Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

sábado, 31 de outubro de 2020

Guitarra (3) - Groups & Soloists of Jazz

Joel Xavier, ou na Wikipedia (25-04-1974)

Chacarera, no Palácio de Mafra em 2005. Gravado pela RTP.

        

Brazilian Touch, do álbum “Latin Groove”, de 1999. Aqui ao vivo no Teatro Maria Matos. Gravado em 1999 pela RTP. Joel Xavier (guitarra), Alexandre Frazão (bateria), Yuri Daniel (baixo) e Dalu Roger (percussão).

Saudade, do álbum “Lusitano” de 2001.

7 Colinas, do álbum “Lisboa” de 2003, com Joel Xavier (guitarra), Marino Freitas (baixo acústico), Ricardo Dias (acordeão) e André Sousa Machado (bateria).

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Charada 7.º Arte – Stanley Kramer (2)

Fotos e nomes correctos: Marlene Dietrich e Burt Lancaster

1- Janita (Marlene Dietrich e Burt Lancaster, “O Julgamento de Nuremberga”)

2- Fê (Katharine Hepburn, “Adivinha Quem Vem Jantar” e Burt Lancaster, “O Julgamento de Nuremberga”)

3- Manuela (Marlene Dietrich e Burt Lancaster, “O Julgamento de Nuremberga”)

4- Pedro Coimbra (Marlene Dietrich e Burt Lancaster, “O Julgamento de Nuremberga”)

5- Lis (Katharine Hepburn, “Adivinha Quem Vem Jantar” e Burt Lancaster, “O Julgamento de Nuremberga”)

6- Teresa Dias (Marlene Dietrich e Burt Lancaster, “O Julgamento de Nuremberga”)

7- Elvira (Marlene Dietrich e Burt Lancaster, “O Julgamento de Nuremberga”)

8 – Clara (Marlene Dietrich e Burt Lancaster, “O Julgamento de Nuremberga”)

9- Catarina (Marlene Dietrich e Burt Lancaster, “O Julgamento de Nuremberga”)

10- Teresa (Ematejoca) (Marlene Dietrich e Burt Lancaster, “O Julgamento de Nuremberga”)

Muito Obrigado a Todos Vós pela participação e pelos acertos, que todos conseguiram. A ideia não é ser difícil, mas sim despertar as pessoas a verem bom cinema. Abraço !!!

Próximo realizador, o norte-americano Billy Wilder, que anunciarei na Newsletter a data de publicação.

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Charada 7.ª Arte – Stanley Kramer

Realizador Stanley Kramer

Charada com comentários NÃO moderados. Por favor, não coloquem aqui a solução, enviem-na para o meu email: ricardosantos1953@gmail.com

O que têm de fazer:

Em baixo, descobrirem e dizerem-me (mail), ambos os nomes da actriz e do actor e em que filme (pelo menos um!) no qual tenham participado. Não é obrigatório que tenham participado no mesmo filme, mas os filmes têm de ser do realizador em questão.

Ajudas: O número de letras do nome a encontrar, e uma foto um pouco alterada.

Somente aceitarei os nomes correctos com as fotos.

Têm 48 horas para "matar a charada" e três palpites por actriz e outros três por actor.

Depois de amanhã, dia 30, pelas 20:00 publico a solução, bem como os seus participantes.

Actriz, duas palavras (15 letras):

_ _ _ _ _ _ _    _ _ _ _ _ _ _ _

Actor, duas palavras (13 letras):

_ _ _ _    _ _ _ _ _ _ _ _ _


 


 









Obrigado

O filme que me faltava e que também me lembro de ter visto... obrigado Teresa

(1967) Guess Who’s Coming to Diner – Adivinha Quem Vem Jantar

terça-feira, 27 de outubro de 2020

7.ª Arte - Stanley Kramer

Breves palavras sobre o que é para mim, o Cinema. 

Durante os anos da minha juventude houve algo que me despertou o interesse e fez com que a minha ligação com os audiovisuais se tornasse, desde então, preponderante na minha vida. Esse algo foi o Cinema. A chamada 7.ª arte (arte da imagem) que quando dado o nome e na minha modesta opinião, ela reflectia somente a realidade do cinema mudo, por isso “arte da imagem”. Posteriormente a 7.ª arte tornou-se em algo muito mais complexo. A obra/filme tornou-se num conjunto de várias e ricas variáveis: a imagem, o texto, a cenografia, o som, o guarda-roupa, a interpretação, etc.. Tudo isso conglomerado e orientado de alguma maneira, por uma pessoa na arte de dirigir, o realizador. 

Um bom filme, é como uma boa música ou um bom livro, é algo que deve ser visto mais que uma vez, para que nos apercebamos de coisas que numa só, é impossível. Um amante de cinema vê um filme duas, três vezes, para que nele possa visualizar todas essas variáveis de que falei anteriormente. 

Vão passar por aqui alguns realizadores que fizeram e fazem parte do meu imaginário de cinéfilo. Nessa época, quando frequentei as salas de cinema em Lisboa, as filmografias de eleição eram: a italiana, a francesa, a alemã, a sueca, a espanhola, a nipónica, a americana. Mas passarão também, e obviamente, realizadores brasileiros e portugueses 

Esta nova publicação intitulada 7.ª Arte, será muito de uma pequena mostra do que se via cinematograficamente em Lisboa, nos finais da década de 60 e 70, mas não só, porque teremos filmes muito mais actuais !!! Tal qual, como todos vós, me reconhecem como um melómano amador, eu também sou um cinéfilo amador. O que vou trazer aqui foram/são obras que gostei/gosto e vi/revejo, e as minhas escolhas são apenas opiniões e gostos, livres de qualquer pretensiosismo !!! 

No nome do realizador (se estrangeiro) e na maioria dos títulos dos filmes existem “links” para a Wikipedia (versão inglesa), por ser a plataforma mais abrangente e mais completa. Se pretenderem, na coluna esquerda dessas mesmas páginas, em baixo, tem normalmente, a escolha da tradução para a língua portuguesa. 

Do cinema norte-americano trago-vos Stanley Kramer (29-09-1913 – 19-02-2001), realizador com 15 películas como realizador e produtor e 16 como produtor. Dele escolhi 3 filmes que vi.

(1960) Inherit the WindO Vento Será a Tua Herança

(1961) Judgment at NurembergO Julgamento de Nuremberga

(1963) It's a Mad, Mad, Mad, Mad WorldO Mundo Maluco

(1968) Entrevista com Stanley Kramer

 

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Alcunhas Alentejanas (3) – Cabeça de Cabra

É uma nova rúbrica, baseada no livro de Francisco Martins Ramos e Carlos Alberto da Silva, intitulado “Tratado das Alcunhas Alentejanas” (3.ª edição, Fevereiro de 2003), editado pela “Edições Colibri, Lda.”, Faculdade de Letras de Lisboa.

Pedi autorização à editora Colibri e o sr. Fernando Mão de Ferro escreveu-me e autorizou-me no dia 9 deste mês (Sem problemas. Parabéns pelo projecto. Fernando Mão de Ferro) que avançasse com estas pequenas publicações. Dos autores, tentei contactar com um deles, visto que o outro, infelizmente, já faleceu, mas até agora não obtive qualquer resposta. Os textos  que publicarei não irão plagiar o livro. Irei tratar os textos de outra maneira e de algum modo publicitarei o “Tratado das Alcunhas Alentejanas”, através destes “posts”. É, como já frisei, um livro/tratado extremamente interessante e digno que figurar numa prateleira de uma biblioteca pessoal. Nele foram tratadas cerca de 20.000 alcunhas, por todo o Baixo e Alto Alentejo.

Esta publicação terá 52 números (2 voltas ao alfabeto de 26 letras) porque queremos apenas chamar à atenção dos leitores sobre a importância e o trabalho realizado. Escolheremos as alcunhas a tratar, uma por cada letra do alfabeto português, de A a Z. Foram também incluídas, as letras K, W e Y.

Tratado das Alcunhas

Cabeça de Cabra – masculino, cognome individual, alcunha adquirida, designação rejeitada, alcunha de referência, classificação: zoomórfica / comportamental; história: Designação aplicada a um homem que decapitou uma cabra (Ferreira do Alentejo); o receptor trabalhava na extração de cortiça e, um dia, disse que um sobreiro se assemelhava à cabeça de uma cabra. Assim puseram-lhe esta alcunha (Santiago do Cacém). Existe também no Alandroal.

(In Tratado das Alcunhas Alentejanas”, 3.ª edição, Fevereiro de 2003)

Lenda da Cabeça da Cabra, Porto Covo, Sines

sábado, 24 de outubro de 2020

Faz Hoje Anos (76) – Austin Peralta e (77) – Georges Bizet

Faz hoje 30 anos... Parabéns !!! 

Austin Peralta (25-10-1990 – 21-11-2012), no Jazz Tóquio 2006

Faz hoje 182 anos... Parabéns !!! 

George Bizet (25-10-1838 – 03-06-1875), suite da Ópera “Carmen”, escrita em 1975, no ano da sua morte. Orquestra e Coros eslovenos “Gimnazija Kranj”,  dirigidos pelo maestro esloveno Nejc Bečan.

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Julián Aguirre (12)

Julián Aguirre (28-01-1868 – 13-08-1924) 

Huela, originalmente escrita para piano. Orquestração de Ernest Ansermet. Gabriel Castagna & Orquesta Sinfónica de Entre Ríos.

Gato, originalmente escrito para piano. Orquestração de Ernest Ansermet. Gabriel Castagna & Orquesta Sinfónica de Entre Ríos.

Intimas, Opus 2 n.º 2, com Lía Cimaglia Espinosa ao piano.

Canción de Cuna, para voz e piano, com Roberto Caamaño ao piano e Diana Arzoumanian no vocal.