A paixão nua e cega dos estios, Atravessou a minha vida como rios

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Paixão Nua, in “O Nome das Coisas”.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

O Prémio Valmor (Visconde Valmor – Fausto Queiroz Guedes) (I)

Busto, em bronze, do Visconde de Valmor, da autoria do escultor Teixeira Lopes, datada de 1904         
       
 O Prémio Valmor vai andar por aqui uns meses a partir de 30 de Novembro. Estas novas publicações serão em parte uma reposição das publicadas no meu anterior Blogue “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades” (eliminado!). Elas foram todas reescritas, com o material da nova pesquisa feita, principalmente, no que respeita às biografias dos arquitectos.
Relativamente à fotografia existirão além das tiradas anteriormente (2008), as novas (2013). Exceptuam-se dois Prémios Valmor que vou evitar fotografar porque têm guarda policial e já deu para perceber, que desta vez sem autorização não conseguirei “bater” novas fotos.
A publicação será quinzenal, e será publicitada no meu “mail/newsletter”.
A etiqueta de pesquisa será “Valmor” e ainda uma outra etiqueta que estará associada ao local geográfico desse Prémio Valmor. Exemplo: Os da Avenida da Liberdade (6) terão além da etiqueta mencionada anteriormente, uma outra, “PVLiberdade”, isto é, PV = Prémio Valmor, Liberdade = edifícios situados nesta Avenida.           
              
Palavras minhas                
            
           Porquê deixar destruir Lisboa? Ela está hoje e cada vez mais, uma cidade descaracterizada arquitectonicamente. Será que isto é um mal das cidades que são a capital? Duvido! Conheço muito pouco do estrangeiro, mas sei que em muitos países europeus e por esse Mundo, se preservam as zonas mais antigas, das urbes principais. Tristemente, como país europeu que queremos ser e que somos geograficamente, não adoptámos essa conduta cultural.
           Percebo muito pouco de arquitectura, tirando aquilo que aprendi na escola, em disciplinas como a História e o Desenho. Lembro-me do gótico, do barroco, do romano, e lembro-me da oval, da ogiva, do arco querena, da elipse, da hipérbole e da parábola. Apesar de ser leigo neste assunto, decidi investigar um pouco mais sobre o dito prémio e que melhor meio para o fazer e mostrar, do que a fotografia. Por isto tudo e durante alguns meses, no meu blogue “O Pacto Português”, mostrar-vos-ei, através da fotografia, um pouco do que se fez em termos arquitectónicos, nos primeiros 40 anos do século XX, e o que vai restando de alguma daquela arquitectura, que a sociedade moderna ainda não destruiu, na nossa maravilhosa capital que é a cidade de Olisipo.
            O meu trabalho será centrado, unicamente, entre os anos 1902 e 1943, das obras premiadas com o Prémio Valmor. Nesse intervalo de anos, foram premiadas 40 construções, entre 28 prémios Valmor e 12 menções honrosas. Dessas 40 premiadas, 11 já foram demolidas, 2 estão para venda, neste momento, e ainda 1, que se encontra em ruínas. Também nesses quarenta e um anos, existiram uma dezena de anos, nos quais não foram atribuídos prémios ou menções honrosas.
            Não vou chamar a atenção para toda a arquitectura premiada e ainda existente. Ficará nesta mostra, algo mais para descobrirem, “in loco”, se o quiserem fazer, parando e olhando com um olho mais clínico para estas obras de arte. Elas estão aí espalhadas pela metrópole mais ocidental da Europa e se calhar valerá a pena ir vê-las, enquanto estão de pé. Possivelmente, mais dia, menos dia, o dinheiro e o “poder” encarregar-se-ão de deitar abaixo as que faltam. Depois restarão somente os registos fotográficos e cinematográficos.
“…O dinheiro não compra tudo!”, mas infelizmente, muitos de nós, estamos convencidos do contrário.        
             
Breve História       
          
“…Instituído há mais de um século, o Prémio Valmor surge na sequência de indicações deixadas no testamento do segundo e último visconde de Valmor, Fausto Queiroz Guedes, diplomata, político, membro do Partido Progressista, par do reino, governador civil de Lisboa e grande apreciador de belas artes.
            Falecido em França em 1878, segundo o seu testamento, uma determinada quantia de dinheiro era doada à cidade de Lisboa de modo a criar-se um fundo. Este passaria a constituir um prémio a ser distribuído em partes iguais ao proprietário e ao arquitecto autor do projecto da mais bela casa ou prédio edificado.
            Surge assim, com o nome do seu instituidor, o Prémio Valmor de Arquitectura, cuja atribuição era da responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa, ficando esta sob fiscalização do Asilo de Mendicidade de Lisboa. A Câmara elaborou então um regulamento segundo o qual seria anualmente nomeado um júri de três membros, todos arquitectos, que avaliariam as várias edificações.
            Adaptando-se a mudanças, quer de mentalidade, quer no modo de fazer arquitectura, quer ainda a nível de regulamento, é um dos mais prestigiados prémios de arquitectura em Portugal.
            O Prémio Valmor continua a ser sinónimo de uma certa qualidade arquitectónica que reflecte, tanto pelos bons como pelos maus exemplos, os gostos dominantes das diferentes épocas…          
          
Bibliografia e Agradecimentos         
         
“Link” Prémios Valmor – CML (Câmara Municipal de Lisboa): http://www.cm-lisboa.pt/viver/urbanismo/premios/premio-valmor-e-municipal-de-arquitetura. O “link” atrás citado serviu de base, para colectar e situar o básico dos Prémios Valmor. A restante documentação, tal como, biografia dos arquitectos, etc., foi recolhida no GEO (Gabinete de Estudos Olisiponenses, http://geo.cm-lisboa.pt/). Uma palavra de agradecimento à Dr.ª. Manuela Canedo que me ajudou na consolidação da documentação que era necessária para o trabalho que eu pretendia executar.    
    
Agradecimentos aos Bibliotecários:        
         
Fátima Coelho, da OASRS (Ordem dos Arquitectos Secção Regional Sul), que me indicou literatura disponível na Biblioteca Nacional, para consulta e que, também ajudou neste trabalho.  
 
Madalena Marques Sousa, Zélia de Sousa e Castro, Luís de França e Sá, e ainda Carlos Manuel da Graça Vences da Biblioteca Nacional de Portugal.       
      
            As publicações Prémio Valmor começam, hoje dia 27-11-2013. Abrimos com a Introdução (aqui atrás) e de seguida as construções já demolidas.
              Espero que gostem !!!

Prémios Valmor Demolidos (II)

Prémio Valmor, Ano de 1907      
         
Em 1907 foi a vez de uma moradia, a chamada Casa Empis, na Avenida Duque de Loulé N.º 77, propriedade de Ernesto Empis e arquitectura de António Couto de Abreu (1874-1946). Edificado em estilo Francisco I, inspirado na Renascença Francesa, lembrava o castelo de Blois e a casa de Diana de Poitiers. Foi o primeiro edifício premiado com Valmor a ser demolido, em 1954.         
           
Prémio Valmor, Ano de 1908        
            
Houve também uma Menção Honrosa, em 1908, atribuída a um prédio na Avenida da República, N.º 36, propriedade de Henrique Pereira Barreiros e arquitetura de Manuel Norte Júnior. Foi demolido nos anos 1949-1950.        
             
Prémio Valmor, Ano de 1909        
             
Menção Honrosa, o edifício da Avenida Duque de Loulé, N.º 72-74, da autoria de Adolfo A. Marques da Silva (1876-1939) para Fortunato Jorge Guimarães, teve um destino semelhante. Demolido em 1965.           
                
Prémio Valmor, Ano de 1909          
            
Menção Honrosa, o edifício da Rua Tomás Ribeiro, N.º 4-6, com projecto do arquitecto António C. Abreu, propriedade de João António Marques Sena foi demolido em 1954.      
           
Prémio Valmor, Ano de 1910        
               
Em 1910 o Prémio Valmor foi atribuído a um edifício de habitação, sito na Avenida Fontes Pereira de Melo, N.º 30. O autor do projecto foi o arquitecto Ernesto Korrodi (1870-1944), suíço naturalizado português. O edifício pertencia a António Macieira. Este edifício reflectia um certo gosto provinciano com a sua entrada abrindo para um estreito corredor lateral. Demolido em 1961 e no seu lugar foi erigido, o Teatro Villaret.          
              
Prémio Valmor, Ano de 1914           
              
Ainda em 1914 foram distinguidas mais três obras com Menções Honrosas, duas delas atribuídas a projectos idealizados por não arquitectos e cujos edifícios já foram demolidos. Referimo-nos a duas habitações unifamiliares, uma na Rua Pascoal de Melo, N.º 5-7 e outra na Rua Cidade de Liverpool, 16 pertencente a José Simões de Sousa. Os seus autores foram o "condutor de obras públicas" António da Silva Júnior e o "desenhador" Rafael Duarte de Melo, respectivamente.            
               
Prémio Valmor, Ano de 1919           
             
O Prémio Valmor, desse ano, foi mais uma vez foi atribuído a uma moradia unifamiliar, situada na Avenida Duque de Loulé, N.º 47, que pertencia a Alfredo May de Oliveira com projecto do arquitecto Álvaro Machado.
Esta moradia possuía três pisos de linhas sóbrias e era uma obra de estrutura essencialmente urbana. Demolida em 1961.             
             
Prémio Valmor, Ano de 1928             
           
Coube ao Palacete Vale Flor, na Calçada de Santo Amaro, N.º 83-85, projectado pelo arquitecto Pardal Monteiro sendo a Sociedade Agrícola Vale Flor sua proprietária. Era uma habitação isolada de estrutura ainda bastante clássica. O júri recomendou a moradia com jardim como um “modelo de um género de construções que muito conviria desenvolver nas encostas de Lisboa, para interromper com manchas de verdura a monotonia do casario banal e para multiplicar os terraços de onde se possam desfrutar os incomparáveis panoramas da cidade”. Foi demolido em 1953.         
            
Prémio Valmor, Ano de 1930              
               
O primeiro Prémio Valmor atribuído nesta década, em 1930, coube a uma moradia na Rua Castilho, N.º 64-66, um projecto do arquitecto Raúl Lino da Silva (1879-1974) para Sacadura Cabral, que não viria a ocupá-la, tendo sido vendida nesse mesmo ano a Manuel Duarte. Esta moradia reflectia as preocupações do arquitecto com a temática da “casa portuguesa”, sobre a qual se debruçou durante vários anos, traduzidos nas formas arquitectónicas portuguesas tradicionais, com jardim circundante e o uso de elementos característicos como o alpendre, os beirais, as cantarias e o azulejo. Demolida em 1982, as cantarias, colunas e portões foram posteriormente utilizados na construção do Pátio Alfacinha.
Nesse ano foi também atribuída uma Menção Honrosa a um edifício de habitação, na Avenida da República, N.º 54, com projecto de Porfírio Pardal Monteiro (1879-1957) para Isidoro Sampaio de Oliveira. Edifício de características modernistas. Foi demolido em 1962.   

Terminologia: MH = Menção Honrosa e PV = Prémio Valmor
As fotos constam no sitio da Câmara Municipal de Lisboa.        
                


Próxima publicação dia 4-12-2013 (e partir daqui já com fotos minhas), com o Prémio Valmor de 1902, no gaveto da Avenida Liberdade com a Rua do Salitre 1-3, e arquitectado por Nicola Bigaglia.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

O poder do “software”

Um trabalho feito em Photoshop, por André Boto. Um trabalho magnífico sobre fotografia feito com um utilitário potentíssimo que é o “Photoshop CS5” e aqui com a ajuda do “Wacom Intuos 5”.          
          
Um trabalho que assusta quem é como eu fotógrafo amador, sem pretensão a qualquer profissionalismo e que vejo as “aldrabices” que se podem fazer e transformar fotos horrorosas noutras bonitas.       
          
A arte fotográfica vai-se perder ? … Tudo é possível !       
          

domingo, 24 de novembro de 2013

Os Festivais das Canções (1975)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)     
          
Vou andar por aqui a mostrar um pouco da música dos Festivais da Canção, o da RTP e o da Eurovisão. Ouvirão e verão, sempre que haja vídeo no Youtube , os três primeiros lugares de cada um deles.        
         
Euro Festival 1975, em 22 de Março, Estocolmo (Suécia).        
            
1º. Teach In (1969 – 1980) – Ding a Dong        
          
      
             
2º. The Shadows (1958 – 20xx) - Let Me Be The One          
              
        
              
3º. Wess (13-08-1945 – 21-09-2009) & Dori Ghezzi (30-03-1046) - Era 
        
        
           
Festival RTP da Canção de 1975, em 7 de Março, no Teatro Maria Matos, em Lisboa.  
           
1º. Duarte Mendes (07-08-1947) - Madrugada        
             
        
            
2º. Carlos Cavalheiro (19?? – 20??) - A boca do lobo        
            
        
            
3º. Manuel Paulo de Carvalho da Costa (15-05-1947) - Com uma arma, com uma flor          
      

Freddie Hubbard – Groups & Soloists of Jazz (VIII)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)      
           
Frederick (Freddie) Dewayne Hubbard (Indianápolis, Indiana, EUA, 07-04-1938 - Los Angeles, EUA, 29-12-2008) – Foi um trompetista de jazz norte-americano. Na sua juventude, Hubbard associou-se a vários músicos em Indianápolis, entre eles, Wes Montgomery (guitarra) e seus irmãos. Chet Baker (trompete, voz) foi uma de suas primeiras influências, embora Hubbard tenha logo se alinhado à abordagem de Clifford Brown (trompete) e, claramente, Fats Navarro (trompete) e Dizzy Gillespie (trompete).
Hubbard dedicou-se, mais seriamente, ao jazz, depois de se mudar para New York, em 1958. Ali, trabalhou com Sonny Rollins (saxofone), Slide Hampton (trombone), James Louis Johnson (trombone), Bill Evans (piano), Philly Joe Jones (bateria), Oliver Nelson (saxofone, clarinete) e Quincy Jones (voz), além de outros.
Em 1972 recebeu um “Grammy” para o melhor disco de jazz.
Durante a sua carreira, de quase 50 anos, Hubbard recebeu, em 2006, o “Prémio dos Mestres do Jazz da Instituição Nacional das Artes”, e tocou com figuras lendárias, como John Coltrane (saxofone), Ornette Coleman (saxofone), McCoy Tyner (piano), Art Blakey (bateria) e Herbie Hancock (piano).
Morreu num hospital de “Sherman Oaks”, no noroeste de Los Angeles, um mês depois de ter sofrido um ataque cardíaco.         
             
I remember Clifford, aqui com Art Blakey e os “All Star Jazz Messengers”, em 1984. Grupo composto por Art Blakey (bateria), Benny Golson (saxofone), Curtis Fuller (trombone), Walter Davis Jr. (piano), Buster Williams (contrabaixo).          
           
        
             
The Night Has a Thousand Eyes, em Berna (Suiça) decorria o ano de 1989. Com James Williams (piano), Peter Washington (contrabaixo), e Tony Reedus (bateria).       
            
          
            
Moanin', em 1962 com Art Blakey e os “Jazz Messengers”. Com Art Blakey (bateria), Wayne Shorter (saxofone), Curtis Fuller (trombone), Cedar Walton (piano) e Reggie Workman (contrabaixo).        
              
          
               
Misty, em 1985, com Kenny Garrett (saxofone, flauta), Mark Templeton (piano), Ira Coleman (contrabaixo) e Carl Allen (bateria).           
           

Chico Anísio Total Sem Censura (homenagem)


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O Prémio Arquitectura Valmor (Visconde Valmor – Fausto Queiroz Guedes)

Busto, em bronze, do Visconde de Valmor, da autoria do escultor Teixeira Lopes, datado de 1904       
           
         O Prémio Anual de Arquitectura Valmor vai andar pelo "Pacto", uns meses. Publicarei cronologicamente e quinzenalmente, cada Prémio e/ou Menção Honrosa, com uma amostragem de fotografias, “batidas” por mim em 2008 e, posteriormente, em 2013. À data deste "post" ainda estou a acabar de terminar essa componente fotográfica.
          Elas serão o exemplo do que de “belo” e também “menos belo” se fez em termos de arquitectura de edifícios, na cidade de Lisboa, entre 1902 e 1943.         
               
          As publicações Prémio Valmor começarão na próxima Quarta-Feira, dia 27-11-2013. Abriremos com o “post” de Introdução e o “post” alusivo às construções já demolidas. 
          Espero que gostem !

Espanha – Santiago de Compostela

Compostela fez sempre parte do meu conhecimento académico como sendo uma das cidades mais importantes da Europa do século XVI, principalmente pela sua Universidade que nessa época era uma das mais famosas. Também a sua famosa Catedral, exemplo do estilo barroco (fachada) é uma obra de arte.
Santiago de Compostela é a capital da Galiza (Espanha), localiza-se na província da Corunha, de área 223 km2 com população de 93.712 habitantes (2007) e densidade populacional de 416,70 habitante/km2.
É uma cidade mundialmente famosa pela sua catedral de fachada barroca onde acorrem os peregrinos que perfazem os Caminhos de Santiago de maneira a depararem-se com o manto de Sant’Iago um dos apóstolos de Cristo, cujo corpo se diz que foi trasladado para aquele lugar.
No território que actualmente ocupa a catedral existia um povoado romano, que se tende a identificar como a mansão romana de Aseconia, que existiu entre a segunda metade do século I e o século V. O povoado desapareceu mas permaneceu uma necrópole (cemitério grandioso), a qual esteve em uso, provavelmente, até ao século VII.
O nascimento de Santiago, como se conhece agora, está ligada à descoberta (presumível) dos restos do Apóstolo Santiago entre 820 e 835, à elevação do nível religioso dos restos, à Universidade e, mais recente, à capitalidade da Galiza.
A fundação da Universidade no século XVI dá um novo impulso à importância de Santiago, em particular na Galiza.
O estabelecimento da autonomia da Galiza fixado pela capital galega, obtendo, como consequência um novo salto positivo no fim do século XX que contrastou amplamente a descida relativa da importância, como cidade universitária, ao criarem-se as universidades de Vigo e Corunha.
Em 1993 o Caminho de Santiago de Compostela foi considerado Património da Humanidade pela Unesco.   
         
No aspecto musical, trouxe para mostrar as fotos “batidas” em Setembro de 2005, três dos melhores guitarristas conhecidos, são eles: Al di Meola, John McLaughlin e Paco de Lucia, interpretando a música “Chiquito”, do álbum “Passion, Grace & Fire”, de 1982.    
      
Al di Meola (22-07-1954 - 20xx) – Guitarrista norte-americano nascido em New Jersey. Cursado no Berklee College of Music, em Boston, Massachusetts, junta-se em 1974 à banda de Chico Corea (piano), “Return to Forever”, com a qual tocou até 1976, altura da sua dissolução. Diversas colaborações se destacam, nomeadamente com Stanley Clarke (baixo), Jean Luc Ponty (violino), John McLaughlin (guitarra) e Paço de Lucia (guitarra). 19 Álbuns a solo (último “Al di Meola Revisited” de 2003) e 5 em colaboração com outros músicos (último “Cosmopolitan Life” de 2005, com Leonid Agutin (vocal/guitarra). http://www.aldimeola.com/     
         
John  McLaughlin (04-01-1942 - 20xx) – Guitarrista do Jazz Britânico, nascido em Yorkshire. Tocou com Miles Davis (finais de 60). Antes de emigrar para os EUA, há que ouvir um álbum “Extrapolation” com Tony Oxley (bateria) e John  Shurman (saxofone), de 1969, onde se mostra o exímio guitarrista que é McLaughlin. Em 1971, já nos “States” funda a famosa Mahavishnu Orchestra, fusão de música de jazz, com rock e com influências indianas. De seguida, um trabalho com Carlos Santana (guitarra), chamado “Love, Devotion & Surrender”, editado pela CBS, versão original em vinil de 1973. Nos anos 80 junta-se a Al di Meola e Paço de Lúcia. http://www.johnmclaughlin.com/        
           
Paco de Lucia (21-12-1947 - 20xx) – Francisco Sanchez Gomez, nascido Algeciras é um extraordinário guitarrista de “flamenco”. Filho mais novo de António Sanchez, também guitarrista de “flamenco”. Mãe portuguesa, chamada Lúcia. Irmão de Pepe de Lucia (cantor) e Ramon de Algeciras (guitarra). Em 2004 é Prémio Príncipe das Astúrias. Compôs também bandas sonoras, para, entre outros,  Carlos Saura (realizador cinema espanhol). Com uma discografia composta por 29 Álbuns (último “Cositas Buenas” de 2004), apresentado no Concerto de 29 de Novembro de 2007, em Lisboa, no Campo Pequeno. http://www.pacodelucia.org/            
               
(In Wikipédia, os textos sobre Santiago de Compostela e sobre os três guitarras que musicalmente nos acompanharam. A tradução e adaptação são de Ricardo Santos)     
           
Penso que quem não os conhece e se ficou a gostar desta música, que os oiçam no Youtube, ou adquiram alguns títulos por eles tocados, nomeadamente os álbuns, “Passion, Grace and Fire”, de 1982 e “Friday Night in San Francisco”, de 1988, onde os três actuam em conjunto.     
          

domingo, 17 de novembro de 2013

Jazz Standards (CV)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)          
           
(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)       
            
Avalon (#109) - Música e Letra de Al Jolson, BG De Sylva e Vincent Rose    
O vocalista Al Jolson estreou esta composição em 1920, e ficou em segundo lugar nas tabelas do ano seguinte:       
          
Al Jolson (1921, vocal, Nº. 2)
Art Hickman e His Orchestra (1921, Nº. 11)       
           
Desde o seu primeiro disco de sucesso em 1912 até ao declínio de sua carreira na década de 1930, quase tudo que Jolson tivesse interpretado tinha sido sucesso ou virara ouro. Apenas o seu nome associado a uma canção, o sucesso era quase garantido.
O mais provável é Vincent Rose merecer o crédito para a música, mas não na totalidade. A melodia de abertura é na verdade uma melodia semelhante, à ária de ópera, de Giacomo Puccini, intitulada "E Lucevan Le Stelle", presente na ópera Tosca. Rose apenas mudou a melodia de “menor” para “maior” e acrescentou algumas notas de sua autoria. Mas foi o suficiente e óbvio, para que os editores de Puccini, G. Rocordi, processassem os compositores e a editora em 1921. Ganharam e foram premiados com 25 mil dólares, em danos punitivos e todos os “royalties” futuros.        
           
Ella Fitzgerald (Newport News, EUA, 25-04-1917 — Beverly Hills, EUA, 15-06-1996), Caterina Valente (Paris, França, 14-01-1931 - 20xx) e Perry Como (Canonsburg, EUA, 18-05-1912 – Jupiter Inlet Colony, EUA, 12-05-2001)      
        
          
           
John Coltrane (Hamlet, Carolina do Norte, EUA, 23-09-1926 - Long Island, Nova Iorque, EUA, 17-07-1967) – com John Coltrane (saxofone tenor), Donald Byrd (trompete), Hank Mobley (saxofone tenor), Elmo Hope (piano), Paul Chambers (contrabaixo) e Philly Joe Jones (bateria). Gravado no “Rudy Van Gelder Studio”, Hackensack, New Jersey, em 7 de Maio de 1956.   
            
       
              
Havana Swing (???? – 20xx) - Walter Smith (clarinete), John Whyte (guitarra), Ashley Malcolm (guitarra), Calum McKenzie (contrabaixo) e Alain Legrand (guitarra).            
             
         
               
Al Johnson (Seredžius, Lituânia, 26-05-1886 — San Francisco, EUA, 23-10-1950)          
           
          
                 
Letra       
            
I found my love in Avalon
Beside the bay.
I left my love in Avalon
And I sailed away.
I dream of her in Avalon
From dusk till dawn.
So I think I'll travel on
To Avalon.
Every morn' my memories stray
Across the sea where flying fishes play.
And as the night is falling
I find that I'm recalling
That blissful all-enthralling day.
Beside the bay.
And I sailed away.
I dream of her in Avalon
From dusk till dawn.
So I think I'll travel on
To Avalon.          
            
Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos)

O Lema - Interacção Humorística (CX)

Em 09-05-2011. Obrigado.    
         
O Lema
     
Incrivel como uma só letra pode definir uma época !!!        
          
Portugal, desde o séc. XX, tem estado sujeito a dois lemas. No Estado Novo (1926-1974), o lema era:          
       
"Deus, Pátria e Família!"      
          
Na democracia, por espantoso que possa parecer, o lema tem sido praticamente igual, apenas se juntou uma letra. De facto, o lema actual que  Portugal segue, é:            
           
"Adeus, Pátria e Família!"