Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Humor – Canção de Lisboa – Fado com Vasco Santana

Humor – Canção de Lisboa – Fado com Vasco Santana


Humor – A Menina da Rádio – O Rádio com António Silva

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Humor – O Pátio das Cantigas – Vinho / Ò Evaristo tens cá disto ?

Sem querer aqui polemizar as recentes produções de “A Canção de Lisboa” e “O Pátio das Cantigas”, penso que com a riqueza literária do nosso País, talvez fosse bom fazer bom cinema, baseado na nossa literatura humorística que a há, em vez de repetições de filmes que foram magistralmente interpretados por grande actores cómicos da nossa cena teatral e cinematográfica. Sigam, os exemplos, de filmes originais e com guiões bem escritos, como foram os casos da “Gaiola Dourada” e do “Filme da Treta”.