Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Pat Metheny Group - Para quem quiser ouvir (V)

(In Wikipédia ou http://www.patmetheny.com - Os excertos das biografias foram adaptados e traduzidos, o resto dos textos são da minha autoria – Ricardo Santos)

O “jazz fusão”, “jazz rock” ou simplesmente “fusão” é um género musical que se desenvolveu nos finais de 1960, de uma mistura de elementos de jazz, tal como o seu foco na improvisação com os ritmos e tons de “funk” e “R&B”, instrumentos eléctricos altamente amplificados e efeitos electrónicos de “rock”. Enquanto o termo “jazz rock” é muitas vezes utilizado como um sinónimo de “jazz fusão”, ele também se refere à música executada nos finais de 1960 e na época de 1970 das bandas rock, quando eles adicionaram elementos de jazz à sua música, como uma forma livre de improvisação.
Depois de uma década de desenvolvimento durante os anos 70, a “fusão” expandiu-se nas capacidades de improvisação e nas tentativas experimentais durante os anos 80 e 90.
Álbuns de “fusão”, mesmo aqueles que são feitos pelo mesmo grupo ou artista, podem incluir uma variedade de estilos. Diferentemente de serem um estilo musical codificado, a “fusão” pode ser vista como uma música tradicional ou aproximação a ela.
Alguma música de “rock progressivo” é também etiquetada por “fusão”. A música de fusão é tipicamente instrumental, muitas vezes com complexas assinaturas temporais, métricas e padrões rítmicos, e também extensas faixas, com improvisações longas. Muitos proeminentes músicos de fusão são reconhecidos, como tendo um alto nível de virtuosismo, combinado com composições complexas e música improvisada complexas ou de um amalgamado de métricas.

A música de PMG, algumas vezes de “jazz fusão” ou “fusão”, que irá passar por aqui contem na maioria das vezes um tema que a inicia e que, de seguida, dá origem aos espaços improvisados de melodias complexas, com Pat Metheny (guitarra e guitarra sintetizada) e os outros músicos. Para terminar, ela retorna ao tema principal para os momentos finais da composição.
As interpretações textuais de algumas músicas são minhas. Como um livro, a música também pode tentar ter uma interpretação, baseada no seu título, porque não ?

LETTER FROM HOME

“Letter From Home” continua na senda do álbum anterior e na mistura da fusão com os ritmos brasileiros.
Foi gravado na primavera de 1989 em New York (Power Station). Músicas escolhidas, a faixa nº. 7 “Beat 70” de 4’ 55” e a faixa nº. 12 “Letter From Home” de 2’ 34”.

Formação:

Pat Metheny (guitarra e guitarra sintetizada);
Lyle Mays (piano e teclas);
Steve Rodby (baixos acústico e eléctrico);
Paul Wertico (bateria e percussão);
Pedro Aznar (voz, guitarra acústica, percussão, saxofone, vibrafone, marimba, melódica, charango e panpipe); e
Armando Marçal (percussão).

Produção de Pat Metheny, para a David Geffen Company, em 1989.

A versão de “Beat 70” é uma das versões existentes no Youtube que foi gravado no Festival International de Jazz de Montreal, Canadá, a 3 de Julho de 1989.

Beat 70

Esta música é jazz com influências latino-americanas. Fácil de ouvir e de “bater o pé” !


A versão de “Letter From Home” é uma das versões existentes no Youtube e pertence a um dos espectáculos gravados ao vivo, em 1993, quando da digressão do PMG em Itália e França, e com uma formação diferente do álbum original, desta composição, onde constam: Pat Metheny (guitarra e guitarra sintetizada), Lyle Mays (piano e teclas), Steve Rodby (baixos acústico e eléctrico), Paul Wertico (bateria e percussão), Pedro Aznar (voz, guitarra acústica, percussão, saxofone, vibrafone, marimba, melódica) e Armando Marçal (voz, percussão, timbales e congas).

Letter From Home

Mais um balada que parece na realidade uma carta na qual se escrevem palavras de saudades e das coisas que se têm passado na ausência de alguém. Utilizem a vossa imaginação para escrever essa carta e ouvir esta música.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Pat Metheny Group - Para quem quiser ouvir (IV)

(In Wikipédia ou http://www.patmetheny.com - Os excertos das biografias foram adaptados e traduzidos, o resto dos textos são da minha autoria – Ricardo Santos)

O “jazz fusão”, “jazz rock” ou simplesmente “fusão” é um género musical que se desenvolveu nos finais de 1960, de uma mistura de elementos de jazz, tal como o seu foco na improvisação com os ritmos e tons de “funk” e “R&B”, instrumentos eléctricos altamente amplificados e efeitos electrónicos de “rock”. Enquanto o termo “jazz rock” é muitas vezes utilizado como um sinónimo de “jazz fusão”, ele também se refere à música executada nos finais de 1960 e na época de 1970 das bandas rock, quando eles adicionaram elementos de jazz à sua música, como uma forma livre de improvisação.
Depois de uma década de desenvolvimento durante os anos 70, a “fusão” expandiu-se nas capacidades de improvisação e nas tentativas experimentais durante os anos 80 e 90.
Álbuns de “fusão”, mesmo aqueles que são feitos pelo mesmo grupo ou artista, podem incluir uma variedade de estilos. Diferentemente de serem um estilo musical codificado, a “fusão” pode ser vista como uma música tradicional ou aproximação a ela.
Alguma música de “rock progressivo” é também etiquetada por “fusão”. A música de fusão é tipicamente instrumental, muitas vezes com complexas assinaturas temporais, métricas e padrões rítmicos, e também extensas faixas, com improvisações longas. Muitos proeminentes músicos de fusão são reconhecidos, como tendo um alto nível de virtuosismo, combinado com composições complexas e música improvisada complexas ou de um amalgamado de métricas.

A música de PMG, algumas vezes de “jazz fusão” ou “fusão”, que irá passar por aqui contem na maioria das vezes um tema que a inicia e que, de seguida, dá origem aos espaços improvisados de melodias complexas, com Pat Metheny (guitarra e guitarra sintetizada) e os outros músicos. Para terminar, ela retorna ao tema principal para os momentos finais da composição.
As interpretações textuais de algumas músicas são minhas. Como um livro, a música também pode tentar ter uma interpretação, baseada no seu título, porque não ?

STILL LIFE (TALKING)

“Still Life (Talking)” combina elementos de jazz de fusão com outros latino-americanos, nomeadamente, brasileiros. O jazz, o folk e o pop, de mãos dadas.
Foi gravado em Março/Abril de 1987 em New York (Power Station). Músicas escolhidas, a faixa nº. 1 “Minuano (Six Eight)” de 9’ 25” e a faixa nº. 3 “Last Train Home” de 5’ 38”.

Formação:

Pat Metheny (guitarras eléctrica e acústica, e guitarra sintetizada);
Lyle Mays (piano e teclas);
Steve Rodby (baixos acústico e eléctrico);
Paul Wertico (bateria);
David Blamires (voz, e vários instrumentos);
Mark Ledford (voz, e vários instrumentos); e
Armando Marçal (percussão).

Produção de Pat Metheny, para a David Geffen Company, em 1987.

A versão de “Minuano (Six Eight)” foi gravada do DVD do espectáculo no Japão de 1992 e com uma formação diferente do álbum original, desta composição, onde constam: Pat Metheny (guitarra e guitarra sintetizada), Lyle Mays (piano e teclas), Steve Rodby (baixos acústico e eléctrico), Paul Wertico (bateria), Pedro Aznar (voz, vibrafone, percussão e guitarra) e Armando Marçal (percussão).

Minuano (Six Eight)

É, também e normalmente, um “encore” nos espectáculos ao vivo do grupo. Ouvia pelo menos duas vezes em dois dos espectáculos ao vivo em Lisboa. A música é muito agradável. Ninguém pode ficar indiferente ao ouvi-la ao vivo. Esta versão ao vivo é de 1992.

00:01 – Introdução com voz de Pedro Aznar;
01:26 – A guitarra de Metheny e canto de Aznar por trás…;
02:42 – Tema com o grupo;
03:34 – Pedro Aznar cantando o Tema, acompanhado de Metheny;
04:18 – Solo de guitarra (Pat Metheny);
06:18 – vão entrando os vários instrumentos: Vibrafone (Pedro Aznar), piano (Lyle Mais), bateria (Paul Wertico), contrabaixo (Steve Rodby), guitarra (Pat Metheny) e piano, sintetizadores (Lyle Mais), crescendo e…
07:40 – Voltamos ao Tema cantado por Pedro Aznar, até ao final da música. O grupo termina em som alto.


Last Train Home

A versão de “Last Train Home” (não está em muito boas condições!) que também é, tal como a anterior, um dos “cavalo de batalha” (“standard”) do PMG, é uma das versões existentes no Youtube e pertence a um dos espectáculos gravados ao vivo, em 1993, quando da digressão do PMG em Itália e França, e com uma formação diferente do álbum original, desta composição, onde constam: Pat Metheny (guitarra e guitarra sintetizada), Lyle Mays (piano e teclas), Steve Rodby (baixos acústico e eléctrico), Paul Wertico (bateria e percussão), Pedro Aznar (voz, guitarra acústica, percussão, saxofone, vibrafone, marimba, melódica) e Armando Marçal (voz, percussão, timbales e congas).

É somente fechar os olhos e veremos a passar na nossa mente “O Último Comboio Para Casa”, serpenteando a sua linha por entre montes e valados que poderá atravessar.

… começo com uns segundos atrasados
00:01 – Tema com todo o grupo, inclusive uma “batida” de bateria a imitar um combóio (que nos irá acompanhar até ao fim), e um solo de acompanhamento do tema (Pat Metheny);
01:49 – Guitarra (Pat Methney);
03:23 – Vozes mais fortes e marcantes (Pedro Aznar e Armando Marçal);
03:44 – Guitarra (Pat Methney), o tema vai repetir-se e pouco a pouco o “combóio” vai-se afastando...



Não resisti e coloco aqui outra versão, uma associação perfeita entre titulo, som e imagem.

terça-feira, 29 de março de 2016

Pat Metheny Group - Para quem quiser ouvir (III)

(In Wikipédia ou http://www.patmetheny.com - Os excertos das biografias foram adaptados e traduzidos, o resto dos textos são da minha autoria – Ricardo Santos)

O “jazz fusão”, “jazz rock” ou simplesmente “fusão” é um género musical que se desenvolveu nos finais de 1960, de uma mistura de elementos de jazz, tal como o seu foco na improvisação com os ritmos e tons de “funk” e “R&B”, instrumentos eléctricos altamente amplificados e efeitos electrónicos de “rock”. Enquanto o termo “jazz rock” é muitas vezes utilizado como um sinónimo de “jazz fusão”, ele também se refere à música executada nos finais de 1960 e na época de 1970 das bandas rock, quando eles adicionaram elementos de jazz à sua música, como uma forma livre de improvisação.
Depois de uma década de desenvolvimento durante os anos 70, a “fusão” expandiu-se nas capacidades de improvisação e nas tentativas experimentais durante os anos 80 e 90.
Álbuns de “fusão”, mesmo aqueles que são feitos pelo mesmo grupo ou artista, podem incluir uma variedade de estilos. Diferentemente de serem um estilo musical codificado, a “fusão” pode ser vista como uma música tradicional ou aproximação a ela.
Alguma música de “rock progressivo” é também etiquetada por “fusão”. A música de fusão é tipicamente instrumental, muitas vezes com complexas assinaturas temporais, métricas e padrões rítmicos, e também extensas faixas, com improvisações longas. Muitos proeminentes músicos de fusão são reconhecidos, como tendo um alto nível de virtuosismo, combinado com composições complexas e música improvisada complexas ou de um amalgamado de métricas.

A música de PMG, algumas vezes de “jazz fusão” ou “fusão”, que irá passar por aqui contem na maioria das vezes um tema que a inicia e que, de seguida, dá origem aos espaços improvisados de melodias complexas, com Pat Metheny (guitarra e guitarra sintetizada) e os outros músicos. Para terminar, ela retorna ao tema principal para os momentos finais da composição.
As interpretações textuais de algumas músicas são minhas. Como um livro, a música também pode tentar ter uma interpretação, baseada no seu título, porque não ?

FIRST CIRCLE

“First Circle” obteve um “Grammy” para a “Melhor Actuação de Jazz de Fusão” em 1985.
Foi gravado em Julho/Novembro de 1982. Músicas escolhidas, a faixa nº. 3 “First Circle” de 9’ 16” e a faixa nº. 4 “If I Could” de 7’ 01”.

Formação:

Pat Metheny (guitarra acústica corda de aço);
Lyle Mays (piano, sintetizador e oberheim);
Steve Rodby (baixos acústico e eléctrico);
Paul Wertico (bateria); e
Pedro Aznar (percussão, voz e campainhas).

Produção Pat Metheny para a ECM Records, em 1984.

A versão de “First Circle” foi gravada do DVD do espectáculo no Japão, em 1995 e com uma formação diferente do álbum original, desta composição, onde constam: Pat Metheny (guitarra e guitarra sintetizada), Lyle Mays (piano e teclas), Steve Rodby (baixos acústico e eléctrico), Paul Wertico (bateria), David Blamires (voz, e vários instrumentos), Mark Ledford (voz, e vários instrumentos) e Armando Marçal (percussão).

First Circle

É um “encore” em alguns espectáculos ao vivo do grupo. Esta composição é extraordinária e contagiante.

00:01 – Palmas;
00:26 – Introdução com vozes (Mark Ledford e David Blamires);
01:14 – Introdução com os vários instrumentos, começando pela guitarra de Metheny e pelo piano de Lyle Mays;
02:28 – Tema com o grupo todo;
03:02 – Vozes (Mark Ledford e David Blamires) e no final um crescendo;
04:02 – Voltamos ao tema principal com as vozes (Mark Ledford e David Blamires);
04:40 – Piano (Lyle Mays), na parte final em crescendo;
06:52 – Um viragem completa no som, com a percussão (Armando Marçal) e bateria (Paul Wertico) a dominar;
07:28 – De novo as vozes (Mark Ledford e David Blamires), e voltamos ao tema;
07:53 - Tema em final de música, sempre em crescendo;


If I Could

Mais uma balada do PMG que já trouxe aqui ao “Pacto”, não precisamos de ler comentários acerca dela. É simplesmente ouvi-la.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Pat Metheny Group – Para quem quiser ouvir (II)

(In Wikipédia ou http://www.patmetheny.com - Os excertos das biografias foram adaptados e traduzidos, o resto dos textos são da minha autoria – Ricardo Santos)

O “jazz fusão”, “jazz rock” ou simplesmente “fusão” é um género musical que se desenvolveu nos finais de 1960, de uma mistura de elementos de jazz, tal como o seu foco na improvisação com os ritmos e tons de “funk” e “R&B”, instrumentos eléctricos altamente amplificados e efeitos electrónicos de “rock”. Enquanto o termo “jazz rock” é muitas vezes utilizado como um sinónimo de “jazz fusão”, ele também se refere à música executada nos finais de 1960 e na época de 1970 das bandas rock, quando eles adicionaram elementos de jazz à sua música, como uma forma livre de improvisação.
Depois de uma década de desenvolvimento durante os anos 70, a “fusão” expandiu-se nas capacidades de improvisação e nas tentativas experimentais durante os anos 80 e 90.
Álbuns de “fusão”, mesmo aqueles que são feitos pelo mesmo grupo ou artista, podem incluir uma variedade de estilos. Diferentemente de serem um estilo musical codificado, a “fusão” pode ser vista como uma música tradicional ou aproximação a ela.
Alguma música de “rock progressivo” é também etiquetada por “fusão”. A música de fusão é tipicamente instrumental, muitas vezes com complexas assinaturas temporais, métricas e padrões rítmicos, e também extensas faixas, com improvisações longas. Muitos proeminentes músicos de fusão são reconhecidos, como tendo um alto nível de virtuosismo, combinado com composições complexas e música improvisada complexas ou de um amalgamado de métricas.

A música de PMG, algumas vezes de “jazz fusão” ou “fusão”, que irá passar por aqui contem na maioria das vezes um tema que a inicia e que, de seguida, dá origem aos espaços improvisados de melodias complexas, com Pat Metheny (guitarra e guitarra sintetizada) e os outros músicos. Para terminar, ela retorna ao tema principal para os momentos finais da composição.
As interpretações textuais de algumas músicas são minhas. Como um livro, a música também pode tentar ter uma interpretação, baseada no seu título, porque não ?

TRAVELS

“Travels II” é o segundo CD do duplo álbum “Travels” gravado ao vivo com as actuações em Filadélfia, Dallas, Sacramento e Hartford. Este duplo ganhou mais um “Grammy” para a “Melhor Actuação de Jazz de Fusão” em 1984.
Foi gravado em Julho/Novembro de 1982. Músicas escolhidas, a faixa nº. 3 “Travels” de 5’ 03” e a faixa nº. 5 “San Lorenzo” de 13’ 35”.

Formação:

Pat Metheny (guitarra, guitarra sintetizada, synclavier guitarra);
Lyle Mays (Piano, sintetizador, harpa-auto, órgão e piano sintetizado);
Steve Rodby (baixos acústico e eléctrico);
Dan Gottlieb (bateria); e
Nana Vasconcelos (percussão, voz e berimbau).

Produção de Manfred Eicher, para a ECM Records, em 1983.

Travels

Uma balada lenta do grupo, variantes várias sobre o tema, com a guitarra de Metheny, e também com o grupo. O título é significativo, “Travels”, “Viagens”. A versão aqui publicada tem: Pat Metheny (guitarras eléctrica e acústica); Larry Grenadier (baixo) e Billy Stewart (bateria).


San Lorenzo

Uma música muito mais rica que a balada anterior, com uma introdução com o grupo, um tema explorado com a guitarra de Metheny, dá entrada às teclas de Lyle Mays, de seguida ambos em solo, o tema volta com a guitarra de Pat, continuamos com um solo de piano em crescendo de Mays, nas teclas, a música desce de sonoridade e Lyle continua, finalizamos com o tema e os mesmos acordes com que se começou.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Pat Metheny Group – Para quem quiser ouvir (I)

(In Wikipédia ou http://www.patmetheny.com - Os excertos das biografias foram adaptados e traduzidos, o resto dos textos são da minha autoria – Ricardo Santos)

O “jazz fusão”, “jazz rock” ou simplesmente “fusão” é um género musical que se desenvolveu nos finais de 1960, de uma mistura de elementos de jazz, tal como o seu foco na improvisação com os ritmos e tons de “funk” e “R&B”, instrumentos eléctricos altamente amplificados e efeitos electrónicos de “rock”. Enquanto o termo “jazz rock” é muitas vezes utilizado como um sinónimo de “jazz fusão”, ele também se refere à música executada nos finais de 1960 e na época de 1970 das bandas rock, quando eles adicionaram elementos de jazz à sua música, como uma forma livre de improvisação.
Depois de uma década de desenvolvimento durante os anos 70, a “fusão” expandiu-se nas capacidades de improvisação e nas tentativas experimentais durante os anos 80 e 90.
Álbuns de “fusão”, mesmo aqueles que são feitos pelo mesmo grupo ou artista, podem incluir uma variedade de estilos. Diferentemente de serem um estilo musical codificado, a “fusão” pode ser vista como uma música tradicional ou aproximação a ela.
Alguma música de “rock progressivo” é também etiquetada por “fusão”. A música de fusão é tipicamente instrumental, muitas vezes com complexas assinaturas temporais, métricas e padrões rítmicos, e também extensas faixas, com improvisações longas. Muitos proeminentes músicos de fusão são reconhecidos, como tendo um alto nível de virtuosismo, combinado com composições complexas e música improvisada complexas ou de um amalgamado de métricas.

A música de PMG, algumas vezes de “jazz fusão” ou “fusão”, que irá passar por aqui contem na maioria das vezes um tema que a inicia e que, de seguida, dá origem aos espaços improvisados de melodias complexas, com Pat Metheny (guitarra e guitarra sintetizada) e os outros músicos. Para terminar, ela retorna ao tema principal para os momentos finais da composição.
As interpretações textuais de algumas músicas são minhas. Como um livro, a música também pode tentar ter uma interpretação, baseada no seu título, porque não ?

OFFRAMP

“Offramp”, é o terceiro álbum de Pat Metheny premiado com um “Grammy” para a “Melhor Actuação de Jazz de Fusão” e é a primeira vez que Pat utiliza a guitarra sintetizada.
Foi gravado em Outubro de 1981. Músicas escolhidas, a faixas nº. 2 “Are You Going With Me ?” de 8’ 51” e a nº. 6 “James” de 6’ 45”.

Formação:

Pat Metheny (guitarra, guitarra sintetizada, synclavier guitarra);
Lyle Mays (Piano, sintetizador, harpa-auto, órgão e piano sintetizado);
Steve Rodby (baixos acústico e eléctrico);
Dan Gottlieb (bateria); e
Nana Vasconcelos (percussão, voz e berimbau).

Produção de Manfred Eicher, para a ECM Records, em 1982.

A versão de “Are You Going With Me ?” é uma das versões existentes no Youtube que não contem os músicos que gravaram este álbum. É, para mim, uma das músicas marcantes e impressionantes do grupo, até agora compostas. Existe uma excelente versão sonorizada/cantada pela grande artista polaca, Anna Maria Jopek.
Se eu quisesse dar uma interpretação textual a esta composição diria: …alguém que se esforça a dizer a outra: “…porque motivo não vens comigo e me ajudas com as tuas palavras e a tua companhia ??!!“. A conversa, praticamente monólogo, é quase um choro e prolonga-se até ao fim da música.

00:01 – Tema, que se vai-se sempre ouvindo em fundo;
02:07 – Orgão com som de melódica (Lyle Mays);
03:44 – Guitarra (Pat Metheny), um solo em crescendo. O tema ouve-se sempre em fundo musical, onde a guitarra baixo ouve-se mais notoriamente. O longo solo termina em distorção.

Are You Going With Me ?


Uma música calma com o normal do jazz, tema, um conjunto de solos (Pat Metheny e Lyle Mays) e novamente o tema.

James

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Pat Metheny Group - Ouvir, Liderar, Tocar … e Biografias

Como todos sabemos, a voz humana é uma exímia intérprete de sons e a audição da mesma, é para nós um prazer imenso, porque podemos ouvi-la com tonalidades diferentes, com intensidades diferentes para as vozes masculinas e para as vozes femininas. As composições dão voz às vozes, se assim se pode dizer. Mas as vozes podem complementar-se com instrumentos que as acompanham ou que tocam a solo. Desde as cordas, aos metais, passando pelos instrumentos de percussão, e ultimamente pelos sons sintetizados e electrónicos, eles dão-nos um número infinito de combinações, de tonalidades, de melodias, etc.. Por ser um apaixonado de instrumentação, convido-vos a escutarem umas gotas de água pura e cristalina, do melhor que se fez em Jazz de fusão, durante as décadas de 80 e 90.

METHENY DIZ-NOS…

Abaixo do vídeo a tradução da pequena entrevista (faixa nº. 9) do concerto no Japão (DVD) sobre a apresentação do álbum “We Live Here” (1995). No Youtube - Pat Metheny: An interview about Listening and Leading - theMusicFDN. (Ricardo Santos)


“…Para mim tocar no seu melhor é o mesmo que falar com alguém que nós conheçamos muito bem e com a qual te sintas muito à vontade/confortável. Esquecemo-nos do tempo, do espaço e de tudo, isto é, estamos dentro das ideias que temos/produzimos e vivemos cada momento duma maneira muito especial e muita única e que, exactamente, o que o processo de tocar simboliza. E para mim, honestamente, posso afirmar que quando estou a tocar muito bem eu não estou a pensar em nada, estou somente a ouvir. E de facto, à medida que o tempo passa, chego à conclusão que tocar é muito mais ouvir do que, propriamente, tocar. O que quero dizer com isso é que se toco uma nota e que de seguida, ouço como ela se enquadra com tudo o que todos (grupo) tocam, então existe uma pessoa dentro de mim, que é um admirador de música e que é um ouvinte e ao qual eu então pergunto: «se estás a ouvir isto, e estás, o que é que queres eu ouvir de seguida ?» E então eu toco exactamente o que essa pessoa pretende ouvir.
Por isso, é a parte de ouvinte que comanda, entenda-se, a frase melódica ou o que lhe quiserem chamar. Resumidamente, eu sou uma espécie de ouvinte, é o melhor que posso dizer, e que eu tento, realmente, ouvir todo o som do grupo e participar nele.”.

PALAVRAS MINHAS

Como sempre disse, sou um melómano amador. Infelizmente, para além de saber que existem 7 notas musicais: dó, ré, mi, fá, sol, lá e si, ao olhar para uma pauta musical, não a sei interpretar. Bem gostaria de o saber fazer e, também, de ter tido a oportunidade de aprender a tocar piano. Sempre foi o instrumento, do meu fascínio. Mas apesar desses senãos, considero-me um amante de música, sem muita preocupação pelo convencionalismo de lhe atribuir um género. Música, para mim, é algo escrito por alguém e que foi pensado e trabalhado antes de ser executado, por um instrumento e/ou voz. Ter “melodia”, não é obrigatório, mas convém que seja pelo menos um “amontoado” de sons audível.

Pat Metheny começou a entrar musicalmente na minha cabeça, já há alguns anos, penso que em 1996. Embora já o tivesse ouvido anteriormente, nunca quis ouvir. Passo a explicar, a música, a escrita, a imagem, as artes em geral são perceptíveis por todos, mas para isso acontecer é necessário, não só algumas vezes a pesquisa e/ou a aprendizagem daquilo que vamos ouvir e/ou ver, mas também, e principalmente, estarmos abertos mentalmente a querermos experimentar sensações diferentes ao ver ou ao ouvir coisas fora do comum.

Ele é um génio da arte da música, embora existam vozes contraditórias. Seja como for, ele ficará na história universal da música, e nomeadamente, na contemporânea, como um dos melhores guitarristas e compositores. Por isso, é minha obrigação difundi-lo. Queremos ouvir boas coisas, que nos agradem e que sejam diferentes, mas que temos muitas vezes que aprender a ouvir, “estamos todos no mesmo barco”.

Vi-o e ao grupo, em Lisboa, três vezes. A primeira, quando da apresentação do álbum “Imaginary Day”, de 1997, na “Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa”. A segunda vez, para a apresentação do álbum “Speaking Of Now”, de 2002 (27-06-2002), no “Coliseu dos Recreios” e finalmente, a terceira vez, também no “Coliseu dos Recreios”, para apresentação do actual último trabalho de grupo (em Abril 2010), o álbum “The Way Up”, de 2005. Vou sonorizá-los para os que me visitam, sem pretensiosismo algum, mas com algum trabalho de recolha e de explicação musical dos temas a ouvir. Como disse anteriormente, sou somente um melómano amador, mas tenho a certeza que este grupo foi/é/será sempre muitíssimo bom. São profissionais de “primeira água”.




Somente um pedido final, mesmo que alguns acordes sejam menos melodiosos ao vosso sistema auditivo, tentem ouvir até ao fim.
Todos nós em miúdos, muitas vezes dissemos que não gostávamos de uma coisa, mas na maioria das vezes nunca a tínhamos experimentado ou provado. Por isso, provem primeiro e depois podem cuspir o som ou digeri-lo, a decisão será sempre vossa.
Eu já era adulto quando comecei a gostar de favas !

BIOGRAFIAS

Patrick Bruce “Pat” Metheny (12-08-1954) – Guitarras e outros instrumentos;

Lyle Mays (27-11-1953) ) – Teclas e guitarra;

Steve Rodby (09-12-1954) ) – Contrabaixo e viola baixo;

Paul Wertico (05-01-1953) ) – Bateria e percussão;

Antonio Sanchez (01-11-1971) – Bateria e percussão;

Richard Bona (28-10-1967) – Guitarras, voz e percussão;

Cuong Vu (19-09-1969) – Trompete, voz e percussão;

Armando Marçal (17-12-1956) – Percussão;

Mark Ledford (1960 – 01-11-2004) – Vários instrumentos e voz;

David Blamires (??-??-19??) – Vários instrumentos e voz;

Apresentação geral do grupo, com a maioria dos seus membros actuais e passados, os seus álbuns e prémios. Os dados apresentados são à data de quem carregou o vídeo (24 de Abril de 2008). A lista de prémios para mim está incompleta porque deveria dizer a que álbum, cada um dos prémios correspondeu.


Em alguma imprensa portuguesa

O PÚBLICO - Em 18/02/2002 - Pat Metheny Group regressa a Portugal em Junho


O PÚBLICO - Miguel Francisco Cadete, em Madrid 18/02/2002 - O regresso do virtuoso em disco e em concerto


O PÚBLICO - Manuel Carvalho 25/06/2005 - 00:00 - Metheny de regresso em peregrinação pelas origens


CORREIO DA MANHà - Em 28/06/2015 - Noite épica de Metheny


CORREIO DA MANHà - Em 25/06/2015 - Pat Metheny traz jazz em dose dupla


JORNAL DE NOTÍCIAS - Rui Branco 25/06/2005 - Eterno regresso de Metheny


Publicações

Começarão depois de amanhã, dia 9 de Fevereiro.

Espero que gostem…