Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

domingo, 30 de maio de 2021

Prémio Valmor, Ano de 1909, Rua Sacramento à Lapa 34-38

Rua Sacramento à Lapa, do lado direito, a seguir, e muito perto da esquadra da Polícia (à esquerda da rua). Uma tabuleta indicava que, seria propriedade de uma Embaixada, eventualmente, da Bulgária, mas com reservas. Não vi bandeira exterior. Existe uma morada nas Páginas Amarelas Internet que indica esta rua, mas com número de porta diferente.

Consegui voltar a fotografar em 2018, embora não o tenha feito em 2013, visto ser um edifício de “chão estrangeiro” e que, já na altura, em virtude da esquadra da polícia ser mesmo perto, fui alvo de olhares curiosos, por parte das autoridades, o que me levou a não fotografá-lo em 2013. Voltei agora em 2018, penso que eventualmente, já não pertence a Embaixada alguma.

As fotos são referentes ao ano de 2018, sendo a primeira obtida através do “Google Earth”.

Foram entregues quatro prémios, três dos quais Menções Honrosas. Dos edifícios premiados com Menção Honrosa apenas um deles, um Palacete, na Rua do Sacramento à Lapa, 34-38, do arquitecto Arnaldo R. Adães Bermudes e propriedade do Conde de Agrolongo se encontra ainda em bom estado de conservação e destinado a habitação.

Arquitecto Arnaldo Adães Bermudes (1864-1948): 

Prémios Valmor (1908 e 1909) e Menção Honrosa 1909

“Natural do Porto, formou-se em Arquitectura (1885) pela Academia Portuense, entretanto Escola de Belas-Artes e um ano depois, subvencionado pelos organismos comerciais da Cidade Invicta, foi-lhe atribuída uma bolsa de estudo fora do país. Regressado a Portugal, entrou num concurso aberto em 1888, pela Academia de Belas-Artes de Lisboa, para bolseiros no estrangeiro e alcançou a primeira classificação. Durante cinco anos frequentou a Escola de Belas-Artes de Paris e com o melhor proveito, as classes particulares de Paul Blondel (1). Um dos seus trabalhos de grande composição, então ali feitos, levado ao “Salon” de 1893, mereceu elogiosa crítica.

Foi o primeiro classificado, com o Arq.º António Couto Abreu (1874-1946) e o escultor Francisco dos Santos (1878-1930), no Monumento ao Marquês de Pombal, após concursos de polémica violentíssima, onde viria a prevalecer o projecto desta equipa, aquele que se ergue na Rotunda.

Obteve o Prémio Valmor de 1908 pelo edifício construído no gaveto da Avenida Almirante Reis, 2-2K para o Largo do Intendente, 1 a 10. Receberia também, respeitante a 1909, uma Menção Honrosa do Prémio Valmor pelo prédio situado na Rua do Sacramento à Lapa, N.º 34-38, ainda hoje existente, embora com alterações (Primitivo projecto na «Construção Moderna» N.º 214/Ano VII/1906 e fotografia na «Architectura Portugueza», N.º 12/Ano II/Dez. 1909).”

In Bairrada, Eduardo Martins, “Prémios Valmor 1902-1952”, Edição 1988, CML. (sic)*

“http://www.priberam.pt/dlpo/sic” - *sic |sique| (palavra latina)

Advérbio: Sem alteração nenhuma; tal e qual. = assim

(1) – Paul Blondel (1847-1897) foi um arquiteto francês, Grande Prémio de Roma em 1876. Frequentou a Escola de Belas-Artes, oficina “Daumet” em 1864, tornou-se professor de oficina na Escola de Belas-Artes em 1880. Primeiro Presidente de Arquitectura, da Escola Nacional de Artes Decorativas e Inspector-Geral dos Edifícios diocesanos.

Acontecimentos Arquitectónicos da década:

1902 - Inauguração do elevador de Santa Justa;

1903 - Publicação do novo regulamento de salubridade para as construções urbanas;

1904 – Aprovação do Plano Geral de Melhoramentos, apresentado pelo engenheiro Ressano Garcia (1847-1911);

1905 – Desenvolvimento das construções ao longo da Avenida Fontes Pereira de Melo e da futura Avenida da República;

1905 - Jardim Zoológico, nas Laranjeiras, Raul Lino;

1907 – Animatógrafo do Rossio;

1908 - Projecto para o Parque Eduardo VII do arquitecto Miguel Ventura Terra. 

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Sinne Eeg – Jazz Singers (51)

Sinne Eeg (01-09-1977)

The Windmills Of Your Mind, actuação ao vivo Orange (França) em 2012. Com Sinne Eeg (vocal), Jacob Christoffersen (piano),  Morten Lund (bateria) e Morten Ramsbøl (contrabaixo).

My One And Only Love, do álbum “Remembering You” de 2009.

Comes Love, Sinne Eeg (vocal) e a “DR Big Band” com: Dave Vreuls, Bjarke Nikolajsen, Thomas Kjærgaard, Mads la Cour, Gerard Presencer (trompetes); Peter Dahlgren, Vincent Nilsson, Kevin Christensen, Annette Saxe, Jakob Munck (trombones); Peter Fuglsang, Nicolai Schultz, Hans Ulrik, Frederick Menzies, Anders Gaardmand (saxofones); Henrik Gunde (piano); Per Gade (guitarra), Kaspar Vadsholt (contrabaixo), e Søren Frost (bateria).

Love is a Time of Year, ao vivo no Kennedy Center.

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Ólafur Arnalds – NPR Tiny Desk Home Concert (1)

A NPR Music (https://www.youtube.com/channel/UC4eYXhJI4-7wSWc8UNRwD4A) é um projecto da “National Public Radio”, uma organização de media americana sem fins lucrativos, com financiamento público e privado, lançado em Novembro de 2007, para apresentar programação musical de rádio pública e conteúdo editorial original para descoberta de música.

Parece-me um projecto interessantíssimo, principalmente, porque neste contexto de pandemia, dá-nos a possibilidade de ouvirmos grandes intérpretes e compositores a nível mundial, os quais mostram aqui, na NPR Music, a sua arte e a sua capacidade de comunicação. Por aqui vão passar, nomes conhecidos, menos conhecidos e desconhecidos. Para mim, foi e é um prazer procurar bons instrumentais e boas interpretações. As actuações poderão ser, às vezes, bastante mais extensas que o habitual, mas tentei procurar algo que possam escutar com prazer.

No Tiny Desk de hoje, o primeiro, vamos ouvir…

Ólafur Arnalds (03-11-1986) - é um multi-instrumentista e produtor musical, nascido na cidade de Mosfellsbær, na Islândia.

Bob Boilen (um dos criadores do canal NPR | 4 de março de 2021, diz:

Usando um fonógrafo de cilindro Edison "Fireside" e seu próprio “software” de música “Stratus”, o concerto de Ólafur Arnalds “Tiny Desk” (em casa) traz o passado e o futuro numa actuação emocionante. Filmado no seu estúdio arborizado em Reykjavík, Islândia (o antigo estúdio de Sigur Rós), Ólafur e seu quarteto de cordas executam três músicas do álbum de 2020. O grupo abre com uma melodia mais antiga, "Happiness Does Not Wait", com Ólafur Arnalds sentado a um pequeno piano vertical conhecido como uma 'pianette' dinamarquesa. …

Grupo:

Ólafur Arnalds (piano), Geirþrúður Ása Guðjónsdóttir, Sigrún Harðardóttir e Karl James Pestka (violinos) e Unnur Jónsdóttir (violoncelo).

Composições: 

"Happiness Does Not Wait"; "Woven Song"; "Spiral"; e "We Contain Multitudes"

terça-feira, 25 de maio de 2021

Animação (1) Birdbox Studio

Birdbox Studio – Estúdio britânico de animação (curta metragem)

Estacionamento, Carpark

Gnus a Beberem Água, Wildebeest

domingo, 23 de maio de 2021

The Cooltrane Quartet – Groups & Soloists of Jazz (36)

The Cooltrane Quartet e aqui mais sobre (2000)

Wonderwall, do álbum “Cool Jazz Blends” de 2014

Oh! Darling, do álbum “Cool Jazz Blends” de 2014

Your Song, do álbum “Cocktails and Dreams” de 2018

Fly Me To The Moon, … e a cantora Nenei

sábado, 22 de maio de 2021

Charada 7.º Arte – Sergio Leone (2)

Fotos e nomes correctos: Elizabeth McGovern e James Woods

1 - Teresa Hoffbauer (Elizabeth McGovern e James Woods, em “Era uma vez na América”)

2 – Janita (Elizabeth McGovern e James Woods, em “Era uma vez na América”)

3 – Manuela (Elizabeth McGovern e James Woods, em “Era uma vez na América”)

4 – Catarina (Elizabeth McGovern e James Woods, em “Era uma vez na América”)

5 – Pedro Coimbra (Elizabeth McGovern e James Woods, em “Era uma vez na América”)

Muito Obrigado a Todos Vós pela participação e pelos acertos, que todos conseguiram. A ideia não é ser difícil, mas sim despertar as pessoas a verem bom cinema. Abraço !!!

Próximo realizador, o norte-americano Bob Fosse, que anunciarei na Newsletter a data de publicação.

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Charada 7.ª Arte – Sergio Leone

Realizador Sergio Leone

Charada com comentários NÃO moderados. Por favor, não coloquem aqui a solução, enviem-na para o meu email: ricardosantos1953@gmail.com

O que têm de fazer:

Em baixo, descobrirem e dizerem-me (mail), ambos os nomes da actriz e do actor e em que filme (pelo menos um!) no qual tenham participado. Não é obrigatório que tenham participado no mesmo filme, mas os filmes têm de ser do realizador em questão.

Ajudas: O número de letras do nome a encontrar, e uma foto um pouco alterada.

Somente aceitarei os nomes correctos com as fotos.

Têm 48 horas para "matar a charada" e três palpites por actriz e outros três por actor.

Depois de amanhã, dia 22, pelas 20:00 publico a solução, bem como os seus participantes.

Actriz, duas palavras (17 letras):

_ _ _ _ _ _ _ _ _     _ _ _ _ _ _ _ _

Actor, duas palavras (10 letras):

_ _ _ _ _   _ _ _ _ _


Obrigado

quarta-feira, 19 de maio de 2021

7.ª Arte - Sergio Leone

Breves palavras sobre o que é para mim, o Cinema.

Durante os anos da minha juventude houve algo que me despertou o interesse e fez com que a minha ligação com os audiovisuais se tornasse, desde então, preponderante na minha vida. Esse algo foi o Cinema. A chamada 7.ª arte (arte da imagem) que quando dado o nome e na minha modesta opinião, ela reflectia somente a realidade do cinema mudo, por isso “arte da imagem”. Posteriormente a 7.ª arte tornou-se em algo muito mais complexo. A obra/filme tornou-se num conjunto de várias e ricas variáveis: a imagem, o texto, a cenografia, o som, o guarda-roupa, a interpretação, etc.. Tudo isso conglomerado e orientado de alguma maneira, por uma pessoa na arte de dirigir, o realizador.

Um bom filme, é como uma boa música ou um bom livro, é algo que deve ser visto mais que uma vez, para que nos apercebamos de coisas que numa só, é impossível. Um amante de cinema vê um filme duas, três vezes, para que nele possa visualizar todas essas variáveis de que falei anteriormente.

Vão passar por aqui alguns realizadores que fizeram e fazem parte do meu imaginário de cinéfilo. Nessa época, quando frequentei as salas de cinema em Lisboa, as filmografias de eleição eram: a italiana, a francesa, a alemã, a sueca, a espanhola, a nipónica, a americana. Mas passarão também, e obviamente, realizadores brasileiros e portugueses

Esta nova publicação intitulada 7.ª Arte, será muito de uma pequena mostra do que se via cinematograficamente em Lisboa, nos finais da década de 60 e 70, mas não só, porque teremos filmes muito mais actuais !!!

Tal qual, como todos vós, me reconhecem como um melómano amador, eu também sou um cinéfilo amador. O que vou trazer aqui foram/são obras que gostei/gosto e vi/revejo, e as minhas escolhas são apenas opiniões e gostos, livres de qualquer pretensiosismo !!!

No nome do realizador (se estrangeiro) e na maioria dos títulos dos filmes existem “links” para a Wikipedia (versão inglesa), por ser a plataforma mais abrangente e mais completa. Se pretenderem, na coluna esquerda dessas mesmas páginas, em baixo, tem normalmente, a escolha da tradução para a língua portuguesa.

Do cinema italiano trago-vos, um dos meus preferidos Sergio Leone (03-01-1929 – 30-04-1989). Criador do Spaghetti Western. Com 11 películas, e mais umas quantas como assistente de realizador e “screenplay”, e uns quantos galardões. Dele escolhi 4 filmes que vi, embora para além destes tenha visto outros. As bandas sonoras, normalmente, eram compostas pelo Mestre da música para cinema, Ennio Morricone.

(1964) Per un Pugno di DollariPor Um Punhado De Dólares

(1966) Il Buono, il Brutto, il CattivoO Bom, o Mau e o Vilão

(1968) C'era Una Volta il WestEra Uma Vez no Oeste

(1984) Once Upon a Time in AmericaEra Uma Vez na América

Continuo a achar este filme, uma das melhores películas da história do cinema !!!

(1973) Entrevista com Sergio Leone

segunda-feira, 17 de maio de 2021

António Zambujo – Nascidos Aqui (34)

António Zambujo (19-09-1975)

Foi Deus, original álbum “Outro Sentido” de 2007. Aqui, António Zambujo no Auditório do Conservatório de Música de Coimbra. Espetáculo promovido pela A2C2 – Associação de Amigos do Conservatório de Coimbra.

Flagrante, original do álbum “Quinto” de 2012. Aqui no álbum “Lisboa 22:38 - Ao Vivo no Coliseu” de 2013.

Flagrante, versão de estúdio e do original do álbum “Quinto” de 2012.

Lambreta, original do álbum “Quinto” de 2012. Aqui no álbum “Lisboa 22:38 - Ao Vivo no Coliseu” de 2013.

Pica do 7, do álbum “Rua da Emenda” de 2014.

Entrevista dada aoMyway”.

domingo, 16 de maio de 2021

Faz Hoje Anos (87 e 88) – Betty Carter e Woody Herman

Faz hoje 92 anos... Parabéns !!!

Betty Carter (Lillie Mae Jones) (16-05-1929 – 26-09-1998), esteve entre nós e actuou no Cascais Jazz 76. Uma voz com grande poder de improvisação. Interpretando "Swing Brother Swing".      

Faz hoje 108 anos... Parabéns !!!

Woody Herman (Woodrow Charles Herman) (16-05-1913 – 29-10-1987), no “The Ed Sullivan Show” em Março de 1963, com a sua orquestra, interpretando o tema “Caldonia”.

sexta-feira, 14 de maio de 2021

A Sopa do Pacto (22), músicas

Porque gosto de música francesa, por ser bonita e melodiosa e não me irrita os tímpanos !!!

Nana Mouskouri (Grega) – Plaisir d'Amour, escrita em 1784 por Jean-Paul-Égide Martini.

Georges Moustaki (Egípcio) – Le Méteque, escrita por ele em 1969.

Sylvie Vartan (Búlgara) – La Plus Belle Pour Aller Danser, lançado em EP em 1964 e escrita por Charles Aznavour e Georges Garvarentz.A canção era o tema do filme “Cherchez l'idole”, onde ela entrou.

Dalida (Egípcia) – Je Suis Malade, escrita por Serge Lama, em 1973, esta canção marca um dos momentos altos da carreira de Dalida. No entanto, esta mesma composição, dava a conhecer o seu estado de espírito, após três casamentos muito complicados, com três homens suicidas. Diz-se que ela própria teria dito um dia: "Todos os homens que amo suicidam-se... sou maldita!". Em 1987, com 54 anos, Dalida suicida-se.

quinta-feira, 13 de maio de 2021

A Sopa do Pacto (22), solução

Quem participou:

1 – Janita (Nana Mouskouri, Dalida, Sylvie Vartan e Georges Moustaki)

2 – Clara (Nana Mouskouri, Dalida, Sylvie Vartan e Georges Moustaki)

3 – Teresa (Nana Mouskouri, Dalida, Sylvie Vartan e Georges Moustaki)

4 – Catarina (Nana Mouskouri, Dalida, Sylvie Vartan e Georges Moustaki)

5 – Pedro Coimbra (Nana Mouskouri, Dalida, Sylvie Vartan e Georges Moustaki)

6 – Luísa (Nana Mouskouri, Dalida, Sylvie Vartan e Georges Moustaki)

7 – Lis (Nana Mouskouri, Dalida e Georges Moustaki)

terça-feira, 11 de maio de 2021

A Sopa do Pacto (22)

“A Sopa do Pacto” é a nova rúbrica, baseada basicamente no passatempo “Sopa de Letras”. Conterá sempre um quadrado, como figura geométrica, de 10x10, e as palavras a adivinhar estarão colocados nas posições utilizadas na comum “sopa de letras”, horizontal, vertical e diagonal, em ambos os sentidos. A “sopa” serão quase sempre 4 (quatro) artistas/grupos do foro musical, ou de outras artes.

Terão de me enviar por mail (ricardosantos1953@gmail.com) o puzzle totalmente solucionado ou o que conseguiram encontrar até ao final do prazo limite, indicando onde se encontram os 4 (quatro) artistas/grupos.

O tempo limite para resolverem a “sopa”, os artistas no puzzle e escolherem as duas canções será de 48 horas. Dúvidas serão aqui respondidas nos comentários.

Peço desculpa, mas a partir de agora a “Sopa do Pacto”, em virtude das alterações ao Blogger que complicam a inserção de videos (embedded code) do Youtube, as escolhas dos trechos musicais serão sempre meus.

A “Sopa do Pacto” número (22) é com música francesa. São três mulheres (grega, egípcia e búlgara) e um homem (egípcio). Como poderão constatar depois de descobrirem quem são, nenhum deles é, originariamente, francês, mas todos cantam em francês e fizeram muito da sua carreira em França.

Na data limite 13-05-2021 às 20:00, publicarei as soluções; No dia 14-05-2021 às 00:00, publicarei as músicas.

domingo, 9 de maio de 2021

Discos Vinil (6) Bridge Over Troubled Water

Nome: Simon & Garfunkel

Autor: Paulo Simon

Ano: 1970

Direcção: Simon & Garfunkel

Intérprete/s: Simon & Garfunkel

Editora: Columbia

Texto:

Uma das melhores duplas de intérpretes de todos os tempos. Lembro-me bem do sucesso deste LP quando ele saíu, decorria o ano de 1970 e eu estava no 4.º ano dos Liceus, actual 8.º, e tinha 16 anos.

Este álbum teve um palmarés notável nas tabelas de vendas a nível mundial, nomeadamente nos EUA e nas Ilhas Britânicas. Esteve em primeiro lugar nos EUA, Reino Unido, Australia, Canadá, Hoanda, França, República Federal Alemã, Japão, Noruega, Espanha, Suécia, e em 4.º lugar em Itália. Foram vendidas deste vinil mais de 25 milhões de cópias.

Este é mais um dos álbuns “obrigatórios” ouvir para quem quer ter algum conhecimento musical, tal como os outros que aqui já passaram nesta rúbrica.

Bridge over Troubled Water é o quinto e último álbum de estúdio da dupla de “folk rock” norte-americana Paul Simon & Art Garfunkel, lançado em Janeiro de 1970 na Columbia Records. Na sequência da banda sonora da dupla para o filme “The Graduate”, Art Garfunkel assumiu um papel no filme “Catch-22”, enquanto Paul Simon trabalhava as músicas deste álbum, escrevendo todas as faixas, com excepção "Bye Bye Love" de Felice e Boudleaux Bryant (sucesso dos Everly Brothers).

Com a ajuda do produtor e engenheiro de som Roy Halee, o álbum seguiu uma linha  musical similar ao de “Bookends”, abandonando em parte o estilo tradicional em favor de um som mais criativo, combinando Rock, R&B, Gospel, Jazz, World music, Pop e outros géneros. Depois de filmar “Catch-22”, Garfunkel voltou e a dupla gravou cerca de quatorze faixas, das quais, três não foram apresentadas no álbum. A inclusão de uma 12.ª faixa foi muito tempo discutida, mas finalmente decidiu-se serem somente 11 músicas.

(In wikipedia)

Fotos:


Músicas:

Bridge Over Troubled Water, aqui no Madison Square Garden, NYC – gravado a 29 e 30 de Outubro de 2009.

El Condor Pasa, aqui no Concerto do Central Park em NYC, decorria o ano de 1982.

Cecilia, aqui no Concerto do Central Park em NYC, decorria o ano de 1982.

The Boxer, audio original do álbum em questão.

Baby Driver, audio original do álbum em questão.

The Only Living Boy in New York, audio original do álbum em questão.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Eyes Thru Glass (58) – Óbidos (II) – Igreja de Santa Maria Matriz de Óbidos

Aqui neste blogue e no “Eyes thru Glass“ mostro aquilo que os meus olhos vêem, através da objectiva.

Aqui ficarão somente as fotos, sem texto ficcional e sem música, apenas uma breve introdução, onde são tiradas e quando, e eventualmente alguma especificação técnica.

Em Setembro de 2016, estive perto de Óbidos a passar uns dias de descanso, e andei na vila e pelos seus arredores, a fazer fotografia, em alguns locais e cidades.

De uma mostra de 8, aqui fica a segunda série de algumas das fotografias “batidas”, no Igreja de Santa Maria Matriz de Óbidos.
























segunda-feira, 3 de maio de 2021

Alcunhas Alentejanas (9) - Inverno

Alcunhas Alentejanas (9) - Inverno

É uma nova rúbrica, baseada no livro de Francisco Martins Ramos e Carlos Alberto da Silva, intitulado “Tratado das Alcunhas Alentejanas” (3.ª edição, Fevereiro de 2003), editado pela “Edições Colibri, Lda.”, Faculdade de Letras de Lisboa. 

Pedi autorização à editora Colibri e o sr. Fernando Mão de Ferro escreveu-me e autorizou-me no dia 9 deste mês (Sem problemas. Parabéns pelo projecto.Fernando Mão de Ferro) que avançasse com estas pequenas publicações. Dos autores, tentei contactar com um deles, visto que o outro, infelizmente, já faleceu, mas até agora não obtive qualquer resposta. Os textos  que publicarei não irão plagiar o livro. Irei tratar os textos de outra maneira e de algum modo publicitarei o “Tratado das Alcunhas Alentejanas”, através destes “posts”. É, como já frisei, um livro/tratado extremamente interessante e digno que figurar numa prateleira de uma biblioteca pessoal. Nele foram tratadas cerca de 20.000 alcunhas, por todo o Baixo e Alto Alentejo.

Esta publicação terá 52 números (2 voltas ao alfabeto de 26 letras) porque queremos apenas chamar à atenção dos leitores sobre a importância e o trabalho realizado. Escolheremos as alcunhas a tratar, uma por cada letra do alfabeto português, de A a Z. Foram também incluídas, as letras K, W e Y.

Tratado das Alcunhas

Inverno – masculino ou feminino, cognome individual, designação familiar, alcunha adquirida, designação assumida, designação rejeitada, alcunha de tratamento, alcunha de referência passada a apelido; classificação: astronómica / comportamental; história: O receptor, quando era criança, andava sempre com muita roupa (Arraiolos e Portalegre); em criança, e apesar de descalço e frio, o alcunhado gostava de brincar dentro das poças (Serpa); desgignação atribuída a um indivíduo que é muito friorento (Portel); homem que gosta muito da estação do Inverno (Nisa). Existe também em Évora, Cuba, Redondo, Portalegre, Sines, Elvas e Avis.

(In Tratado das Alcunhas Alentejanas”, 3.ª edição, Fevereiro de 2003)

Priberam (online)

In·ver·no |é| (latim hibernum [tempus], tempo de inverno, do latim hibernus, -a, -um, de inverno, invernoso, tempestuoso)

nome masculino

1. No hemisfério norte, estação do ano compreendida entre 22 de Dezembro e 21 de Março; no hemisfério sul, estação do ano que se inicia no solstício e se prolonga até ao equinócio, de 21 de Junho a 23 de Setembro.

inverno

2. [Por extensão]  Tempo frio e chuvoso.

3. [Figurado]  Velhice.

invernos

nome masculino plural

4. Anos da idade, geralmente em relação a pessoas idosas (ex.: a avó brincou com a idade, dizendo que carregava 40 invernos em cada perna). = JANEIROS

Palavras relacionadas: 

inverniçosolstíciodesinvernarhibernáculoinvernarinvernosoniveal

"Inverno", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/Inverno [consultado em 16-06-2020].

Porto Editora (online)

Inverno

in.ver.no ĩˈvɛrnu

nome masculino

1. estação do ano entre o Outono e a Primavera, em que a duração dos dias vai aumentando mantendo-se sempre menores do que as noites, e que se caracteriza, nas zonas temperadas, pelo frio e pela chuva (no hemisfério norte, começa entre 21 e 22 de Dezembro, e no hemisfério sul, entre 20 e 21 de Junho)

2. figurado tempo frio

3. figurado velhice

4. plural anos de idade

Do latim hibernu-, «idem»

SINÓNIMOS

invernadainverneirainverniavelhice

ANAGRAMAS

nervinoInverno

inverno

forma do verbo invernar

Antonio Vivaldi - Inverno

domingo, 2 de maio de 2021

Dança (20) Rock and Roll

A Dança é uma das três principais artes cénicas da antiguidade, ao lado do Teatro e da Música (in wikipédia). No Priberam esta é a sua definição gramatical e não só, e na Porto Editora esta é a sua definição gramatical e não só. Achei um tema interessante e decidi trazer aqui as muitas formas de dança, origens, com a ajuda da Wikipédia e do Youtube.

Muitas danças nasceram em África, paraíso dos ritmos e batuques, quando os instrumentos eram rudimentares. Com a escravatura, elas foram levadas para outros continentes e países, nomeadamente, o Brasil, e para outros países latino-americanos. Irão aparecer algumas muito idênticas, embora todas existam na realidade. O que aconteceu, simplesmente, foi a criação de coreografias diferentes, consoante a interpretação dada pelos povos que as cultivaram ou cultivam.

Rock and Roll – É uma forma competitiva e muito atlética de dança a pares que se originou do “Lindy Hop” …………….. Mais informação aqui !

Rock & Roll Dance 1956 (Earl Barton & Lisa Gaye)

Rock 'n' roll: Daiana Guspero y Miguel Angel Zotto, 3/6/2017, Antwerpen Tango Festival

Rock 'n' Roll Dance Lesson For Beginners - Rock 'n' Roll Dance Moves - How To Rock 'n Roll

sábado, 1 de maio de 2021

Dança (19) Charleston

A Dança é uma das três principais artes cénicas da antiguidade, ao lado do Teatro e da Música (in wikipédia). No Priberam esta é a sua definição gramatical e não só, e na Porto Editora esta é a sua definição gramatical e não só. Achei um tema interessante e decidi trazer aqui as muitas formas de dança, origens, com a ajuda da Wikipédia e do Youtube.

Muitas danças nasceram em África, paraíso dos ritmos e batuques, quando os instrumentos eram rudimentares. Com a escravatura, elas foram levadas para outros continentes e países, nomeadamente, o Brasil, e para outros países latino-americanos. Irão aparecer algumas muito idênticas, embora todas existam na realidade. O que aconteceu, simplesmente, foi a criação de coreografias diferentes, consoante a interpretação dada pelos povos que as cultivaram ou cultivam.

Charleston – É uma uma dança surgida na década de 1920 pouco depois da “Primeira Guerra Mundial”, sendo um divertimento dos cabarés, onde as mulheres dançavam e mostravam mais as pernas porque as saias eram mais curtas e tinham o cabelo cortado “a garçonne”. O nome da dança tem a ver com a cidade de Charleston, no estado da Carolina do Sul. …………….. Mais informação aqui !

1920’s - Charleston Dance

The Charleston - Dance Entertainment by A.Y Dance

How to Dance: The Charleston