Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Prosia Saudade I

Olhei para trás e vi-a sentada num banco de autocarro
Um enorme jornal sobre as pernas,
A ler os bonecos e a soletrar as primeiras sílabas.
Os sorrisos de quem se sentava naquele banco eram gratos.

As horas voaram.

Olhei para a frente e está longe,
À distância de “Era uma vez na América”.
Em alguns tempos, em que me escuto sozinho,
A água salgada bate nas minhas janelas.

É a saudade.

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Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.