Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O meu presente de quase Fim de Ano

Que o Novo Ano nos traga uma nova maneira de encarar os graves problemas da sociedade mundial que até agora não temos querido enfrentar. Temos todos de procurar ajudar quem necessita e lembrarmo-nos que amanhã poderemos ser nós os necessitados. Amor é algo que se precisa urgentemente, neste Mundo de convencidos que pensam que a tecnologia vai resolver tudo !!!

Para quem me visita e ouve, aqui no “Pacto”, aqui fica o meu presente de Novo Ano. Quatro composições que falam de Amor e quatro intérpretes. Desta vez, quase tudo em português.