Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

sábado, 14 de junho de 2014

Jazz Standards (CXVIII)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

Easy To Love (#122) - Música e Letra de Cole Porter
O actor Jimmy Stewart cantou a composição "Easy to Love" no filme de 1936, “Born to Dance”, cantando para Frances Langford, enquanto caminhavam no Central Park. Foi a sua única interpretação vocal no cinema, e com uma boa razão para isso acontecer. Foi o próprio Cole Porter que, na realidade, recomendou que fosse Jimmy Stewart a cantar, mas estava preocupado com a habilidade do actor para o fazer. Em “Cole: Um Ensaio Biográfico” pelo historiador musical de teatro, Robert Kimball, Porter é citado como tendo dito, "... Stewart entrou em casa e eu ouvi-o cantar. Está longe de cantar bem, mas dá notas boas com a sua voz, e poderá interpretar, perfeitamente, a canção ". Diz Charles Schwartz em “Cole Porter: A Biography", “Não desaprovo a interpretação de Stewart, da sua voz, embora tenha feito pouca justiça à canção. No entanto, a letra, a melodia e a harmonia expressivas e de bom gosto, da composição 'Easy to Love', sobreviveram, facilmente, à voz de Stewart, tendo a música recebido grande aclamação, por parte do público".

Porter tinha, originalmente, escrito a música para o musical da Broadway “Anything Goes”, mas estava fora do alcance vocal de William Gaxton e foi substituída pela composição Porter "All Through the Night".
"Easy to Love" também foi cantada por Frances Langford no filme “Born To Dance”, e tendo aparecido, instrumentalmente também, tendo sido dançada pela dupla Eleanor Parker e Buddy Ebsen e mimada por Reginald Gardiner.
A canção apareceu noutros filmes - cantada por Laurence Melchior em “This Time for Keeps”, de 1947 e por Tony Martin em “Easy to Love”, de 1953). Foi aproveitada, de novo, para “Anything Goes”, de 1988, cantada por Howard McGillin.

A canção subiu, por três vezes, às tabelas de vendas em 1936, tendo atingindo o lugar 7, como o lugar mais alto:

Shep Campos e a sua “Rippling Rhythm Orchestra” (1936, Dick Robertson como intérprete,durante duas semanas, chegando ao lugar 13);
Frances Langford (1936, durante uma semana, chegando ao lugar 20); e
Ray Noble e a sua orquestra (1936, Al Bowlly como intérprete, durante nove semanas, chegando ao lugar 7).

Jimmy Stewart (Indiana, Pennsylvania, EUA, 20-05-1908 - Beverly Hills, California, EUA, 02-07-1997) – Do filme “Born to Dance” (1936) o grande actor norte-americano Jimmy Stewart que não foi dobrado, contracenando com a actriz Eleanor Powell.


Bill Evans (Plainfield, EUA, 16-08-1929 — New York, EUA, 15-09-1980) – Possivel gravação, ou de 1962 (4 de Abril em New York), ou de 1963 (10 de Janeiro), ambas para a Milestone.


Sarah Vaughan (Newark, EUA, 27-03-1924 — Los Angeles, EUA, 03-04-1990)


“Hutchinson Andrew Trio” (Alberta, Canadá, ????) e “The Lily String Quartet” (Canadá, 2005) – O “Hutchinson Andrew Trio” com Chris Andrew (piano), Kodi Hutchinson (contrabaixo) e Karl Schwonik (bacteria) e “The Lily String Quartet” com Elisa Milner, Diane Lane, Patricia Higgins e Andrea Case.
Ao vivo no “Sundre Arts Centre”, Sundre, Alberta, Canadá.


Letra

I know too well that I'm

Just wasting precious time
In thinking such a thing could be
That you could ever care for me

I'm sure you hate to hear

That I adore you, dear
But grant me just the same
I'm not entirely to blame for love

You'd be so easy to love

So easy to idolize all others above
So worth the yearning for
So swell to keep every home fire burning for

We'd be so grand at the game

So carefree together that it does seem a shame
That you can't see your future with me
'Cause you'd be, oh, so easy to love


Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos)

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