Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

domingo, 29 de março de 2020

Billboard Top 100 - Lugar n.º 60 - Kenny Rogers / Lady e Lugar n.º 62 - Monkees / I’m a Believer

Esta rúbrica trará algumas das 100 melhores músicas consideradas pela “Billboard” (https://www.billboard.com/).

Virão somente aqui aquelas que gosto. Não gosto de “Rap” ou “Hip-Hop”, por isso, as que aqui, do género, aparecerem, é porque gostei de ouvir. Também alguma música, como disse o Salvador Sobral “de plástico”, com “batucada” irritante (para mim, claro !!!), não a mostrarei.
No entanto, deixarei os links do Youtube para quem quiser ouvir as que não colocar aqui, com indicação do Lugar n.º / Intérprete / Composição / Link.

Kenny Rogers / Lady

Kenny morreu, Sexta-feira, dia 20 deste mês, ao que parece de velhice e sem dores de doença maligna que o atormentasse. Paz à sua Alma !!!






63 - Kanye West featuring Jamie Foxx - Gold Digger - https://www.youtube.com/watch?v=6vwNcNOTVzY

64 - Timbaland featuring OneRepublic - Apologize - https://www.youtube.com/watch?v=ZSM3w1v-A_Y

65 - Ace of Base - The Sign - https://www.youtube.com/watch?v=iqu132vTl5Y

66 - J. Geils Band - Centerfold - https://www.youtube.com/watch?v=BqDjMZKf-wg

67 - Meghan Trainor - All About That Bass - https://www.youtube.com/watch?v=7PCkvCPvDXk

quinta-feira, 26 de março de 2020

Woodstock (19) Sly and The Family Stone e (20) Ten Years After

Por aqui pelo “Pacto”, durante algum tempo, as músicas que encantaram, ou não, a juventude nascida nos finais dos anos 40 e na década de 50, durante o grandioso “Festival de Woodstock”, realizado nos Estados Unidos, na fazenda de Max Yasgur, cidade de Bethel, estado de New York, entre 15 e 18 de Agosto de 1969.
Encontraremos grupos e composições que muitos de nós reconhecerão como agradáveis e de imediato, e outras nem tanto assim, como algumas de género Rock Psicadélico, Hard Rock, Blues Rock, Acid Rock, Blues, R&B (Rhythm and Blues). O exemplo mais flagrante deste conjunto de géneros, será o guitarrista Jimi Hendrix, considerado por muitos, um dos melhores do Mundo e de sempre.
Este Festival foi, principalmente, um levantar de questões à sociedade, à liberdade de expressão e à guerra entre os povos. Isto tudo, tendo como base os problemas da sociedade americana da altura e as suas condições sociais, e ainda, a famigerada guerra do Vietnam que deixou marcas indeléveis nos EUA.
Tal como o Vietnam, as guerras são meramente negócio para alguns, não trazem absolutamente nada de benéfico para a humanidade. Isso todos os portugueses puderam comprovar, cronologicamente antes, com a guerra das Colónias, guerra em África ou guerra do Ultramar, consoante o quadrante politico de cada um de nós.

Hoje ouviremos, já aqui embaixo:








Ten Years After - I'm Going Home


segunda-feira, 23 de março de 2020

Jazz Standards (188)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

She's Funny That Way (#192) - Música de Charles N. Daniels e Letra de Richard A. Whiting
Essa composição de Charles N. Daniels (também conhecido como Neil Moret) e Richard Whiting foi apresentada pelo vocalista Gene Austin e lançada no início de 1929 numa gravação da “Victor Records”. Duas versões da música chegaram às tabelas de venda naquele ano:

Gene Austin (1929, vocal, N.º 3)
Ted Lewis e sua orquestra (1929, vocal, N.º 15)

Austin e Cliff "Ukulele Ike" Edwards foram dois dos mais populares vocalistas pré-época Bing Crosby, especializados no que era conhecido como "crooning", uma maneira suave de cantar perfeitamente adequada ao microfone de condensador elétrico, uma nova invenção em meados da década de 1920. Austin, em particular, teve sucessos de milhões de vendas em 1925 (“Yes Sir, That’s My Baby”), em 1926 (“Five Foot Two, Eyes of Blue”), e uma mega sucesso de 1927 (“My Blue Heaven”). “She’s Funny That Way” gravada em 1928, estava destinada a ser um sucesso.

Andrea Motis (Barcelona, Espanha, 09-05-1995)


Erroll Garner (Pittsburgh, Pennsylvania, 15-06-1921 – Los Angeles, California, 02-01-1977) – gravação de 1949


Joe Pass (New Brunswick, New Jersey, EUA, 13-01-1929 – Los Angeles, California, EUA, 23-05-1994)


Ella Fitzgerald (Newport News, EUA, 25-04-1917 — Beverly Hills, EUA, 15-06-1996) – com a orquestra de Nelson Riddle


Letra

I never had nothing
No one to care
That’s why I seem
To have more than my share
I’ve got a woman
Crazy for me
She’s funny that way
I hurt her feelings
Once in a while
Her only answer
Is one little smile
I’ve got a woman
Crazy for me
She’s funny that way
I can see no other way
No better plan
End it all and let her go
To some better man
But I’m only human
A coward at best
I’m more than certain
She’d follow me west
I’ve got a woman
Crazy for me
She’s funny that way
Though she loves to work
And slave for me everyday
She'd be so much better off
If I went away
But why should I leave her?
Why should I go?
I’ve got a woman
Crazy for me
She’s funny that way

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos).

sexta-feira, 20 de março de 2020

Eyes Thru Glass (47) – Sé de Lisboa

Aqui neste blogue e no “Eyes thru Glass“ mostro aquilo que os meus olhos vêem, através da objectiva.

Aqui ficarão somente as fotos, sem texto ficcional e sem música, apenas uma breve introdução, onde são tiradas e quando, e eventualmente alguma especificação técnica.

No dia 31 de Outubro de 2009, ainda como a minha HP850 Photosmart, andei por Lisboa, a visitar e a fotografar a nossa Sé.










segunda-feira, 16 de março de 2020

CinemaScope (31)

Retomo uma rúbrica que existia neste blogue, em rodapé e que possivelmente passou despercebida a muitos que me visitavam, por estar mesmo lá no fim da minha página.

É música claro ! O que estavam à espera ?

São composições que me dizem muito, porque sou um romântico e um eterno apaixonado por música, pelas outras artes, pela humanidade, pelos amigos que encontrei na blogosfera, pela Natureza, pela vida, no fundo, pelas coisas boas desta sociedade em que vivemos.

Desta vez os registos, enquanto não apagados ou eliminados do Youtube, ficarão por cá, com uma única etiqueta “CinemaScope”.

Thomas Newman – That Next Place (Meet Joe Black)

sexta-feira, 13 de março de 2020

Billboard Top 100 - Lugar n.º 73 - 5th Dimension / Aquarius/Let the Sunshine In e n.º 68 - John Lennon / (Just Like) Starting Over

Esta rúbrica trará algumas das 100 melhores músicas consideradas pela “Billboard” (https://www.billboard.com/).

Virão somente aqui aquelas que gosto. Não gosto de “Rap” ou “Hip-Hop”, por isso, as que aqui, do género, aparecerem, é porque gostei de ouvir. Também alguma música, como disse o Salvador Sobral “de plástico”, com “batucada” irritante (para mim, claro !!!), não a mostrarei.
No entanto, deixarei os links do Youtube para quem quiser ouvir as que não colocar aqui, com indicação do Lugar n.º / Intérprete / Composição / Link.



74 - Tag Team - Whoomp! (There It Is) - https://www.youtube.com/watch?v=ffCEr327W44






70 - Brandy & Monica - The Boy Is Mine - https://www.youtube.com/watch?v=jBmkCoiHC2c

71 - Stevie B - Because I Love You (The Postman Song) - https://www.youtube.com/watch?v=Xc1uQI2XmZs

72 - Joan Jett & the Blackhearts - I Love Rock ’N Rolln - https://www.youtube.com/watch?v=xL5spALs-eA


quinta-feira, 12 de março de 2020

Charada 7.º Arte – Arthur Penn (2)

Fotos e nomes correctos: Faye Dunaway e Warren Beatty

1- Teresa (Faye Dunaway e Warren Beatty, em “Bonnie & Clyde”)

2- Janita (Faye Dunaway, em “O Pequeno Grande Home” e Warren Beatty, em “Bonnie & Clyde”)

3- Ana Freire (Faye Dunaway e Warren Beatty, em “Bonnie & Clyde”)

4- Pedro Coimbra (Faye Dunaway e Warren Beatty, em “Bonnie & Clyde”)

5- Manuela (Faye Dunaway e Warren Beatty, em “Bonnie & Clyde”)

TODOS:

Ouçam na publicação principal deste realizador, a "Balada de Bonnie & Clyde" interpretada por Georgie Fame, decorria o ano de 1967 !

Muito Obrigado a Todos Vós pela participação e pelos acertos, que todos conseguiram. A ideia não é ser difícil, mas sim despertar as pessoas a verem bom cinema. Abraço !!!

Próximo realizador, o norte-americano Steven Kloves, que anunciarei na Newsletter a data de publicação.

terça-feira, 10 de março de 2020

Charada 7.ª Arte – Arthur Penn


Realizador Arthur Penn

Charada com comentários NÃO moderados. Por favor, não coloquem aqui a solução, enviem-na para o meu email: ricardosantos1953@gmail.com

O que têm de fazer:

Em baixo, descobrirem e dizerem-me (mail), ambos os nomes da actriz e do actor e em que filme (pelo menos um!) no qual tenham participado. Não é obrigatório que tenham participado no mesmo filme, mas os filmes têm de ser do realizador em questão.

Ajudas: O número de letras do nome a encontrar, e uma foto um pouco alterada.

Somente aceitarei os nomes correctos com as fotos.

Têm 48 horas para "matar a charada" e três palpites por actriz e outros três por actor.

Depois de amanhã, dia 12, pelas 20:00 publico a solução, bem como os seus participantes.


Actriz, duas palavras (11 letras):
_ _ _ _     _ _ _ _ _ _ _
















Actor, duas palavras (12 letras):
_ _ _ _ _ _    _ _ _ _ _ _















Obrigado

segunda-feira, 9 de março de 2020

7.ª Arte - Arthur Penn

Breves palavras sobre o que é para mim, o Cinema.

Durante os anos da minha juventude houve algo que me despertou o interesse e fez com que a minha ligação com os audiovisuais se tornasse, desde então, preponderante na minha vida. Esse algo foi o Cinema. A chamada 7.ª arte (arte da imagem) que quando dado o nome e na minha modesta opinião, ela reflectia somente a realidade do cinema mudo, por isso “arte da imagem”. Posteriormente a 7.ª arte tornou-se em algo muito mais complexo. A obra/filme tornou-se num conjunto de várias e ricas variáveis: a imagem, o texto, a cenografia, o som, o guarda-roupa, a interpretação, etc.. Tudo isso conglomerado e orientado de alguma maneira, por uma pessoa na arte de dirigir, o realizador.

Um bom filme, é como uma boa música ou um bom livro, é algo que deve ser visto mais que uma vez, para que nos apercebamos de coisas que numa só, é impossível. Um amante de cinema vê um filme duas, três vezes, para que nele possa visualizar todas essas variáveis de que falei anteriormente.

Vão passar por aqui alguns realizadores que fizeram e fazem parte do meu imaginário de cinéfilo. Nessa época, quando frequentei as salas de cinema em Lisboa, as filmografias de eleição eram: a italiana, a francesa, a alemã, a sueca, a espanhola, a nipónica, a americana. Mas passarão também, e obviamente, realizadores brasileiros e portugueses

Esta nova publicação intitulada 7.ª Arte, será muito de uma pequena mostra do que se via cinematograficamente em Lisboa, nos finais da década de 60 e 70, mas não só, porque teremos filmes muito mais actuais !!!
Tal qual, como todos vós, me reconhecem como um melómano amador, eu também sou um cinéfilo amador. O que vou trazer aqui foram/são obras que gostei/gosto e vi/revejo, e as minhas escolhas são apenas opiniões e gostos, livres de qualquer pretensiosismo !!!

No nome do realizador (se estrangeiro) e na maioria dos títulos dos filmes existem “links” para a Wikipedia (versão inglesa), por ser a plataforma mais abrangente e mais completa. Se pretenderem, na coluna esquerda dessas mesmas páginas, em baixo, tem normalmente, a escolha da tradução para a língua portuguesa.

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In Imdb - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Do cinema norte-americano trago-vos Arthur Penn (27-09-1922 – 28-09-2010), realizador com 18 películas. Dele escolhi 2 filmes que vi.

(1964) The TrainO Combóio, co-direcção com John Frankenheimer




Entrevista com Arthur Penn



Balada de Bonnie & Clyde, cantada por Georgie Fame

domingo, 8 de março de 2020

quinta-feira, 5 de março de 2020

Woodstock (17) Santana e (18) Sha-Na-Na

Por aqui pelo “Pacto”, durante algum tempo, as músicas que encantaram, ou não, a juventude nascida nos finais dos anos 40 e na década de 50, durante o grandioso “Festival de Woodstock”, realizado nos Estados Unidos, na fazenda de Max Yasgur, cidade de Bethel, estado de New York, entre 15 e 18 de Agosto de 1969.
Encontraremos grupos e composições que muitos de nós reconhecerão como agradáveis e de imediato, e outras nem tanto assim, como algumas de género Rock Psicadélico, Hard Rock, Blues Rock, Acid Rock, Blues, R&B (Rhythm and Blues). O exemplo mais flagrante deste conjunto de géneros, será o guitarrista Jimi Hendrix, considerado por muitos, um dos melhores do Mundo e de sempre.
Este Festival foi, principalmente, um levantar de questões à sociedade, à liberdade de expressão e à guerra entre os povos. Isto tudo, tendo como base os problemas da sociedade americana da altura e as suas condições sociais, e ainda, a famigerada guerra do Vietnam que deixou marcas indeléveis nos EUA.
Tal como o Vietnam, as guerras são meramente negócio para alguns, não trazem absolutamente nada de benéfico para a humanidade. Isso todos os portugueses puderam comprovar, cronologicamente antes, com a guerra das Colónias, guerra em África ou guerra do Ultramar, consoante o quadrante politico de cada um de nós.

Hoje ouviremos, já aqui embaixo:

Uma das bandas que mais furor fez na primeira década dos anos 70. Lembro-me bem dos seus grandes sucessos, nomeadamente a composição “Samba Pa Ti”, entre muitas outras.













segunda-feira, 2 de março de 2020

Eyes Thru Glass (46) – Monte Real e Praia Vieira de Leiria

Aqui neste blogue e no “Eyes thru Glass“ mostro aquilo que os meus olhos vêem, através da objectiva.

Aqui ficarão somente as fotos, sem texto ficcional e sem música, apenas uma breve introdução, onde são tiradas e quando, e eventualmente alguma especificação técnica.

No dia 26 de Abril de de 2015, aconteceu um almoço de bloggers, em Monte Real onde tirei algumas fotos, antes e depois do repasto.