so no one hear me
Each little whisper seems to cheer me
I know it's true dear
There's no one but you
Won't you keepâ?¦
Whisper why…

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos).

terça-feira, 14 de maio de 2019

Rui Veloso – Nascidos Aqui (22)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Rui Veloso (30-07-1957) – Nascido na capital, mas criado no Porto desde tenríssima idade. Um dos melhores do panorama musical português, leiam, ouçam, pouco mais há para dizer deste Artista com letra Grande.
Escolhi quatro músicas menos conhecidas. A segunda é uma das que mais gosto.

Saíu Para a Rua, do álbum “Ar de Rock” de 1980. Aqui com Manuel Paulo (Piano, teclados e acordeão), Miguel Mascarenhas (Guitarra acústica), Zé Nabo (Baixo), André Rocha (Percussão), Alexandre Frazão (Bateria)  e ainda Paulo Ramos, Berg, Sandra e Dora Fidalgo (Vozes).


Embalagem de Damas, do álbum “Mingos e Samurais” de 1990.


Zira, do álbum “Mingos e Samurais” de 1990.


Limpa Corações, do album de 1998, “Avenidas

domingo, 12 de maio de 2019

Billboard Top 100 - Lugar n.º 85 - Shania Twain / You’re Still the One

Esta rúbrica trará algumas das 100 melhores músicas consideradas pela “Billboard” (https://www.billboard.com/).

Virão somente aqui aquelas que gosto. Não gosto de “Rap” ou “Hip-Hop”, por isso, as que aqui, do género, aparecerem, é porque gostei de ouvir. Também alguma música, como disse o Salvador Sobral “de plástico”, com “batucada” irritante (para mim, claro !!!), não a mostrarei.
No entanto, deixarei os links do Youtube para quem quiser ouvir as que não colocar aqui, com indicação do Lugar n.º / Intérprete / Composição / Link.


sexta-feira, 10 de maio de 2019

Woodstock (8) – Jimi Hendrix, Gypsy Sun & Rainbows

Por aqui pelo “Pacto”, durante algum tempo, as músicas que encantaram, ou não, a juventude nascida nos finais dos anos 40 e na década de 50, durante o grandioso “Festival de Woodstock”, realizado nos Estados Unidos, na fazenda de Max Yasgur, cidade de Bethel, estado de New York, entre 15 e 18 de Agosto de 1969.
Encontraremos grupos e composições que muitos de nós reconhecerão como agradáveis e de imediato, e outras nem tanto assim, como algumas de género Rock Psicadélico, Hard Rock, Blues Rock, Acid Rock, Blues, R&B (Rhythm and Blues). O exemplo mais flagrante deste conjunto de géneros, será o guitarrista Jimi Hendrix, considerado por muitos, um dos melhores do Mundo e de sempre.
Este Festival foi, principalmente, um levantar de questões à sociedade, à liberdade de expressão e à guerra entre os povos. Isto tudo, tendo como base os problemas da sociedade americana da altura e as suas condições sociais, e ainda, a famigerada guerra do Vietnam que deixou marcas indeléveis nos EUA.
Tal como o Vietnam, as guerras são meramente negócio para alguns, não trazem absolutamente nada de benéfico para a humanidade. Isso todos os portugueses puderam comprovar, cronologicamente antes, com a guerra das Colónias, guerra em África ou guerra do Ultramar, consoante o quadrante politico de cada um de nós.

Hoje ouviremos, já aqui embaixo:

Jimi Hendrix, Gypsy Sun & Rainbows - Star Spangled Banner





Jimi Hendrix, Gypsy Sun & Rainbows - Voodoo Chile (Slight Return) Stepping Stone


quarta-feira, 8 de maio de 2019

A Sopa do Pacto (5), músicas

Luísa SobralO Melhor Presente, de 2018


José Mário BrancoMudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades, do álbum com o mesmo nome de




DelfinsNasce Selvagem, uma das suas músicas mais emblemáticas, do álbum “Desalinhados” de 1990

terça-feira, 7 de maio de 2019

A Sopa do Pacto (5), solução



Quem participou:

1 – Elvira: José Mário Branco, Madredeus, Luísa Sobral com “Maria do Mar” e Delfins com “Nasce Selvagem”

2 – Janita: José Mário Branco, Madredeus, Luísa Sobral com “O Melhor Presente” e Delfins com “Nasce Selvagem”

3 – Rui Espírito Santo: José Mário Branco com “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades, Madredeus com “O Pastor”, Luísa Sobral com “Maria do Mar” e Delfins

4 – Pedro Coimbra: José Mário Branco, Madredeus com “O Pastor”, Luísa Sobral com “Amar Pelos Dois” e Delfins 

5 – Clara: José Mário Branco, Madredeus com “Haja o que Houver”, Luísa Sobral com “Not There Yet” e Delfins

Somente com 3 acertos:

6 – Maria Araújo: José Mário Branco, Madredeus com “Haja o que Houver”, Luísa Sobral com “O Melhor Presente”

domingo, 5 de maio de 2019

A Sopa do Pacto (5)

“A Sopa do Pacto” é a nova rúbrica, baseada basicamente no passatempo “Sopa de Letras”. Conterá sempre um quadrado, como figura geométrica, de 7x7, 8x8, 9x9 ou 10x10, e as palavras a adivinhar estarão colocados nas posições utilizadas na “sopa de letras”, horizontal, vertical e diagonal, em ambos os sentidos.
A “sopa” serão sempre 4 artistas do foro musical: uma voz feminina; uma voz masculina e duas bandas. Os artistas terão sempre dois nomes, pelos quais são mais conhecidos, mas as bandas poderão ter só um nome, pela qual é conhecida.

Terão de me enviar por mail (ricardosantos1953@gmail.com) o puzzle totalmente solucionado ou o que conseguiram encontrar até ao final do prazo limite, indicando onde se encontram as duas vozes e as duas bandas. Cada um de vós acrescentará, e somente, duas canções interpretadas por um dos artistas do puzzle à escolha, uma de um e uma de outro.

O tempo limite para resolverem a “sopa”, os artistas no puzzle e escolherem as duas canções será de 68 horas. Dúvidas serão aqui respondidas nos comentários.

Terminadas as 68 horas, publicarei as respostas e as composições, de quem completou totalmente ou parcialmente. Sou eu que escolho as canções por vós indicadas. Não serão, necessariamente, da pessoa que me deu a resposta do puzzle resolvido mais rapidamente.

A “Sopa do Pacto” número 5, é com artistas portugueses e peço desculpa porque esta "Sopa" contem uma falha que foge às regras, dado que um dos grupos deveria ter o nome por inteiro e ele encontra-se separado !


Na data limite 07-05-2019 às 20:00, publicarei as soluções; No dia 08-05-2019 às 00:00, publicarei as músicas

sábado, 4 de maio de 2019

Charada 7.º Arte – Terence Fischer (2)

Fotos e nomes correctos: Senta Berger e Christopher Lee 

1- Janita – Senta Berger e Christoper Lee, “Sherlock Holmes e o Colar Mortal”

2- Teresa – Christopher Lee, “Prince of Darkness”; Senta Berger, “Sherlock Holmes e o Colar Mortal”

3- Rui Espírito Santo - Senta Berger, “Sherlock Holmes e o Colar Mortal”; Christopher Lee, “O Horror de Drácula”

4- Clara – Senta Berger e Christoper Lee, “Sherlock Holmes e o Colar Mortal”

5- Pedro Coimbra – Christopher Lee, “Dracula”; Senta Berger, “Sherlock Holmes e o Colar Mortal”

6- Manuela – Christopher Lee, “Dracula”; Senta Berger, “Sherlock Holmes e o Colar Mortal”

7- Catarina – Christopher Lee, “Dracula”; Senta Berger, “Sherlock Holmes e o Colar Mortal”

Muito Obrigado a Todos Vós pela participação e pelos acertos, que todos conseguiram. A ideia não é ser difícil, mas sim despertar as pessoas a verem bom cinema. Abraço !!!

Próximo realizador, o António Pedro Vasconcelos, que anunciarei na Newsletter a data de publicação. 

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Charada 7.ª Arte – Terence Fischer


Realizador Terence Fischer


O que têm de fazer:


Ajudas: O número de letras do nome a encontrar, e uma foto um pouco alterada.

Somente aceitarei os nomes correctos com as fotos.

Têm 68 horas para "matar a charada" e três palpites por actriz e outros três por actor.

Depois de amanhã, dia 4, pelas 20:00 publico a solução, bem como os seus participantes.


Actriz, duas palavras (11 letras):
_ _ _ _ _    _ _ _ _ _ _















Actor, duas palavras (14 letras):
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _   _ _ _



Obrigado

quarta-feira, 1 de maio de 2019

7.ª Arte - Terence Fisher

Breves palavras sobre o que é para mim, o Cinema.

Durante os anos da minha juventude houve algo que me despertou o interesse e fez com que a minha ligação com os audiovisuais se tornasse, desde então, preponderante na minha vida. Esse algo foi o Cinema. A chamada 7.ª arte (arte da imagem) que quando dado o nome e na minha modesta opinião, ela reflectia somente a realidade do cinema mudo, por isso “arte da imagem”. Posteriormente a 7.ª arte tornou-se em algo muito mais complexo. A obra/filme tornou-se num conjunto de várias e ricas variáveis: a imagem, o texto, a cenografia, o som, o guarda-roupa, a interpretação, etc.. Tudo isso conglomerado e orientado de alguma maneira, por uma pessoa na arte de dirigir, o realizador.

Um bom filme, é como uma boa música ou um bom livro, é algo que deve ser visto mais que uma vez, para que nos apercebamos de coisas que numa só, é impossível. Um amante de cinema vê um filme duas, três vezes, para que nele possa visualizar todas essas variáveis de que falei anteriormente.

Vão passar por aqui alguns realizadores que fizeram e fazem parte do meu imaginário de cinéfilo. Nessa época, quando frequentei as salas de cinema em Lisboa, as filmografias de eleição eram: a italiana, a francesa, a alemã, a sueca, a espanhola, a nipónica, a americana. Mas passarão também, e obviamente, realizadores brasileiros e portugueses

Esta nova publicação intitulada 7.ª Arte, será muito de uma pequena mostra do que se via cinematograficamente em Lisboa, nos finais da década de 60 e 70, mas não só, porque teremos filmes muito mais actuais !!!
Tal qual, como todos vós, me reconhecem como um melómano amador, eu também sou um cinéfilo amador. O que vou trazer aqui foram/são obras que gostei/gosto e vi/revejo, e as minhas escolhas são apenas opiniões e gostos, livres de qualquer pretensiosismo !!!

No nome do realizador (se estrangeiro) e na maioria dos títulos dos filmes existem “links” para a Wikipedia (versão inglesa), por ser a plataforma mais abrangente e mais completa. Se pretenderem, na coluna esquerda dessas mesmas páginas, em baixo, tem normalmente, a escolha da tradução para a língua portuguesa.

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In Imdb - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Do cinema inglês trago-vos Terence Fisher (23-02-1904 – 18-06-1980), realizador com uma obra notável. Um dos realizadores imensamente influente no cinema do terror e das figuras míticas, como Frankenstein ou como Drácula. 50 películas como director e 17 como editor. Dele escolhi um único filme que vi, embora pense que tenha visto mais dois ou três. Não é género cinematográfico que me agrade.

(1966) Dracula: Prince of DarknessDrácula, Príncipe das Trevas

terça-feira, 30 de abril de 2019

Raúl Solnado (14)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

O grande Raúl Solnado. Embora nunca o tenha conhecido pessoalmente, foi alguém porque quem sempre nutri muita carinho e admiração. Acompanhei a sua carreira de humorista e vi-o algumas vezes no Teatro. Recordo as duas vezes que me lembro melhor. A peça “O Vison Voador” (1969) no desaparecido Teatro Laura Alves, e uma revista, no também desaparecido, Teatro Monumental, chamada “Prá Frente Lisboa”. Lembro-me de uma música que se chamava “Malmequer”, que fez um sucesso estrondoso na época. Também na RTP o segui. Destaco o grande “Zip Zip” (1969) com o Fialho Gouveia e o Carlos Cruz, e o excelente concurso “A Visita da Cornélia” (1977).

Raúl Solnado (19-10-1929 – 08-08-2009) – É um actor, humorista português e apresentador de televisão. Foi galardoado com a Ordem do Infante D. Henrique (OIH)

O Canalizador (Teatro)

domingo, 28 de abril de 2019

CinemaScope (23)

Retomo uma rúbrica que existia neste blogue, em rodapé e que possivelmente passou despercebida a muitos que me visitavam, por estar mesmo lá no fim da minha página.

É música claro ! O que estavam à espera ?

São composições que me dizem muito, porque sou um romântico e um eterno apaixonado por música, pelas outras artes, pela humanidade, pelos amigos que encontrei na blogosfera, pela Natureza, pela vida, no fundo, pelas coisas boas desta sociedade em que vivemos.

Desta vez os registos, enquanto não apagados ou eliminados do Youtube, ficarão por cá, com uma única etiqueta “CinemaScope”.

Fotheringay (1970 - 1971) – The Sea, da grande intérprete Sandy Denny e do álbum “Fotheringay” de Junho de 1970, o único deste grupo.

sábado, 27 de abril de 2019

O Livrinho Vermelho do Galo de Barcelos (9)

O Livrinho Vermelho do Galo de Barcelos / Ex-citações de Mau de Zé y Chunga:
2ª. edição. Colaboração dos Anarkas (e não só...) deste País;
Fotos de: José Teixeira, Avelãs Coelho, Lourenço Pereira e José Teixeira;
Capa de: Acácio Campos.
Digitalizações gentilmente cedidas pela Afrodite.


Notas introdutórias:



Hoje:


quinta-feira, 25 de abril de 2019

Jazz Standards (181)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

Blue Monk (#185) - Música e Letra de Theolonious Monk
Era a composição favorite de Monk, de acordo com Laurent de Wilde em “Monk”, e ele gravou-a muitas vezes. Numa entrevista de 1963, onde çlhe foi pedido um nome de um música que ele gostasse em especial, Thelonious citou de imediato “Blue Monk” com o Trio. Ele gravou-a pela primeira vez em 22 de Setembro de 1954, com Art Blakey (bateria) e Percy Heath (contrabaixo). O filme “Jazz on a Summer Day” mostra a sua actuação com esta mesma canção, no Festival de Newport, em 1958.

Thelonious Monk (Rocky Mount, EUA, 10-10-1917 — Weehawken, New Jersey, EUA, 17-02-1982) – Blue Monk com Paul Jeffrey (saxofone tenor), Thelonious Monk (piano), Larry Ridley (contrabaixo) e Lenny McBrowne (bateria).


Abbey Lincoln (Chicago, Illinois, EUA, 06-08-1930 - New York, New York, EUA, 14-08-2010) . 


Herbie Hancock (Chicago, EUA, 12-04-1940) e Ron Carter (Ferndale, Michigan, EUA, 04-05-1937) – No concerto inaugural do “Monk Institute” apelidado de "A Tribute to Thelonious Monk", em 1986.


Hank Jones (Vicksburg, Mississippi, EUA, 31-07-1918 – Manhattan, New York, EUA, 16-05-2010), Sadao Watanabe (Utsunomiya, Japão, 01-02-1933), Chick Corea (Chelsea, Massachusetts, EUA, 12-06-1941), Hiromi Uehara (Hamamatsu, Shizuoka, Japão, 28-03-1979), Austin Peralta (Los Angels, EUA, 25-10-1990 - Los Angels, EUA, 21-11-2012) – No “Tokyo Jazz 2006”.


Letra

Going' alone, life is your own, but the cost sometimes is dear
Being complete, knowing defeat, keeping on from year to year
It takes some doing, monkery's the blues you hear, keeping on from year to year
Life is a school, less' your a fool, but the learning brings you pain
Knowing at once, you're just a dunce, trail and error loss and gain
It takes some doing, monkery's a slow slow train, trail and error loss and gain
Finding your one Place in the sun, doesn't come the easy way
Shallow or deep, nothing is cheap, measured by the dues you pay
It takes some doing, Monkery's a blue highway, measured by the dues you pay

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos).

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Faz Hoje Anos (55) – Barbra Streisand, (56) – Joe Henderson

Faz hoje 77 anos... Parabéns !!!

Barbra Streisand (24-04-1942) - What Are You Doing The Rest Of Your Life?, escrita por Alan Bergman e Marilyn Bergman, em 1969.


Faz hoje 82 anos... Parabéns !!!

Joe Henderson (24-04-1937 – 30-06-2001) – Desafinado, música de António Carlos Jobim, e editada em 1963.

terça-feira, 23 de abril de 2019

Ida ao Talho - Interacção Humorística (185)

Em 31-01-2013. Obrigado.

Ida ao Talho

Diz um galo para o outro:

- Vamos ao talho ?

Com um ar aterrorizado, o outro pergunta aflito:

- Fazer o quê ???

- Dahhhh….ver as galinhas nuas !!!

domingo, 21 de abril de 2019

Fausto Dias – Nascidos Aqui (21)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Fausto Bordalo Dias (site oficial) (26-11-1948) – Escolhi quatro composições, e três delas talvez do seu álbum mais representativo e que fez um sucesso estrondoso quando editado. Digno de um espectáculo, no Coliseu dos Recreios que não vi. Ainda hoje posso dizer que “torço a orelha e não deito sangue” por não ter assistido a essa apresentação do álbum “Por Este Rio Acima”, na década de 80.

Olha o Fado, do álbum “Por Este Rio Acima”, de 1982.


Lembra-me um Sonho Lindo, do álbum “Por Este Rio Acima”, de 1982.


A Voar Por Cima Das Águas, do álbum “Por Este Rio Acima”, de 1982. Soube mais tarde que no Coliseu este composição pôs o pessoal a dançar... .


Foi Por Ela, do álbum “Para além das Cordilheiras”, de 1987.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Homenagem a Fernando Abreu de Carvalho Araújo



O médico Fernando Carvalho Araújo foi o meu médico “pediatra” e clínico geral que acompanhou o meu crescimento. Tinha consultório em Moscavide, e era lá que eu ia às consultas normais de criança e até mesmo de jovem. Era o médico da família. Lembro-me de nessa altura em Moscavide haver outro médico, o Dr. Catela que nunca atendia as chamadas telefónicas à noite quando as pessoas precisavam de ajuda médica. O Carvalho Araújo veio modificar isso em Moscavide. Ele atendia os telefonemas e ia com a sua mulher, ver os doentes, nem que eles fossem nos “ciganos” e vivessem em “barracas”. Um excelente médico e ser humano. Não me lembro de algum diagnóstico falhado e até foi ele que contribui, decisivamente, para o nascimento da minha filha.
Obrigado Professor Doutro Fernando Carvalho Aráujo, vamos sentir a sua falta !!!

Texto abaixo, de Francisco Antunes, Especialista em Doenças Infecciosas e Medicina Tropical, Instituto de Saúde Ambiental, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa

In memoriam – Prof. Fernando Abreu de Carvalho Araújo (1922-2017)

Faleceu em 11 de Setembro de 2017, aos 95 anos de idade, o Professor Carvalho Araújo, Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e ex-Director do Serviço de Doenças Infecciosas do Hospital de Santa Maria (1968-1992).

As Doenças Infeciosas estão de luto, pelo falecimento do Prof. Fernando Abreu de Carvalho Araújo, no dia 11 de Setembro de 2017, por complicações relacionadas com doença renal, aos 95 anos de idade. A identidade das Doenças Infeciosas, em Portugal, ficou a dever, e muito, ao Prof. Carvalho Araújo, tendo sido ele o obreiro do reconhecimento na Ordem dos Médicos da Especialidade, da criação da Sociedade Portuguesa de Doenças Infecciosas (actualmente Sociedade Portuguesa de Doenças Infecciosas e de Microbiologia Clínica) e da Revista Portuguesa de Doenças Infecciosas, em 1985, tendo sido o seu primeiro Director.

O Prof. Fernando Abreu de Carvalho Araújo licenciou-se, em 1950, em Medicina e Cirurgia pela Faculdade de Medicina de Lisboa, tendo-se doutorado em 1965 com a tese “Contribuição para o estudo da toxoplasmose em Portugal”, levantando, neste trabalho, a hipótese, pela primeira vez, da possibilidade da existência de uma forma de resistência de Toxoplasma gondii, a qual foi identificada mais tarde e, por outro lado, de ter confirmado, pela primeira vez, um caso de toxoplasmose adquirida em Portugal. Na altura do doutoramento, o Prof. Carvalho Araújo era 1º Assistente da Cadeira de Clínica de Doenças Infecto-Contagiosas da Faculdade de Medicina de Lisboa. Em 1968 foi nomeado Director do Serviço de Doenças Infecto-Contagiosas do Hospital de Santa Maria, em 1970 Professor Auxiliar e em 1973 fez concurso de provas públicas para obtenção do título de Professor Agregado de Medicina Interna da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, mais tarde foi Professor Associado e, finalmente, Professor Catedrático desta Faculdade.

O Prof. Carvalho Araújo foi um seguidor da escola francesa de Doenças Infecciosas e as diversas visitas que fez a alguns estabelecimentos franceses de investigação científica e de assistência médica em Doenças Infeciosas, nomeadamente ao Instituto Pasteur de Paris (Departamento de Investigação Virológica e Departamento de Estudos em Micologia), ao Hospital de Claude Bernard, “o maior bastião francês, célebre em toda a Europa, na luta contra as doenças infecto-contagiosas”, ao Hospital de Saint Vincent de Paul e, mais tarde, ao Serviço de Reanimação do Hospital de Claude Bernard permitiram-lhe dar forma aos planos de criação de um modelo para um Serviço de Doenças Infecciosas autónomo e formatado para receber doentes com doenças infeciosas correntes nos anos 70, do século passado. Foi um trabalho hercúleo que só atingiu os objectivos pretendidos devido à visão e à capacidade de trabalho do Prof. Carvalho Araújo – remodelação do Arquivo e da Biblioteca, que passou a estar enriquecida com os principais livros e revistas sobre doenças infeciosas, criação da Consulta Externa do Serviço de Doenças Infecciosas “que representou uma economia de mais de 1.000 dias/cama/ano”, oficialização da Urgência Interna e criação da ambicionada Unidade de Tratamento Intensivo de Doentes Infecciosos, a que foi dada o seu nome, pelo reconhecimento do esforço, da dedicação, do espírito dinamizador e do elevado sentido das realidades do Grande Mestre da Infecciologia em Portugal. Para além do mais lançou as bases para a criação, no Serviço de Doenças Infecto-Contagiosas, do Laboratório de Microbiologia Aplicada.

O seu interesse pela toxoplasmose motivou a constituição, por parte do Ministério da Saúde e Assistência, em 1969, de um Centro de Estudos da Toxoplasmose, o qual foi enquadrado, por acordo com o Dr. Arnaldo Sampaio, ao tempo Inspector Superior de Saúde, nas instalações do futuro Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.

O Prof. Carvalho Araújo deixou uma vasta obra de trabalhos publicados, para além de ter criado, em 1968, a revista Medicina Hoje “destinada aos médicos recém-formados e àqueles outros que vivem longe dos grandes centros médicos”. À data era a única revista de informação médica, editada em Portugal, contendo exclusivamente, trabalhos científicos originais de médicos portugueses. Nesta revista publicaram artigos, de entre outros, Ducla Soares, Arsénio Cordeiro, Fernando de Pádua, Celestino da Costa, Jorge Horta, Gouveia Monteiro, Ramos Lopes, Thomé Villar, Armando Porto, Girão do Amaral, Sales Luís, Palma Carlos, Pinto Correia, Norton Brandão, Mário Marques, Nazaré Vaz, Carneiro Chaves, Balcão Reis, Carneiro de Moura, Óscar Candeias e Rui Proença. Todos eles grandes figuras do Ensino Médico, em Portugal.

Um dos projectos mais ambiciosos do Prof. Carvalho Araújo foi a criação de um “Centro de Investigação privativo da Clínica de Doenças de Infecto-Contagiosas da Faculdade de Medicina de Lisboa”, projecto esse que se veio a concretizar mais tarde, 40 anos depois, com a criação do Centro de Investigação Clínica e de Tratamento Integrado da Infecção VIH/sida e Hepatites, no Serviço de Doenças Infecciosas, do Hospital de Santa Maria, em 2011.

O Prof. Carvalho Araújo foi louvado pelo Enfermeiro-Mor dos Hospitais Civis de Lisboa, em 1953, pelos serviços prestados no Hospital de Santa Marta e pelo Director-Geral da Saúde, em 1968, pela colaboração prestada durante o surto de febre tifóide ocorrido em Alhandra.

O Prof. Carvalho Araújo foi sempre muito grato a todos aqueles que o dirigiram e orientaram na sua formação, mas, também, nunca esqueceu aqueles que com ele compartilharam a vida profissional no Serviço de Doenças Infecto-Contagiosas, mais tarde designado Serviço de Doenças Infecciosas, de que foi Director durante 24 anos (1968-1992). A este propósito afirmou “Orgulho-me de ter tão excelente equipa, uma equipa unida, consciente e esclarecida, altamente especializada e extremamente eficiente, com a qual dá muita satisfação trabalhar”.

O Prof. Carvalho Araújo regia-se por princípios éticos e profissionais muito rigorosos, no desempenho das suas funções médicas e docentes e, a propósito do seu pedido de demissão de professor da Escola de Enfermagem do Hospital Escolar de Santa Maria, em 1970, afirmou “Cabe aqui dizer que no meu pedido de demissão, de tais funções, pesou muito, também, a minha oposição, quase frontal, ao programa anacrónico que, ano após ano, me foi imposto e a minha discordância, por mera questão de princípios, do sistema de retribuição pelos serviços, efectivamente, prestados, retribuição muito pouco dignificante para quem ensina, mas muito menos, ainda, para a Instituição que a pratica”.

Todos aqueles que beneficiámos dos ensinamentos e do convívio com o Prof. Carvalho Araújo devemos-lhe um sentimento de gratidão e a certeza de que o reconhecimento que têm as Doenças Infeciosas em Portugal é devido ao legado que nos deixou e que procuramos honrar.