Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O meu presente de Natal

Que o Natal vos traga, aquilo que eu desejo para mim e para os meus, e também, para todos os seres humanos: Amizade, Amor, Paz e Saúde.

Para quem me visita e ouve, aqui no “Pacto”, aqui fica o meu presente de Boas Festas. Quatro dos meus intérpretes e músicos preferidos, cantando e tocando quatro célebres composições de Natal.