Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

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sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Guerra na Pele de João Cabral Pinto

Companheiro recente de outras guerras, o bilhar às três tabelas, o João Cabral Pinto escreveu um livro que pelos vistos começou a ser projectado e criado há muitos anos.

Pequeno excerto da entrevista efectuada pela Maria Miguel Cabo, no link da TSF, aqui !

O vídeo lá mais abaixo !

Entrevista extraida daqui !... entrevistado por Miguel Morgado

“AMOR DE MÃE, ANGOLA”. AS TATUAGENS QUE CONTAM A HISTÓRIA DA GUERRA COLONIAL

Moda, estatuto, para casar, alienação, dor ou porque beberam um copo antes. Estas são algumas das razões dos desenhos feitos nos antebraços de quem foi para a guerra colonial. A história contada em livro pela subcultura dos homens que, em teatro de guerra, não se envergonharam de escrever no corpo a palavra Mãe. Um registo fotográfico que resgata a memória coletiva de um povo no qual as imagens valem mil testemunhos. “Guerra na pele. As tatuagens da guerra colonial”, uma memória escrita.

No início eram tatuagens. Agora são retratos de tatuagens. No início era a guerra colonial. Agora são as memórias que ficaram. Ficam. Cravadas na pele. No corpo. Na mente. Na alma. Bem fundo. Para sempre. Por causa da Pátria. Pela Pátria.

As imagens, essas, não saem da cabeça, por mais esbatidas que estejam no corpo. Passaram anos. Décadas. Na pele, a maioria apresenta-se descolorida. Quase que desapareceram. Por isso, há quem tenha feito a versão 2.0 do “Amor de Mãe”, a frase icónica de quem foi para África. Porque não querem esquecer. Não podem esquecer por mais que, muitos deles, procurem não falar. Sobre o que foram lá fazer e aquilo que estamparam. Porque recuam ao tempo da guerra. E, se o fizerem, dizem: “Não durmo. Se eu lhe contar, eu já não durmo esta noite...”.

A guerra colonial está ainda bem presente na memória coletiva de um país. Pelo menos, em grande parte dele. João Cabral Pinto quis resgatar a história de Portugal pelas imagens dos desenhos nos corpos de quem foi e voltou. Depois de hesitações e negações de editoras, decidiu avançar para uma edição de autor. “Guerra na Pele – As tatuagens da guerra colonial” é o nome do livro apresentado hoje na Biblioteca Natália Correia, em Carnide, Lisboa. É mais do que um conjunto de palavras. É um registo histórico.

O objetivo? “Resgatar e preservar para memória futura um conjunto de imagens de tatuagens realizadas por militares das Forças Armadas Portuguesas durante o período da guerra colonial em África de 1961 a 1974”, lê-se nas poucas páginas do livro que merecem conteúdo escrito.

O resto são as imagens que falam por si: 146 imagens de tatuagens que representam uma síntese das 350 fotografadas, resultantes de mais de 230 entrevistas a ex-combatentes, num total de cerca de 600 abordados. Hoje, dos entrevistados, “metade já morreu”, aponta João Cabral Pinto. “As fotografias das tatuagens são a sua memória”.

O trabalho começou há 20 anos. “Os primeiros cincos foram perdidos numa avaria informática, não consegui recuperar e foi tudo ao ar”, recorda. Não desistiu. Seguiram-se 15 anos a andar “nos encontros de militares, nas celebrações dos 10 de junho, em praias, nos autocarros, a mudar o meu trajeto porque via alguém”, sempre atento a uma tatuagem que apontasse para a presença nas ex-colónias.

“Não durmo. Se eu lhe contar, já não durmo esta noite... Só de falar já estou todo a tremer”

A abordagem foi tirada a fotocópia: “Olá, sou o João Pinto, estou a fazer um trabalho sobre a guerra colonial e pergunto se posso tirar uma fotografia à sua tatuagem”.Tal como um filme, seguiu o guião em que queria respostas ao porquê?, quando?, quem?, onde (zona geográfica)?, onde (zona do corpo)?, como? e quantas?. Já as entrevistas “não foram programadas”. Não podiam ser.

João Cabral Pinto compreende quem não participou e quem não respondeu à totalidade das perguntas. Em alguns casos a resposta traduziu-se em pouco mais do que fotografar a tatuagem. “Muitos dos antigos combatentes sofrem stress pós-traumático. Diziam 'vai dar uma curva'. Ou mesmo, 'tira lá a foto, mas não digo mais nada'". O nada explica-se numa frase repetidamente escutada pelo autor: “Não durmo. Se eu lhe contar, já não durmo esta noite... Só de falar já estou todo a tremer”.

“Vaidade”. Esta uma das razões para registar no braço a ida para a guerra. Ou apenas “exibicionismo”, explica João Cabral Pinto. “Uma mulher, nessa altura, que casasse com um militar tinha uma boa vida. Era um chamariz para casar”, pisca o olho.

Há razões mais fundas. “A saudade, revolta, dor, luto”, solta na ponta da língua. Mas não só. O “orgulho” de pertença aos paraquedistas ou fuzileiros, a “vontade de servir o país”, a "moda” e o “todos faziam”. Por situações de morte de companheiros ou medo. “Uns explicaram que o fizeram quando estavam junto da fronteira com o Senegal. Pensavam que iam morrer”, e outros por momentos de pura “alienação”, “desespero” ou “raiva”. Ou mesmo, uma simples “recordação”, enumera o autor.

Não fugimos ao desejo da curiosidade: e o "Amor de Mãe, Angola 1969"? Essa evocação materna que fez parte do imaginário pela adolescência fora deste (48 anos) que vos escreve. “É uma expressão que já vem da 2.ª Guerra Mundial”, informa João Cabral Pinto.

“Nas situações de guerra, em que estás a morrer, aflito, por quem é que tu chamas? Por quem? Pela mãe. Não chamas pelo pai. Ai, mãe. Ai, minha mãe...”, o autor recorda uma partilha feita por um dos fotografados. Um nome tantas vezes repetido que deu em música, de Oliveira Muge. “A mais célebre da guerra colonial: Mãe. Foi do mais conhecido na altura”, sublinha o autor do livro “Guerra na pele”.

Para além do Amor de Mãe e de juramento a outros amores, há outros símbolos (o calote e o grifo), siglas (JNRJ, de Jesus da Nazaré Rei dos Judeus), profissões e frases que ficam para a eternidade: “Sangue, Suor e Lágrimas”, que aparece, por vezes, como “SSL”, em abreviatura. Há mapas de Angola, Cabinda, Guiné ou Moçambique, datas de incorporação, “corações com a flecha do Cupido”, frases avulso como “Adeus, África”, “Deus me guie”, “A Pátria Honrai, que a Pátria vos contempla” e “Fui e Voltei”.

Neste revisitar das histórias de quem regressou há casos insólitos. “Um tatuou o nome da namorada, só que esta deixou-o e, por cima, escreveu: eu e um ponto de interrogação”. Outras precipitações. “Um tatuou-se com uma imagem dos fuzileiros, não entrou e foi para os comandos. Ficou com duas tatuagens”, recorda. Há também imagens que pouco têm que ver com o teatro de guerra - “Um pato Donald e um Mickey”.

O grito de libertação. "Para se libertar de tudo”

Esqueça a loja moderna de tatuagens. Na altura, “eram feitas com três agulhas e tinta-da-china. Faziam, às vezes, um esboço, um desenho a caneta”, descreve João Cabral Pinto. “As tatuagens eram feitas por camaradas de armas, destros. Diria 80%. O resto, mais ou menos em partes iguais, civis e locais. E os próprios. Daí, o lado esquerdo ser o mais tatuado”, esclarece. “O antebraço é o que está mais tatuado porque está à vista. Queriam mostrar. E no verão mostram tudo”, sorri.

Este movimento de tatuagens “acontece informalmente no território militar. Parte dos militares não se tatuou durante o período da guerra colonial”, avisa. “A totalidade dos que o fizeram foi de tal modo importante e impactante que foi considerado uma subcultura informalmente inserida na estrutura militar. Os militares nunca assumiram a tatuagem, não é oficial”, atira.

Das inúmeras imagens cravadas nos corpos de ex-combatente, duas não o deixaram indiferente. “Um homem com uma corrente quebrada no peito. Quando a mostrou apanhei um susto. Disse-me que era um grito de libertação. Um grito para se libertar de tudo”. A outra carrega o divino. “Um rapaz de 75 anos com um Cristo crucificado nas costas”, anota. “É a minha guarda. Guarda-me as costas”, disse.

“Não me meto na interpretação do desenho”, revela. "Mas sei que a cobra representava o mato africano. A faca é a luta”. Uma “caveira e ossos” é comum. “Sou mau, tenho sorte e vou lixar-vos. Estou aqui para estar na guerra”, sustenta.

A conversa decorre e aproxima-se do fim à medida que folheamos as quase duzentas páginas do livro. “Reduzi de 350 páginas para 192”, explica. Fez uma “síntese”, adianta. “Expurguei considerações políticas, militares e sociais e expurguei as ciências sociais e humanas, porque isto tem um lado sociológico”, garante João Cabral Pinto.

O mais marcante, para além da visualização das tatuagens, foi o facto de serem “intensas para o ânimo e desânimo”, frisa. “Para uns, foi uma viagem a uma fase de vida, para outros, o lado negativo. O lado do 'julgava que ia morrer, que via os camaradas a morrer e que nunca mais me vinha embora,' do 'vou ao puto', que significa ir à metrópole”, retrata. “Foram para a guerra com 18 anos. Tatuaram-se com 18 e 20 anos. Hoje são putos tatuados com 75 anos”. No fundo, é gente orgulhosa de ter servido a pátria”, analisa o autor, filho de um militar que esteve em Angola.

“Foram conversa muito intensas. Chorei a fazer isto. Não tocava há cinco anos [no projeto] e abrir o livro outra vez e começo a lembrar-me das situações emocionantes que não estão aqui partilhadas. Talvez para uma próxima”, antecipa.

“Tenho tido muitas respostas da estrutura militar. Dizem-me que é património cultural. É memória coletiva. Uma memória que não se apaga. Como as tatuagens de quem lá esteve. Não pode desaparecer. São imagens. São memórias. Que se guardam. Que ficam. Que não se podem apagar”, resume.


quarta-feira, 22 de abril de 2015

Receita dos Cinco Sentidos


A fazer de quando em vez, para dar sentido à vida !!!

Visão – Livro - “Venenos de Deus, Remédios do Diabo”, Mia Couto;

Audição – CD – “As Mãos, o Melhor de António Pinho Vargas”, APV;

Paladar – “Bacalhau Cozido com Grão”;

Tacto – Um abraço a um/a Amigo/a Sincero/a

Olfacto – Um passeio onde os aromas são vários – Estufa Fria de Lisboa (Parque Eduardo VII). Horários: Abril a Setembro, das 9:00 às 18:00, Outubro a Março, das 9:00 às 17:00. Telefone 213882278.

Visão             = 15,90€
Audição         =   5,00€
Paladar          = 15,00€  (talvez, dependendo do Restaurante)
Tacto              =       0€  (Amizade não se compra !!!)
Olfacto           =   3,10€  (Bilhete de ingresso)

Total               = 39,00€

domingo, 9 de setembro de 2012

Nada substitui o papel (*) - Longe é um bom lugar (o resto são histórias)

De Mário Zambujal, o autor da “Crónica dos Bons Malandros” acabei de ler Longe é um bom lugar (o resto são histórias)”, uns quantos contos. Recomendo a leitura deste livro e de qualquer livro. Éramos mais felizes quando não tínhamos tanta tecnologia ao nosso dispôr. Agora ficamos contentes com qualquer coisa que tem mp4, tira fotos, tem “Internet” e que nos cabe no bolso.         
                
(*) O papel pensa-se que terá sido inventado na China, durante a dinastia Han, entre 206 AC e 221 DC. Terá seguramente mais de 1.700 anos de história.   
           
Início da sessão do Café com Letras com a presença de Mário Zambujal na Biblioteca Municipal de Carnaxide, que apresenta este seu livro e conta um pouco da sua vida. Moderação de Carlos Vaz Marques, em 30 de Novembro de 2011.          
              

sábado, 14 de abril de 2012

O Bairro da Encarnação... por Fernando Furtado Barreiros

Não posso deixar passar em claro o convite que me foi dirigido por um dos autores, e que aceitei, para o lançamento do livro intitulado “O Bairro da Encarnação e as Antigas Quintas dos Olivais”, escrito por Fernando Furtado Barreiros e Carlos Alberto Revez Inácio, e que teve lugar, na passada Quinta-Feira, dia 12, nas instalações da “Associação Desportiva e Cultural Encarnação e Olivais” (ADCEO).
Na realidade o pouco que posso dizer é que é um grande e excelente trabalho de pesquisa, colectado pelos autores e que conta, pormenorizadamente, a história deste esplêndido Bairro da periferia da cidade, e que infelizmente não habito.
Parabéns ao Fernando Barreiros e ao Carlos Inácio por esta obra que deixará às gerações vindouras a história de uma das zonas mais bonitas de Lisboa, e a porta aberta para novas pesquisas.
Espero que a tiragem de 1.000 exemplares depressa se esgote e que todos os habitantes do Bairro e não só, a comprem. É uma obra exemplar de dedicação, a qual é importante mostrar aos Lisboetas e não só, daquilo que foi/é/será uma parte da nossa cidade.
Por isso, peço a todos os responsáveis desta cidade e a capital mais ocidental da Europa, que exercem cargos autárquicos e não só, que NÃO a destruam mais, e que apoiem iniciativas, como esta, para que fiquem gravadas e documentadas para a nossa história milenar.
Para terminar um obrigado ao Fernando Furtado Barreiros pelo convite para o lançamento da sua obra.








sábado, 4 de fevereiro de 2012

"Intersecção" de António Pires

O António Pires já lá vão alguns anos de conhecimento e amizade. Depois da música achou por bem, começar a escrever. Ainda não li o livro publicado, mas acredito que seja um bom começo, para todos, ler um “policial” no início de 2012. O género volta a estar na moda, ou nunca a deixou. São imensas as séries que proliferam no “quadrado mágico”, mas a leitura é insubstituível, por isso aqui deixo os sítios onde poderão encontrar algo escrito sobre o livro.
Coloco uns óculos de ver ao perto, no nariz, pego no livro com ambas as mãos e cá vou entrar na história policial do António Pires.         
                              
Site do Livro: http://sites.google.com/site/ajpiresweb/           
                
Site do "editor": http://www.euedito.com/interseccao.html               
                 
                 
“Quem quiser comprar pode fazê-lo pelo site da Euedito ou através de mim. Abraço. António Pires."

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Nada substitui o papel (*) – Quando Deus Era Um Coelho – Sarah Winman

(*) O papel pensa-se que terá sido inventado na China, durante a dinastia Han, entre 206 AC e 221 DC. Terá seguramente mais de 1.700 anos de história.         

                         
De Sarah Winman (Londres, 1964 – 20xx), “Quando Deus Era Um Coelho”, é a história de um irmão e de uma irmã. Mistérios e recomeços, de amizade e de família, de triunfos e tragédias, e de tudo o que fica pelo meio. O amor em todas as suas formas. Das Ilhas Britânicas às ruas nova-iorquinas, dos anos 60 à tragédia do 11 de Setembro, no “World Trade Center”, navegamos pela história de Elly e Joe, dois irmãos ligados por laços e segredos que vão resistindo e se transformam com o tempo. Aconselho a leitura deste romance/novela.              
                       
Na FNAC, com cartão FNAC, são 17,91€. Sem cartão são 19€                
                                          
Sarah Winman fala sobre a sua primeira novela, a Richard e Judy do “Summer 2011 Book Club”                 
                                
                      
                           
Como Sarah Winman descreve o seu livro. O que ele representa para ela ?               
                           
                  
                          
Quando Deus Era Um Coelho                    
                        

terça-feira, 19 de julho de 2011

Amizade é um metal precioso !

Pois é, há quanto anos nos conhecemos, já nem sei !
E há quantos anos temos uma sapateira por comer. Xiiiiii … sei lá !
Dedico-te este pequenino espaço, acho que o mereces.
Desejo-te as maiores felicidades, como escritora, e agora que tens um "ebook" espero que não fiques por aí. Vou lê-lo com toda atenção quando o conseguir descarregar.          
                
http://sentirpositivo.com/              
                                           

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Nada substitui o papel (*) - Dama de Espadas - Mário Zambujal

De Mário Zambujal, o autor da “Crónica dos Bons Malandros” acabei de ler um conto despretensioso e bem escrito que aconselho. “A Dama de Espadas” é uma história da vida interessante que centra o seu enredo na personagem de Filipe que é amado por Eva Teresa, irmã mais nova de Rosália, filhas dos Lucas. Talvez com um final inesperado. Até poderia dar uma curta-metragem cinematográfica, não fôramos nós portugueses, um pais de “pelintras”, de que tudo o que vem lá de fora é que é bom, e de que os nossos “irmãos” do outro lado do Oceano é que sabem fazer novelas. Um “chorrilho” de asneiras, claro !
Artistas, e pessoas inteligentes e sábias, é o que não falta por cá. O que faltam são empresários e dirigentes de qualidade. Temos muitos de uns e de outros, mas de “lápis atrás da orelha”. Nome que, antigamente, era dado aos merceeiros, que puxavam do seu lápis, afiado na navalha, e faziam ou assentavam as contas, num papel pardo de embrulho, ou num livro de débito e crédito, daqueles que pagavam ao mês.
Aconselho este conto singelo.

(*) O papel pensa-se que terá sido inventado na China, durante a dinastia Han, entre 206 AC e 221 DC. Terá seguramente mais de 1.700 anos de história.

Ainda se lembram da “Crónica dos Bons Malandros” ? eis aqui a lembrança do seu “genérico” (incompleto). Filme de Fernando Lopes, comédia de 1984, com banda sonora “O Malandro” interpretada por Paulo de Carvalho.