Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

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terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Eyes Thru Glass (44) – Porto Palafita

Aqui neste blogue e no “Eyes thru Glass“ mostro aquilo que os meus olhos vêem, através da objectiva.

Aqui ficarão somente as fotos, sem texto ficcional e sem música, apenas uma breve introdução, onde são tiradas e quando, e eventualmente alguma especificação técnica.

No dia 21 de Maio de 2017, fui em grupo de fotógrafos ao “Porto Palafita”. Situado na Carrasqueira, no Alentejo.

Somente uma explicação técnica para a 9.ª fotografia que tirei com o “balanço de brancos”, como se fosse para tirar uma foto com luz fluorescente. Acho que ficou bastante razoável e bonita, com várias tonalidades de azul.