Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

domingo, 29 de agosto de 2021

Eyes Thru Glass (63) – Caldas da Rainha

Aqui neste blogue e no “Eyes thru Glass“ mostro aquilo que os meus olhos vêem, através da objectiva.

Aqui ficarão somente as fotos, sem texto ficcional e sem música, apenas uma breve introdução, onde são tiradas e quando, e eventualmente alguma especificação técnica.

Em Setembro de 2016, estive perto de Óbidos a passar uns dias de descanso, e andei na vila e pelos seus arredores, a fazer fotografia, em alguns locais e cidades.

De uma mostra de 8, aqui fica a sexta, referente à cidade das Caldas da Rainha, que é uma mostra pouca exacta das Caldas, salvo alguns edifícios da sua principal praça e do seu mercado semanal.




















sábado, 28 de agosto de 2021

Adriano Correia de Oliveira – Fado (3)

O Fado é, desde Novembro de 2011, Património Cultural e Imaterial da Humanidade (UNESCO).

Não sou grande admirador, com uma excepção para o fado de Coimbra, mas reconheço o valor deste género musical que representa muito bem, alguma da Boa Música Portuguesa.

Adriano Correia de Oliveira (09-04-1942 – 16-10-1982)

Um dos grandes da Música Popular Portuguesa, e do fado de Coimbra. Infelizmente desaparecido apenas com 40 anos de idade.

Fado da Sé Velha, da autoria de José Paradela de Oliveira. Aqui no programa "Cantos e Contos de Coimbra" de Sansão Coelho, RTP Porto em 1982.

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Pat Metheny – Groups & Soloists of Jazz (37)

Pat Metheny (12-08-1954)

Born, do album “Kin”, de 2014, com os seguintes músicos, Pat Metheny (guitarras), Chris Potter (saxofone tenor), Giulio Carmassi (piano e teclas), Ben Williams (baiixo eléctrico e contrabaixo) e Antonio Sánchez (bateria e cajón)

Don’t Forget, … com Rita Marcotulli, do álbum “Passagio per il Paradiso” de 1996

September Fifteenth, do álbum “As Falls Wichita, So Falls Wichita Falls”, de 1981. Esta música rende homenagem ao grande instrumentista que foi o pianista norte-americano Bill Evans, que faleceu em 15 de Setembro de 1980. Na companhia de Pat Metheny está Lyle Mays (teclas). O seu companheiro de sempre no "Pat Metheny Group", infelizmente,  desaparecido em 10 de Fevereiro de 2020.

The Sound Of Silence, do álbum “What's It All About”, de 2011. Uma composição de Paul Simon. Esta música é tocada aqui neste álbum por Pat Metheny e a sua guitarra, feita especialmente para ele, com o nome de Pikasso, construída por Linda Manzer.

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Beatles (17)

Foram aqueles que, para além do seu talento, tiveram a sorte comercial do lado deles, mas também Brian Epstein como patrão do grupo que os acompanhou até à sua morte, e ainda George Martin como produtor de muitos dos seus discos e êxitos.

Que sorte temos/tivemos de os poder escutar e se calhar, quando do seu aparecimento. Tudo se modificou em termos populares musicais. Os Beatles foram/são/serão, inquestionavelmente, a banda que mais foi/é/será falada na história da música “pop”. Uma homenagem aqui a dois deles já desaparecidos.. Ao John Lennon e ao George Harrison, um agradecimento dos muitos trechos musicais que escreveram para todos nós e que nos ajudaram nos momentos bons e maus, das nossas vidas.

Aqui, periodicamente, trarei duas músicas, algumas menos conhecidas. Serão à roda de 20 êxitos que aqui exibirei, mas muitas delas, não vão ser aquelas que foram Nº. 1, a nível dos “Tops” mundiais, e que constam de um CD, editado em Portugal para a etiqueta “EMI Records Ltd.” em 2000. A escolha irá ser a minha. Os que são “amantes” deste grupo vão conhecê-las todas de certeza, os que são/foram meros ouvintes do grupo, acredito que hajam algumas que não conheçam.

Canção: For No One

Autor: Paul McCartney

Álbum: Revolver

Ano: 1966

Canção dos Beatles composta por Paul McCartney, creditada a dupla Lennon & McCartney. Uma canção “pop” barroco sobre o fim de uma relação. É um dos trabalhos mais maduros de Paul até aquela data. Interpretada, basicamente, por Paul McCartney, a música distingue-se pelo solo de trompa, tocado por Alan Civil e usada, como um “obbligato” no verso final. Lennon disse que a canção era dos das suas favoritas composições de Paul: “uma bonita peça de arte !”. McCartney lembra-se de ter escrito "For No One" na casa de banho de uma estação de esqui, nos Alpes Suíços, durante as férias, então com a sua  namorada Jane Asher. Ele disse: "Eu suspeito que fosse sobre outro argumento”.

For No One Paul McCartney

Your day breaks, your mind aches,

You find that all her words of kindness linger on,

When she no longer needs you.

 

She wakes up, she makes up,

She takes her time and doesn't feel she has to hurry,

She no longer needs you.

 

And in her eyes you see nothing,

No sign of love behind the tears cried for no one,

A love that should have lasted years.

 

You want her, you need her,

And yet you don't believe her,

When she says her love is dead,

You think she needs you.

 

And in her eyes you see nothing,

No sign of love behind the tears cried for no one,

A love that should have lasted years.

 

You stay home, she goes out,

She says that long ago she knew someone but now,

He's gone, she doesn't need him.

 

Your day breaks, your mind aches,

There will be times when all the things she said will fill your head,

You won't forget her.

 

And in her eyes you see nothing,

No sign of love behind the tears cried for no one,

A love that should have lasted years.

 

Canção: Dig A Pony

Autor: John Lennon

Álbum: Let It Be

Ano: 1970

Dig a Pony" é uma canção composta por John Lennon e creditada a Lennon/McCartney, originalmente lançada no álbum Let it Be, de 1970. John Lennon foi o compositor e cantor da música., Foi originalmente chamado de " All I Want Is You". Lennon disse que a música era "um pedaço de lixo", apesar de mostrar desprezo semelhante por outras suas canções. Foi escrito para sua futura esposa, Yoko Ono, e apresentava uma infinidade de frases estranhas, aparentemente sem sentido, reunidas no que Lennon chama de estilo de letra, de Bob Dylan.

Dig A Pony (John Lennon)

I dig a pony

Well you can celebrate anything you want

Yes you celebrate anything you want

Ooh.

 

I do a road hog

Well you can penetrate any place you go,

Yes you can penetrate any place you go

I told you so, all I want is you.

Ev'rything has got to be just like you want it to.

Because 

 

I pick a moon dog

Well you can radiate everything you are

Yes you can radiate everything you are 

Ooh.

 

I roll a stoney

Well you can imitate ev'ryone you know

Yes you can imitate ev'ryone you know.

I told you so, all I want is you.

Ev'rything has got to be just like you want it to.

Because 

 

I feel the wind blow

Well you can indicate ev'rything you see

Yes you can indicate ev'rything you see

Ooh.

 

I dig a pony

Well you can syndicate any boat you row

Yes you can syndicate any boat you row.

I told you so, all I want is you.

Ev'rything has got to be just like you want it to.

Because 

domingo, 22 de agosto de 2021

O Poeta Bocage (4)

Vou trazer aqui em dez publicações, trinta sonetos de Manuel Maria Barbosa du Bocage (Elmano Sadino), pseudónimo adoptado em 1790, quando da sua adesão à Academia das Belas Letras ou Nova Arcádia. Bocage é um dos nossos melhores poetas, embora não lhe seja reconhecida a sua genialidade, visto ser basicamente conhecido pelas suas anedotas obscenas ou ousadas. Escolhi trinta sonetos, dez da poesia lírica, dez de poesia satírica e outros dez da poesia erótica.

Alguns links sobre a poesia de Bocage, bem como onde poderão encontrar  alguns livros editados do poeta:

https://www.bertrand.pt/autor/bocage/9129

https://www.wook.pt/livro/poesias-eroticas-bocage/223553

https://www.fnac.pt/Antologia-de-Poesia-Erotica-de-Bocage-Bocage/a1320322

Na RTP

Entrevista a Daniel Pires, presidente do Centro de Estudos Bocagianos sobre a obra satírica e erótica do poeta Manuel Maria Barbosa du Bocage, com visita à exposição "2005 Ano Bocage", Comemorações do Bicentenário da Morte de Bocage, patente no Museu de Arqueologia e Etnografia de Setúbal realizada por Henrique Félix.

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/poesia-erotica-e-satirica-de-bocage/

Na TSF

https://www.tsf.pt/programa/o-livro-do-dia/emissao/antologia-de-poesia-erotica-de-bocage-8963082.html

No Município de Setúbal

https://www.mun-setubal.pt/livro-valoriza-poesia-erotica/


Sobre a artista plástica Dina de Sousa:

http://artistasportugueses.weebly.com/dina-de-sousa.html


Lírica

Vai-te, fera cruel, vai-te, inimiga,

Horror do mundo, escândalo de gente,

Que um férreo peito, uma alma que não sente,

Não merece a paixão que me afadiga.

 

O Céu te falte, a terra te persiga,

Negras fúrias o Inferno te apresente,

E da baça tristeza o voraz dente

Morda o vil coração, que Amor não diga.

 

Disfarçados, mortíferos venenos

Entre licor suave em áurea taça

Mão vingativa te prepare ao menos;

 

E seja, seja tal tua desgraça,

Que ainda por mais leves, mais pequenos

Os meus tormentes invejar te faça.

 

Satírica

Vós, ò Franças, Semedos; Quintanilhas,

Macedos e outras pestes condenadas;

Vós, de cujas buzinas penduradas

Tremem de Jove as melindrosas filhas;

 

Vós, néscios, que mamais das vis quadrilhas

Do baixo vulgo insossas gargalhadas,

Por versos maus, por trovas aleijadas,

De que engenhais as vossas maravilhas,

 

Deixai Elmano, que, inocente e honrado,

Nunca de vós se lembra, meditando

Em coisas sérias, de mais alto estado.

 

E se quereis, os olhos alongando,

Ei-lo! Vede-o no Pindo recostado,

De perna erguida sobre vós mijando.

 

Erótica

Soneto de todos os cornos

 

Não lamentes, Alcino, o teu estado,

Corno tem sido muita gente boa;

Cornissimos fidalgos tem Lisboa,

Milhões de vezes cornos têm reinado.

 

Siceu foi corno, e corno de um soldado;

Marco António por corno perdeu coroa;

Anfitrião com toda a sua proa

Na fábula não passa por honrado;

 

Um rei Fernando foi cabrão famoso

(Segundo a antiga letra da gazeta)

E entre mil cornos expirou vaidoso;

 

Tudo no mundo está sujeito à greta;

Não fiques mais, Alcino, duvidoso,

Pois isto de ser corno é tudo peta.

sábado, 21 de agosto de 2021

Dança (30) Pagode

A Dança é uma das três principais artes cénicas da antiguidade, ao lado do Teatro e da Música (in wikipédia). No Priberam esta é a sua definição gramatical e não só, e na Porto Editora esta é a sua definição gramatical e não só. Achei um tema interessante e decidi trazer aqui as muitas formas de dança, origens, com a ajuda da Wikipédia e do Youtube.

Muitas danças nasceram em África, paraíso dos ritmos e batuques, quando os instrumentos eram rudimentares. Com a escravatura, elas foram levadas para outros continentes e países, nomeadamente, o Brasil, e para outros países latino-americanos. Irão aparecer algumas muito idênticas, embora todas existam na realidade. O que aconteceu, simplesmente, foi a criação de coreografias diferentes, consoante a interpretação dada pelos povos que as cultivaram ou cultivam.

Pagode – O termo "pagode" está presente na linguagem musical brasileira desde, pelo menos, o século XIX. Inicialmente, era associado às festas que aconteciam nas senzalas e, mais tarde, se tornou sinónimo de qualquer festa regada a bebidas alcoólicas e cantoria …………….. Mais informação aqui !

Na Pegada do Estilo de Dança Pagode Capixaba - Paciência  

Making Off - Pagode (dança) da Companhia Sassaricando !

Como Dançar Pagode - Básico 1

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Dança (29) Country

A Dança é uma das três principais artes cénicas da antiguidade, ao lado do Teatro e da Música (in wikipédia). No Priberam esta é a sua definição gramatical e não só, e na Porto Editora esta é a sua definição gramatical e não só. Achei um tema interessante e decidi trazer aqui as muitas formas de dança, origens, com a ajuda da Wikipédia e do Youtube.

Muitas danças nasceram em África, paraíso dos ritmos e batuques, quando os instrumentos eram rudimentares. Com a escravatura, elas foram levadas para outros continentes e países, nomeadamente, o Brasil, e para outros países latino-americanos. Irão aparecer algumas muito idênticas, embora todas existam na realidade. O que aconteceu, simplesmente, foi a criação de coreografias diferentes, consoante a interpretação dada pelos povos que as cultivaram ou cultivam.

Country – A música country (ou simplesmente country) é um género de música popular dos Estados Unidos, originado no sul do País na década de 1920. …………….. Mais informação aqui !

The Big Country Dance | Gardaland Plus

Country Line Dance Show # CL80

Learn How to Line Dance - Tush Push (este vídeo somente se consegue ver no Youtube)

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Cruzadas (1)

Palavras cruzadas simétricas, assimétricas ou brancas, sempre com a mesma medida, de 9x9.

5 dias completos para resolver o problema.

Quem quiser participar, agradeço, por favor, que coloquem a solução no quadro das palavras cruzadas. Uma sugestão para ser tornar mais simples, é utilizarem o Excel, se o tiverem, para construirem o quadro.

Quando solucionado o problema, enviem-mo para o meu endereço de mail (ricardosantos1953@gmail.com) até à meia-noite do 5.º dia.

1.º dia - Publicação do problema, hoje dia “19” às 00:00;

Continuarei a publicar “posts” e ao 5.º dia, publicarei as soluções e os participantes, neste caso dia “24” às 00:00.

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Animação (3) Rollin' Wild

Rollin' Wild

What if wild animals ate fast food, Se os Animais Selvagens Comessem Comida de Plástico

What if animals were round?, E se os Animais Fossem Redondos 

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Alcunhas Alentejanas (12) - Lagarto

 É uma nova rúbrica, baseada no livro de Francisco Martins Ramos e Carlos Alberto da Silva, intitulado “Tratado das Alcunhas Alentejanas” (3.ª edição, Fevereiro de 2003), editado pela “Edições Colibri, Lda.”, Faculdade de Letras de Lisboa.

Pedi autorização à editora Colibri e o sr. Fernando Mão de Ferro escreveu-me e autorizou-me no dia 9 deste mês (Sem problemas. Parabéns pelo projecto. Fernando Mão de Ferro) que avançasse com estas pequenas publicações. Dos autores, tentei contactar com um deles, visto que o outro, infelizmente, já faleceu, mas até agora não obtive qualquer resposta. Os textos  que publicarei não irão plagiar o livro. Irei tratar os textos de outra maneira e de algum modo publicitarei o “Tratado das Alcunhas Alentejanas”, através destes “posts”. É, como já frisei, um livro/tratado extremamente interessante e digno que figurar numa prateleira de uma biblioteca pessoal.

Esta publicação terá somente 26 números (alfabeto) porque queremos apenas chamar à atenção dos leitores sobre a importância e o trabalho realizado. Escolheremos as alcunhas a tratar, uma por cada letra do alfabeto português, de A a Z. Foram também incluídas, as letras K, W e Y.

Tratado das Alcunhas

Lagarto (a) (s) – masculino ou feminino, cognome individual, designação familiar, alcunha adquirida, alcunha herdada, designação assumida, designação rejeitada, passagem a apelido; classificação: zoomórfica / comportamental / filiação / física; história: O alcunhado adquiriu esta alcunha porque muda de pele com muita frequência (Beja); indivíduo que gosta muito de vestir roupa verde (Aljustrel, Avis, Fronteira, Campo Maior e Grândola); o receptor tem uma forma de andar e mover a cabeça que se assemelha a um largarto (Grândola); trata-se de uma alcunha herdada de seu pai, que faz praia numa barragem (Mora); o alcunhado adquiriu esta alcunha porque tem o hábito de andar atrás de lagartos (Cuba, Portel e Viana do Alentejo); o visado tem uma grande paixão pelo Sporting (Portalegre e Moura); o nomeado tem esta alcunha porque era muito hábil na ginástica, quando cumpriu o serviço militar (Santiago do Cacém). Existe também em Estremoz, Alcácer do Sal, Alter do Chão, Évora, Barrancos, Castro Verde, Cuba, Alandroal e Moura.

(In Tratado das Alcunhas Alentejanas”, 3.ª edição, Fevereiro de 2003)

Priberam (online)

la·gar·to

(latim lacertus, -i)

nome masculino

1. [Zoologia]  Réptil sáurio, de cabeça oval e corpo quase cilíndrico, muito ágil, e de muita utilidade para a agricultura, por se alimentar de insectos.

2. Sardão.

3. [Ictiologia]  Peixe dos Açores.

4. Polpa da perna.

5. [Portugal]   [Culinária]  Tira de carne suína retirada da zona entre o lombo e o entrecosto (ex.: lagartos de porco preto grelhados). [Mais usado no plural.]

6. Aparelho com que se apertam as rolhas de cortiça.

7. [Marinha]  Passadeira com tiras de gacheta.

8. [Informal]  Adepto do Sporting Clube de Portugal. = Sportinguista

9. [Brasil]  Tendão.

 

lagarto do braço
• Parte carnuda entre o cotovelo e o ombro.

Palavras relacionadas: 

lagartasáurioaligátor-saurocobrasardãolagarteira

"lagarto", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/lagarto [consultado em 16-06-2020]. 

Porto Editora (online)

Lagarto la.gar.to

lagarto1lɐˈɡartu

nome masculino

1. ZOOLOGIA designação comum, extensiva a diferentes répteis sáurios, que geralmente apresentam cabeça ovalada, pálpebras móveis, corpo escamado, de formato alongado e com patas curtas e cauda longa, fina e pontiaguda

2. ICTIOLOGIA (Synodus saurus) peixe comum em águas açorianas, que se destaca pelo padrão cromático do dorso, composto por manchas escuras características, que contribuem para a sua camuflagem nos fundos rochosos em que habitualmente se encontra

3. popular designação de alguns dos músculos do braço e da perna

4. DESPORTO popular adepto do Sporting Clube de Portugalsportinguista

5. CULINÁRIA plural tiras de carne de porco extraídas da região entre o lombo e o entrecosto do animal

lagarto, lagarto!

esconjuro para afastar uma ideia má

Do latim vulgar *lacartu-, por lacertu-, «idem»

lagarto2lɐˈɡartu

nome masculino

Guiné-Bissau crocodilo

Do crioulo guineense lagártu, «idem», do português antigo lagarto, «crocodilo»

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Faz Hoje Anos (91, 92 e 93) – Bill Evans, Madonna Louise Ciccone e Mary Stallings

Faz hoje 92 anos... Parabéns !!!

De um grupo de uma dúzia de pianistas de Jazz, este é talvez dos que mais admiro, o norte-americano Bill Evans que sucumbiu precocemente aos 51, em virtude da sua dependência à heroína. As suas composições e interpretações são únicas. Em breve voltarei a publicar um artigo, um pouco mais longo, sobre o pianista norte-americano, com palavras da sua cunhada, mulher de Harry Evans, o seu irmão.

Bill Evans (16-08-1929 – 15-09-1980), … foi um pianista norte-americano, considerado um dos mais importantes músicos de Jazz da história, sendo até hoje uma das referências do piano de Jazz dos anos pós-50.

O seu uso da harmonia impressionista, as suas interpretações inventivas do repertório tradicional de jazz e as suas linhas melódicas sincopadas e polirrítmicas influenciaram toda uma geração de pianistas, incluindo Herbie Hancock, Denny Zeitlin, Chick Corea (influenciou!) e Keith Jarrett. O seu trabalho continua a influenciar jovens pianistas como Fred Hersch, Esbjörn Svensson, Bill Charlap e Lyle Mays (influenciou!), e músicos que tocam outros instrumentos, como o guitarrista John McLaughlin … .

Aqui na composição “Haunted Heart”, de Arthur Schwartz, Howard Dietz, com Scott LaFaro (contrabaixo) e Paul Motian (bateria). Esta é a versão álbum “Explorations” de 1961, com este Bill Evans Trio.

Faz hoje 63 anos... Parabéns !!!

Na realidade quando do seu aparecimento, principalmente depois do êxito estrondoso de “Like a Virgin”, Madonna não ficou no meu ouvido. Era mais uma estrela da “Pop” que se ouvia na Rádio e na TV. No entanto, pelas composições que foram sendo grandes sucessos e muito pelo seu mérito pessoal, como artista, vim a perceber que estava enganado e que ela merecia, da minha parte muito mais atenção.

Madonna Louise Ciccone (16-08-1958), aqui na composiçãqo “Take a Bow”. Um interpretação perfeita com excelente bom gosto na orquestração, para o vídeo oficial, de 1994.

Faz hoje 82 anos... Parabéns !!!

Mary Stallings (16-08-1939), “I'm Just a Lucky So-and-So”, composta por Duke Ellington em 1945, com o Bill  Charlap Trio.

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Eyes Thru Glass (62) – Nazaré e Sítio

Aqui neste blogue e no “Eyes thru Glass“ mostro aquilo que os meus olhos vêem, através da objectiva.

Aqui ficarão somente as fotos, sem texto ficcional e sem música, apenas uma breve introdução, onde são tiradas e quando, e eventualmente alguma especificação técnica.

Em Setembro de 2016, estive perto de Óbidos a passar uns dias de descanso, e andei na vila e pelos seus arredores, a fazer fotografia, em alguns locais e cidades.

De uma mostra de 8, aqui fica a quinta, referente à vila da Nazaré e Sítio.





















quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Béla Viktor János Bartók (17)

Danças Folclóricas Romenas, os ex-alunos do Conservatório da Nova Inglaterra, Tessa Lark e Yannick Rafalimanana, apresentam as Danças Folclóricas Romenas de Béla Bartók. Gravado em 5 de dezembro de 2013 no “Jordan Hall” da NEC.

I. Jocul cu bâtă. Allegro Moderato 0:15

II. Brâul. Allegro 1:36

III. Pê-loc. Andante 2:05

IV. Buciumeana. Moderato 3:14

V. Román polka / Poarga Românească. Allegro 4:40

VI. Mărunțel. Allegro 5:10

Allegro Barbaro, Allegro barbaro, Sz. 49, com Bianca Sitzius (piano).

Music para Cordas, Percussão e Celesta, orquestra "RIAS Symphony Orchestra", dirigida por Ferenc Fricsay. Gravado em 1953.

00:00​ - I. Andante tranquillo

07:02​ - II. Allegro

14:33​ - III. Adagio

21:08​ - IV. Allegro molto

Concerto de Viola, orquestra “New Philharmonia”, dirigida pelo maestro Antal Doráti, com Sir Yehudi Menuhin (viola), decorria o ano de 1966.

Concerto de Viola (completado em 1949 por Tibor Serly), Sz. 120, BB 128, escrito em 1945.

00:00​ - I. Moderato [attacca]

12:53​ - II. Adagio religioso - Allegretto [attacca]

17:30​ - III. Allegro vivace