Lisboa ainda

Lisboa não tem beijos nem abraços, não tem risos nem esplanadas, não tem passos, nem raparigas nem rapazes de mãos dadas, tem praças cheias de ninguém, ainda tem Sol mas não tem nem gaivota de Amália nem canoa, sem restaurantes, sem bares, nem cinemas, ainda é fado, ainda é poemas, fechada dentro de si mesma ainda é Lisboa, cidade aberta, ainda é Lisboa de Pessoa alegre e triste, e em cada rua deserta, ainda resiste

Manuel Alegre, 20 de Março de 2020


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

A Sopa do Pacto (12), músicas

Erik SatieGymnopédies e Gnossiennes (álbum completo)


Claude DebussyArabesque N.º 1 and N.º 2


Vianna da MottaBalada, opus 16, ao piano Raúl da Costa



10 comentários:

  1. Muito bom gosto musical. Fiquei seguidor

    Domingo feliz

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  2. Como já vem sendo hábito, nunca participo na sopa do pacto, mas é um prazer ouvir as músicas escolhidas.
    Gostei de todas, Ricardo

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  3. Sati teve uma cheia de atribulações.
    Gosto muito da sua música.
    Saudações poéticas!

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  4. Em finais dos anos 60, descobri a música de Erik Satie e fiquei deslumbrado com as suas estranhas e belíssimas melodias, as quais eram totalmente diferentes de tudo quanto eu tinha ouvido até então. Já nesse tempo eu começara a gostar de compositores seus contemporâneos, que vieram a marcar indelevelmente a música que se veio a fazer ao longo do séc. XX, como Debussy, Ravel, Stravinsky, etc.. Mas a música de Satie era diferente, quase de outra galáxia. As suas peças para piano, nomeadamente, eram tão simples, que qualquer criança poderia tocá-las. Eram a demonstração de que a simplicidade não é sinónimo de falta de qualidade, e muitas vezes acontece o contrário. Eu gosto muito da música de Rachmaninov, por exemplo, que é elaboradíssima e dificílima, mas a de Erik Satie é tão fresca e tão juvenil... Viva Erik Satie!

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    1. Fernando obrigado, mais uma vez, pelo seu comentário enriquecedor !

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Eu fiz um Pacto com a minha língua, o Português, língua de Camões, de Pessoa e de Saramago.