Lisboa ainda

Lisboa não tem beijos nem abraços, não tem risos nem esplanadas, não tem passos, nem raparigas nem rapazes de mãos dadas, tem praças cheias de ninguém, ainda tem Sol mas não tem nem gaivota de Amália nem canoa, sem restaurantes, sem bares, nem cinemas, ainda é fado, ainda é poemas, fechada dentro de si mesma ainda é Lisboa, cidade aberta, ainda é Lisboa de Pessoa alegre e triste, e em cada rua deserta, ainda resiste

Manuel Alegre, 20 de Março de 2020


terça-feira, 29 de março de 2016

Pat Metheny Group - Para quem quiser ouvir (III)

(In Wikipédia ou http://www.patmetheny.com - Os excertos das biografias foram adaptados e traduzidos, o resto dos textos são da minha autoria – Ricardo Santos)

O “jazz fusão”, “jazz rock” ou simplesmente “fusão” é um género musical que se desenvolveu nos finais de 1960, de uma mistura de elementos de jazz, tal como o seu foco na improvisação com os ritmos e tons de “funk” e “R&B”, instrumentos eléctricos altamente amplificados e efeitos electrónicos de “rock”. Enquanto o termo “jazz rock” é muitas vezes utilizado como um sinónimo de “jazz fusão”, ele também se refere à música executada nos finais de 1960 e na época de 1970 das bandas rock, quando eles adicionaram elementos de jazz à sua música, como uma forma livre de improvisação.
Depois de uma década de desenvolvimento durante os anos 70, a “fusão” expandiu-se nas capacidades de improvisação e nas tentativas experimentais durante os anos 80 e 90.
Álbuns de “fusão”, mesmo aqueles que são feitos pelo mesmo grupo ou artista, podem incluir uma variedade de estilos. Diferentemente de serem um estilo musical codificado, a “fusão” pode ser vista como uma música tradicional ou aproximação a ela.
Alguma música de “rock progressivo” é também etiquetada por “fusão”. A música de fusão é tipicamente instrumental, muitas vezes com complexas assinaturas temporais, métricas e padrões rítmicos, e também extensas faixas, com improvisações longas. Muitos proeminentes músicos de fusão são reconhecidos, como tendo um alto nível de virtuosismo, combinado com composições complexas e música improvisada complexas ou de um amalgamado de métricas.

A música de PMG, algumas vezes de “jazz fusão” ou “fusão”, que irá passar por aqui contem na maioria das vezes um tema que a inicia e que, de seguida, dá origem aos espaços improvisados de melodias complexas, com Pat Metheny (guitarra e guitarra sintetizada) e os outros músicos. Para terminar, ela retorna ao tema principal para os momentos finais da composição.
As interpretações textuais de algumas músicas são minhas. Como um livro, a música também pode tentar ter uma interpretação, baseada no seu título, porque não ?

FIRST CIRCLE

“First Circle” obteve um “Grammy” para a “Melhor Actuação de Jazz de Fusão” em 1985.
Foi gravado em Julho/Novembro de 1982. Músicas escolhidas, a faixa nº. 3 “First Circle” de 9’ 16” e a faixa nº. 4 “If I Could” de 7’ 01”.

Formação:

Pat Metheny (guitarra acústica corda de aço);
Lyle Mays (piano, sintetizador e oberheim);
Steve Rodby (baixos acústico e eléctrico);
Paul Wertico (bateria); e
Pedro Aznar (percussão, voz e campainhas).

Produção Pat Metheny para a ECM Records, em 1984.

A versão de “First Circle” foi gravada do DVD do espectáculo no Japão, em 1995 e com uma formação diferente do álbum original, desta composição, onde constam: Pat Metheny (guitarra e guitarra sintetizada), Lyle Mays (piano e teclas), Steve Rodby (baixos acústico e eléctrico), Paul Wertico (bateria), David Blamires (voz, e vários instrumentos), Mark Ledford (voz, e vários instrumentos) e Armando Marçal (percussão).

First Circle

É um “encore” em alguns espectáculos ao vivo do grupo. Esta composição é extraordinária e contagiante.

00:01 – Palmas;
00:26 – Introdução com vozes (Mark Ledford e David Blamires);
01:14 – Introdução com os vários instrumentos, começando pela guitarra de Metheny e pelo piano de Lyle Mays;
02:28 – Tema com o grupo todo;
03:02 – Vozes (Mark Ledford e David Blamires) e no final um crescendo;
04:02 – Voltamos ao tema principal com as vozes (Mark Ledford e David Blamires);
04:40 – Piano (Lyle Mays), na parte final em crescendo;
06:52 – Um viragem completa no som, com a percussão (Armando Marçal) e bateria (Paul Wertico) a dominar;
07:28 – De novo as vozes (Mark Ledford e David Blamires), e voltamos ao tema;
07:53 - Tema em final de música, sempre em crescendo;


If I Could

Mais uma balada do PMG que já trouxe aqui ao “Pacto”, não precisamos de ler comentários acerca dela. É simplesmente ouvi-la.

sábado, 26 de março de 2016

SIC Abandonados – Regimento de Artilharia de Costa

“Os Abandonados foram conhecer a história.” Desactivado em 1998, o Regimento de Artilharia de Costa, com 8 Batarias …

sexta-feira, 25 de março de 2016

Humor (I) - Mixórdia de Temática - O bêbado precisa de substituto

Ricardo Araújo Pereira em alguns bons "sketches". Aqui do "Mixórdia de Temáticas" e noutros que publicarei, do "Gato Fedorento".




quinta-feira, 24 de março de 2016

Vencedores Desafio de 22 de Março

Hoje era o dia de publicar os resultados do terceiro desafio (22-03-2016), onde a Bloguer Rui Espírito Santo publicou a sua música. Aqui ficam os resultados:


Obrigado a todos os que participaram. Vencedores foram: a Afrodite (Clara), a Janita, a Teté, a Gábi e a Maria Araújo (Cantinho).
Podem comentar aqui ou no "post" do próprio desafio.

terça-feira, 22 de março de 2016

Estou ?! Posso pedir um disco ? (XXI)

De quem é esta escolha musical ?
Começa hoje e têm 2 dias para descobrir e 3 hipóteses de escolha. Mandem-me por “mail” quem pensam que é e eu irei respondendo.
Dia 24 divulgarei, em comentário, nesta mesma publicação, e para Todos, os vencedores !

A/O Bloguer deixou uma mensagem do que o levou a escolher esta música:

Há certas canções que se identificam tanto com determinados episódios inesquecíveis da nossa vida que parece terem sido escritas expressamente para nós e por esses momentos que ficam para uma vida !
Para mais, duas vozes extraordinárias, também elas inesquecíveis (e neste caso creio que a filha supera o pai).

Nat “King” Cole (Montgomery, EUA, 17-03-1919 — Santa Monica, EUA, 15-02-1965) e Natalie Cole (Los Angeles, California, EUA, 06-02-1950 - (Los Angeles, California, EUA, 31-12-2015)


sábado, 19 de março de 2016

Inesquecíveis (X)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos) e (http://memoriaglobo.globo.com/ da TV Globo)

Novela:          Gabriela                               
Ano:               1975  
Tema:            Quero Ver Subir, Quero Ver Descer      
Intérprete/s:   Walter Queiroz (18-10-1944)                               
Autor/es:        Tradicional (Arranjo R. Santana)


Novela:          O Casarão                           
Ano:               1976  
Tema:            Só Louco     
Intérprete/s:   Gal Costa (26-09-1945)                            
Autor/es:        Dorival Caymmi


quarta-feira, 16 de março de 2016

Jazz Standards (CL)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

It's Only a Paper Moon (#154) - Música de Harold Arlen e Letra de Yip Harburg e Billy Rose
Originalmente intitulado "If You Believed In Me", esta composição Harold Arlen-Yip Harburg foi escrita para o musical de 1932 na Broadway “The Great Magoo”. No ano seguinte, o seu principal intérprete, Paul Whiteman e a sua orquestra, subiram nas tabelas:

Paul Whiteman e a sua orquestra (1933, Peggy Healy, vocalista, Nº. 9)
Cliff Edwards (1933, vocalista, Nº. 13)
Ella Fitzgerald (1945, vocalista, Nº. 9)
Benny Goodman e a sua orquestra (1945, Dorothy Reid, vocalista, Nº. 10)

Gravação de Paul Whiteman é uma gravação típica de banda de dança, do início dos anos 30, e a música é tocada num ritmo muito rápido em comparação com gravações posteriores.

James Paul McCartney (Liverpool, Inglaterra, 18-06-1942 - 20xx) – Do 15º. álbum de estúdio, “Kisses On the Bottom”, foi publicado em Fevereiro de 2012.


Cynthia Basinet (San Fernando Valley, Los Angeles, EUA, 19-05-1972 - 20xx)


Nathalie Cole (Los Angeles, California, EUA, 06-02-1950 - (Los Angeles, California, EUA, 31-12-2015) – no “Avo Session Basel” (Suiça), em  31 de Outubro de 2009.


Manhattan Jazz Orchestra (New York City, New York, EUA, 1983 - 2008)


Letra

It is only a paper moon
Sailing over a cardboard sea
But it wouldn't be make-believe
If you believe in me
It is only a canvas sky
Hanging over a muslin tree
But it wouldn't be make-believe
If you believe in me
Without your love
It's a honky-tonk parade
Without your love
It's a melody played
In a penny arcade
It's a Barnum and Bailey world
Just as phony as it can be
But it wouldn't be make-believe
If you believe in me
Without your love
It's a honky-tonk parade
Without your love
It's a melody played
In a penny arcade
It's a Barnum and Bailey world
Just as phony as it can be
But it wouldn't be make-believe
If you believe in me

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos).

terça-feira, 15 de março de 2016

Vencedores Desafio de 12 de Março

Hoje era o dia de publicar os resultados do segundo desafio (12-03-2016), onde a Bloguer Ângela publicou a sua música. Aqui ficam os resultados:



Vencedores foram: a Afrodite e a Luísa. Obrigado a todos os que participaram !!!

Próxima desafio dia 22 de Março, mas venham visitar-me, porque vai continuar a haver boa música para ouvir !!!

sábado, 12 de março de 2016

Estou ?! Posso pedir um disco ? (XX)

De quem é esta escolha musical ?
Começa hoje e têm 3 dias para descobrir e 3 hipóteses de escolha. Mandem-me por “mail” quem pensam que é e eu irei respondendo.
Dia 15 divulgarei, em comentário, nesta mesma publicação, e para Todos, os vencedores !

A/O Bloguer deixou uma mensagem do que o levou a escolher esta música:

Ricardo,
Ainda é possível pedir um disco? É que fiquei emocionada/o ao descobrir a Amália tão novinha e com essa voz que acaricia a pele de quem a ouve.

Amália Rodrigues (23-07-1920 – 06-10-1999)

quinta-feira, 10 de março de 2016

Tu és Eva… eu sou ??? - Interacção Humorística (CLI)

Em 07-02-2012. Obrigado.

Tu és Eva ?!

Ele:
- Vou-te chamar "Eva" porque foste a 1ª !...
Ela: 
- Então vou-te chamar "Peugeot" porque foste o 206 !!!...

segunda-feira, 7 de março de 2016

Guitarra (I) – Groups & Soloists of Jazz

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Um novo formato na rúbrica “Groups & Soloists of Jazz”. Desta vez escolherei um instrumento e trarei aqui quatro intérpretes (pelo menos) do referido instrumento. Poderão haver mais publicações sobre o mesmo instrumento. Começamos com a “Guitarra”.

Paco de Lucia (Algeciras, Cádiz, Espanha, 21-12-1947 - Playa del Carmen, Mexico, 25-02-2014), Al di Meola (Jersey City, New Jersey, EUA, 22-07-1954) e John McLaughlin (Doncaster, West Riding of Yorkshire, Inglaterra, 04-02-1942)
Mediterranean Sundance/Rio Ancho, No “Pavarotti For War Child”, em  6 de Agosto de 1996.


Ulf Wakenius (Halmstad, Suécia, 16-04-1958)
Skylark, no “Jazz Baltica” de 2001.


Biréli Lagrène (Soufflenheim, Bas-Rhin Alsace, França, 04-09-1966)
Si tu savais, no “Live Jazz Viena”.


John Pizzarelli (Paterson, New Jersey, EUA, 06-04-1960)
Route 66, no “Leverkusener Jazztage” Alemanha, Leverkusen, em Outubro de 1995


sexta-feira, 4 de março de 2016

Pat Metheny Group – Para quem quiser ouvir (II)

(In Wikipédia ou http://www.patmetheny.com - Os excertos das biografias foram adaptados e traduzidos, o resto dos textos são da minha autoria – Ricardo Santos)

O “jazz fusão”, “jazz rock” ou simplesmente “fusão” é um género musical que se desenvolveu nos finais de 1960, de uma mistura de elementos de jazz, tal como o seu foco na improvisação com os ritmos e tons de “funk” e “R&B”, instrumentos eléctricos altamente amplificados e efeitos electrónicos de “rock”. Enquanto o termo “jazz rock” é muitas vezes utilizado como um sinónimo de “jazz fusão”, ele também se refere à música executada nos finais de 1960 e na época de 1970 das bandas rock, quando eles adicionaram elementos de jazz à sua música, como uma forma livre de improvisação.
Depois de uma década de desenvolvimento durante os anos 70, a “fusão” expandiu-se nas capacidades de improvisação e nas tentativas experimentais durante os anos 80 e 90.
Álbuns de “fusão”, mesmo aqueles que são feitos pelo mesmo grupo ou artista, podem incluir uma variedade de estilos. Diferentemente de serem um estilo musical codificado, a “fusão” pode ser vista como uma música tradicional ou aproximação a ela.
Alguma música de “rock progressivo” é também etiquetada por “fusão”. A música de fusão é tipicamente instrumental, muitas vezes com complexas assinaturas temporais, métricas e padrões rítmicos, e também extensas faixas, com improvisações longas. Muitos proeminentes músicos de fusão são reconhecidos, como tendo um alto nível de virtuosismo, combinado com composições complexas e música improvisada complexas ou de um amalgamado de métricas.

A música de PMG, algumas vezes de “jazz fusão” ou “fusão”, que irá passar por aqui contem na maioria das vezes um tema que a inicia e que, de seguida, dá origem aos espaços improvisados de melodias complexas, com Pat Metheny (guitarra e guitarra sintetizada) e os outros músicos. Para terminar, ela retorna ao tema principal para os momentos finais da composição.
As interpretações textuais de algumas músicas são minhas. Como um livro, a música também pode tentar ter uma interpretação, baseada no seu título, porque não ?

TRAVELS

“Travels II” é o segundo CD do duplo álbum “Travels” gravado ao vivo com as actuações em Filadélfia, Dallas, Sacramento e Hartford. Este duplo ganhou mais um “Grammy” para a “Melhor Actuação de Jazz de Fusão” em 1984.
Foi gravado em Julho/Novembro de 1982. Músicas escolhidas, a faixa nº. 3 “Travels” de 5’ 03” e a faixa nº. 5 “San Lorenzo” de 13’ 35”.

Formação:

Pat Metheny (guitarra, guitarra sintetizada, synclavier guitarra);
Lyle Mays (Piano, sintetizador, harpa-auto, órgão e piano sintetizado);
Steve Rodby (baixos acústico e eléctrico);
Dan Gottlieb (bateria); e
Nana Vasconcelos (percussão, voz e berimbau).

Produção de Manfred Eicher, para a ECM Records, em 1983.

Travels

Uma balada lenta do grupo, variantes várias sobre o tema, com a guitarra de Metheny, e também com o grupo. O título é significativo, “Travels”, “Viagens”. A versão aqui publicada tem: Pat Metheny (guitarras eléctrica e acústica); Larry Grenadier (baixo) e Billy Stewart (bateria).


San Lorenzo

Uma música muito mais rica que a balada anterior, com uma introdução com o grupo, um tema explorado com a guitarra de Metheny, dá entrada às teclas de Lyle Mays, de seguida ambos em solo, o tema volta com a guitarra de Pat, continuamos com um solo de piano em crescendo de Mays, nas teclas, a música desce de sonoridade e Lyle continua, finalizamos com o tema e os mesmos acordes com que se começou.

terça-feira, 1 de março de 2016