Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

domingo, 28 de junho de 2020

Discos Vinil (1) A Ópera do Malandro

Ano: 1978
Intérprete/s: Vários
Editora: Philips / Polygram

Texto:

A Ópera do Malandro é um dos grandes discos da MPB, da década de 70.

É uma peça brasileira do género musical escrita por Chico Buarque de Holanda, em 1978, e dirigida por Luís Antônio Martinez Corrêa. A ideia de escrever uma adaptação para os clássicos “Ópera dos Mendigos” de John Gay e “A Ópera dos Três Vinténs” de Bertolt Brecht e Kurt Weill, surgiu durante uma conversa de Chico Buarque com o cineasta moçambicano Ruy Guerra. Tornada realidade anos depois, a peça é dedicada à lembrança de Vicente da Paula Holanda Pontes.

(In Wikipedia)

Fotos:




Músicas:

O Malandro (Die Moritat Von Mackie Messer) (Bertolt Brecht, Kurt Weill) – MPB4


Tango do Covil - MPB4


Teresinha Chico Buarque


Folhetim - Nara Leão


Geni e o Zeppelim - Chico Buarque


Pedaço de Mim - Gal Costa e Francis Hime

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Texturas e Recortes (1)

Em tempo de confinamento, encontram-se as “paisagens” em casa. A roupa, o livro, a madeira, o vidro, a revista, o objecto, e muitos outros elementos passíveis de olharmos para eles nesta altura, de um outro modo !

Madeira

terça-feira, 23 de junho de 2020

Beatles (1)



Foram aqueles que, para além do seu talento, tiveram a sorte comercial do lado deles, mas também Brian Epstein como patrão do grupo que os acompanhou até à sua morte, e ainda George Martin como produtor de muitos dos seus discos e êxitos. 

Que sorte temos/tivemos de os poder escutar e se calhar, quando do seu aparecimento. Tudo se modificou em termos populares musicais. Os Beatles foram/são/serão, inquestionavelmente, a banda que mais foi/é/será falada na história da música “pop”. Uma homenagem aqui a dois deles já desaparecidos.. Ao John Lennon e ao George Harrison, um agradecimento dos muitos trechos musicais que escreveram para todos nós e que nos ajudaram nos momentos bons e maus, das nossas vidas.

Aqui, periodicamente, trarei duas músicas, algumas menos conhecidas. Serão à roda de 20 êxitos que aqui exibirei, mas muitas delas, não vão ser aquelas que foram Nº. 1, a nível dos “Tops” mundiais, e que constam de um CD, editado em Portugal para a etiqueta “EMI Records Ltd.” em 2000. A escolha irá ser a minha. Os que são “amantes” deste grupo vão conhecê-las todas de certeza, os que são/foram meros ouvintes do grupo, acredito que hajam algumas que não conheçam.

Canção: Act Naturally
Autores: Johnny Russel & Voni Morrison
Álbum: Help!
Ano: 1965

"Act Naturally" é uma canção escrita por Johnny Russell & Voni Morrison, gravada originalmente por Buck Owens & “The Buckaroos”.
Russell, era originalmente do Mississippi, vive em Fresno, Califórnia, no início dos anos 1960. Uma noite, alguns de seus amigos de Oklahoma planeavam fazer uma sessão de gravação em Los Angeles e pediram para ele se juntar. Para fazer isso, Russell teve que cancelar um encontro com a sua namorada. "Quando ela me perguntou por que eu estava indo para Los Angeles, eu respondi 'Eles vão me colocar no cinema e fazer de mim uma grande estrela.' ‘They're gonna put me in the movies They're gonna make a big star out of me’ Nós dois rimos. "


Act Naturally (Johnny Russel & Voni Morrison)

They're gonna put me in the movies
They're gonna make a big star out of me
We'll make a film about a man that's sad and lonely
And all I got to do is act naturally

Well, I bet you I'm gonna be a big star
Might win an Oscar you can never tell
The movie's gonna make me a big star,
'Cause I can play the part so well

Well, I hope you come and see me in the movie
Then I'll know that you will plainly see
The biggest fool that ever hit the big time
And all I got to do is act naturally

We'll make a film about a man that's sad and lonely
Begging down upon his bended knee
I'll play the part but I won't need rehearsing
And all I got to do is act naturally

Well, I bet you I'm gonna be a big star
Might win an Oscar you can never tell
The movie's gonna make me a big star,
'Cause I can play the part so well

Autor: Paul McCartney
Álbum: Abbey Road
Ano: 1969

As 3 músicas foram compostas por Paul McCartney, creditadas à dupla Lennon & McCartney. A gravação teve início em 2 de Julho de 1969, e concluída em 19 de Agosto de 1969. Dura 1’31” e é seguida, sem intervalos, por Carry that Weight. Na realidade, as duas músicas foram gravadas juntas, como se fossem uma só música. Paul McCartney criou a canção baseado num verso do poeta renascentista inglês Thomas Dekker de 1606, verso esse que ele viu no caderno de música de sua irmã Ruth.
“The End” é a última canção tocada pelos quatro Beatles colectivamente e é a canção final do “meddley” que domina praticamente todo o lado dois do álbum “Abbey Road”.


Golden Slumbers (Paul McCartney)

Once there was a way to get back homeward.
Once there was a way to get back home.
Sleep pretty darling do not cry,
And I will sing a lullaby.

Golden Slumbers fill your eyes,
Smiles awake you when you rise.
Sleep pretty darling do not cry,
And I will sing a lullaby.

Once there was a way to get back homeward.
Once there was a way to get back home.
Sleep pretty darling do not cry,
And I will sing a lullaby.

Carry that Weight (Paul McCartney)

Boy you're gonna carry that weight,
Carry that weight a long time.
I never give you my pillow,
I only send you my invitations,
And in the middle of the celebrations I break down.

The End (Paul McCartney)

Oh yeah alright, are you gonna be in my dreams tonight?
And in the end the love you take is equal to the love you make. Ah

sábado, 20 de junho de 2020

Sequeira Costa (10)

Sequeira Costa (18-07-1929 – 21-02-2019)

Sonata Opus 53 "Waldstein", de Ludwig van Beethoven


Tarantella, Opus 43, de Frédéric Chopin


Piano Concerto Nº 2, 2.º andamento, de Fernando Lopes Graça, Orquestra Sinfónica da Rádio Baviera dirigida por Erich Bergel, decorria o mês de Julho de 1974


Piano Sonata Opus 27, de Ludwig van Beethoven, no “The Lied Center”, na  “University of Kansas”, em Lawrence, Kansas, Setembro de 1998.


Entrevista no Programa "Por Outro Lado" de Ana Sousa Dias que foi emitido a 26/01/2004 e teve como convidado o pianista e professor Sequeira Costa.

Terminou aos 15 anos o Conservatório de Lisboa com 19 valores, e na entrevista explica como se "perdeu", entre as classificações ao longo do curso e a nota final, o valor que lhe daria direito a uma bolsa. Estudou com Vianna da Motta, a quem dedicou mais tarde o Prémio Internacional. Falar com Sequeira Costa, que vivia em Kansas City (EUA) desde 1976, foi percorrer a história da música ocidental. Conheceu Chostakovitch, Brendel, Michelangeli, Richter, e acompanhava as novas gerações de Sokolov a Artur Pizarro.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

José Saramago

Completam-se hoje 10 anos (18-06-2010) que morreu José Saramago, o nosso segundo prémio Nobel, o primeiro da Literatura. Saramago foi um dos génios da Literatura Portuguesa, como Luiz de Camões e Fernando Pessoa.

Nesta vida tão curta que se leva, tudo começou aqui …
Adaptação teatral de “Memorial do Convento”, de José Saramago. Foi exibido  no Palácio Nacional de Mafra (PNM). Uma co-produção da ÉTER-Produção Cultural e PNM.


A  Academia Real das Ciências da Suécia, anuncia a atribuição do “Prémio Nobel da Literatura de 1998” a José Saramago.


A SIC entrevistou José Saramago no dia do anúncio da atribuição do Prémio Nobel, 8 de Outubro de 1998.


Ensaio Sobre A Cegueira (introdução).


José Saramago fala do seu novo romance “Caim” à agência espanhola de notícias EFE


… e tudo terminou aqui

Pequeno documentario exibido pela SIC no dia 18/06/2010. Morreu o grande escritor português José Saramago. Foi um escritor que esteve sempre do lado dos mais desfavorecidos , como se pode ler nos seus primeiros livros. Foi um lutador por um Mundo melhor e mais justo, era militante do PCP e foi o único escritor de lingua portuguesa a ganhar o Prémio Nobel da Literatura…. E eu acrescento, embora tivessem havido mais um ou dois que o mereciam !

segunda-feira, 15 de junho de 2020

As Quadras do Engate (I)

Em Outubro e Novembro de 2010, escrevi umas quadras “manhosas” que intitulei “Quadras do Engate”. Aqui vão elas:






sexta-feira, 12 de junho de 2020

Eyes Thru Glass (49) – Açores (1/3)

Aqui neste blogue e no “Eyes thru Glass“ mostro aquilo que os meus olhos vêem, através da objectiva.

Aqui ficarão somente as fotos, sem texto ficcional e sem música, apenas uma breve introdução, onde são tiradas e quando, e eventualmente alguma especificação técnica.

Em Dezembro de 2016, andei pela Região Autónoma dos Açores, na Ilha Terceira. Ilha essa, onde nasceu o meu avô materno (freguesia das Lajes, concelho da Praia da Vitória), e uma das irmãs da minha Mãe. Estas fotografias são uma primeira mostra, dum total de três amostragens, retiradas das minhas  672 fotos “batidas”.

Angra do Heroísmo - Igreja da Conceição







Angra do Heroísmo - Estátua do Vasco da Gama



Angra do Heroísmo - Aspectos da Cidade













Angra do Heroísmo - Igreja da Misericórdia







quarta-feira, 10 de junho de 2020

Charada 7.º Arte – Barry Levinson (2)

Fotos e nomes correctos: Valeria Golino e Forest Whitaker

1- Teresa (Valeria Golino em “Rain Man” e Forest Whitaker em “Good Morning Vietnam”)

2- Catarina (Valeria Golino em “Rain Man” e Forest Whitaker em “Good Morning Vietnam”)

3- Janita (Valeria Golino em “Rain Man” e Forest Whitaker em “Good Morning Vietnam”)

4- Elvira (Valeria Golino em “Rain Man” e Forest Whitaker em “Bom Dia Vietnam”)

5- Pedro Coimbra (Valeria Golino em “Rain Man” e Forest Whitaker em “Good Morning Vietnam”)

6- Manuela (Valeria Golino em “Rain Man” e Forest Whitaker em “Good Morning Vietnam”)


7- Teresa Dias (Valeria Golino em “Rain Man” e Forest Whitaker em “Bom Dia Vietnam”) 

Muito Obrigado a Todos Vós pela participação e pelos acertos, que todos conseguiram. A ideia não é ser difícil, mas sim despertar as pessoas a verem bom cinema. Abraço !!!

Próximo realizador, o norte-americano Stanley Kubrick, que anunciarei na Newsletter a data de publicação.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Charada 7.ª Arte – Barry Levinson

Realizador Barry Levinson


O que têm de fazer:


Ajudas: O número de letras do nome a encontrar, e uma foto um pouco alterada.

Somente aceitarei os nomes correctos com as fotos.

Têm 48 horas para "matar a charada" e três palpites por actriz e outros três por actor.

Depois de amanhã, dia 10, pelas 20:00 publico a solução, bem como os seus participantes.

Actriz, duas palavras (13 letras):
_ _ _ _ _ _ _    _ _ _ _ _ _















Actor, duas palavras (14 letras):
_ _ _ _ _ _    _ _ _ _ _ _ _ _

















Obrigado

domingo, 7 de junho de 2020

7.ª Arte - Barry Levinson

Breves palavras sobre o que é para mim, o Cinema.

Durante os anos da minha juventude houve algo que me despertou o interesse e fez com que a minha ligação com os audiovisuais se tornasse, desde então, preponderante na minha vida. Esse algo foi o Cinema. A chamada 7.ª arte (arte da imagem) que quando dado o nome e na minha modesta opinião, ela reflectia somente a realidade do cinema mudo, por isso “arte da imagem”. Posteriormente a 7.ª arte tornou-se em algo muito mais complexo. A obra/filme tornou-se num conjunto de várias e ricas variáveis: a imagem, o texto, a cenografia, o som, o guarda-roupa, a interpretação, etc.. Tudo isso conglomerado e orientado de alguma maneira, por uma pessoa na arte de dirigir, o realizador.

Um bom filme, é como uma boa música ou um bom livro, é algo que deve ser visto mais que uma vez, para que nos apercebamos de coisas que numa só, é impossível. Um amante de cinema vê um filme duas, três vezes, para que nele possa visualizar todas essas variáveis de que falei anteriormente.

Vão passar por aqui alguns realizadores que fizeram e fazem parte do meu imaginário de cinéfilo. Nessa época, quando frequentei as salas de cinema em Lisboa, as filmografias de eleição eram: a italiana, a francesa, a alemã, a sueca, a espanhola, a nipónica, a americana. Mas passarão também, e obviamente, realizadores brasileiros e portugueses

Esta nova publicação intitulada 7.ª Arte, será muito de uma pequena mostra do que se via cinematograficamente em Lisboa, nos finais da década de 60 e 70, mas não só, porque teremos filmes muito mais actuais !!!
Tal qual, como todos vós, me reconhecem como um melómano amador, eu também sou um cinéfilo amador. O que vou trazer aqui foram/são obras que gostei/gosto e vi/revejo, e as minhas escolhas são apenas opiniões e gostos, livres de qualquer pretensiosismo !!!

No nome do realizador (se estrangeiro) e na maioria dos títulos dos filmes existem “links” para a Wikipedia (versão inglesa), por ser a plataforma mais abrangente e mais completa. Se pretenderem, na coluna esquerda dessas mesmas páginas, em baixo, tem normalmente, a escolha da tradução para a língua portuguesa.

Do cinema norte-americano trago-vos Barry Levinson (06-04-1942), realizador com uma excelente obra. Com 30 películas realizadas, umas quantas escritas, outras tantas produzidas e uns quantos galardões. Dele escolhi 5 filmes que vi e qual deles o melhor !!!

(1987) Good Morning, VietnamBom Dia, Vietnam


(1988) Rain ManEncontro de Irmãos


(1990) Avalon


(1991) Bugsy


(1994) DisclosureRevelação


Entrevista com Barry Levinson

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Billboard Top 100 - Lugar n.º s 24, 25, 31, 38, 39 e 40

Esta rúbrica trará algumas das 100 melhores músicas consideradas pela “Billboard” (https://www.billboard.com/).

Virão somente aqui aquelas que gosto. Não gosto de “Rap” ou “Hip-Hop”, por isso, as que aqui, do género, aparecerem, é porque gostei de ouvir. Também alguma música, como disse o Salvador Sobral “de plástico”, com “batucada” irritante (para mim, claro !!!), não a mostrarei.
No entanto, deixarei os links do Youtube para quem quiser ouvir as que não colocar aqui, com indicação do Lugar n.º / Intérprete / Composição / Link.

Esta rúbrica está em ritmo mais acelerado porque tenho novas rúbricas que quero estrear. De qualquer maneira as músicas ficam aqui pela ordem decrescente do lugar n.100 até ao n.º 1, como prometido !!!

Lugar n.º s 24 - Chic / Le Freak



Lugar n.º 25 – Bee Gees / How Deep Is Your Love



26 - Survivor - Eye of the Tiger - https://www.youtube.com/watch?v=btPJPFnesV4

27 - Rihanna featuring Calvin Harris - We Found Love - https://www.youtube.com/watch?v=tg00YEETFzg

28 - Flo Rida featuring T-Pain - Low - https://www.youtube.com/watch?v=ckKFxMw6z0c

29 - Andy Gibb - Just Want to Be Your Everything - https://www.youtube.com/watch?v=RzOhJOk7v6M


Lugar n.º 31 - Police / Every Breath You Take



32 - Gotye featuring Kimbra - Somebody That I Used to Know - https://www.youtube.com/watch?v=8UVNT4wvIGY

33 - Luis Fonsi & Daddy Yankee featuring  Justin Bieber - Despacito - https://www.youtube.com/watch?v=dr_GAJZviR0

34 - Irene Cara - Flashdance… What a Feeling - https://www.youtube.com/watch?v=ILWSp0m9G2U

35 - Adele - Rolling in the Deep - https://www.youtube.com/watch?v=rYEDA3JcQqw

36 - Bobby Lewis - Tossin’ and Turnin’ - https://www.youtube.com/watch?v=gRe9WS2Ag_c

37 - Johnny Horton - The Battle of New Orleans - https://www.youtube.com/watch?v=mjXM6x_0KZk

Lugar n.º 38 - Mariah Carey & Boyz II Men / One Sweet Day



Lugar n.º 39 - Savage Garden / Truly Madly Deeply



Lugar n.º 40 - Wings / Silly Love Songs