Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

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terça-feira, 27 de novembro de 2018

Homenagem a Vasco Granja

(Dados Biográficos In Wikipédia - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Quem não se lembra e que não ficava sentado frente ao televisor a ver…

Vasco Granja (10-07-1925 – 04-05-2009) – Foi um reconhecido divulgador do cinema de animação e da banda desenhada em Portugal.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

sexta-feira, 24 de abril de 2015

No 24 de Abril aqui também dava cinema



Algum cinema antes do 25 de Abril, passava por aqui em solo estrangeiro e às escondidas da censura e do seu lápis azul, e era projectado no interior deste edifício, numa sala que não levaria mais de 75 pessoas, se bem me lembro. Cinema que Lisboa dos anos 60, não via, nos cinemas da altura. 

O Consulado Alemão, onde hoje se encontra o “Göethe Institut Portugal”, situado no Campo Santana, hoje Campo Mártires da Pátria.
Lembro-me de ter lá ido algumas vezes, na década de 70 (antes do 25 de Abril), como cinéfilo, algo convicto que eu era, ver filmes de realizadores alemães e outros. Wim Wenders e “A Angústia de um Guarda-Redes perante o Penalty”, Werner Herzog e “Aguirre, o Deus da Ira”, e muitos outros.

Sentíamo-nos bem em ver estes filmes, “escondidos” e à sucapa do antigo regime, imbuídos num sentimento de rebeldia. O regime esse, infelizmente, perdurou por poucos anos mais, martirizando e torturando os portugueses e fabricando uma guerra colonial que dizimou, invalidou, e estigmatizou a juventude dos países envolvidos. Para quê ?!

domingo, 31 de agosto de 2014

A Canção de Lisboa

“A Canção de Lisboa” filme de José Cottinelli Telmo, de 1933. As suas vedetas mais famosas são: Beatriz Costa, Vasco Santana e António Silva, todos eles protagonistas de “A Canção de Lisboa”. Sendo o restante elenco constituído pelos actores: Alfredo Silva, Ana Maria, Artur Rodrigues, Coralia Escobar, Eduardo Fernandes, Elvira Coutinho, Fernanda Campos, Francisco Costa, Henrique Alves, Ivone Fernandes, José Victor, Júlia da Assunção, Manoel de Oliveira, Manuel Santos Carvalho, Maria Albertina, Maria da Luz, Silvestre Alegrim, Sofia Santos, Teresa Gomes e Zizi Cosme.

Foi um filme que, na época, obteve grande sucesso e êxito do público, não apenas em Portugal, mas também, nos então territórios de Ultramar e Brasil. Esse êxito deveu-se em parte ao carácter tipicamente português das personagens e das situações que permitia a total identificação dos espectadores com o filme. E em parte à introdução de canções que rapidamente se tornaram populares, não só neste filme, mas em todos os outros do género. Por isso, estas comédias são clássicos do cinema português, onde nunca se deixaram de ver e rever até aos dias de hoje. “A Canção de Lisboa” não é apenas pioneiro deste género cinematográfico como também um dos melhores. Por ter sido considerado um objecto de prestígio, o valor dos bilhetes foi mais dispendioso do que o habitual. O sucesso alcançado foi de tal forma retumbante, que as receitas do filme permitiram, inclusive, pagar uma grande parte das instalações da “Tóbis” que se encontravam então em construção.

Para além dos actores, outros grandes nomes da arte portuguesa marcaram a produção deste filme, por exemplo, os cartazes: Nada menos que três foram concebidos por Almada Negreiros. Outra participação enaltecedora deste magnífico filme foi a de Manoel de Oliveira, então no começo da sua carreira cinematográfica, como realizador, aparece neste filme como actor, interpretando Carlos, o melhor amigo do actor principal Vasco Santana.

A Canção de Lisboa, pilar do cinema português, ironicamente não foi realizado por um cineasta, mas sim por um conhecido arquitecto José Cottinelli Telmo, tendo aliás sido o único filme por ele realizado. O uso do espaço em Lisboa, tanto em cenários de estúdio, como em cenários naturais, é característico da sabedoria de um arquitecto. A cena exterior em que Vasco Santana canta o famoso “Fado do Estudante”, por exemplo, foi filmada na esplanada do último piso da “Cervejaria Portugália” na Avenida Almirante Reis, um edifício do começo do século XX. Por todos este motivos A Canção de Lisboa é um clássico e ao mesmo tempo um filme único que ficará para sempre como marco e testemunho da evolução cinematográfica portuguesa.

A cena da alfaitaria com António Silva e Beatriz Costa


O Fado cantado por Vasco Santana


O exame para Doutor com Vasco Santana

domingo, 23 de setembro de 2012

Lumiére – “To Rome, With Love”

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)          
                 
Histórias sobre: Um reconhecido arquitecto americano que irá rever a sua primeira vivência em Paris na pele de outro jovem; Um morador de Roma que de um dia para o outro cai aos olhos dos “papparazi” e torna-se numa personagem mediática; e Um director de ópera, norte-americano que coloca, o futuro sogro da sua filha, exímio cantor (de banho !), num palco cantando ópera dentro de uma “poliban”.      

Geral      
              
Realização – Woody Allen;
Argumento – Woody Allen;
Narração – Alec Baldwin;
Produção – Letty Aronson, Stephen Tenenbaum, Giampaolo Letta e Faruk Alatan;
Orçamento – $12.000.000;
Estúdio – Medusa Film;
Distribuidora – Medusa Distribuzione (Itália) e Sony Pictures Classics (EUA);
Estreia – 20 de Abril de 2012 (Itália) e 22 de Junho de 2012.    

Elenco   
               
Antonio Albanese no papel de Luca Salta, actor cinema italiano;
Woody Allen no papel de Jerry, marido de Phyllis e pay de Hayley; director de ópera reformado;
Roberto Benigni no papel de Leopoldo, um escrivão e celebridade temporária;
Penélope Cruz no papel de Anna, uma prostituta;
Alec Baldwin no papel de John, narrador e consciência de Jack, arquitecto;
Judy Davis no papel de Phyllis, mulher de Jerry e mãe de Hayley, psicóloga;
Jesse Eisenberg no papel de Jack, namorado de Sally, arquitecto;
Greta Gerwig no papel de Sally, a melhor amiga de Monica e namorada de Jack;
Ellen Page no papel de Monica, a melhor amiga de Sally;
Fabio Armiliato no papel de Giancarlo, pai de Michelangelo, dono de uma agência funerária;
Cecilia Capriotti no papel de Serafina, a secretária;
Lino Guanciale no papel de Leonardo;
Alessandra Mastronardi no papel de Milly, mulher de Antonio;
Ornella Muti no papel de Pia Fusari, uma actriz;
Flavio Parenti no papel de Michelangelo, o namorado de Hayley, advogado;
Alison Pill no papel de Hayley, namorada de Michelangelo, negociante de arte;
Riccardo Scamarcio no papel de ladrão de Hotéis;
Alessandro Tiberi no papel de Antonio, marido de Milly;
Marta Zoffoli no papel de Marisa Raguso, entrevistadora de Leopoldo.          
        
Trailer        
          
          
             
Woody Allen volta ao grande écran. Entrevista de Rachel Dodes conta detalhes sobre...     
             
      
             
       
            
Opinião      
          
É cinema, feito por um realizador excepcional, tem boas representações, é uma comédia muita parecida com a nossa vida real, não é feito em computador, com todos estes condimentos, é quanto me basta para ir apreciar, não é só distracção, é como um livro há que lê-lo nas entrelinhas para o entender !

domingo, 15 de julho de 2012

“Atlantic North” de Bernardo Nascimento

“Atlantic North” lançado “online” de um dos 50 semi-finalistas (entre 15.000 entradas), do “YouTube’s Your Film Festival”. Argumento, Realização e Produção de Bernardo Nascimento. 
              
Bernardo Nascimento nasceu em Portugal em 1975, tendo passado a sua infância entre a capital Lisboa e a região autónoma da Madeira. Estudou Música e História em Lisboa e Paris, acabando, eventualmente, por ser se formar em História. Começou a trabalhar no cinema, como assistente de direcção, com realizadores portugueses, José Fonseca e Costa, e Manoel de Oliveira, antes de se mudar para Londres, onde trabalhou em projectos de "auteur" filmes “blockbusters”, como "Kick Ass" de Mathew Vaughn.
Em 2010 ele lança o filme que marca a sua estreia como director, "Atlântico Norte".         
              
In “http://www.imdb.com/name/nm2111274/”         
            
Um exemplo de uma boa curta-metragem sem efeitos de computador e violência.            
                 


Obrigado Zé !

domingo, 20 de maio de 2012

Lumiére – “Les Intouchables – Amigos Improváveis”

A comédia francesa que vos aconselho a irem ver. Baseado numa história verdadeira “Les Intouchables”. Um filme muito agradável de ver, não só pelos seus momentos cómicos, mas também pelo retrato da sociedade francesa actual, com os seus milhares largos de emigrantes que habitam a cidade de Paris. A não perder se gostam de ver coisas diferentes e se gostam de cinema, e não simplesmente de filmes americanos com efeitos especiais, feitos em computador.  
          
(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)         
               
Olivier Nakache (Suresne, 14-04-1973 – 20xx) - É um realizador, argumentista e actor francês. Ele muitas vezes trabalha em co-realização com Eric Toledano. Ele é o irmão da actriz e realizadora Geraldine Nakache.
A sua carreira permanece, intrinsecamente, ligada à de Eric Toledano. Logo os dois se tornaram amigos e começaram a trabalhar em curtas-metragens.
Em 1995, eles se lançam em “Le Jour et la Nuit”, a história de um médico da noite apaixonado por Zinedine Soualem e Mauduech Julie.
Quatro anos depois eles estão de volta com “Les Petits Souliers”, crónica sobre os jovens Pais Natal de uma noite, que reúne a jovem “nata” de comediantes franceses, Jamel Debbouze, Gad Elmaleh, Atmen Kelif, Roschdy Zem e Gilbert Melki, essas experiências que passar o formato de longa-metragem em 2005, com “Je préfère qu'on reste amis...” com Gerard Depardieu e Jean-Paul Rouve.
Uma nova comédia com “Nos jours heureux”, sobre os acampamentos de verão. O filme é o sucesso do Verão de 2007.
Em 2009, dirige a sua terceira longa-metragem “Tellement proches”, a história de uma família colorida, onde Vincent Elbaz encena com Isabelle Carré, François-Xavier Demaison, Audrey Dana e Omar Sy.          
          
Filmografia, como Realizador       
           
Curtas-Metragens:      
            
1995 - Le Jour et la Nuit
1999 - Les Petits Souliers
2000 - La Part de l'ombre
2002 - Ces jours heureux        
           
Longas-Metragens:     
         
2005 - Je préfère qu'on reste amis...
2006 - Nos jours heureux
2009 - Tellement proches
2011 - Intouchables     
      
Les Intouchables”, “trailer” em português “Amigos Improváveis”.        
        
        
           


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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Hugh Laurie ele próprio

O próprio Hugh Laurie que interpreta a série “House MD” e da qual tenho trazido aqui a banda sonora das várias temporadas.     
              
(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)               
                       
James Hugh Calum Laurie, OBE (Officer of the Most Excellent Order of the British Empire), nascido em 11 de Junho de 1959, mais conhecido como Hugh Laurie, é um actor inglês, artista de voz, comediante, escritor, músico, artista de gravação, e director. Ele tornou-se conhecido nos “media” como a metade do Fry e Laurie, junto com seu amigo e parceiro de comédia Stephen Fry, com quem se juntou no elenco de “Blackadder” e “Jeeves and Wooster”, de 1987 até 1999. Desde 2004, ele actuou como protagonista da série House MD, no papel de Dr. Gregory House, pelo qual recebeu dois prémios “Globo de Ouro”, dois “Screen Actors Guild Awards” e várias nomeações para um Emmy.
Laurie também entrou noutros filmes, incluindo “Sense and Sensibility” em 1995, ao lado de Emma Thompson, “101 Dálmatas” da Disney em 1996, “The Borrowers” em 1997, “Flight Of The Phoenix” em 2004, “Monsters versus Aliens” em 2009, e ainda os três filmes Stuart Little.
Laurie nasceu em Oxford, Oxfordshire, Inglaterra. Ele é o mais novo de quatro filhos, Laurie tem um irmão mais velho chamado Charles e duas irmãs mais velhas chamadas, Susan e Janet. Sempre teve um relacionamento tenso com sua mãe, Patricia. O seu pai, Ran Laurie, era um médico que também ganhou uma medalha de ouro olímpica nos “coxless pairs” (modalidade do remo) nos Jogos de 1948 em Londres.                 
                        
Blackadder – How Did The War Start ?            
                 
           
                   
Jeeves & Wooster, excerto…                 
                 
               
                      
House MD cura vedetas da banda desenhada               
                          
                      
                         
Stuart Little trailer                      
                           
                 
                       
Quatro composições do seu álbum com regravações de “Blues”, lançado em 9 de Maio, “Let Them Talk”.                
                    
Hugh Laurie - The Whale Has Swallowed Me, Gravado para o programa da BBC UK chamado "The Culture Show".                  
                     
                  
                    
Hugh LaurieSaint James Infirmary Blues, é baseado numa canção popular do século XVIII, um tradicional inglês de origem anónima, embora algumas vezes tenha sido creditada ao compositor Joe Primrose (pseudónimo de Irving Mills). Louis Armstrong tornou-a famosa na sua influente gravação de 1928.      
                        
                      
                       
Hugh Laurie & Tom JonesBaby Please Make A Change, com Irma Jones. 
                     
                   
                      
Hugh Laurie You Don't Know My Mind                
                     

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Lumiére – “A Pele Onde Eu Vivo”




Ontem tive o prazer de voltar ao cinema “King” (Medeia King) na Avenida Frei Miguel Contreiras, e foi uma excelente ideia. Entrei num cinema, ainda com ar de cinema. Aspecto limpo que se pode constatar, paredes pintadas de escuro, mas que dá para ver onde estamos, as cadeiras não têm aquele “buraco manjedouro” para colocar as “pipocas” ou a “coca-cola”, o preço do bilhete foi 4€, e o filme foi excelente. O último de Pedro Almodovar, com Antonio Banderas no protagonista. Aconselho para quem é cinéfilo, que não é a mesma coisa que ir ao cinema. Os espectadores em número reduzido, como seria de esperar, basicamente, cinéfilos da minha idade, e alguns jovens (a 1ª. foto é enganadora, foi tirada cerca das 18:45, o filme começava às 19:00. No início da sessão deveriam estar na sala 25/30 pessoas).
Sabe tão bem fugir da rotina, e do comercialismo “Lusomundo”.
Hei-de lá voltar, em breve, espero !            
                    
(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)              
              
Pedro Almodóvar Caballero (Calzada de Calatrava, 24-09-1949 – 20xx) - É um cineasta, actor e argumentista espanhol. Almodóvar nunca pôde estudar cinema, pois a sua família não tinha dinheiro para pagar os seus estudos. Antes de dirigir filmes, foi funcionário da companhia telefónica estatal, fez banda desenhada escrita, foi actor de teatro “avant garde” e vocalista de uma banda de “Rock”, na qual participava travestido. Foi o primeiro espanhol a ser indicado ao Óscar de “Melhor Realizador”. Publicamente homossexual, os seus filmes trazem a temática da sexualidade abordada de maneira sublime. O seu ano de nascimento é incerto, sendo por vezes divulgado como 1949 e outras vezes como 1951. A página oficial do cineasta, no entanto, afirma que nasceu na década de 1950. 
              
Filmografia, como Realizador              
                 
Curtas-Metragens:              
                  
1974, “Das Putas, A História De Amor Que Termina Em Boda”;
1974, “Film político”;
1975, “Blancor”;


1975, "Sueño, O La Estrella”;
1975, “Homenaje”;
1975, “La Caída De Sódoma”;
1976, “Muerte En La Carretera”;
1976, “Sea Caritativo”;
1977, “Sexo Va, Sexo Viene”;
1978, “Salomé”.          
            
Longas-Metragens:            
                 
1978, “Folle... Folle... Fólleme Tim!”;
1980, “Pepi, Luci, Bom Y Otras Chicas Del Montón”, “Pepi, Luci, Bom e Outras Tipas do Grupo”;
1982, “Laberinto De Pasiones”
1983, “Entre Tinieblas”, “Negros Hábitos”;
1984, “Qué He Hecho Yo Para Merecer Esto?”, “Que Fiz Eu Para Merecer Isto?”         
                    
1985, “Tráiler Para Amantes De Lo Prohibido”, curta-metragem para o programa "La Edad de Oro" da TVE;                  
                     
1986, “Matador”;
1987, “La Ley Del Deseo”, “A Lei do Desejo”;
1988, “Mujeres Al Borde De Un Ataque De Nervios”, “Mulheres À Beira De Um Ataque De Nervos”;
1990, “Átame!”, “Ata-me!”;
1991, “Tacones Lejanos”, “Saltos Altos”;
1993, “Kika”;
1995, “La Flor De Mi Secreto”, “A Flor Do Meu Segredo”;
1997, “Carne Trémula”, “Em Carne Viva”;
1999, “Todo Sobre Mi Madre”, “Tudo Sobre A Minha Mãe”;
2002, “Hable Con Ella”, “Fala Com Ela”;
2004, “La Mala Educación”, “Má Educação”;
2006, “Volver”, “Voltar”;           
                 
2009, “La Concejala Antopófaga”, “A Vereadora Antropófaga”, curta-metragem;           
                 
2009, “Los Abrazos Rotos”, “Abraços Desfeitos”;
2011, “La Piel Que Habito”, “A Pele Onde Eu Vivo”.          
                      
Existem 8 intervenções , como Actor e produz 10 filmes.             
                   
A Pele Onde Eu Vivo”, “trailer”               
                   

domingo, 25 de setembro de 2011

Lumiére – “Midnight in Paris”

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)               
                       
Um casal e os pais dela, numa viagem de negócios do pai, a Paris. Os jovens estão prestes a casar, mas não existem muitas convergências entre eles. Ele quer viver nos Estados Unidos e ele quer viver em Paris. O aparecimento de um casal amigo aguça as divergências. Gil está apaixonado pela cidade e vive o seu sonho de ser escritor.           
                
Realização – Woody Allen;
Argumento – Woody Allen;
Produção – Letty Aronson, Stephen Tenenbaum e Jaume Roures;
Orçamento – 30 milhões de dólares;
Estúdio – Mediapro, Gravier Productions;
Distribuidora – Pathé (UK/France), Sony Pictures Classics;
Estreia – 11 de Maio de 2011, no Festival de Cannes             
                      
Owen Wilson – Gil Pender;
Rachel McAdams – Inez;
Mimi Kennedy – Helen, mãe de Inez;
Kurt Fuller – John, pai de Inez;
Nina Arianda – Carol Bates, a amiga;
Michael Sheen – Paul Bates, o amigo;
Carla Bruni – Guia do Museu de Rodin;
Yves Heck - Cole Porter;
Alison Pill - Zelda Fitzgerald;
Corey Stoll - Ernest Hemingway;
Tom Hiddleston - F. Scott Fitzgerald;
Sonia Rolland - Josephine Baker;
Daniel Lundh - Juan Belmonte;
Kathy Bates - Gertrude Stein;
Marcial Di Fonzo Bo - Pablo Picasso;
Marion Cotillard - Adriana;
Léa Seydoux - Gabrielle;
Emmanuelle Uzan - Djuna Barnes;
Adrien Brody - Salvador Dalí;
Tom Cordier - Man Ray;
Adrien de Van - Luis Buñuel;
Gad Elmaleh - Detective Tisserant;
David Lowe - T.S. Eliot;
Yves-Antoine Spoto - Henri Matisse;
Laurent Claret - Leo Stein;
Vincent Menjou Cortes - Henri de Toulouse-Lautrec;
Olivier Rabourdin - Paul Gauguin;
François Rostain - Edgar Degas.            
               
Trailer Oficial                
                    
               
                
Entrevista (excertos) Festival Cannes, sob a estreia do filme            
                  
               
                    
Entrevista (excertos) Owen Wilson e Woody Allen, sobre o filme                  
                    
               
                         
Opinião         
           
Para quem gosta de cinema, aconselho vivamente.E quando já julgávamos que tínhamos visto tudo pela mão de Allen, eis que com 75 anos, eles nos brinda com uma comédia ligeira bem engendrada e contada que nos leva a pensar mais uma vez sobre aquilo que nos faz sonhar e se essas realidades ilusórias, os sonhos, valem a pena.
É em Paris, mais uma vez, a maravilhosa cidade da “Luz” que somos levados pela noite dentro, numa viagem temporal, do nosso personagem principal Gil Pender (Owen Wilson). Acredito que Owen tenha visto, cuidadosamente, as interpretações de Woody Allen, ao qual assentaria, perfeitamente, esta personagem.
Parece-me ser um filme bem conseguido e que não nos espantaria ser possível acontecer (será ??!!). Por incrível que pareça foi essa a sensação com que saí do cinema. Talvez porque a dimensão tempo, é tão misteriosa e apaixonante. Penso que esta sensação, todos a terão ao ver o filme.
Mais uma vez, o actor, realizador, argumentista e escritor, Woody Allen, nome artístico de Allan Stewart Königsberg, nascido em New York em 1 de Dezembro de 1935, mostra a sua qualidade cinematográfica.
Muito em breve irá figurar na minha galeria periódica “Notícia de Coluna”.

http://www.sonyclassics.com/midnightinparis/