Lisboa ainda

Lisboa não tem beijos nem abraços, não tem risos nem esplanadas, não tem passos, nem raparigas nem rapazes de mãos dadas, tem praças cheias de ninguém, ainda tem Sol mas não tem nem gaivota de Amália nem canoa, sem restaurantes, sem bares, nem cinemas, ainda é fado, ainda é poemas, fechada dentro de si mesma ainda é Lisboa, cidade aberta, ainda é Lisboa de Pessoa alegre e triste, e em cada rua deserta, ainda resiste

Manuel Alegre, 20 de Março de 2020


domingo, 29 de novembro de 2020

Jazz Standards (194)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in

http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

Blue Lou (#198) - Música de Irving Mills e Letra de Edgar Sampson 

Edgar Sampson’s composition was introduced by alto saxophonist/trumpeter Benny Carter on his October 16, 1933, session for Columbia Records. 1934 was a banner year for alto saxophonist/arranger Sampson. He wrote two tunes that became big hits, “Don’t Be That Way” and “Stompin’ at the Savoy,” and two others that became standards of the swing era, “If Dreams Come True” and “Blue Lou.” Drummer Chick Webb made a wise decision when hiring Sampson in 1934. Although Sampson had been in the bands of Duke Ellington and Fletcher Henderson, both leaders did most of their own arrangements and his talent in that field was not taken advantage of. At the time Webb didn’t have a band member writing for him, and his band’s early success is due in part to Sampson’s arrangements and compositions.

A composição de Edgar Sampson foi apresentada pelo saxofonista / trompetista Benny Carter em sua sessão de 16 de outubro de 1933 na Columbia Records. 1934 foi um ano marcante para o saxofonista / arranjador Sampson. Ele escreveu duas músicas que se tornaram grandes sucessos, "Don't Be That Way" e "Stompin 'at the Savoy", e outras duas que se tornaram padrões da era do swing, "If Dreams Come True" e "Blue Lou". O baterista Chick Webb tomou uma decisão sábia ao contratar Sampson em 1934. Embora Sampson estivesse nas bandas de Duke Ellington e Fletcher Henderson, os dois líderes fizeram a maioria de seus próprios arranjos e seu talento nesse campo não foi aproveitado. Na época, Webb não tinha um membro da banda escrevendo para ele, e o sucesso inicial da banda se deve em parte aos arranjos e composições de Sampson.

Fletcher Henderson (Cuthbert, Georgia, EUA, 18-12-1897 - New York, New York, EUA, 29-12-1952) e orquestra – Com Fletcher Henderson e a sua orquestra: Dick Vance, Joe Thomas e Roy Eldridge (trompetes); Fernando Arbello e Ed Cuffee (trombones); Buster Bailey (clarinete e saxofone alto); Scoops Carey (saxofone alto); Elmer Williams e Chu Berry (saxofone tenor e clarinete); Horace Henderson (piano); Bob Lessey (guitarra); John Kirby (contrabaixo) e Sidney Catlett (bateria). Gravado em Chicago, EUA, 23 de Julho de 1936. 

Wardell Gray (Oklahoma City, Oklahoma, EUA, 13-02-1921 - Detroit, Michigan, EUA, 25-05-1955) - do ábum “Way Out Wardell ", gravado em Pasadena, CA, 29 de Abril de 1947. Com Wardell Gray (saxofone tenor), Erroll Garner (piano), Irving Ashby (guitarra), Red Callender (contrabaixo) e Jackie Mills (bateria).

Ella Fitzgerald (Newport News, EUA, 25-04-1917 — Beverly Hills, EUA, 15-06-1996) – com a orquestra de Sy Oliver

Fapy Lafertin New Quartet (Kortrijk, Bélgica, 1985) – Com Fapy Lafertin (guitarra), Alexandre Tripodi (violino), Renaud Dardenne (guitarra) e Cédric Raymond (Contrabaixo), no “Festival Riches Claires” em Bruxelas, decorria o mês de Fevereiro de 2020.

Letra

Blue Lou, blue Lou,

Her baby was such a phoney,

He left her blue and lonely!

Blue Lou, true Lou,

So blue and broken hearted,

Before her romance got started!

Cryin', sighin' is all she ever do,

Forgettin', regrettin' the love she never knew!

So she's so blue, true blue,

Until she discover her lover,

She'll always be Miss Blue!

Ooh, ooh, ooh, Lou,

Oh, she's so blue Lou!

Ooh, ooh, blue Lou!

Oh blue Lou, blue Lou,

Her baby was such a phoney,

He left her blue and lonely!

Blue blue blue blue Lou,

True true true true Lou,

So blue and broken hearted,

Before her romance got started!

Cryin', sighin' is all she ever do,

Forgettin', regrettin' the love she never knew!

So she's so blue, true blue,

Until she discover her lover,

She'll always be Miss blue!

She just wants love, pretty baby,

True blue Lou!

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos).

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Texturas e Recortes (4)

Em tempo de confinamento, encontram-se as “paisagens” em casa. A roupa, o livro, a madeira, o vidro, a revista, o objecto, e muitos outros elementos passíveis de olharmos para eles nesta altura, de um outro modo !

Papel e Cartão/Cartolina


quarta-feira, 25 de novembro de 2020

CinemaScope (35)

Retomo uma rúbrica que existia neste blogue, em rodapé e que possivelmente passou despercebida a muitos que me visitavam, por estar mesmo lá no fim da minha página.

É música claro ! O que estavam à espera ?

São composições que me dizem muito, porque sou um romântico e um eterno apaixonado por música, pelas outras artes, pela humanidade, pelos amigos que encontrei na blogosfera, pela Natureza, pela vida, no fundo, pelas coisas boas desta sociedade em que vivemos.

Desta vez os registos, enquanto não apagados ou eliminados do Youtube, ficarão por cá, com uma única etiqueta “CinemaScope”.

Ennio Morricone – Malèna, do filme com o mesmo nome “Malèna”, de 2000

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Beatles (5)

Foram aqueles que, para além do seu talento, tiveram a sorte comercial do lado deles, mas também Brian Epstein como patrão do grupo que os acompanhou até à sua morte, e ainda George Martin como produtor de muitos dos seus discos e êxitos.

Que sorte temos/tivemos de os poder escutar e se calhar, quando do seu aparecimento. Tudo se modificou em termos populares musicais. Os Beatles foram/são/serão, inquestionavelmente, a banda que mais foi/é/será falada na história da música “pop”. Uma homenagem aqui a dois deles já desaparecidos.. Ao John Lennon e ao George Harrison, um agradecimento dos muitos trechos musicais que escreveram para todos nós e que nos ajudaram nos momentos bons e maus, das nossas vidas.

Aqui, periodicamente, trarei duas músicas, algumas menos conhecidas. Serão à roda de 20 êxitos que aqui exibirei, mas muitas delas, não vão ser aquelas que foram Nº. 1, a nível dos “Tops” mundiais, e que constam de um CD, editado em Portugal para a etiqueta “EMI Records Ltd.” em 2000. A escolha irá ser a minha. Os que são “amantes” deste grupo vão conhecê-las todas de certeza, os que são/foram meros ouvintes do grupo, acredito que hajam algumas que não conheçam.

Canção: The Fool On The Hill

Autor: Paul McCartney

Álbum: Magical Mistery Tour

Ano: 1967

“Era minha e estava a escrever sobre alguém, como Maharishi. Os seus detractores chamavam-no de louco. Por causa da suas gargalhadas ele não era levado a sério… eu estava sentado ao piano em casa de meu pai, em Liverpool, tocando um D 6ª. corda, e fiz “The Fool On The Hill”.”


The Fool On The Hill (Paul McCartney)

Day after day, alone on a hill,

The man with the foolish grin is keeping perfectly still

But nobody wants to know him,

They can see he's just a fool

And he never gives an answer.

But the fool on the hill sees the sun going down

And the eyes in his head see the world spinning round.

Well on the way, head in a cloud,

The man of a thousand voices talking perfectly loud.

But nobody ever hears him

Or the sound he appears to make

And he never seems to notice.

But the fool on the hill sees the sun going down

And the eyes in his head see the world spinning round.

And nobody seems to like him,

They can tell what he wants to do

And he never shows his feelings.

But the fool on the hill sees the sun going down

And the eyes in his head see the world spinning round.

He never listens to them,

He knows that they're the fools

They don't like him. The fool on the hill sees the sun going down

And the eyes in his head see the world spinning round.


Canção: Don’t Let Me Down (1970). Aqui a gravação ao vivo nos telhados da Apple, em “Savile Row”, e que aparece no filme “Let It Be”.

Autor: John Lennon

Álbum: Let It Be

Ano: 1969

Canção da dupla Lennon & McCartney escrita por John Lennon a Yoko Ono. No single aparece também Billy Preston. Gravada em 1969 durante as sessões da música “Get Back” (Let It Be). Escrita por John, como sendo uma canção de amor, angustiada, para Yoko Ono. Foi interpretada por Paul McCartney como um "apelo genuíno", com Lennon dizendo a Ono: "Estou realmente me abrindo, e estou apenas deixando a minha vulnerabilidade ser vista, para que tu (Yoko) não me decepciones ! 

Don’t Let Me Down (John Lennon)

Don't let me down

Don't let me down

Don't let me down

Don't let me down

Nobody ever loved me like she does

Ooh she does. Yes she does

And if somebody loved me

Like she do me

Ooh she do me. Yes she does

Don't let me down

Don't let me down

Don't let me down

Don't let me down

I'm in love for the first time

Don't you know it's going to last

It's a love that lasts forever

It's a love that has no past

Don't let me down

Don't let me down

Don't let me down

Don't let me down

And from the first time that she really done me

Ooh she done me. She done me good

I guess nobody ever really done me

Ooh she done me

She done me

She done me good

Don't let me down

Don't let me down

Don't let me down

Don't let me down.

domingo, 22 de novembro de 2020

Alcunhas Alentejanas (4) - Desinça

É uma nova rúbrica, baseada no livro de Francisco Martins Ramos e Carlos Alberto da Silva, intitulado “Tratado das Alcunhas Alentejanas” (3.ª edição, Fevereiro de 2003), editado pela “Edições Colibri, Lda.”, Faculdade de Letras de Lisboa.

Pedi autorização à editora Colibri e o sr. Fernando Mão de Ferro escreveu-me e autorizou-me no dia 9 deste mês (Sem problemas. Parabéns pelo projecto.Fernando Mão de Ferro) que avançasse com estas pequenas publicações. Dos autores, tentei contactar com um deles, visto que o outro, infelizmente, já faleceu, mas até agora não obtive qualquer resposta. Os textos  que publicarei não irão plagiar o livro. Irei tratar os textos de outra maneira e de algum modo publicitarei o “Tratado das Alcunhas Alentejanas”, através destes “posts”. É, como já frisei, um livro/tratado extremamente interessante e digno que figurar numa prateleira de uma biblioteca pessoal. Nele foram tratadas cerca de 20.000 alcunhas, por todo o Baixo e Alto Alentejo.

Esta publicação terá 52 números (2 voltas ao alfabeto de 26 letras) porque queremos apenas chamar à atenção dos leitores sobre a importância e o trabalho realizado. Escolheremos as alcunhas a tratar, uma por cada letra do alfabeto português, de A a Z. Foram também incluídas, as letras K, W e Y.

Tratado das Alcunhas

Desinça – masculino, cognome individual, alcunha adquirida, designação assumida/designação rejeitada, alcunha de tratamento/alcunha de referência, classificação: comportamental; história: Denominação outorgada a um indivíduo que tem tendência para danificar os objectos em que mexe (Castro Verde); o alcunhado adquiriu esta alcunha porque é um caçador bem sucedido (Portel e Vendas Novas); sujeito que sabe de todas as novidades (Portel).

(In Tratado das Alcunhas Alentejanas”, 3.ª edição, Fevereiro de 2003)

Priberam (online)

de·sin·çar - Conjugar

verbo transitivo

1. Livrar (do que é prejudicial, molesto ou numeroso).

2. Desinfestar.

Palavras relacionadas: 

desenxameardesinço

"Desinça", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/Desin%C3%A7a [consultado em 15-06-2020].

Porto Editora (online)

desinçar

de.sin.çar dəzĩˈsar

conjugação

verbo transitivo

1. limpar ou desembaraçar de coisas, pessoas ou animais que prejudicam ou incomodam

2. desinfectarexpurgarextinguir a praga de sevandijas em

De des-+inçar

sábado, 21 de novembro de 2020

Roland Fiddy (3)

Roland John Fiddy é um famoso “cartonista” inglês. Nasceu em Plymouth, Devon, no sudoeste da Inglaterra, em 17 de Abril de 1931. Foi casado com a artista dinamarquesa Signe Kolding de quem tem um filho e uma filha. Morreu em Hastings, East Sussex, em 3 de Julho de 1999.

Estudou no College of Art de Bristol. Tem “cartoons” publicados na Grã-Bretanha, Estados Unidos e em muitos outros países. Os seus livros incluem “The Best of Fiddy” em 1966 e uma série de 11 “Fanatic's Guides” de 1989 a 1992.

Fiddy foi muito apreciado, no Mundo inteiro, pelo seu humor e estilo. Ganhou o primeiro prémio em várias competições internacionais de banda desenhada,  incluindo entre outros, o “Knokke-Heist” na Bélgica, em 1990, “Festival de Beringen” na Bélgica, em 1984, “Festival de Cartoon” em Amesterdão, na Holanda” em 1985, Sofia, Bulgária, em 1986 e Yomiyuri Shimbun, Japão, em 1988.

Aqui fica, abaixo, o “cartoon” de hoje, do livro “Os Fanáticos dos Computadores” editado pela Publicações D.Quixote em Julho de 1992 (1.ª edição). Um livro que me foi dado por alguém especial, que já não se encontra entre nós.


quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Malcolm Arnold (13)

Malcolm Arnold (21-10-1921 – 23-09-2006)

Four Scottish Dances Opus 59. Tocada pela “London Philharmonic Orchestra”, dirigida pelo próprio Sir Malcolm Arnold, decorria o ano de 1959.

Quinteto de Metais N.º 1 Opus 73 (Allegro Vivace), com o “Berlin Brass Quintet”: Trompetes - Timofej Stordeur, Dominik Gaus, Trompa Francesa -  Alexandre Zanetta, Trombone - Vladimir Vereš e Tuba - Mateusz Dudek. Gravado na sala de concertos da “Berlin University of the Arts” em 2016.


A Grand Grand Overture, escrita para o Festival Hoffnung. “Slovenian Philharmonic”,dirigida por Simon Perčič, em Ljubljana, a 23 de Dezembro de 2013.

Sinfonia N.º7 (1973) Opus 113, o próprio Sir Malcolm Arnold dirige a "BBC Symphony Orchestra". Gravado para a Rádio, em 10 Abril de 1976.