Lisboa ainda

Lisboa não tem beijos nem abraços, não tem risos nem esplanadas, não tem passos, nem raparigas nem rapazes de mãos dadas, tem praças cheias de ninguém, ainda tem Sol mas não tem nem gaivota de Amália nem canoa, sem restaurantes, sem bares, nem cinemas, ainda é fado, ainda é poemas, fechada dentro de si mesma ainda é Lisboa, cidade aberta, ainda é Lisboa de Pessoa alegre e triste, e em cada rua deserta, ainda resiste

Manuel Alegre, 20 de Março de 2020


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Maria João Pires – Nascidos Aqui (27)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)


2.º andamento “Adagio” do Concerto N.º 23, de Wolfgang Amadeus Mozart em A Maior KV 488, com a Orquestra Gulbenkian, dirigida por Max Rabinovits


“Adagietto” (from the 5th Symphony) de Gustav Mahler e Piano Concerto N.° 7, KV 595, de Wolfgang Amadeus Mozart, no Festival de Sion 2011, o maestro Kent Nagano dirige a “Camerate Salzburg” e Maria João Pires. A primeira peça é um bónus, visto que não é uma peça para piano. É da maravilhosa sinfonia N.º 5 de Gustav Mahler.


Piano Sonata No 17 in D minor, Op 32 de Ludwig van Beethoven, “A Tempestade”


Concerto N.º 5, BWV 1056, 2.º andamento “Largo”, de Johann Sebastian Bach

19 comentários:

  1. São composições tão lindas e interpretados tão brilhantemente.

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  2. Há dias que ando para te mandar este link. Ouve. Vi-o num blogue amigo e fiquei encantada. Tenho-a ouvido/visto tantas vezes nos últimos dias. Adoro blues!

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  3. https://www.youtube.com/watch?v=3QS4rfPE2k0&list=RD3QS4rfPE2k0&start_radio=1

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  4. Tenho vários CDS da pianista portuguesa, que vi e ouvi ao vivo na Tonhalle de Düsseldorf.

    Sabes que este ano homenageamos Ludwig Van Beethoven⁉️

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    1. ...do Beethoven não sabia !
      Obrigado Teresa

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    2. Obrigada digo eu pela música maravilhosa desde Mahler a Bach.

      Logo que passe os dias de folia, escrevo sobre Ludwig van Beethoven.

      Bom fim-de-semana 🌻

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  5. A pianista portuguesa de renome, reconhecida internacionalmente, e que tão pouco reconhecimento teve por parte dos chefes de Estado portugueses.
    Via-a e ouvia-a deleitada, quando ainda bastante jovem, se iniciou em programas de música clássica na RTP. Ao vivo, nunca tive o privilégio de a ver e ouvir.

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    1. Tem acontecido, infelizmente, com muitos artistas, de qualidade, da nossa praça, que muitas vezes são bem mais conhecidos lá fora do que em Portugal !
      Obrigado Janita

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  6. Brilhantes interpretações de uma pianista que muito admiro

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  7. É um post de luxo, este. Nada mais, nada menos do que quatro vídeos de Maria João Pires, qual deles o mais sublime!

    Maria João Pires tem uma sensibilidade e um toque de feminilidade verdadeiramente incomparáveis. Pequena de corpo e de aparência frágil, dir-se-ia que Maria João Pires pouco mais poderia tocar do que Chopin, cuja música é predominantemente frágil e delicada como ela. Totalmente falso. Maria João Pires é insuperável a tocar Chopin, como o é a tocar Mozart, Beethoven ou Bach, como aqui se pode escutar, ou a tocar Schumann, Schubert e outros. É a minha pianista preferida. Não é por ser portuguesa, é por ser divinal.

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    1. Na realidade Maria João Pires também faz parte do meu imaginário. À sua fragilidade física contrapõe-se a sua enorme genialidade como artista.
      Somos um país tão pequeno e com tanta gente importante a nível das artes!!!
      Obrigado Fernando

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Eu fiz um Pacto com a minha língua, o Português, língua de Camões, de Pessoa e de Saramago.