Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Mão Morta (15) O Avô Cavernoso


(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Músicas do CD Duplo “Os Filhos da Madrugada” editado em 27 de Abril de 1994, onde o Grande José Afonso, foi homenageado pelos artistas das principais bandas portuguesas. É também a minha homenagem a esta figura IMPORTANTÍSSIMA na vida musical portuguesa e no respeito que demonstrava e defendia pela liberdade de todos os cidadãos.

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 02-08-1929 – Setúbal, 23-02-1987)


Desenho meu, feito a lápis de carvão, no ano de 1988, após a morte do Artista

Mão Morta (1984)



O avô cavernoso
Instituiu a chuva
Ratificou a demora
Persignou-se
Ninguém o chora agora
Perfumou-se
Vinte mil léguas de virgens vieram
Inutéis e despidas
Flores de malva
E a boina bem segura
Sobre a calva
Ao avô cavernoso quem viu a tonsura?
E a tenda dos milagres e a privada?
Na tenda que foi nítida conjura
As flores de malva murcham devagar
Devagar
Até que se ouvem gritos, matinadas

6 comentários:

  1. Música é arte importante. Homenagear o artista é mais do que justo, é necessário e preciso para honra de seu nome e exemplo à contemporaneidade, principalmente aos jovens! Parabéns pela postagem! Grande abraço. Laerte.

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  2. Tal como havia anunciado atempadamente acabo de publicar na «Nossa Travessa» o texto n.º 7 da saga É DIFÍCIL VIVER COM UM IRMÃO MONGOLÓIDE cujo título é Um chefe de esquadra à rasca. E podes crer que está mesmo…

    Depois volto para comentar…

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  3. Lembro-me dos "Mão Morta", mas não me lembro do tema.
    Ouve-se bem. Melhor, na voz inconfundível do Zeca. Embora em ritmo rock'n'roll, se torne mais 'leve'. :)

    Boa semana, Ricardo.

    Um abraço.

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    Respostas
    1. Mais uma versão de uma composição do Zeca. Quanto a mim, uma versão que não se limitou a copiar ou a imitar a do José Afonso.

      Obrigado Janita

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Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões, de Pessoa e de Saramago.