Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Johann Strauss II / “Opus” 214, “opus” 449 e “opus” 437

Um homem que nos deixou um reportório enorme de extraordinária música clássica de dança e que “enfeitiçou” Viena de Áustria, com as suas notas. Muitos de nós gostaríamos de saber dançar bem a polka e a valsa, alugar um “smoking” ou um vestido de noite e transportar-mo-nos para umas dessas salas de palácio, para rodopiarmos ao som destas três maravilhas da música clássica.

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Johann Strauss II (25-10-1825 – 03-07-1899) – Filho de Johann Strauss I, e irmão dos também compositores Josef Strauss e Eduard Strauss. Foi o “Rei das Valsas” e foi ele o responsável pela popularidade da valsa em Viena de Áustria no século XIX.

“Tritsch Tratsch Polka”, opus 214, foi escrita por Johann Strauss II em 1858, depois de uma “tournée” na Rússia, onde ele actuou nos concertos da época de Verão, em Pavlovsk, perto de São Petersburgo.
“New Year's Concert”, 29 de Dezembro de 2012, no “Bilkent Concert Hall”, com a orquestra sinfónica de Bilkent, dirigida por Işın Metin.


Valsa do Imperador, “Kaiser-Walzer” opus 437 (Valsa do Imperador) é uma valsa composta por Johann Strauss II em 1889. Esta famosa valsa foi primeiramente titulada de 'Hand in Hand' e foi intencionalmente tida como um presente de oferta ao Kaiser alemão Wilhelm II quando da visita à Alemanha dada pelo Franz Josef imperador austríaco.
“New Year's Concert” de 2008.


“Pizzicato Polka”, opus 449, escrita por Strauss e pelo seu irmão Josef Strauss (a parte do meio) em 1869. Foi tocada, pela primeira vez, no Pavilhão Vauxhall em Pawlowsk, na Rússia. Esta polka francesa foi chamada de Pizzicato Polka, por causa do “beliscar” com os dedos das cordas (pizzicato). Nesta altura era comum acrescentar sempre um nome às obras, eventualmente, porque era necessário dar conhecimento às obras, para as tornar populares. Somente “Polka”, seria insuficiente.
Concerto “The New Years Celebration”, em 2012, com o maestro Mariss Jansons dirigindo a “Vienna Philarmonic Orchestra”.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Duas composições dos álbuns mais vendidos (XVI)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

EUA, Michael Jackson, “Bad” e “The Way You Make Me Feel”, Bad, 21-08-1987, Pop / Rock / R&B / Funk / Dance Pop

Editado 21-08-1987, um dos álbuns de maior sucesso de todos os tempos, e por indicação do “Guiness Book of World Records” com vendas de cerca de 35 milhões de unidades.
Mais uma vez Michael Jackson, o qual, quer queiram quer não, será sempre considerado um génio da “Pop”, um artista completo, como dançarino e cantor. Do álbum “Bad” aqui retratado em duas composições, seria impossível a escolha não recair nestas duas. Boa audição.

Bad


The Way You Make Me Feel

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Herança - Interacção Humorística (CXXX)

Em 10-08-2011. Obrigado.

Herança

Uma avó está a morrer e manda chamar o neto.

"Meu querido, vou morrer em breve mas quero que saibas que te deixo a quinta, os tractores e debulhadoras, os cavalos, vacas, cabras e mais animais, o estábulo e todas as plantações, além de 22.450.00€. Trata tudo com cuidado...

"Epá! avó, eu nem sabia que tinhas uma quinta. Onde fica?" pergunta o neto.

A avó dá um último suspiro antes de morrer e responde:

"No Faceb...o...o...k !!!"

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Os “Ditos” das Caldas


Contou-me o meu Pai, uma situação verídica que se teria passado com um colega de trabalho que foi passear às Caldas e que vou aqui tentar engendrar um possível diálogo, com a situação que teria acontecido.

Depois de lhe indicarem onde comprar a louça, entrou na loja e dirigiu-se à senhora que estava ao balcão.

- Boa tarde minha senhora. Eu queria ver louça das Caldas. Têm aqui dessa louça ?  (cumprimentou e inquiriu).

- A casa está cheia de louça da nossa terra, é procurar a que mais lhe convém (retorquiu).

Deu a volta pelos escaparates e não encontrou o que pretendia. Mas, afinal o que pretendia ele ? Obviamente, a célebre louça que tão conhecida é, e que desde as canecas com os “ditos” lá dentro, passando pelos pequeno batons, e/ou, em inúmeros objectos de louça, onde se encontram apensos.

- Desculpe minha senhora, mas não encontro a louça que queria comprar e levar (preocupado).

- Mas olhe que o que não falta para aí é louça das Caldas, como já lhe disse. Desde pratos a travessas, temos de tudo ! (com certeza do que estava a dizer).

- O que eu queria era aquela louça típica que se costuma oferecer a um colega, a um amigo... (tentando fazer-se entender)

Estamos a falar de uma época diferente em que dizer simplesmente “merda” em público seria quase impensável. No tempo em que a moral ainda fazia parte da educação das pessoas. O colega do meu Pai esforçava-se por se fazer entender, mas não queria dizer nenhum palavrão obsceno à senhora.

- A senhora conhece de certeza, aquela louça, típica, que quando oferecemos aos outros, eles se riem e acham graça, e dizem “olha a louça das Caldas!“

- Pronto, não digas mais ... já sei o que pretende ! (segura de si)

Vira-se para a porta nas traseiras do balcão e dá um grito lá para dentro.

- Ò Maria ! Está aqui um freguês que pretende ver a louça tradicional (rindo), traz aí a gaveta das “pichas”, estilo lembrança ( dando uma gargalhada).

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Mário Laginha – Groups & Soloists of Jazz (XVIII)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Mário João Laginha dos Santos (Lisboa, 25-04-1960 – 20xx) – É um pianista e compositor português da área do Jazz. Aprendeu piano e guitarra na infância. A ideia de seguir a carreira de pianista tomou forma, quando ouviu Keith Jarrett. Estudou piano na escola de Jazz "Louisiana", em Cascais, dirigida por Luís Villas Boas, e depois na Academia de Amadores de Música e no Conservatório, onde teve como professores Carla Seixas e Jorge Moyano.
Tocou primeiro em hotéis e como acompanhante de outros músicos; o primeiro trabalho profissional aconteceu no teatro, na peça “Baal”, de Bertold Brecht, no “Teatro da Trindade”. Mas a entrada a sério no mundo do jazz deu-se ao integrar o quinteto da cantora Maria João, com o qual gravou dois discos nos anos 80, “Quinteto Maria João” (1983) e “Cem Caminhos” (1985), com standards e alguns originais.
Ao mesmo tempo que tocava com Maria João, Mário Laginha criou o “Sexteto de Jazz de Lisboa”, com Carlos Martins, Tomás Pimentel, Edgar Caramelo e os irmãos Pedro e Mário Barreiros, com os quais gravou o LP “Ao Encontro”, de 1988. Com os irmãos Barreiros tocou também em trio.
Mário Laginha foi investindo cada vez mais nas suas próprias composições, afastando-se da interpretação do jazz clássico e dos “standards”. Em 1987, com o apoio da Fundação Gulbenkian, estreou o “Decateto de Mário Laginha” durante o Festival Jazz em Agosto; as composições e arranjos eram totalmente seus. Nesse mesmo ano, foi considerado pela crítica o melhor músico de Jazz português.
Ao longo dos anos, trabalhou em parceria com outros grandes nomes da música portuguesa: Pedro Burmester (o concerto de Dezembro de 1993, no Centro Cultural de Belém, deu origem ao disco "Duetos"), Carlos Bica, José Peixoto e José Salgueiro (na altura, 1991, conhecidos pelo nome de grupo “Cal Viva”), João Paulo Esteves da Silva (em 1993 criaram o grupo “Almas & Danças”).
Em 1994 lançou o primeiro disco assinado com o seu nome, “Hoje”. No mesmo ano saíu “Danças”, onde voltou a colaborar com Maria João, num duo e amizade pessoal que persistem até hoje. Os dois gravaram vários discos e colaboraram em espectáculos de teatro, cinema e outras artes.
Em 1993 Mário Laginha compôs a música original da banda sonora do filme “Passagem por Lisboa” do cineasta Eduardo Geada.
Em 1999 Mário Laginha iniciou uma colaboração de grande êxito com Bernardo Sassetti. Desde então, deram vários concertos e lançaram dois álbuns, “Mário Laginha e Bernardo Sassetti” (2003), e “Grândolas” (2004), disco integrado na comemoração dos 30 anos do 25 de Abril.
Em 2005 gravou o seu primeiro disco a solo, “Canções e Fugas”.
Em 2007 actuou ao vivo com Pedro Burmester e Bernardo Sassetti, no CCB (Lisboa), concerto esse que foi editado em DVD com o título “3 Pianos”. O repertório inclui temas de música clássica, música erudita moderna e temas dos próprios pianistas.
Em 2008 tocou com Bernardo Sassetti e Camané no espectáculo “Vadios”, no CCB, num espectáculo que juntou o jazz e o fado.

???, com Mário Laginha "trio", composto por: Mário Laginha (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria), no “Hot Clube de Portugal” em 3 de Janeiro de 2014.


Valsa Nº.2 Opus 34


Tráfico, Mário Laginhas Trio


Enquanto Precisares, “Mário Laginha Novo Trio Live”, Teatro Municipal São Luiz em 22 de Fevereiro de 2014, com Mário Laginha (piano), Miguel Amaral (guitarra portuguesa) e Bernardo Moreira (contrabaixo).

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Família Italiana - Interacção Humorística (CXXIX)

Em 09-08-2011. Obrigado.

Família italiana

Nono (Avô) foi hospitalizado e os filhos, netos e bisnetos vieram de todos os cantos do mundo.
Os médicos deixaram que os parentes o levassem para sua casa, para cumprir o seu último desejo. Morrer em casa, ao lado dos seus entes queridos. Foi para o quarto e as visitas foram-se revezando para consolar e confortar o Nono no seu derradeiro momento.
De repente, o Nono sentiu um aroma maravilhoso que vinha da cozinha. Era a Nona (Avó) tirando do forno uma fornada de “pastiere de grani italiani” (pasta italiana de grão).
Os olhos do Nono brilharam e reanimou-se.
Então, o Nono pediu ao bisneto que estava ao lado da cama:

-"Piccolo mio, vai na cojina e pede um pedaxo de pastiere pra Nona."

O guri (miúdo) foi e voltou muito rápido.

-"E o pastiere ?" - perguntou o Nono.

-"A Nona disse que no!"

-"Ma per que no, porca miseria, ma que vecchia disgraciata! Que questa putana falo?"

-"A Nona disse que é para o velório!"