Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

terça-feira, 16 de março de 2021

Steps Ahead – Groups & Soloists of Jazz (35)

Steps Ahead (1979)

Pools, do álbum “Steps Ahead”, de 1983, composição escrita pelo pianista Don Grolnick, e o grupo eram, Michael Brecker (saxofone tenor), Mike Manieri (vibrafone e teclas), Eliane Elias (piano), Eddie Gomez (contrabaixo) e Peter Erskine (bateria).

Esta gravação ao vivo é composta por, Mike Mainieri (vibrafone e teclas), Mike Stern (guitarra), Bill Evans (saxofone), Richard Bona (baixo e vocal) e Steve Smith (bateria).

Young And Fine, do álbum “Smokin' In The Pit”, de 1999, o grupo era composto por Mike Manieri (vibraphone e teclas), Steve Gadd (bateria), Michael Brecker (saxophone tenor), Eddie Gomez (contrabaixo) e Don Grolnick (piano).

Soul Eyes, do álbum “Smokin' In The Pit”, de 1999, o grupo era composto por Mike Manieri (vibraphone e teclas), Steve Gadd (bateria), Michael Brecker (saxophone tenor), Eddie Gomez (contrabaixo) e Don Grolnick (piano).

Talvez, para mim, uma das melhores composições de jazz, que ouvi até hoje. Conheço uma versão de John Coltrane (saxofone), mas prefiro muito mais esta.

Self Portrait, do álbum “Modern Times”, de 1984, com Michael Brecker (saxofine tenor), Warren Bernhardt (piano), Peter Erskine (bateria), Eddie Gomez (contrabaixo) e Mike Mainieri (vibraphone e teclas).

Esta gravação do álbum ao vivo de 1986, em Tóquio, com Michael Brecker (saxofine tenor), Mike Mainieri (vibraphone e teclas), Darryl Jones (baixo eléctrico), Steve Smith (bateria) e Mike Stern (guitarra).

10 comentários:

  1. Respostas
    1. Pedro é difícil conhecermos muito do que se ouve no Mundo. Conhecemos todos um pouco. Muito possivelmente o Pedro conhece música que eu nunca ouvi. A ideia é todos darmos a conhecer aos outros um pouco daquilo que gostamos ou achamos que tem qualidade para ser mostrado.
      Obrigado

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  2. Gosto deste conjunto de instrumentais.
    Uma novidade para mim.

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  3. Eish.... Olha os Steps Ahead!!
    Ainda bem que os voltaste a trazer cá!

    Acho que hoje já não saio saqui tão cedo! 😍
    Vou ouvir.

    Beijinhos com um largo sorriso
    (^^)

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    1. Pelos vistos estás aqui bem !?
      Fica a ouvir porque se conseguires ouvi-las todos, começas a treinar o ouvido para ouvir coisas diferentes. A ciência é conseguir ouvir várias vezes e distinguir os instrumentos. Depois como a poesia é tentar interpretar a composição !

      Clara obrigado

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    2. Estive a ouvir estas e outras músicas deles, nomeadamente umas que já tinhas publicado aqui anteriormente.
      Mas não é a ouvir agora que eu "COMEÇO" a treinar o ouvido. Até porque... eu já conheço Steps Ahead há mais tempo do que te conheço a ti. 😄

      Obrigada por continuares a mimar-nos com estas preciosidades.
      Beijinhos e boa noite!

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    3. Existem alguns grupos de Jazz célebres que são essenciais de ouvir para quem quer conhecer a música de Jazz e a sua evolução no panorama mundial. O Jazz instrumental é algo que normalmente as pessoas não gostam, mas porque estão habituadas a cantigas ou canções e nem sempre querem sair da sua área de conforto para experimentar habituar os seus ouvidos a escutarem somente música.

      Clara obrigado

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  4. Desconhecia por completo... acho que ainda ando mesmo uns Steps Behind, em matéria musical!... :-(
    Um grupo para prestar atenção futuramente! Gostei imenso da sonoridade!
    Um grande abraço!
    Ana

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    1. Ana a música é imensa pelo Mundo inteiro. Muitas vezes são outras pessoas, e às vezes os meus filhos, que me chamam a atenção para outras formas musicais e outros intérpretes. Estes por acaso, fui eu que os conhecia pela rádio, num programa de Jazz que já não existe. Chegaram a vir a Portugal e tive bilhete comprado, mas o vibrafonista, infelizmente, adoeceu e não houve espectáculo.
      Ana obrigado

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Eu fiz um Pacto com a minha língua, o Português, língua de Camões, de Pessoa e de Saramago. Respeito pelo Português (Brasil), mas em desrespeito total pelo Acordo Ortográfico de 90 !!!