Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

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domingo, 1 de julho de 2012

Estado de Graça – A esquadra de polícia

Nesta sociedade cínica em que vivemos, o que haverá aqui, neste cómico “sketch”, de ridículo e de exagero, mas que na realidade se poderá adaptar à vida actual.       
                

domingo, 6 de maio de 2012

Estado de Graça – EDP e os Doutores

A brincar a brincar é que se vão dizendo as verdades, e embora nos dê boa disposição ouvir e nos faça rir, ficamo-nos sempre por aí… tanta coisa mal que ninguém ousa mudar.     
             

domingo, 11 de março de 2012

Estado de Graça - Casa dos Degredos

Ou se brinca com programas, como a “Casa dos Segredos” ou pura e simplesmente se proíbem, dada a sua péssima qualidade. Vamos antes “gozar” com eles…