Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

quinta-feira, 19 de julho de 2018

7.ª Arte - Akira Kurosawa

Breves palavras sobre o que é para mim, o Cinema.


Um bom filme, é como uma boa música ou um bom livro, é algo que deve ser visto mais que uma vez, para que nos apercebamos de coisas que numa só, é impossível. Um amante de cinema vê um filme duas, três vezes, para que nele possa visualizar todas essas variáveis de que falei anteriormente.

Vão passar por aqui alguns realizadores que fizeram e fazem parte do meu imaginário de cinéfilo. Nessa época, quando frequentei as salas de cinema em Lisboa, as filmografias de eleição eram: a italiana, a francesa, a alemã, a sueca, a espanhola, a nipónica, a americana. Mas passarão também, e obviamente, realizadores brasileiros e portugueses

Esta nova publicação intitulada 7.ª Arte, será muito de uma pequena mostra do que se via cinematograficamente em Lisboa, nos finais da década de 60 e 70, mas não só, porque teremos filmes muito mais actuais !!!
Tal qual, como todos vós, me reconhecem como um melómano amador, eu também sou um cinéfilo amador. O que vou trazer aqui foram/são obras que gostei/gosto e vi/revejo, e as minhas escolhas são apenas opiniões e gostos, livres de qualquer pretensiosismo !!!

No nome do realizador (se estrangeiro) e na maioria dos títulos dos filmes existem “links” para a Wikipedia (versão inglesa), por ser a plataforma mais abrangente e mais completa. Se pretenderem, na coluna esquerda dessas mesmas páginas, em baixo, tem normalmente, a escolha da tradução para a língua portuguesa.

Vão passar aqui 91 realizadores e ei-los aqui alfabeticamente:

Akira Kurosawa; Alfred Hitchcock; Alfredo Tropa; Anselmo Duarte; Anthony Minghella; António Cunha Telles; António Lopes Ribeiro; António Pedro Vasconcelos; Arnaldo Jabor; Arthur Duarte; Arthur Penn; Barry Levinson; Bernardo Bertolucci; Billy Wilder; Blake Edwards; Bob Fosse; Brian de Palma; Carlos Diegues; Carlos Saura; Claude Chabrol; Clint Eastwood; Darryl Francis Zanuck; David Linch; Eduardo Geada; Eric Rohmer; Ernst Lubitsch; Ettore Scola; Federico Fellini; Fernando Fragata; Fernando Lopes; Fernando Trueba; Francis Ford Coppola; François Truffaut; George Lucas; Glauber Rocha; Hector Babenco; Howard Hawks; Ingmar Bergman; James Lawrence Brooks; Jean-Jacques Annaud; Jean-Luc Godard; Jean Renoir; João Canijo; João César Monteiro; Joaquim Pedro de Andrade; John Ford; John Huston; Jorge Brum do Canto; José Fonseca e Costa; Lima Barreto; Louis Malle; Luchino Visconti; Luis Buñuel; Manoel de Oliveira; Marco Ferreri; Mark Robson; Martin Scorsese; Mel Brooks; Mel Gibson; Michelangelo Antonioni; Nagisa Oshima; Oliver Stone; Orson Wells; Otto Preminger; Pedro Almodóvar; Peter Weir; Pier Paolo Pasolini; Quentin Tarantino; Rainer Werner Fassbinder; Richard Brooks; Robert Stevenson; Robert Wise; Robert Zemeckis; Roberto Rossellini; Roger Vadim; Ron Howard; Sergio Leone; Sidney Lumet; Stanley Kramer; Stanley Kubrick; Steven Kloves; Steven Soderbergh; Steven Spielberg; Sydney Pollack; Terence Fischer; Tim Burton; Victor Fleming; Walt Disney; Werner Herzog; Wim Wenders e Woody Allen.

A ordem de publicação não será alfabética !

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In Imdb - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Começamos com o cinema nipónico. Trago-vos Akira Kurosawa (23-03-1910 – 06-09-1998), realizador com uma obra notável. Um dos realizadores imensamente influente no cinema mundial, com 30 películas e uns quantos galardões. Dele escolhi 8 filmes que vi, embora para além destes tenha visto outros.

(1952) IkiruViver


(1954) Shichinin no samuraiOs Sete Samurais


(1961) YojimboO Guarda-Costas


(1965) AkahigeO Barba Ruiva


(1975) Dersu UzalaA Águia das Estepes


(1980) KagemushaA Sombra de um Samurai


(1985) RanOs Senhores da Guerra


(1991) Hachi-gatsu no kyôshikyokuRapsódia em Agosto




Entrevista com Akira Kurosawa

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Combattant, mon ami, réveille-toi !

Combattant, mon ami, réveille-toi !

Quand les larmes de ta vie
Égouttent pour ton visage
Ne te laisse pas abattre
If faut te battre jusque à la fin
Avec toutes tes forces
Contre tout et tous
Pour remettre la vérité
Au-dessus de la Terre
Cette planète qui nous a vus germer
Et grandir comme une race dominant
Et destructeur d’elle-même
                    
Réveille-toi de ton cauchemar !

sábado, 14 de julho de 2018

Juca Chaves (canções 5)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Embora muitas das piadas e composições do Juca Chaves (Jurandyr Czaczkes Chaves) estejam dirigidas para o público brasileiro e com assuntos relativos ao Brasil, fica aqui a minha homenagem, enquanto vivo, de um dos melhores humoristas brasileiros de todos os tempos. Homem polémico, perseguido muitas vezes pelo poder institucional, com uma graça extrema e algumas vezes ousada.
Aqui ficam algumas das suas mais famosas composições.


Juca Chaves (22-10-1938) – É um compositor, músico e humorista brasileiro...

Alça de Caixão


Marcha da Tanajura

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Jazz Standards (172)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

I'm Getting Sentimental Over You (#176) - Música de George Bassman e Letra de Ned Washington

Os irmãos Dorsey gravaram esta música para a etiqueta “Decca” (115) em 15 de Agosto de 1934 e para etiqueta “Columbia” (36065) em 24 de Setembro. A gravação da “Decca” foi a primeira a subir às tabelas, para o 20.º lugar.

Orquestra “Dorsey Brothers” (1934, Bob Crosby, vocal, N.º 20)
Tommy Dorsey e sua orquestra (1936, N.º 8)
Ink Spots (1940, vocal, N.º 26)
Jack Leonard (1941, vocal, N.º 21)
  
Os fracassados “Dorsey Brothers”, Tommy trombonista e em alturas trompetista e Jimmy “mestre-de-todas-as-palhetas”, começaram as suas carreiras, trabalhando em bandas na sua cidade natal, Pensilvânia, e a sua associação continuou quando se mudaram para Nova York, em 1925. Depois de quase uma década de trabalho “freelance” nos estúdios de gravação e na rádio (muitas vezes como, “Dorsey Brothers Orchestra”), os dois formaram a sua própria orquestra, a trabalhar em tempo integral, no ano de 1934.

Ella Fitzgerald (Newport News, EUA, 25-04-1917 — Beverly Hills, EUA, 15-06-1996) – para o seu LP editado pela Verve de 1960, “Ella Fitzgerald Sings Songs”


Gerry Mulligan (Queens Village, Queens, New York, EUA, 06-04-1927 - 20-01-1996)


Bill Evans (Plainfield, EUA, 16-08-1929 — New York, EUA, 15-09-1980) – Do album “A Simple Matter of Conviction”, com Bill Evans (piano), Shelly Manne (bateria) e Eddie Gomez (contrabaixo). Gravação nos “Van Gelder Studio”, Englewood Cliffs, New Jersey, em 4 de Outiubro de 1966.


Tommy Dorsey (Shenandoah, EUA, 19-11-1905 - 26-11-1956) e Orquestra – excerto retirado do filme Manhattan de Woody Allen, uma romântica comédia e drama americano de 1979.


Letra

Never thought I'd fall,
But now I hear love call,
I'm getting sentimental over you
Things you say and do,
Just thrill me through and through,
I'm getting sentimental over you.
I thought I was happy,
I could live without love
Now I must admit,
Love is all I'm thinking of
Won't you please be kind,
And just make up your mind
That you'll be sweet & gentle,
Be gentle with me
Because I'm sentimental over you

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos).

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Raúl Solnado (4)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

O grande Raúl Solnado. Embora nunca o tenha conhecido pessoalmente, foi alguém porque quem sempre nutri muita carinho e admiração. Acompanhei a sua carreira de humorista e vi-o algumas vezes no Teatro. Recordo as duas vezes que me lembro melhor. A peça “O Vison Voador” (1969) no desaparecido Teatro Laura Alves, e uma revista, no também desaparecido, Teatro Monumental, chamada “Prá Frente Lisboa”. Lembro-me de uma música que se chamava “Malmequer”, que fez um sucesso estrondoso na época. Também na RTP o segui. Destaco o grande “Zip Zip” (1969) com o Fialho Gouveia e o Carlos Cruz, e o excelente concurso “A Visita da Cornélia” (1977).

Raúl Solnado (19-10-1929 – 08-08-2009) – É um actor, humorista português e apresentador de televisão. Foi galardoado com a Ordem do Infante D. Henrique (OIH)

É do Inimigo ?

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Mão Morta (15) O Avô Cavernoso


(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Músicas do CD Duplo “Os Filhos da Madrugada” editado em 27 de Abril de 1994, onde o Grande José Afonso, foi homenageado pelos artistas das principais bandas portuguesas. É também a minha homenagem a esta figura IMPORTANTÍSSIMA na vida musical portuguesa e no respeito que demonstrava e defendia pela liberdade de todos os cidadãos.

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 02-08-1929 – Setúbal, 23-02-1987)


Desenho meu, feito a lápis de carvão, no ano de 1988, após a morte do Artista

Mão Morta (1984)



O avô cavernoso
Instituiu a chuva
Ratificou a demora
Persignou-se
Ninguém o chora agora
Perfumou-se
Vinte mil léguas de virgens vieram
Inutéis e despidas
Flores de malva
E a boina bem segura
Sobre a calva
Ao avô cavernoso quem viu a tonsura?
E a tenda dos milagres e a privada?
Na tenda que foi nítida conjura
As flores de malva murcham devagar
Devagar
Até que se ouvem gritos, matinadas