Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

quarta-feira, 19 de maio de 2021

7.ª Arte - Sergio Leone

Breves palavras sobre o que é para mim, o Cinema.

Durante os anos da minha juventude houve algo que me despertou o interesse e fez com que a minha ligação com os audiovisuais se tornasse, desde então, preponderante na minha vida. Esse algo foi o Cinema. A chamada 7.ª arte (arte da imagem) que quando dado o nome e na minha modesta opinião, ela reflectia somente a realidade do cinema mudo, por isso “arte da imagem”. Posteriormente a 7.ª arte tornou-se em algo muito mais complexo. A obra/filme tornou-se num conjunto de várias e ricas variáveis: a imagem, o texto, a cenografia, o som, o guarda-roupa, a interpretação, etc.. Tudo isso conglomerado e orientado de alguma maneira, por uma pessoa na arte de dirigir, o realizador.

Um bom filme, é como uma boa música ou um bom livro, é algo que deve ser visto mais que uma vez, para que nos apercebamos de coisas que numa só, é impossível. Um amante de cinema vê um filme duas, três vezes, para que nele possa visualizar todas essas variáveis de que falei anteriormente.

Vão passar por aqui alguns realizadores que fizeram e fazem parte do meu imaginário de cinéfilo. Nessa época, quando frequentei as salas de cinema em Lisboa, as filmografias de eleição eram: a italiana, a francesa, a alemã, a sueca, a espanhola, a nipónica, a americana. Mas passarão também, e obviamente, realizadores brasileiros e portugueses

Esta nova publicação intitulada 7.ª Arte, será muito de uma pequena mostra do que se via cinematograficamente em Lisboa, nos finais da década de 60 e 70, mas não só, porque teremos filmes muito mais actuais !!!

Tal qual, como todos vós, me reconhecem como um melómano amador, eu também sou um cinéfilo amador. O que vou trazer aqui foram/são obras que gostei/gosto e vi/revejo, e as minhas escolhas são apenas opiniões e gostos, livres de qualquer pretensiosismo !!!

No nome do realizador (se estrangeiro) e na maioria dos títulos dos filmes existem “links” para a Wikipedia (versão inglesa), por ser a plataforma mais abrangente e mais completa. Se pretenderem, na coluna esquerda dessas mesmas páginas, em baixo, tem normalmente, a escolha da tradução para a língua portuguesa.

Do cinema italiano trago-vos, um dos meus preferidos Sergio Leone (03-01-1929 – 30-04-1989). Criador do Spaghetti Western. Com 11 películas, e mais umas quantas como assistente de realizador e “screenplay”, e uns quantos galardões. Dele escolhi 4 filmes que vi, embora para além destes tenha visto outros. As bandas sonoras, normalmente, eram compostas pelo Mestre da música para cinema, Ennio Morricone.

(1964) Per un Pugno di DollariPor Um Punhado De Dólares

(1966) Il Buono, il Brutto, il CattivoO Bom, o Mau e o Vilão

(1968) C'era Una Volta il WestEra Uma Vez no Oeste

(1984) Once Upon a Time in AmericaEra Uma Vez na América

Continuo a achar este filme, uma das melhores películas da história do cinema !!!

(1973) Entrevista com Sergio Leone

12 comentários:

  1. Embora não seja o meu realizador italiano de eleição, vi todos os filmes 🎥 aqui

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    1. Já cá esteve o Bernardo Bertolucci e ainda vão estar, o Roberto Rossellini, o Pier Paolo Pasolini, o Ettore Scola, o Federico Fellini, o
      Michelangelo Antonioni, o Marco Ferreri e o Luchino Visconti.
      Teresa obrigado

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    2. Olha que o Vittorio de Sica não era mau de todo!!
      Once Upon a Time in America é realmente uma obra-prima 🎥

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    3. Mais um que vou acrescentar, e do qual não me lembrei, porque também vi filmes dele. Infelizmente deveria ter feito colecção dos bilhetes e dos panfletos que na altura davam nos cinemas!
      Teresa obrigado

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  2. Bons filmes que tive o prazer de ver, mas, Era uma vez na América é o meu eleito.

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    1. Sim o "Era Uma Vez na América / Onde Upon a Time in Amwerica", é uma obra-prima!!!
      Manuela obrigado

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  3. São filmes que - dois já os vi - gostei de verdade. Aprecio mais documentários sobre seja o que for do que filmes propriamente ditos. Adoro documentários sobre animais, seus habitates naturais, e expansão de espécie.
    .
    Cumprimento fraterno
    .
    Pensamentos e Devaneios Poéticos
    .

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    1. Filmes documentariais, também gosto de ver, mas vejo-os na Televisão !
      " R y k @ r d o " obrigado

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  4. Ricardo, és um cinéfilo amador conhecedor...
    Apesar de ter visto os 4 filmes, sei que revê-los será super gostoso!
    Beijo, fica bem.

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    1. Vi muito cinema na minha juventude, muito mesmo. Do estilo ir a duas sessões no mesmo dia!
      Teresa obrigado

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  5. Vi os filmes TODOS.
    Mais que uma vez.
    A parceria com Ennio Morricone foi sublime.
    Abraço

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    1. Acho que os filmes não seriam tão bons, sem a música do Ennio Morricone !
      Pedro obrigado e abraço

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Eu fiz um Pacto com a minha língua, o Português, língua de Camões, de Pessoa e de Saramago. Respeito pelo Português (Brasil), mas em desrespeito total pelo Acordo Ortográfico de 90 !!!