Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Jazz Standards (V)

O que é um “Jazz Standard” ?

Os termos “standards” ou “jazz standards” são muitas vezes usados quando nos referimos a composições populares ou de músicas de jazz. Uma rápida pesquisa na Internet revela, contudo, que as definições desses termos podem ser muito variar muito.
Então o que é um “standard” ?
Comparando definições de alguns dicionários e de estudiosos de música e baseando-nos naquilo que for comum e que estiver em acordo, será razoável dizer que:

“Standard” (padrão) é uma composição mantida em estima contínua e usada em comum, por vários reportórios.

… e …

Um “Jazz Standard” (padrão de jazz) é uma composição mantida em estima contínua e é usada em comum, como a base de orquestrações/arranjos de jazz e improvisações.

Algumas vezes, o termo “jazz standard” é usado para sugerir que determinada composição se torna um “standard”. Palavras e frases têm muitas vezes múltiplos significados e esta não é excepção. Neste sítio http://www.jazzstandards.com/ nós vamos usar a definição que tem maior aceitação geral, uma que aceita composições seja qual for a sua origem.

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

The Man I Love (#18) - Música de George Gershwin e Letra de Ira Gershwin.
Algumas vezes e contra todas as probabilidades, uma canção tem sucesso. Quando a partitura de “The Man I Love” estava no seu caminho para a produção, ela foi desviada sem cerimónias, do musical da Broadway “Lady, Be Good!”, de 1924. A canção foi incluída por duas vezes fora do seu espectáculo, na “Strike Up The Band” em 1927, nas eliminatórias, e para o sucesso de Ziegfeld “Rosalie” de 1928. Assim teve um sucesso mesmo que modesto em 1930, e isto talvez porque Gershwin acedeu na sua divulgação antes da estreia do espectáculo, onde deveria ter sido apresentada pela primeira vez.

Ella Fitzgerald (Newport News, 25-04-1917 — Beverly Hills, 15-06-1996) - Numa emissão da televisão alemã (“ZDF Theater”), em 1974, com Ella Fitzgerald (vocal), Joe Pass (guitarra), Tommy Flanagan (piano), Keeter Betts (contrabaixo), Bobby Durham (bateria), Roy Eldridge (trompete), Eddie Lockjaw Davis (saxofone alto), Peter Herbolzheimer Rhythm Combination & Brass (Herb Geller, Art Farmer, etc.).



Letra (versão de Ella Fitzgerald) extensível a Caetano Veloso e Kate Bush

Someday he'll come along, the man I love
And he'll be big and strong, the man I love
And when he comes my way
I'll do my best to make him stay

He'll look at me and smile,
I'll understand
And in a little while he'll take my hand
And though it seems absurd
I know we both won't say a word

Maybe I shall meet him Sunday
Maybe Monday, maybe not
Still I'm sure to meet him one day
Maybe Tuesday will be my good news day

He'll build a little home, just meant for two
From which I'll never roam; Who would, would you?
And so all else above I'm waiting for the man I love

Billie Holiday (Filadélfia, 07-04-1915 — New York, 17-07-1959).



Letra (versão de Billie Holiday)

Someday he'll come along, The man I love
And he'll be big and strong, The man I love
And when he comes my way
I'll do my best to make him stay

He'll look at me and smile, I'll understand
Then in a little while, He'll take my hand
And though it seems absurd
I know we both won't say a word

Maybe I shall meet him Sunday,
Maybe Monday, maybe not
Still I'm sure to meet him one day
Maybe Tuesday will be my good news day

He'll build a little home, That's meant for two
From which I'll never roam, Who would, would you?
And so all else above
I'm dreaming of the man I love

Caetano Veloso (Santo Amaro da Purificação, 07-08-1942 - 20xx) – Em ritmo Bossa-Nova.



Kate Bush (Bexleyheath, Inglaterra, 30-07-1958 - 20xx) – Com Larry Adler (Harmónica).

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