Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Dança (24) Dança no Varão

A Dança é uma das três principais artes cénicas da antiguidade, ao lado do Teatro e da Música (in wikipédia). No Priberam esta é a sua definição gramatical e não só, e na Porto Editora esta é a sua definição gramatical e não só. Achei um tema interessante e decidi trazer aqui as muitas formas de dança, origens, com a ajuda da Wikipédia e do Youtube.

Muitas danças nasceram em África, paraíso dos ritmos e batuques, quando os instrumentos eram rudimentares. Com a escravatura, elas foram levadas para outros continentes e países, nomeadamente, o Brasil, e para outros países latino-americanos. Irão aparecer algumas muito idênticas, embora todas existam na realidade. O que aconteceu, simplesmente, foi a criação de coreografias diferentes, consoante a interpretação dada pelos povos que as cultivaram ou cultivam.

Dança no Varão – Trata-se de uma dança utilizando um poste ou barra vertical sobre o qual o(a) bailarino(a) realiza sua actuação …………….. Mais informação aqui !

Karo Swen - Pole Dance - ArtWork 1 Tha Trickaz

Exotic Hard - Winner Pole Dance World - Alena Kuzmina - Exotic Generation 2019

Beginner Pole fitness Dance routine tutorial - Learn to Pole Dance From Home

terça-feira, 29 de junho de 2021

Dança (23) Coladeira

A Dança é uma das três principais artes cénicas da antiguidade, ao lado do Teatro e da Música (in wikipédia). No Priberam esta é a sua definição gramatical e não só, e na Porto Editora esta é a sua definição gramatical e não só. Achei um tema interessante e decidi trazer aqui as muitas formas de dança, origens, com a ajuda da Wikipédia e do Youtube.

Muitas danças nasceram em África, paraíso dos ritmos e batuques, quando os instrumentos eram rudimentares. Com a escravatura, elas foram levadas para outros continentes e países, nomeadamente, o Brasil, e para outros países latino-americanos. Irão aparecer algumas muito idênticas, embora todas existam na realidade. O que aconteceu, simplesmente, foi a criação de coreografias diferentes, consoante a interpretação dada pelos povos que as cultivaram ou cultivam.

Coladeira (koladera em crioulo cabo-verdiano) – É um género musical e de dança de Cabo Verde …………….. Mais informação aqui !

Demo de Semba Laury e Mário Jordão musica coladeira Dança ma mi criola

Coladeira - Lucia & Eddy

domingo, 27 de junho de 2021

Richard Addinsell (16)

Richard Addinsell (13-01-1904 – 14-11-1977)

Concerto de Varsóvia, Chris Hill (piano) acompanhado pela orquestra “West Forest Sinfonia”. Gravado em 11 de Novembro de 2006 na “All Saints Church”, High Wycombe.

"A Christmas Carol" Suite, a “Royal Philharmonic Orchestra” dirigida por David Newman, e os “Ambrosian Singers” dirigidos por John McCarthy. Gravado em “Walthamstow Town Hall”, Londres 4 e 5 de Julho de 1988.

Goodbye Mr. Chips, banda sonora do filme com o mesmo nome, realizado por Sam Wood, em 1939.

Southern Rhapsody, peça pequena para orquestra.

sábado, 26 de junho de 2021

O Poeta Bocage (1)

Vou trazer aqui em dez publicações, trinta sonetos de Manuel Maria Barbosa du Bocage (Elmano Sadino), pseudónimo adoptado em 1790, quando da sua adesão à Academia das Belas Letras ou Nova Arcádia. Bocage é um dos nossos melhores poetas, embora não lhe seja reconhecida a sua genialidade, visto ser basicamente conhecido pelas suas anedotas obscenas ou ousadas. Escolhi trinta sonetos, dez da poesia lírica, dez de poesia satírica e outros dez da poesia erótica. 

Abaixo, alguns links sobre a poesia de Bocage, bem como onde poderão encontrar  alguns livros editados do poeta:

https://www.bertrand.pt/autor/bocage/9129

https://www.wook.pt/livro/poesias-eroticas-bocage/223553

https://www.fnac.pt/Antologia-de-Poesia-Erotica-de-Bocage-Bocage/a1320322

Na RTP

Entrevista a Daniel Pires, presidente do Centro de Estudos Bocagianos sobre a obra satírica e erótica do poeta Manuel Maria Barbosa du Bocage, com visita à exposição "2005 Ano Bocage", Comemorações do Bicentenário da Morte de Bocage, patente no Museu de Arqueologia e Etnografia de Setúbal realizada por Henrique Félix.

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/poesia-erotica-e-satirica-de-bocage/

Na TSF

https://www.tsf.pt/programa/o-livro-do-dia/emissao/antologia-de-poesia-erotica-de-bocage-8963082.html

No Município de Setúbal

https://www.mun-setubal.pt/livro-valoriza-poesia-erotica/


Sobre a artista plástica Dina de Sousa:

http://artistasportugueses.weebly.com/dina-de-sousa.html


Lírica

Chorosos versos meus desentoados,

Sem arte, sem beleza, e sem brandura,

Urdidos pela mão da desventura,

Pela baça tristeza envenenados.

 

Vede a luz, não busqueis, desesperados,

No mudo esquecimento e sepultura;

Se os ditosos vos lerem sem ternura,

Ler-vos-ão com ternura os desgraçados.

 

Não vos inspire, oh versos, cobardia,

Da sátira mordaz o furor louco,

Da maldizente voz a tirania.

 

Desculpa tendes, se valeis tão pouco;

Que não pode cantar com melodia

Um peito, de gemer, cansado e rouco.


Erótica

Soneto do membro monstruoso

 

Esse disforme, e rígido porás (pénis)

Do rosto me faz perder a cor;

E assombrado de espanto, e de terror

Dar mais de cinco passos para trás;

 

A espada do membrudo Ferrabrás

Decerto não metia mais horror;

Esse membro é capaz até de pôr

A amotinada Europa toda em paz.

 

Creio que nas fodais recreações

Não te hão de a rija máquina sofrer

Os mais corridos, sórdidos cações;

 

De Vénus não desfrutas o prazer;

Que esse monstro, que alojas nos calções,

É piça de mostrar, não de foder.


Satírica

Auto-Retrato


Magro, de olhos azuis, carão moreno,

Bem servido de pés, meão na altura,

Triste de facha, o mesmo de figura,

Nariz alto no meio, e não pequeno.

 

Incapaz de assistir num só terreno,

Mais propenso ao furor do que à ternura,

Bebendo em níveas mãos por taça escura

De zelos infernais letal veneno.

 

Devoto incensador de mil deidades,

(Digo de moças mil) num só momento.

E somente no altar amando os frades.

 

Eis Bocage, em quem luz algum talento;

Saíram dele mesmo estas verdades

Num dia, em que se achou cagando ao vento.

 

O mesmo soneto com uma versão diferente, na frase final !

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Faz Hoje Anos (88 e 89) – Carly Simon e Lina Romay

Faz hoje 76 anos... Parabéns !!!

Carly Simon (25-06-1945), interpretando “Coming Around Again” de Outubro de 1986. Aqui num espectáculo em 2005, a bordo do paquete “Queen Mary II”.

Faz hoje 67 anos... Parabéns !!!

Lina Romay (25-06-1954 – 15-02-2012), interpretando “Brazil”. Escrita em 1939 por Ary Barroso.

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Dave Brubeck Quartet – Groups & Soloists of Jazz (37)

Dave Brubeck (Concord, California, EUA, 06-12-1920 - Norwalk, Connecticut, EUA, 05-12-2012) Quartet (19?? – 20??).

Possivelmente um dos melhores quartetos de Jazz de sempre. Penso que as músicas que aqui trouxe não são difíceis de ouvir e pelo menos duas delas, são bastante conhecidas. Ora ouçam…

Blue Rondo à la Turk, com Paul Desmond (saxofone alto), Joe Morello (bateria), Eugene Wright (contrabaixo) e Dave Brubeck (piano). Gravação em Circa, clube de Las Vegas (Nevada, EUA), no ano de 1959.

Take Five, com Paul Desmond (saxofone alto), Joe Morello (bateria), Eugene Wright (contrabaixo) e Dave Brubeck (piano). Gravação ao vivo na Bélgica, em 10 de Outubro de 1964.

Golden BrownEsta música é falsa, não existe tocada pelo Dave Brubeck Quartet. Foi, na realizada falsificada e pirateada pelo dono do canal onde ela está inclusa, embora seja um excelente trabalho de falsificação, não deixa de o ser. 

Não vou refazer o post sobre o "Dave Brubeck Quartet", visto somente esta composição ser uma adulteração. No entanto, deixo aqui um alerta para este tipo de trabalhos "pirata" sem  autorização, neste caso do "Dave Brubeck Quartet" e dos "Stranglers". 

Koto Song, com Paul Desmond (saxofone alto), Joe Morello (bateria), Eugene Wright (contrabaixo) e Dave Brubeck (piano). Gravação ao vivo na Bélgica, em 10 de Outubro de 1964.

terça-feira, 22 de junho de 2021

Sogra de Genro e de Nora - Interacção Humorística (208)

Em 23-04-2014. Obrigado.

Mãe é mãe e sogra é sogra

Duas distintas senhoras encontram-se após alguns meses e uma pergunta para a outra:

- Como vão os seus dois filhos, a Rosa e o Francisco?

- Ah! querida, a Rosa já se casou e muito bem. Tem um marido maravilhoso. É ele que se levanta de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, faz o pequeno-almoço, lava a louça e ajuda nas limpezas. Só depois é que vai trabalhar. Um amor de genro!

- Que bom! E o seu filho, o Francisco?  Também casou?

- Casou sim, querida. Mas coitadinho dele, teve azar !!!

Casou-se muito mal. Imagina que ele tem que se levantar de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, fazer o pequeno-almoço, lavar a louça e ainda tem que ajudar nas limpezas! E depois de tudo isso ainda sai para trabalhar, para sustentar a preguiçosa da minha nora, aquela inútil !!!... 

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Beatles (14)

Foram aqueles que, para além do seu talento, tiveram a sorte comercial do lado deles, mas também Brian Epstein como patrão do grupo que os acompanhou até à sua morte, e ainda George Martin como produtor de muitos dos seus discos e êxitos.

Que sorte temos/tivemos de os poder escutar e se calhar, quando do seu aparecimento. Tudo se modificou em termos populares musicais. Os Beatles foram/são/serão, inquestionavelmente, a banda que mais foi/é/será falada na história da música “pop”. Uma homenagem aqui a dois deles já desaparecidos.. Ao John Lennon e ao George Harrison, um agradecimento dos muitos trechos musicais que escreveram para todos nós e que nos ajudaram nos momentos bons e maus, das nossas vidas.

Aqui, periodicamente, trarei duas músicas, algumas menos conhecidas. Serão à roda de 20 êxitos que aqui exibirei, mas muitas delas, não vão ser aquelas que foram Nº. 1, a nível dos “Tops” mundiais, e que constam de um CD, editado em Portugal para a etiqueta “EMI Records Ltd.” em 2000. A escolha irá ser a minha. Os que são “amantes” deste grupo vão conhecê-las todas de certeza, os que são/foram meros ouvintes do grupo, acredito que hajam algumas que não conheçam.

Canção: Revolution 1

Autor: John Lennon

Álbum: The Beatles (White Album)

Ano: 1968

A canção apareceu em duas versões, uma rápida e outra lenta (aqui!)

A primeira versão de “Revolution” apesar da última a ser gravada, estava no lado B do single “Hey Jude”, comercializado em Agosto de 1968. O single alcançou o N.º 12 das tabelas de música norte-americanas. A canção foi escrita durante a meditação transcendental em Rishikesh, na Índia, e foi inspirada na situação global da época como a revolta estudantil em Paris, a Guerra do Vietnam e o assassinato de Martin Luther King, o que se tornou peça chave na carreira pós-Beatles de John Lennon.

Revolution 1 (John Lennon)

I take two

Ok !

You say you want a revolution

Well, you know

We all want to change the world.

You tell me that it's evolution,

Well, you know

We all want to change the world.

But when you talk about destruction,

Don't you know that you can count me out. In.

Don't you know it's going to be all right,

all right, all right.

You say you got a real solution

Well, you know

We'd all love to see the plan.

You ask me for a contribution,

Well, you know

We all do what we can.

If you want money for people with minds that hate,

All I can tell you is brother you have to wait.

Don't you know it's going to be all right,

all right, all right.

You say you'll change a constitution

Well, you know

We'd all love to change your head.

You tell me it's the institution,

Well, you know

You better free your mind instead.

But if you go carrying pictures of chairman Mao,

You ain't gonna make it with anyone anyhow.

Don't you know it's going to be all right,

all right, all right.

Canção: Octopus’s Garden

Autor: Ringo Starr

Álbum: Abbey Road

Ano: 1969

Durante as gravações do álbum “The Beatles” (Álbum Branco), em 1968, havia muita tensão nos estúdios Abbey Road entre os quatros “Beatles”. Numa dessas alturas, Ringo Starr chateou-se e abandonou as gravações. No dia seguinte, ele e a sua família foram para a Sardenha, Itália. Durante a estadia e num certo dia, quando se encontravam no iate, do actor Peter Sellers, Ringo pediu "Fish 'n Chips", mas trouxeram-lhe polvo em vez de peixe. (Mais tarde, Ringo disse numa entrevista que era bom, mas parecia borracha !). Surgiu então uma conversa com o capitão da embarcação sobre os polvos. Este contou-lhe que eles apanhavam pedras e objectos brilhantes no fundo do mar e os concentravam num mesmo lugar, que parecia um jardim subaquático. Com base nestes factos e com a ajuda do seu amigo e companheiro George Harrison, ele compôs a canção. Não se sabe até que ponto Harrison o ajudou na canção. Porém no filme “Let It Be” aparece uma sequência em que são vistos os dois ensaiando a canção e Harrison mostrando algumas sequências de acordes para Starr. No entanto, os créditos da canção são todos de Ringo Starr.

Octopus’s Garden (Ringo Starr)

I'd like to be under the sea in an octopus's garden in the shade,

He'd let us in, knows where we've been, in his octopus's garden in the shade.

I'd ask my friends to come and see an octopus's garden with me.

I'd like to be under the sea in an octopus's garden in the shade.

We would be warm below the storm in our little hide-a-way beneath the waves.

Resting our head on the sea bed in an octopus's garden near a cave.

We would sing and dance around because we know we can't be found.

I'd like to be under the sea in an octopus's garden in the shade.

We would shout and swim about the coral that lies beneath the waves.

Oh what joy for every girl and boy knowing they're happy and they're safe.

We would be so happy, you and me, no-one there to tell us what to do,

I'd like to be under the sea in an octopus's garden with you.

sexta-feira, 18 de junho de 2021

A Sopa do Pacto (23), solução



Quem participou:

1 – Janita (Maria Bethânia, Elba Ramalho, Caetano Veloso e Chico Buarque)

2 – Elvira (Maria Bethânia, Elba Ramalho, Caetano Veloso e Chico Buarque)

3 – Clara (Maria Bethânia, Elba Ramalho, Caetano Veloso e Chico Buarque)

4 – Pedro Coimbra (Maria Bethânia, Elba Ramalho, Caetano Veloso e Chico Buarque)

5 – Catarina (Maria Bethânia, Elba Ramalho, Caetano Veloso e Chico Buarque)

6 – Teresa (Maria Bethânia, Elba Ramalho, Caetano Veloso e Chico Buarque)

quarta-feira, 16 de junho de 2021

A Sopa do Pacto (23)

 “A Sopa do Pacto” é a nova rúbrica, baseada basicamente no passatempo “Sopa de Letras”. Conterá sempre um quadrado, como figura geométrica, de 10x10, e as palavras a adivinhar estarão colocados nas posições utilizadas na comum “sopa de letras”, horizontal, vertical e diagonal, em ambos os sentidos. A “sopa” serão quase sempre 4 (quatro) artistas/grupos do foro musical, ou de outras artes.

Terão de me enviar por mail (ricardosantos1953@gmail.com) o puzzle totalmente solucionado ou o que conseguiram encontrar até ao final do prazo limite, indicando onde se encontram os 4 (quatro) artistas/grupos.

O tempo limite para resolverem a “sopa”, os artistas no puzzle e escolherem as duas canções será de 48 horas. Dúvidas serão aqui respondidas nos comentários.

Peço desculpa, mas a partir de agora a “Sopa do Pacto”, em virtude das alterações ao Blogger que complicam a inserção de videos (embedded code) do Youtube, as escolhas dos trechos musicais serão sempre meus.

A “Sopa do Pacto” número (23) é, com música brasileira e quatro artistas consagrados, duas mulheres e dois homens. Existem 2 irmãos nesta Sopa.


Na data limite 18-06-2021 às 20:00, publicarei as soluções; No dia 19-06-2021 às 00:00, publicarei as músicas

domingo, 13 de junho de 2021

Eyes Thru Glass (60) - Óbidos (III) – Lagoa de Óbidos

Aqui neste blogue e no “Eyes thru Glass“ mostro aquilo que os meus olhos vêem, através da objectiva.

Aqui ficarão somente as fotos, sem texto ficcional e sem música, apenas uma breve introdução, onde são tiradas e quando, e eventualmente alguma especificação técnica.

Em Setembro de 2016, estive perto de Óbidos a passar uns dias de descanso, e andei na vila e pelos seus arredores, a fazer fotografia, em alguns locais e cidades.

De uma mostra de 8, aqui fica a terceira, bem mais pobre que as anteriores e referente à Lagoa de Óbidos.








quinta-feira, 10 de junho de 2021

Jazz Standards (203)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in

http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

Rosetta (#203) - Música de Henri Woode e Letra de Earl Hines

O pianista, compositor e chefe de orquestra Earl “Fatha” Hines gravou “Rosetta” pela primeira vez com a sua orquestra, em 13 de Fevereiro de 1933, e  depois, novamente, em 24 de Setembro de 1934. A música foi escrita pelo orquestrador da sua banda, Henri Woode.

Também o chefe de orquestra de “swing” Bob Wills contribuiu para a popularidade de "Rosetta". Gravou-a pela primeira vez em 1938 e acabou por dar este nome à sua filha, nascida em 1940. Wills aparecia regularmente ao vivo, em Tulsa, na estação de rádio KVOO de Oklahoma de 1934 a 1942, e seu irmão Johnnie Lee deu continuidade ao programa quando Bob saiu para servir na Segunda Guerra Mundial.

A canção foi apresentada no musical da Broadway de 1976, “Bubbling Brown Sugar”, que se exibiu em 766 apresentações. A interpretação de Henry “Red” Allen All-Stars de “Rosetta” no programa de televisão “The Sound of Jazz”, em 1958, pode ser agora visualizada no DVD Jazz Masters: “Vintage Collection 1958-61”.

Ray Charles (Albany, Geórgia, EUA, 23-09-1930 - Beverly Hills, Califórnia, EUA, 10-06-2004) – Fazendo parte de álbum “Legends of Jazz vol 2”.

Sydney Bechet (Nova Orleães, Louisiana, EUA, 14-05-1897 -  Paris, França, 14-05-1959)

Nat King Cole (Montgomery, EUA, 17-03-1919 — Santa Monica, EUA, 15-02-1965) – No programa de televisão “Stardust”.

Django Reinhardt (Liberchies, Pont-à-Celles, Bélgica, 23-01-1910 - Fontainebleau, França, 16-05-1953) – Do álbum “Django Reinhardt - The Complete Trios”.

Letra

Rosetta, my Rosetta,

In my heart, dear, there's no-one but you!

For you told me that you loved me,

Never leave me for somebody new!

You made my whole life a dream,

And I prayed that you'd make it all come true.

Rosetta, my Rosetta,

Please say that I'm just the one, dear, for you!

Rosetta, my Rosetta,

In my heart, dear, there's no-one but you!

For you told me that you love me,

Never leave me for somebody new!

You made my whole life a dream,

And I pray that you make it all come true.

Rosetta, my Rosetta,

Please say that I'm just the one, dear, for you!

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos).

quarta-feira, 9 de junho de 2021

Poesia (9) – Augusto Gil e Fernando Pessoa

Augusto Gil (31-07-1873 – 26-02-1929)

Passeio de Santo António, dita por João Villaret. Esta gravação data de 1957, foi efectuada no Estúdio A da Emissora Nacional, na Rua do Quelhas, e pertence à Banda 1 da Face B do disco EP de 45 R.P.M. editado pela marca "Alvorada", etiqueta da "Radio Triunfo".

Fernando Pessoa (13-06-1888 – 30-11-1935)

Liberdade, dita por João Villaret. Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15.ª ed. 1995).  - 244.

terça-feira, 8 de junho de 2021

Dança (22) Quickstep

A Dança é uma das três principais artes cénicas da antiguidade, ao lado do Teatro e da Música (in wikipédia). No Priberam esta é a sua definição gramatical e não só, e na Porto Editora esta é a sua definição gramatical e não só. Achei um tema interessante e decidi trazer aqui as muitas formas de dança, origens, com a ajuda da Wikipédia e do Youtube.

Muitas danças nasceram em África, paraíso dos ritmos e batuques, quando os instrumentos eram rudimentares. Com a escravatura, elas foram levadas para outros continentes e países, nomeadamente, o Brasil, e para outros países latino-americanos. Irão aparecer algumas muito idênticas, embora todas existam na realidade. O que aconteceu, simplesmente, foi a criação de coreografias diferentes, consoante a interpretação dada pelos povos que as cultivaram ou cultivam.

Quickstep – É um tipo de dança de salão. No princípio era uma versão mais rápida do Foxtrot misturada com o Charleston, e com influências musicais do Jazz. …………….. Mais informação aqui !

Fred Astaire Metropolitan Dancesport Championships 2014 - Pro Open Ballroom Final - Quickstep

Final Quickstep | 2014 Euro STD | DanceSport Total

How To Dance Quickstep / Basic Steps for Beginners

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Dança (21) Ciranda

A Dança é uma das três principais artes cénicas da antiguidade, ao lado do Teatro e da Música (in wikipédia). No Priberam esta é a sua definição gramatical e não só, e na Porto Editora esta é a sua definição gramatical e não só. Achei um tema interessante e decidi trazer aqui as muitas formas de dança, origens, com a ajuda da Wikipédia e do Youtube.

Muitas danças nasceram em África, paraíso dos ritmos e batuques, quando os instrumentos eram rudimentares. Com a escravatura, elas foram levadas para outros continentes e países, nomeadamente, o Brasil, e para outros países latino-americanos. Irão aparecer algumas muito idênticas, embora todas existam na realidade. O que aconteceu, simplesmente, foi a criação de coreografias diferentes, consoante a interpretação dada pelos povos que as cultivaram ou cultivam.

Ciranda – É um tipo de dança e música de Pernambuco. É originária, mais precisamente, da Ilha de Itamaracá, onde as mulheres de pescadores que cantavam e dançavam esperando eles chegarem do mar. …………….. Mais informação aqui !

Ciranda - Cia de Danças Populares Pisada do Sertão

Roda de Ciranda

Como dançar Ciranda

domingo, 6 de junho de 2021

Beatles (13)


Foram aqueles que, para além do seu talento, tiveram a sorte comercial do lado deles, mas também Brian Epstein como patrão do grupo que os acompanhou até à sua morte, e ainda George Martin como produtor de muitos dos seus discos e êxitos.

Que sorte temos/tivemos de os poder escutar e se calhar, quando do seu aparecimento. Tudo se modificou em termos populares musicais. Os Beatles foram/são/serão, inquestionavelmente, a banda que mais foi/é/será falada na história da música “pop”. Uma homenagem aqui a dois deles já desaparecidos.. Ao John Lennon e ao George Harrison, um agradecimento dos muitos trechos musicais que escreveram para todos nós e que nos ajudaram nos momentos bons e maus, das nossas vidas.

Aqui, periodicamente, trarei duas músicas, algumas menos conhecidas. Serão à roda de 20 êxitos que aqui exibirei, mas muitas delas, não vão ser aquelas que foram Nº. 1, a nível dos “Tops” mundiais, e que constam de um CD, editado em Portugal para a etiqueta “EMI Records Ltd.” em 2000. A escolha irá ser a minha. Os que são “amantes” deste grupo vão conhecê-las todas de certeza, os que são/foram meros ouvintes do grupo, acredito que hajam algumas que não conheçam.

Canções: Sun King; Mean Mr. Mustard; Polythene Pam; e She Came In Through The Bathroom Window

Autores: John Lennon (Sun King, Mean Mr. Mustard e Polythene Pam) e Paul McCartney (She Came In Through The Bathroom Window)

Álbum: Abbey Road

Ano: 1969

Sun KinO primeiro título que surgiu, foi "Here Comes the Sun King", mas para não se confundir com "Here Comes the Sun", foi encurtado para “Sun King”; 

Sun King (John Lennon)

Ah - here comes the Sun king.

Ev'rybody's laughing,

Ev'rybody's happy.

Here comes the Sun king.

Quando paramucho mi amore defelice corazon

Mundo pararazzi mi amore chicka ferdy parasol

Cuesto obrigado tanta mucho que can eat it carousel.

Mean Mr. MustardA música foi composta na Índia, em Fevereiro de 1968. A letra foi inspirada numa notícia curiosa de um jornal local a respeito de um avarento que guardava dinheiro em seu corpo, evitando assim que alguém o obrigasse a gastar;

Mean Mr. Mustard (John Lennon)

Mean Mister Mustard sleeps in the park,

Shaves in the dark

Trying to save paper.

Sleeps in a hole in the road

Saving up to buy some clothes.

Keeps a ten bob note up his nose,

Such a mean old man, such a mean old man.

His sister Pam works in a shop,

She never stops, she's a go getter.

Takes him out to look at the Queen,

Only place that he's ever been.

Always shouts out something obscene,

Such a dirty old man, dirty old man.

Polythene PamA música foi composta na Índia, em Fevereiro de 1968. A letra foi inspirada num casal amigo de John, o qual dizia que eles faziam sexo "selvagem" dentro de um saco de polietileno; e

Polythene Pam (John Lennon)

Well you should see Polythene Pam

She's so good looking but she looks like a man.

Well you should see her in drag.

Dressed in her polythene bag.

Yes you should see Polythene Pam - Yeh.

Get a dose of her in jackboots and kilt

She's killer-diller when she's dressed to the hilt.

She's the kind of a girl that makes the News of the World.

Yes you could say she was attractively built - Yeh.

She Came In Through The Bathroom Window É introduzida por um grito de aviso de Paul: "Oh! Look out! She came in through the bathroom window." (Atenção! Ela entrou através da janela da casa de banho.). Reza a lenda, que uma admiradora mais afoita certa vez invadiu o apartamento londrino de Paul, próximo de Abbey Road, entrando pela janela da casa de banho. "...protected by a silver spoon", "...sucks her thumb" e "...wonders by the banks of her own lagoon", respectivamente, "protegida por uma colher de prata", "a chupar o seu dedo" e "e deslumbrando-se pelas margens de sua própria lagoa" seriam referências à preparação de uma dose de heroína. Paul McCartney sempre negou esta versão.

She Came In Through The Bathroom Window (Paul McCartney)

Oh look out

She came in through the bathroom window,

Protected by a silver spoon

But now she sucks her thumb and wonders

By the banks of her own lagoon

Didn't anybody tell her

Didn't anybody see

Sundays on the phone to Monday

Tuesdays on the phone to me.

She said she'd always been a dancer

She worked at fifteen clubs a day

And though she thought I knew the answer

Well I knew what I could not say.

And so I quit the police department

And got myself a steady job

And though she tried her best to help me

She could steal but she could not rob.

Didn't anybody tell her

Didn't anybody see

Sundays on the phone to Monday

Tuesdays on the phone to me, oh Yeh.

sábado, 5 de junho de 2021

Simon & Garfunkel – Festas de Garagem (1)

Na minha juventude diverti-me imenso nas “festas de garagem”. Um levava o gira-discos portátil, outros levavam uns quantos discos. Haviam sempre umas sandes e uns refrigerantes. Dançávamos a tarde inteira e às vezes a entrar pela noite. Ora música para os “pulos”, ora música para dançar agarrados, às vezes “agarradinhos”, mas sem abusar 😊, porque as mães delas eram algumas vezes nossas conhecidas, e tínhamos imenso respeito por elas.

São apenas duas músicas por intérprete. Em alguns deles, duas canções, irão saber a pouco. Naquela época, a “Pop” e a “Rock” anglo-saxónica dominava. Grupos ingleses e americanos, eram aqueles que passavam na rádio, e era neles, onde gastávamos algum dinheiro das nossas mesadas, para comprar os seus discos.

Hoje na 1.ª festa de garagem trago-vos

Paulo Simon e Art Garfunkel  (1956 – 2010)

Como já disse aqui no blogue, este duo, será sempre um dos mais famosos de sempre da história da música. Vou deixar-vos duas composições de gravações ao vivo no Central Park de New York, no dia 19 de Setembro de 1980, com assistência superior a meio milhão de pessoas.

Old Friends, de 1968, e fazendo parte do álbum “Bookends”.

Mrs. Robinson, de 1968, e constante do álbum “The Graduate”, que continha a banda sonora do filme com o mesmo nome, realizado por Mike Nichols, em 1967, com Anne Bancroft, Dustin Hoffman e Katharine Ross, nos principais papéis.


 


sexta-feira, 4 de junho de 2021

Ada de Castro – Fado (1)

O Fado é, desde Novembro de 2011, Património Cultural e Imaterial da Humanidade (UNESCO).

Não sou grande admirador, com uma excepção para o fado de Coimbra, mas reconheço o valor deste género musical que representa muito bem, alguma da Boa Música Portuguesa.

Ada de Castro (13-08-1937)

Rua do Capelão “Velho Fado da Severa" - Acompanham Ada de Castro, na guitarra portuguesa, Pedro Marques, na viola de fado, José Elmiro e na viola baixo, Luís N´Gambi.

Este fado tem letra de Júlio Dantas e música do maestro Frederico de Freitas. E foi gravado durante a homenagem póstuma anual (2013) ao fadista Manuel de Almeida. Restaurante Quinta do Cortador, Cobre, Cascais, em 27-04-2013.


Letra:

Ó rua do Capelão

Juncada de rosmaninho

Ó rua do Capelão

Juncada de rosmaninho

Se o meu amor vier cedinho

Eu beijo as pedras do chão

Que ele pisar no caminho

Se o meu amor vier cedinho

Eu beijo as pedras do chão

Que ele pisar no caminho

Tenho o destino marcado

Desde a hora em que te vi

Tenho o destino marcado

Desde a hora em que te vi

Ó meu cigano adorado

Viver abraçada ao fado

Morrer abraçada a ti

Ó meu cigano adorado

Viver abraçada ao fado

Morrer abraçada a ti

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Roland Fiddy (7)

Roland John Fiddy é um famoso “cartonista” inglês. Nasceu em Plymouth, Devon, no sudoeste da Inglaterra, em 17 de Abril de 1931. Foi casado com a artista dinamarquesa Signe Kolding de quem tem um filho e uma filha. Morreu em Hastings, East Sussex, em 3 de Julho de 1999.

Estudou no College of Art de Bristol. Tem “cartoons” publicados na Grã-Bretanha, Estados Unidos e em muitos outros países. Os seus livros incluem “The Best of Fiddy” em 1966 e uma série de 11 “Fanatic's Guides” de 1989 a 1992.

Fiddy foi muito apreciado, no Mundo inteiro, pelo seu humor e estilo. Ganhou o primeiro prémio em várias competições internacionais de banda desenhada,  incluindo entre outros, o “Knokke-Heist” na Bélgica, em 1990, “Festival de Beringen” na Bélgica, em 1984, “Festival de Cartoon” em Amesterdão, na Holanda” em 1985, Sofia, Bulgária, em 1986 e Yomiyuri Shimbun, Japão, em 1988. 


Aqui fica, abaixo, o “cartoon” de hoje, do livro “Os Fanáticos dos Computadores” editado pela Publicações D.Quixote em Julho de 1992 (1.ª edição). Um livro que me foi dado por alguém especial, que já não se encontra entre nós.