Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

A Sopa do Pacto (16)


“A Sopa do Pacto” é a nova rúbrica, baseada basicamente no passatempo “Sopa de Letras”. Conterá sempre um quadrado, como figura geométrica, de 10x10, e as palavras a adivinhar estarão colocados nas posições utilizadas na comum “sopa de letras”, horizontal, vertical e diagonal, em ambos os sentidos. A “sopa” serão quase sempre 4 (quatro) artistas/grupos do foro musical, ou de outras artes.

Terão de me enviar por mail (ricardosantos1953@gmail.com) o puzzle totalmente solucionado ou o que conseguiram encontrar até ao final do prazo limite, indicando onde se encontram os 4 (quatro) artistas/grupos.

O tempo limite para resolverem a “sopa”, os artistas no puzzle e escolherem as duas canções será de 48 horas. Dúvidas serão aqui respondidas nos comentários.

Terminadas as 48 horas, publicarei as respostas e as composições, de quem completou totalmente ou parcialmente. Sou eu que escolho as canções por vós indicadas. Não serão, necessariamente, da pessoa que me deu a resposta, do puzzle resolvido, mais rapidamente.

A “Sopa do Pacto” número (16) é, sobre bandas britânicas, e são quatro. Eu escolherei todas as músicas 



Na data limite 02-09-2020 às 20:00, publicarei as soluções; No dia 03-09-2020 às 00:00, publicarei as músicas

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Eyes Thru Glass (51) – Igreja da Memória

Aqui neste blogue e no “Eyes thru Glass“ mostro aquilo que os meus olhos vêem, através da objectiva.

Aqui ficarão somente as fotos, sem texto ficcional e sem música, apenas uma breve introdução, onde são tiradas e quando, e eventualmente alguma especificação técnica.

No dia 2 de Dezembro de 2017, peguei no carro e rumei ao Largo da Memória, em Lisboa. Lá fica a Igreja da Memória e falha minha, não saber que lá se encontravam os restos mortais de Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal.











terça-feira, 25 de agosto de 2020

André Rosinha Trio – Groups & Soloists of Jazz (33)


Den Gamla, com João Paulo Esteves da Silva (piano), André Rosinha (contrabaixo) e Marcos Cavaleiro (bateria). Gravado no estúdio Timbuktu. Som Luis Candeias e Video Maria Bicke.


Bring the bow, com João Paulo Esteves da Silva (piano), André Rosinha (contrabaixo) e Marcos Cavaleiro (bateria). Gravado no estúdio Timbuktu. Som Luis Candeias e Video Maria Bicke.


Light, com João Paulo Esteves da Silva (piano), André Rosinha (contrabaixo) e Marcos Cavaleiro (bateria). Gravado no HCP, Lisboa, em 17 de Janeiro de 2019


, com André Rosinha (contrabaixo e composição), Joel Silva (bateria) e André Santos (guitarra). Ao vivo na Fábrica do Braço de Prata, Lisboa.

domingo, 23 de agosto de 2020

Poesia (2) – António Lobo Antunes e Jorge de Sena

António Lobo Antunes (01-09-1942)

Juro que não vou Esquecer, dita por “Dizedor” (?)


Todos os Homens são Maricas Quando Estão com Gripe de António Lobo Antunes (01-09-1942) e Uma Pequena Luz Bruxuleante de Jorge de Sena (02-11-1919 – 04-06-1978), ditas por Pedro Lamares

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Dança (2) Zouk

A Dança é uma das três principais artes cénicas da antiguidade, ao lado do Teatro e da Música (in wikipédia). No Priberam esta é a sua definição gramatical e não só, e na Porto Editora esta é a sua definição gramatical e não só. Achei um tema interessante e decidi trazer aqui as muitas formas de dança, origens, com a ajuda da Wikipédia e do Youtube.

Muitas danças nasceram em África, paraíso dos ritmos e batuques, quando os instrumentos eram rudimentares. Com a escravatura, elas foram levadas para outros continentes e países, nomeadamente, o Brasil, e para outros países latino-americanos. Irão aparecer algumas muito idênticas, embora todas existam na realidade. O que aconteceu, simplesmente, foi a criação de coreografias diferentes, consoante a interpretação dada pelos povos que as cultivaram ou cultivam.

Zouk – (pronuncia-se "zulke"), é um ritmo originário de Guadalupe e Martinica. O criador do zouk foi o grupo Kassav', que misturou o calipso, um estilo musical afro-caribenho, e a makossa, um estilo musical originário das regiões urbanas do Camarões, ganhando o nome de zouk na Europa, em 1985, através da música "aderehe a dere médickaman nou ni", que nomeou o estilo com o nome zouk. …………….. Mais informação aqui !

Zouk Dance - Michael Boy & Aline Borges Bachaturo Holidays 2017 - Zouk demo improvisation


Sia - Cheap Thrills ft. Sean Paul | Brazilian Zouk Dance | Walter Fernandes & Jessica Lamdon | DC Zouk Festival 2019


Aula de Zouk - Passo Básico

Dança (1) Bachata

A Dança é uma das três principais artes cénicas da antiguidade, ao lado do Teatro e da Música (in wikipédia). No Priberam esta é a sua definição gramatical e não só, e na Porto Editora esta é a sua definição gramatical e não só. Achei um tema interessante e decidi trazer aqui as muitas formas de dança, origens, com a ajuda da Wikipédia e do Youtube.

Muitas danças nasceram em África, paraíso dos ritmos e batuques, quando os instrumentos eram rudimentares. Com a escravatura, elas foram levadas para outros continentes e países, nomeadamente, o Brasil, e para outros países latino-americanos. Irão aparecer algumas muito idênticas, embora todas existam na realidade. O que aconteceu, simplesmente, foi a criação de coreografias diferentes, consoante a interpretação dada pelos povos que as cultivaram ou cultivam.

Bachata – (pronuncia-se "Batcháta") é um ritmo musical e uma dança originada da República Dominicana na década de 1960. Considera-se um híbrido do bolero (sobre tudo, o bolero rítmico) com outras influências musicais como por exemplo o chá-chá-chá e o tango. …………….. Mais informação aqui !

Como Dançar Bachata (A Bailar Bachata) Latina


Frangky e Lais, bachata (dança livre)


Vídeo Aula de Bachata - Passo Básico com Edson Minhaco e Paulinha Mauzer

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Roland Fiddy (1)

Roland John Fiddy é um famoso “cartonista” inglês. Nasceu em Plymouth, Devon, no sudoeste da Inglaterra, em 17 de Abril de 1931. Foi casado com a artista dinamarquesa Signe Kolding de quem tem um filho e uma filha. Morreu em Hastings, East Sussex, em 3 de Julho de 1999.
Estudou no College of Art de Bristol. Tem “cartoons” publicados na Grã-Bretanha, Estados Unidos e em muitos outros países. Os seus livros incluem “The Best of Fiddy” em 1966 e uma série de 11 “Fanatic's Guides” de 1989 a 1992.
Fiddy foi muito apreciado, no Mundo inteiro, pelo seu humor e estilo. Ganhou o primeiro prémio em várias competições internacionais de banda desenhada,  incluindo entre outros, o “Knokke-Heist” na Bélgica, em 1990, “Festival de Beringen” na Bélgica, em 1984, “Festival de Cartoon” em Amesterdão, na Holanda” em 1985, Sofia, Bulgária, em 1986 e Yomiyuri Shimbun, Japão, em 1988. 


Aqui fica, abaixo, o “cartoon” de hoje, do livro “Os Fanáticos dos Computadores” editado pela Publicações D.Quixote em Julho de 1992 (1.ª edição). Um livro que me foi dado por alguém especial, que já não encontra entre nós.

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Beatles (2)


Foram aqueles que, para além do seu talento, tiveram a sorte comercial do lado deles, mas também Brian Epstein como patrão do grupo que os acompanhou até à sua morte, e ainda George Martin como produtor de muitos dos seus discos e êxitos.

Que sorte temos/tivemos de os poder escutar e se calhar, quando do seu aparecimento. Tudo se modificou em termos populares musicais. Os Beatles foram/são/serão, inquestionavelmente, a banda que mais foi/é/será falada na história da música “pop”. Uma homenagem aqui a dois deles já desaparecidos.. Ao John Lennon e ao George Harrison, um agradecimento dos muitos trechos musicais que escreveram para todos nós e que nos ajudaram nos momentos bons e maus, das nossas vidas.

Aqui, periodicamente, trarei duas músicas, algumas menos conhecidas. Serão à roda de 20 êxitos que aqui exibirei, mas muitas delas, não vão ser aquelas que foram Nº. 1, a nível dos “Tops” mundiais, e que constam de um CD, editado em Portugal para a etiqueta “EMI Records Ltd.” em 2000. A escolha irá ser a minha. Os que são “amantes” deste grupo vão conhecê-las todas de certeza, os que são/foram meros ouvintes do grupo, acredito que hajam algumas que não conheçam.

Autor: John Lennon
Álbum: Revolver
Ano: 1966

De acordo com a opinião do jornalista Richard Simpson, Lennon escreveu-a em resposta a Mick Jagger dos “Rolling Stones”, que dizia excessivas maravilhas acerca da sua amiga “pop star” (conhecida na gíria em 1960 por  “Bird”) Marianne Faithful.


And Your Bird Can Sing (John Lennon)

You tell me that you've got everything you want
And your bird can sing
But you don't get me
You don't get me

You say you've seen the seven wonders
And you bird is green
But you can't see me
You can't see me

When your prized possessions
Start to weigh you down
Look in my direction
I'll be? round, I'll be? round

When your bird is broken
Will it bring you down?
You may be awoken
I'll be ?round, I'll be ?round

You tell me that you've heard every sound there is
And your bird can swing
But you can't hear me
You can't hear me

Autor: Paul McCartney
Álbum: Abbey Road
Ano: 1969

Segundo McCartney, é a analogia para as vicissitudes da vida. Quando as coisas estão a ir bem, chega o martelo prata de Maxwell e "Bang! Bang!", deita tudo a perder. A letra é bastante curiosa e para o facto da cor do martelo ser prata, McCartney não soube explicar. Ele achou que soaria melhor "martelo prata de Maxwell" do que somente "martelo de Maxwell". Para muitos, é o tipo de música da qual se gosta ou se odeia. Conforme entrevistas posteriores, John Lennon declarou que odiava a canção.


Maxwell's Silver Hammer (Paul McCartney)

Joan was quizzical studied pataphysical science in the home
Late nightes all alone with a test-tube,
Oh oh, oh oh.
Maxwell Edison majoring in medicine calls her on the phone,
Can I take you out to the pictures Joan.
But as she's getting ready to go, a knock come on the door.
Bang bang Maxwell's silver hammer came down upon her head,
Clang clang Maxwell's silver hammer made sure that she was dead.
Back in school again, Maxwell plays the fool again, teacher gets annoyed,
Wishing to avoid an unpleasant scene,
She tells Max to stay when the class has gone away,
So he waits behind,
Writing fifty times I must not be so…
But when she turns her back on the boy, he creeps up from behind,
Bang bang Maxwell's silver hammer came down upon her head,
Clang clang Maxwell's silver hammer made sure that she was dead.
P.C. thirty-one said, we've caught a dirty one,
Maxwell stands alone
Painting testimonial pictures oh oh oh oh.
Rose and Valerie screaming from the gallery say he must go free.
The judge does not agree and he tells them so oh oh.
But as the words are leaving his lips, a noise comes from behind,
Bang bang Maxwell's silver hammer came down upon his head,
Clang clang Maxwell's silver hammer made sure that he was dead.
oh oh oh oh
Silver hammer man.

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Charada 7.º Arte – Stanley Kubrick (2)

Fotos e nomes correctos: Shelley Winters e Malcolm McDowell

1- Teresa (Shelley Winters em “Lolita” e Malcolm McDowell em “Laranja Mecânica”)

2- Janita (Shelley Winters em “Lolita” e Malcolm McDowell em “Laranja Mecânica”)

3- Elvira (Shelley Winters em “Lolita” e Malcolm McDowell em “Laranja Mecânica”)

4- Manuela (Shelley Winters em “Lolita” e Malcolm McDowell em “Laranja Mecânica”)


5- Pedro Coimbra (Shelley Winters em “Lolita” e Malcolm McDowell em “Laranja Mecânica”)

Muito Obrigado a Todos Vós pela participação e pelos acertos, que todos conseguiram. A ideia não é ser difícil, mas sim despertar as pessoas a verem bom cinema. Abraço !!!

Próximo realizador, o italiano Bernardo Bertolucci, que anunciarei na Newsletter a data de publicação.

sábado, 15 de agosto de 2020

Charada 7.ª Arte – Stanley Kubrick


Realizador Stanley Kubrick


O que têm de fazer:

Em baixo, descobrirem e dizerem-me (mail), ambos os nomes da actriz e do actor e em que filme (pelo menos um!) no qual tenham participado. Não é obrigatório que tenham participado no mesmo filme, mas os filmes têm de ser do realizador em questão.

Ajudas: O número de letras do nome a encontrar, e uma foto um pouco alterada.

Somente aceitarei os nomes correctos com as fotos.

Têm 48 horas para "matar a charada" e três palpites por actriz e outros três por actor.

Depois de amanhã, dia 17, pelas 20:00 publico a solução, bem como os seus participantes.


Actriz, duas palavras (14 letras):
_ _ _ _ _ _ _    _ _ _ _ _ _ _













Actor, duas palavras (15 letras):
_ _ _ _ _ _ _    _ _ _ _ _ _ _ _














Obrigado

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

7.ª Arte - Stanley Kubrick

Breves palavras sobre o que é para mim, o Cinema.

Durante os anos da minha juventude houve algo que me despertou o interesse e fez com que a minha ligação com os audiovisuais se tornasse, desde então, preponderante na minha vida. Esse algo foi o Cinema. A chamada 7.ª arte (arte da imagem) que quando dado o nome e na minha modesta opinião, ela reflectia somente a realidade do cinema mudo, por isso “arte da imagem”. Posteriormente a 7.ª arte tornou-se em algo muito mais complexo. A obra/filme tornou-se num conjunto de várias e ricas variáveis: a imagem, o texto, a cenografia, o som, o guarda-roupa, a interpretação, etc.. Tudo isso conglomerado e orientado de alguma maneira, por uma pessoa na arte de dirigir, o realizador.

Um bom filme, é como uma boa música ou um bom livro, é algo que deve ser visto mais que uma vez, para que nos apercebamos de coisas que numa só, é impossível. Um amante de cinema vê um filme duas, três vezes, para que nele possa visualizar todas essas variáveis de que falei anteriormente.

Vão passar por aqui alguns realizadores que fizeram e fazem parte do meu imaginário de cinéfilo. Nessa época, quando frequentei as salas de cinema em Lisboa, as filmografias de eleição eram: a italiana, a francesa, a alemã, a sueca, a espanhola, a nipónica, a americana. Mas passarão também, e obviamente, realizadores brasileiros e portugueses

Esta nova publicação intitulada 7.ª Arte, será muito de uma pequena mostra do que se via cinematograficamente em Lisboa, nos finais da década de 60 e 70, mas não só, porque teremos filmes muito mais actuais !!!
Tal qual, como todos vós, me reconhecem como um melómano amador, eu também sou um cinéfilo amador. O que vou trazer aqui foram/são obras que gostei/gosto e vi/revejo, e as minhas escolhas são apenas opiniões e gostos, livres de qualquer pretensiosismo !!!

No nome do realizador (se estrangeiro) e na maioria dos títulos dos filmes existem “links” para a Wikipedia (versão inglesa), por ser a plataforma mais abrangente e mais completa. Se pretenderem, na coluna esquerda dessas mesmas páginas, em baixo, tem normalmente, a escolha da tradução para a língua portuguesa.

Do cinema norte-americano trago-vos Stanley Kubrick (26-07-1928 – 07-03-1999), realizador com uma obra notável. Um dos grandes realizadores do cinema mundial, com 13 películas e também algumas curtas. Vou apenas dizer que essas 13 longas-metragens são excelentes e vou relembrar aqui apenas 7 delas. Vi as 13 obras na totalidade, e mais que uma vez.

(1957) Paths of GloryHorizontes de Glória


(1962) Lolita


(1964) Dr. StrangeloveDr. Estranhoamor


(1968) 2001: A Space Odyssey2001: Odisseia no Espaço


(1971) A Clockwork OrangeLaranja Mecânica


(1975) Barry Lindon


(1980) The Shining


(1999) Entrevista com Stanley Kubrick

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Prémio Valmor 1902, Avenida Liberdade, Rua do Salitre 1-3

Encontra-se do lado direito quem desce a Avenida da Liberdade, do Marquês de Pombal, em direcção à Praça dos Restauradores, e situa-se na esquina da Rua do Salitre e da Avenida da Liberdade. À frente deste edifício fica a estátua erigida aos heróis da Grande Guerra (I Guerra Mundial), do lado esquerdo, a seguir ao edifício, fica o “Parque Mayer”, hoje transformado em parque de estacionamento, e do lado direito sobe-se a Rua do Salitre.


O Prémio Valmor de 1902 foi atribuído o nome de Palácio Lima Mayer, uma construção de 1901, situada na Avenida da Liberdade fazendo esquina para a Rua do Salitre e da qual, era proprietário, Adolfo de Lima Mayer. O arquitecto foi Nicola Bigaglia, italiano radicado em Portugal. A propriedade incluía, para além do edifício, um extenso jardim, no qual, em 1921, se edificou, o “Parque Mayer”, centro de concentração popular, durante muitos anos, em virtude das exibições da “Revista” à portuguesa, com os seus quatro teatros (Variedades, Capitólio, ABC e Maria Vitória), onde grandes cómicos do teatro português se tornaram famosos. Não vou aqui nomear ninguém porque vão-me faltar nomes.
Actualmente neste edifício, Rua do Salitre 1-3, funciona aqui há já muitos anos o Consulado de Espanha.

Arquitecto Nicola Bigaglia (1841-1908):


“De nacionalidade italiana, nascido em Veneza, veio para Portugal em 1888, na mesma época em que outros artistas   de valor foram contratados pelo Governo português, como professores das Escolas Industriais, criadas por António de Augusto Aguiar e por Emídio Navarro.
Além de arquitecto, Bigaglia, foi um aguarelista distinto, um modelador de grandes recursos e um desenhador primoroso. A sua obra está dispersa por vários pontos do nosso território, muito embora fosse em Lisboa onde ela ficou mais representada. Conhecia a fundo a arte da decoração, sendo-lhe familiares os estilos clássicos, não só de arquitectura, como também do mobiliário, da tapeçaria, etc. Regeu, durante anos, a cadeira de Modelação Ornamental, na Escola Afonso Domingues, em Xabregas, após magistério na escola Industrial de Leiria,
De entre as obras que se ficaram a dever à presença de Nicola Bigaglia em Lisboa, são conhecidas ou referidas pelas publicações da época, as seguintes: o palácio e parque de José Pinto Leitão, na Rua Marquês da Fronteira, Nº.14-16; as residências de Michel Angelo Lambertini, na Avenida da Liberdade, Nº. 166 (Menção Honrosa do Prémios Valmor em 1904), e do Dr. Gama Pinto, na Rua das Taipas, Nº.16-20; os palacetes do Conde Burnay, na Rua da Junqueira, Nº.86, do Dr. António Caetano, na Rua de Santo António dos Capuchos, Nº. 1, e do Dr. Alfredo da Cunha, no Largo de São Vicente, Nº.5, etc.
Nos finais de 1907, princípios de 1908, Nicola Bigaglia, retira-se para Veneza, onde faleceu em 8 de Outubro.
Obteve o Prémio Valmor de 1902, com o edifício construído, na Avenida da Liberdade, tornejando para a Rua do Salitre, Nº.1-3, onde é hoje a Chancelaria da Embaixada de Espanha.”


“http://www.priberam.pt/dlpo/sic” - *sic |sique| (palavra latina)
Advérbio: Sem alteração nenhuma; tal e qual. = assim


1902 - Inauguração do elevador de Santa Justa;
1903 - Publicação do novo regulamento de salubridade para as construções urbanas;
1904 – Aprovação do Plano Geral de Melhoramentos, apresentado pelo engenheiro Ressano Garcia (1847-1911);
1905 – Desenvolvimento das construções ao longo da Avenida Fontes Pereira de Melo e da futura Avenida da República;
1905 - Jardim Zoológico, nas Laranjeiras, Raul Lino;
1907 – Animatógrafo do Rossio;
1908 - Projecto para o Parque Eduardo VII do arquitecto Miguel Ventura Terra.

domingo, 9 de agosto de 2020

Discos Vinil (2) Venham Mais Cinco

Autor: José Afonso
Ano: 1973
Direcção: José Mário Branco
Intérprete/s: José Afonso
Editora: Arnaldo Trindade e Cª. Lda. Orfeu STAT 017

Gravação: Estúdio Aquarium, Paris (de 10 a 20 de Outubro de 1973) som Gilles Sallé produção José Niza músicos Michel Crone, Alan Noel Alain, André Carradot, Michel Bergès, Mário Jorge Bonito, Jorge Luz, Janine de Waleyne, Jean Claude Dubois, Jean Claude Naude, Ricardo Galeazzi, Benedetti, Michel Buzon, Michel Grenu, Marcel Perdigon, Michel Delaporte e José Mário Branco. Capa José Santa-Bárbara, Edições estrangeiras Moçambique e Espanha.

Texto:

Faltavam 4 meses para o 25 de Abril, quando saíu este extraordinário disco do Zeca Afonso.

Na época em que este álbum foi concebido, José Afonso estava a cantar um pouco por todo o lado, como símbolo antifascista de oposição ao Estado Novo Português. Quando o disco foi lançado ao mercado, a cançonetista Maria Antonieta, à época elemento do Coro Feminino da Emissora Nacional, e organizadora da música gravada na Secção de Arquivos Musicais, da Repartição de Programas Musicais, da Direcção dos Serviços de Programas da Emissora Nacional, adquiriu o disco numa loja especializada, e submeteu o disco à Censura, que o proibiu de imediato, e comunicou a decisão à PIDE/DGS, que procedeu logo à sua apreensão imediata. Muitas sessões musicais de José Afonso foram proibidas pela PIDE/DGS e, em Abril de 1973 ele foi detido no Forte-Prisão de Caxias onde esteve até finais de Maio. Aquando da Revolução, este disco foi um dos primeiros discos proibidos a serem transmitidos na rádio, principalmente no Rádio Clube Português.
(In wikipedia)

Interessante esta entrevista dada pelo Zeca sobre o disco:

Uma Noite em Paris (nos arquivos da RTP), 1ª parte do programa realizado com Zeca Afonso, José Mário Branco e Francisco Fanhais, em Paris.
(in arquivos rtp)

Fotos:




Músicas:

Rio Largo de Profundis José Afonso


Era Um Redondo Vocábulo José Afonso


Venham Mais Cinco José Afonso


A Formiga No Carreiro José Afonso


Paz Poeta e Pombas José Afonso


Gastão Era Perfeito José Afonso