A paixão nua e cega dos estios, Atravessou a minha vida como rios

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Paixão Nua, in “O Nome das Coisas”.

domingo, 30 de março de 2014

sexta-feira, 28 de março de 2014

Os Festivais das Canções (1983)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Vou andar por aqui a mostrar um pouco da música dos Festivais da Canção, o da RTP e o da Eurovisão. Ouvirão e verão, sempre que haja vídeo no Youtube , os três primeiros lugares de cada um deles.

Euro Festival 1983, em 23 de Abril, Munique (República Federal Alemã).

1º. Corinne Hermès (16-11-1961) - Si la vie est cadeau


2º. Ofra Haza (1978 – 2000) - Hi


3º. Carola Häggkvist (08-09-1966) – Främling


Festival RTP da Canção de 1983, em 5 de Março (Coliseu do Porto).

1º. Armando Gama (01-04-1954) - Esta balada que te dou


2º. Herman José (19-03-1954) – A cor do teu baton


3º. Helena Isabel (06-02-1952) – E afinal quem és tu ?

quarta-feira, 26 de março de 2014

Jazz Standards (CXIII)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

Goodbye (#117) - Música e Letra de Gordon Jenkins 
Benny Goodman e sua orquestra apresentou a composição de Gordon Jenkins "Goodbye" no programa de rádio NBC "Let’s Dance", que começou a 1 de Dezembro de 1934. A gravação de Goodman, de Setembro de 1935, para a “RCA Victor” chegou às tabelas de vendas no ano seguinte e subiu ao lugar Nº.20.
Um jovem Gordon Jenkins, novato em espectáculos, tocando banjo, em St. Louis, foi contratado pela orquestra de Jones Isham em 1932. A banda de Jones, iniciou-se em 1920, e tornou-se respeitada, como uma sofisticada orquestra de dança, no início dos anos 1930. O saxofonista Joe Bishop tinha escrito uma composição intitulada "Blue Prelude”, e a “Casa Loma Orchestra” levou Isham Jones a gravar no início do ano de 1933. As gravações da “Casa Loma” começaram a ser ouvidas, e Jones não estava feliz que outra banda tivesse sucesso com uma música escrita por um de seus acompanhantes, e rapidamente gravou a sua própria versão. Mas antes que a música pudesse ser publicada, precisava de uma letra, e Jones queria que isso acontecesse, o mais rápido possível. Jenkins ofereceu-se, embora o Joe Bishopa se questionasse sobre a habilidade deste, como letrista. No entanto, uma vez que a música gravada e editada teve um enorme sucesso, e a versão de Bing Crosby foi um grande êxito nas tabelas de venda.

Benny Goodman (Chicago, Illinois, EUA, 30-05-1909 – New York, EUA, 13-06-1986) – RCA Victor Records 1935


Frank Sinatra (Hoboken, EUA, 12-12-1915 — Los Angeles, EUA, 14-05-1998)


Dinah Washington (Tuscaloosa, Alabama, EUA, 29-08-1924 – Detroit, Michigan, EUA, 14-12-1963) - Com Paul Quinichette (saxofone tenor), Wynton Kelly (piano), Keter Betts (contrabaixo), Jimmy Cobb (bateria), uma secção de 9 cordas, e uma secção de 4 trombones, Hal Mooney (maestro). Gravação em Los Angeles, Califórnia, 10 de Novembro de 1955, para a EmArcy Records.


Chet Baker (Yale, Oklahoma, EUA, 23-12-1929 – Amsterdão, Holanda, 13-05-1988) – Com Chet Baker (trompete), Mario Pezzotta (trombone), Glauco Masetti (saxophone alto), Gianni Basso (saxophone tenor), Fausto Papetti (saxophone barítono), Giulio Libano (piano), Franco Cerri (contrabaixo), Gene Voctory (bateria) secção de cordas não identificada, Len Mercer (maestro e orquestrador). Gravado em Milão (Itália), em 29 de Setembro de 1959, para a etiqueta “Jazzland”


Letra

I'll never forget you.
I'll never forget you.
I'll never forget how we promised one day,
To love one another forever that way.
We said we'd never say, "Good-bye."
But that was long ago.
Now you've forgotten, I know.
No use to wonder why.
Let's say farewell with a sigh.
Let love die.
But we'll go on living,
Our own way of living.
So you take the high road and I'll take the low.
It's time that we parted,
It's much better so.
But kiss me as you go.
Good-bye.
But that was long ago.
Now you've forgotten, I know.
No use to wonder why.
Let's say farewell with a sigh.
Let love die.
But we'll go on living,
Our own way of living.
So you take that high road and I'll take the low.
It's time that we parted,
It's much better so.
But kiss you as you go.
Good-bye. Good-bye. Good-bye.

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos)

segunda-feira, 24 de março de 2014

Duas composições dos álbuns mais vendidos (III)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Se os AC/DC não faziam o meu género, este grupo é definitivamente, um dos grupos que mais apreciei, desde sempre.

GBR, Pink Floyd, “Brain Damage” e “Us and Them”, The Dark Side Of The Moon, 24/03/1973, Rock Progressivo

Editado 24/03/1973, faz hoje precisamente 41 anos que veio para o mercado. Ainda tenho uma versão “vinil” comprada numa discoteca (na minha época era um local onde se vendiam discos !), como dizia, numa discoteca galesa e que chegou às minhas mãos no dia 18 de Fevereiro de 1974 (há 40 anos !). Um álbum extremamente crítico da sociedade mundial. Escolhi duas músicas, talvez menos conhecidas, porque gosto de todo o álbum. Ambos os vídeos aqui apresentados pertencem ao álbum DVD “Pulse”, e as músicas acabam abruptamente, porque são seguidas logo por outras.

Brain Damage


Us and Them

sexta-feira, 21 de março de 2014

Prémio Valmor, Ano de 1909, Rua Sacramento à Lapa 34-38

Foram entregues quatro prémios, três dos quais Menções Honrosas. Dos edifícios premiados com Menção Honrosa apenas um deles, um Palacete, na Rua do Sacramento à Lapa, 34-38, do arquitecto Arnaldo R. Adães Bermudes e propriedade do Conde de Agrolongo se encontra ainda em bom estado de conservação e destinado a habitação.

Rua Sacramento à Lapa, do lado direito, a seguir, e muito perto da esquadra da Polícia (à esquerda da rua). Uma tabuleta indica que, neste momento, é propriedade de uma Embaixada, eventualmente, da Bulgária, mas com reservas. Não vi bandeira exterior. Existe uma morada nas Páginas Amarelas Internet que indica esta rua, mas com número de porta diferente.
Não voltei a fotografar o edifício, visto ser um edifício de “chão estrangeiro” e que, já na altura (2008), em virtude da esquadra da polícia ser mesmo perto, fui alvo de olhares curiosos, por parte das autoridades, o que me levou desta vez a não ir fotografá-lo.

Arquitecto Arnaldo Adães Bermudes (1864-1948):

Prémios Valmor (1908 e 1909) e Menção Honrosa 1909

“Natural do Porto, formou-se em Arquitectura (1885) pela Academia Portuense, entretanto Escola de Belas-Artes e um ano depois, subvencionado pelos organismos comerciais da Cidade Invicta, foi-lhe atribuída uma bolsa de estudo fora do país. Regressado a Portugal, entrou num concurso aberto em 1888, pela Academia de Belas-Artes de Lisboa, para bolseiros no estrangeiro e alcançou a primeira classificação. Durante cinco anos frequentou a Escola de Belas-Artes de Paris e com o melhor proveito, as classes particulares de Paul Blondel (1). Um dos seus trabalhos de grande composição, então ali feitos, levado ao “Salon” de 1893, mereceu elogiosa crítica.
Foi o primeiro classificado, com o Arq.º António Couto Abreu (1874-1946) e o escultor Francisco dos Santos (1878-1930), no Monumento ao Marquês de Pombal, após concursos de polémica violentíssima, onde viria a prevalecer o projecto desta equipa, aquele que se ergue na Rotunda.
Obteve o Prémio Valmor de 1908 pelo edifício construído no gaveto da Avenida Almirante Reis, 2-2K para o Largo do Intendente, 1 a 10. Receberia também, respeitante a 1909, uma Menção Honrosa do Prémio Valmor pelo prédio situado na Rua do Sacramento à Lapa, N.º 34-38, ainda hoje existente, embora com alterações (Primitivo projecto na «Construção Moderna» N.º 214/Ano VII/1906 e fotografia na «Architectura Portugueza», N.º 12/Ano II/Dez. 1909).”

In Bairrada, Eduardo Martins, “Prémios Valmor 1902-1952”, Edição 1988, CML. (sic)*

*http://www.priberam.pt/dlpo/sic
*sic |síque| (palavra latina) Advérbio: Sem alteração nenhuma; tal e qual. = ASSIM

(1) – Paul Blondel (1847-1897) foi um arquiteto francês, Grande Prémio de Roma em 1876. Frequentou a Escola de Belas-Artes, oficina “Daumet” em 1864, tornou-se professor de oficina na Escola de Belas-Artes em 1880. Primeiro Presidente de Arquitectura, da Escola Nacional de Artes Decorativas e Inspector-Geral dos Edifícios diocesanos.

Acontecimentos Arquitectónicos da década:

1902 - Inauguração do elevador de Santa Justa;
1903 - Publicação do novo regulamento de salubridade para as construções urbanas;
1904 – Aprovação do Plano Geral de Melhoramentos, apresentado pelo engenheiro Ressano Garcia (1847-1911);
1905 – Desenvolvimento das construções ao longo da Avenida Fontes Pereira de Melo e da futura Avenida da República;
1905 - Jardim Zoológico, nas Laranjeiras, Raul Lino;
1907 – Animatógrafo do Rossio;
1908 - Projecto para o Parque Eduardo VII do arquitecto Miguel Ventura Terra.

As fotos, a seguir à imagem do Google MAP, são de 2008.



Próxima publicação dia 23-03-2014 com o Prémio Valmor do mesmo ano (1909), na Rua Marquês Fronteira 18-28, e arquitectada por Miguel Ventura Terra.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Lisboa (XI), a Sé

(In Wikipédia - O excerto foi adaptado por Ricardo Santos) e ainda (In http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx)

A Sé de Lisboa, inicialmente designada de Igreja de Santa Maria Maior, foi mandada construir em 1150 por D. Afonso Henriques, três anos depois de ter conquistado Lisboa aos Mouros.
A Sé de Lisboa foi construída no local de uma antiga mesquita, para o primeiro bispo de Lisboa, o cruzado inglês Gilbert de Hastings. Devastada por três terramotos no século XV, bem como pelo de 1755 - foram bastante inclementes para com a Matriz de Lisboa, dedicada a Santa Maria Maior, que sofreu danos e foi sendo renovada ao longo dos séculos.
Construída, ao que tudo indica, sobre a antiga mesquita muçulmana, o primeiro impulso edificador da Sé de Lisboa deu-se entre 1147, data da Reconquista da cidade, e os primeiros anos do século XIII, projecto em que se adoptou um esquema idêntico ao da Sé de Coimbra, com três naves, trifório (1) sobre as naves laterais, transepto saliente e cabeceira tripartida. Nos séculos seguintes deram-se as transformações mais marcantes, com a construção da Capela de Bartolomeu Joanes, do lado Norte da entrada principal, o claustro dionisino, que apesar da sua planta irregular se inclui na tipologia de claustros góticos portugueses e, especialmente, a nova cabeceira com deambulatório, mandada construir por D. Afonso IV para seu panteão familiar.
A Sé de hoje é uma mistura de estilos. O interior é de três naves com seis tramos (2), sendo a central coberta por abóbada de canhão e as laterais por abóbadas de aresta, com um falso trifório em grande parte do seu perímetro superior. O transepto é igualmente abobadado, coroado por rosáceas em ambos os topos. A cabeceira, substituída nos reinados de D. Afonso IV e D. João I, seria provavelmente formada por ousia (3) e dois absidíolas (4) semicirculares abobadados. No coração do templo, o cruzeiro era iluminado por uma torre-lanterna de vários andares, caída em 1755. A fachada, com as duas torres sineiras ameadas, bem como a esplêndida rosácea, mantém um sólido aspecto românico.

(1) trifório substantivo masculino
Galeria estreita, no interior de uma igreja, por cima das arquivoltas das naves laterais e que apresenta geralmente três aberturas entre cada vão.

(2) tramo substantivo masculino
1. Intervalo entre duas asnas.
2. Cada uma das partes em que se divide o tabuleiro de uma ponte metálica.
3. Ant. Peste.

(3) ousia ???

(4) absidíolas  substantivo feminino plural
Capelas pequenas ou absides secundárias que rodeiam a abside principal de uma igreja.

Musicalmente, o pequeno vídeo e as minhas fotografias vão ser acompanhados por um artista português. Jorge Manuel de Abreu Palma (Lisboa, 04-06-1950) é um compositor e cantor português. Aos seis anos, e ao mesmo tempo que aprendia a ler e a escrever, iniciou os seus estudos de piano. Foi no Conservatório Nacional a sua primeira audição, aos oito anos, numa altura em que era aluno de Maria Fernanda Chichorro. Venceu o segundo prémio do Concurso Internacional de Piano, integrado no Festival das Juventudes Musicais, em Palma de Maiorca, em 1963, com uma menção honrosa do Júri. Nos seus estudos cruzou-se com o Liceu Camões e um Colégio Interno, nas Mouriscas, perto de Abrantes. Durante a adolescência e a par da formação erudita, começa a interessar-se pelo “rock & roll”, e, de um modo geral, pela música popular americana e inglesa. É por esta altura que descobre a guitarra. Bob Dylan, Led Zeppelin e Lou Reed são algumas das suas influências.
14 Álbuns, 9 Colectâneas, 1 DVD, entre outros.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Egberto Gismonti – Groups & Soloists of Jazz (XII)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Egberto Gismonti Amin (Carmo, Brasil, 05-12-1947 - 20xx) – É um compositor, multi-instrumentista, cantor e orquestrador brasileiro, considerado um virtuoso da música instrumental, que se destaca pela sua capacidade de experimentação.
Descendendo de uma família musical, começou a estudar piano aos seis anos. Ainda na infância e adolescência, os seus estudos no Conservatório já incluíram flauta, clarinete, violão e piano. Em 1968, participou num festival da “TV Globo” com a canção "O Sonho", que atraíu a atenção do público e elogios da crítica. Partiu, nesse mesmo ano, para a França, onde estudou música dodecafónica com Jean Barraqué e análise musical com Nadia Boulanger. Estudou também com o compositor italiano Luigi Dallapiccola.
Em 1969, lançou o seu primeiro disco, “Egberto Gismonti”, com forte influência  “Bossa Nova”. O álbum acabaria sendo uma das suas obras mais procuradas, dado que, nos anos 1970, Gismonti dedicar-se-ia a pesquisas musicais e experiências, com estruturas complexas e instrumentos inusitados, voltando-se quase exclusivamente para a música instrumental. Ainda no ano de 1969, e pouco antes, do lançamento do seu primeiro disco, Egberto Gismonti teve a sua carreira impulsionada por Maysa (vocal). Com quem trabalhou em parte dos arranjos de seu LP “Maysa”, editado em 1969. Egberto conta com duas canções de sua autoria gravadas pela cantora.
A hesitação das editoras brasileiras, para o publicar, dado o seu estilo levou-o a procurar refúgio nas etiquetas europeias, pelas quais lançou vários álbuns nos anos seguintes. Gismonti explorou diversas correntes da música, sempre imprimindo o seu cunho pessoal. O choro, levou-o a estudar o violão de oito cordas e a flauta, a curiosidade pela tecnologia e a influência da Europa, levaram-no aos sintetizadores, a curiosidade com o folclore e as raízes do Brasil levaram-no a estudar a música indígena do Brasil, tendo mesmo morado por um breve período com índios “yawaiapiti”, do Alto Xingu.
A carreira de Gismonti prosseguiu sólida, embora medianamente comercial, e continuou gravando os seus álbuns e participando de discos de outros músico e compositores, além de fazer difressões com sucesso, especialmente na Europa. Entre os músicos com os quais colaborou, ou que colaboraram com ele, destacam-se Jane Duboc (voz), Naná Vasconcelos (voz e percussão), Marlui Miranda (voz), Wanderléa Salim (voz), Charlie Haden (contrabaixo), Jan Garbarek (saxofone), André Geraissati (guitarra), Jaques Morelenbaum (violoncelo, orquestração), Hermeto Pascoal (multi-instrumentista), Airto Moreira (bateria e percussão) e Flora Purim (voz).
Nos anos 80, Gismonti voltou a adquiri os direitos sobre todas as composições de sua autoria e tornou-se um dos poucos compositores do país, donos da sua própria obra. A sua discografia foi então, relançada pela sua própria editora, a “Carmo”. Ultimamente, muitos músicos têm gravado as suas composições.

Forrobodo, Egberto Gismonti Trio, no Festival de Jazz de Montreal, Canadá em 1998


Cigana


Café, do álbum “Sol do Meio-Dia”, de 1978.


Palhaço, na Alemanha

domingo, 16 de março de 2014

A Conference Call in Real Life

Lamento não ter legendas, mas eu confio nas minhas visitas.

Menino da Mamã - Interacção Humorística (CXVIII)

Em 30-05-2011. Obrigado.

Menino da Mamã

Maria, jovem esposa desesperada, vai ao psicanalista:

- Ai doutor, eu não aguento mais ! Apesar de todos os meus esforços, o meu marido não  me liga nenhuma. Desde que nos casámos, ele só fala na mãe, na mãe, na mãe. É como se eu não existisse !

- Já experimentou preparar um jantar especial ?

- Já doutor. E não adiantou !

- Ouça, tenho uma ideia. Se há um domínio onde a sua sogra não pode rivalizar, é na cama. Esta noite vista lingerie preta. Cuequinha preta. A cor preta é muito sexy e muito excitante, incluindo um cinto ligas preto, também... Ele não vai resistir, vai ver !

Maria seguiu à risca o plano, sem esquecer nenhum detalhe. De facto, nunca estivera tão sexy e voluptuosa. Chega o Joaquim a casa, arregala os olhos, ao ver a mulher vestida daquela maneira e diz:

- Mariaaaaaaa, estás toda de preto ! Aconteceu alguma coisa à minha mãe ???!!!

sexta-feira, 14 de março de 2014

Os Festivais das Canções (1982)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Vou andar por aqui a mostrar um pouco da música dos Festivais da Canção, o da RTP e o da Eurovisão. Ouvirão e verão, sempre que haja vídeo no Youtube , os três primeiros lugares de cada um deles.

Euro Festival 1982, em 24 de Abril, Harrogate (Grã-Bretanha).

1º. Nicole Seibert (nascida Hohloch) (25-10-1964) - Ein Bißchen Frieden


2º. Avi Toledano (04-04-1948) - Hora


3º. Arlette Zola (29-04-1949) - Amour OnT'Aime


Festival RTP da Canção de 1982, em 6 de Março, no Teatro Maria Matos, em Lisboa.

1º. Doce (1979 – 1987) – Bem Bom


2º. Cândida Branca Flor (12-11-1949 – 11-07-2001) – Trocas e Baldrocas


3º. Alexandra (Maria José Marques Canhoto Gaspar) (25-04-1950) – Até Amanhecer

O Video do Youtube é da RTP Memória com início do célebre programa “Sabadabadu”, com a Ivone Silva e o Camilo de Oliveira, nos personagens “Agostinha e Agostinho” e apresentado por eles.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Uma nova modalidade de aeromodelismo

Há quem se dedique a colocar órgãos genitais masculinos a voar. Se aparecer algum grupo a fazer o mesmo, mas com órgãos genitais femininos, ainda se vão lembrar de fazer um “Aero Festival Pornográfico”.

Ele há cada “cromo” !

quarta-feira, 12 de março de 2014

George Benson – Jazz Singers (XX)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

George Benson (Pittsburgh, Pennsylvania, EUA, 22-03-1943 - 20xx) – É um guitarrista norte-americano de Jazz, considerado um dos maiores, da história do instrumento. Benson nasceu numa família de músicos amadores. Aos seis anos já tinha começado a aparecer em público. Um ano depois, a sua mãe casou-se com um electricista que também tocava guitarra de “Jazz”, amplificada. O jovem George pediu ao padrasto que lhe ensinasse a tocar. Infelizmente, as suas mãos eram pequenas demais para alcançar o instrumento em toda a sua extensão e ele acabou por ser presenteado e começar a tocar um “ukulele” (bandolim de quatro cordas). Alguns anos mais tarde, Benson comprou a sua primeira guitarra. Em 1953, e ainda com 10 anos, gravou, nos estúdios da RCA, o seu primeiro disco, o “single” "She Makes Me Mad".
Em 1963, Benson lança seu o primeiro álbum, "The New Boss Guitar Of George Benson", editado pela “Prestige”. Durante os anos 60 andou por diversas editoras. Até que em 1971, ele assina pela editora “CTI”, onde o produtor Creed Taylor tenta promover um novo estilo musical, conseguido através da fusão do “Jazz” com a “Pop”. Pela CTI, Benson começa a crescer cada vez mais no Mundo da música e em 1975, ele alcança o seu primeiro sucesso com "Supership". A partir de 1976 Benson redirecionou a sua carreira completamente deixando de lado o “Jazz” e caminhando para o “Pop”.
Ao longo dos anos, Benson continuou gravando diversos sucessos, entre eles, "This Masquerade", "Breezin", "In Flight", "Nature Boy" e "On Broadway". Até que em 1980, o seu disco "Give Me The Night", produzido por Quincy Jones, conquista um “Grammy”, com uma suave e dançante combinação musical. Os êxitos floresciam rapidamente na vida de George Benson nos anos 80, à medida que abandonava suas raízes no “Jazz” em busca da acessibilidade do “Pop”. Em 1981, "Turn Your Love Around" chegou ao “Top 30” inglês, enquanto que em 1982, "Never Give Up On A Good Thing" saiu-se melhor ainda, chegando a 14º. lugar.
Em 2006, numa parceria com o cantor Al Jarreau, lançou o álbum "Givin' It Up”, com um repertório de estilos variados e sempre influencido pela sua veia jazzística. Este trabalho foi altamente reconhecido, tendo recebido um “Grammy” e vários outras prémios.
Em Setembro de 2013, no Brasil, Benson fez um espectáculo no palco “Sunset” do “Rock In Rio”, no Rio de Janeiro, reeditando a parceria com o músico brasileiro Ivan Lins. Esta actuação foi aclamada como uma das melhores, do evento.
Actualmente, George Benson tem-se apresentado com um espectáculo de homenagem, a Nat King Cole, um dos seus grandes ídolos musicais.

In Your Eyes


Masquerade, em 1976.


Lately, do DVD “Absolutely Live”, de 2001.


The Greatest Love Of All

domingo, 9 de março de 2014

Prémio Valmor, Ano de 1908, Avenida Almirante Reis 2-2K

Em 1908 premiou-se, pela primeira vez, um edifício de rendimento cujo piso térreo era ocupado por estabelecimentos comerciais. Edifício de gaveto, localiza-se na Avenida Almirante Reis 2-2K, propriedade de Guilherme Augusto Coelho com projecto de Arnaldo R. Adães Bermudes (1864-1948). De destacar a decoração em motivos Arte Nova, com elementos em ferro forjado e painéis de azulejo, e ainda a cúpula que remata o edifício.
Actualmente um pouco degradado, mantém a função original.

Encontra-se na Avenida Almirante Reis do lado esquerdo quem desce, da Praça do Chile, em direcção à Rua da Palma e/ou à Praça Martim Moniz, faz esquina com o Largo do Intendente Pina Manique, no Intendente, em plena zona de prostituição de rua, agora mais escassa.

Arquitecto Arnaldo Adães Bermudes (1864-1948):

Prémios Valmor 1908 e Menção Honrosa 1909

“Natural do Porto, formou-se em Arquitectura (1885) pela Academia Portuense, entretanto Escola de Belas-Artes e um ano depois, subvencionado pelos organismos comerciais da Cidade Invicta, foi-lhe atribuída uma bolsa de estudo fora do país. Regressado a Portugal, entrou num concurso aberto em 1888, pela Academia de Belas-Artes de Lisboa, para bolseiros no estrangeiro e alcançou a primeira classificação. Durante cinco anos frequentou a Escola de Belas-Artes de Paris e com o melhor proveito, as classes particulares de Paul Blondel (1). Um dos seus trabalhos de grande composição, então ali feitos, levado ao “Salon” de 1893, mereceu elogiosa crítica.
Foi o primeiro classificado, com o Arq.º António Couto Abreu (1874-1946) e o escultor Francisco dos Santos (1878-1930), no Monumento ao Marquês de Pombal, após concursos de polémica violentíssima, onde viria a prevalecer o projecto desta equipa, aquele que se ergue na Rotunda.
Obteve o Prémio Valmor de 1908 pelo edifício construído no gaveto da Avenida Almirante Reis, 2-2K para o Largo do Intendente, 1 a 10. Receberia também, respeitante a 1909, uma Menção Honrosa do Prémio Valmor pelo prédio situado na Rua do Sacramento à Lapa, N.º 34-38, ainda hoje existente, embora com alterações (Primitivo projecto na «Construção Moderna» N.º 214/Ano VII/1906 e fotografia na «Architectura Portugueza», N.º 12/Ano II/Dez. 1909).”

In Bairrada, Eduardo Martins, “Prémios Valmor 1902-1952”, Edição 1988, CML. (sic)*

*http://www.priberam.pt/dlpo/sic
*sic |síque| (palavra latina) Advérbio: Sem alteração nenhuma; tal e qual. = ASSIM

(1) – Paul Blondel (1847-1897) foi um arquiteto francês, Grande Prémio de Roma em 1876. Frequentou a Escola de Belas-Artes, oficina “Daumet” em 1864, tornou-se professor de oficina na Escola de Belas-Artes em 1880. Primeiro Presidente de Arquitectura, da Escola Nacional de Artes Decorativas e Inspector-Geral dos Edifícios diocesanos.

Acontecimentos Arquitectónicos da década:

1902 - Inauguração do elevador de Santa Justa;
1903 - Publicação do novo regulamento de salubridade para as construções urbanas;
1904 – Aprovação do Plano Geral de Melhoramentos, apresentado pelo engenheiro Ressano Garcia (1847-1911);
1905 – Desenvolvimento das construções ao longo da Avenida Fontes Pereira de Melo e da futura Avenida da República;
1905 - Jardim Zoológico, nas Laranjeiras, Raul Lino;
1907 – Animatógrafo do Rossio;
1908 - Projecto para o Parque Eduardo VII do arquitecto Miguel Ventura Terra.

As dez primeiras fotos, a seguir à imagem do Google MAP, são de 2008 e as seguintes de 2013.


Próxima publicação dia 23-03-2014 com a Menção Honrosa de 1909, na Rua Sacramento à Lapa 34-38, e arquitectada por Arnaldo Adães Bermudes.

sábado, 8 de março de 2014

Dornes (I) – A Vila e a Torre Pentagonal

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Torre de Dornes é uma torre pentagonal templária localizada na freguesia de Dornes, concelho de Ferreira do Zêzere, distrito de Santarém, Portugal. Teria sido edificada sobre antiga torre romana atribuída a Sertório, general romano de c. 72 A.C..
A Torre está classificada pelo IPPAR como Imóvel de Interesse Público desde 1943.

Dornes é uma freguesia portuguesa do concelho de Ferreira do Zêzere, com 19,00 km² de área e 714 habitantes (2001). Densidade: 37,6 habitantes por km².
A Vila de Dornes situa-se numa pequena península à beira do Zêzere, no concelho de Ferreira do Zêzere. Foi sede de concelho entre 1513 e 1836. Era constituído pelas freguesias de Beco, Dornes e Paio Mendes. Em 1801 tinha 2 287 habitantes e 43 km². A freguesia de Dornes situa-se no extremo norte do distrito de Santarém, concelho de Ferreira do Zêzere. Eclesiasticamente pertence ao Bispado de Coimbra e turisticamente está integrada na Região de Turismo dos Templários. Dornes faz fronteira, através do rio Zêzere (Albufeira de Castelo do Bode), com a freguesia de Cernache do Bonjardim, concelho da Sertã e distrito de Castelo Branco. No concelho de Ferreira do Zêzere faz fronteira com as freguesias Águas Belas, Beco e Paio Mendes.
Compõem esta freguesia a Vila de Dornes, sede histórica e religiosa da freguesia e os lugares de Barrada, Cagida, Carril, Casal Ascenso Antunes, Casal da Mata, Frazoeira, Joaninho, Junqueira, Lameirancha, Macieira da Rocha, Peralfaia, Quinta da Benta, Quintas, Ribeiro da Coroa, Rio Cimeiro, Rio Fundeiro, Salão de Baixo, Salão de Cima e Vale Serrão.
Terra muito antiga, será mesmo anterior à fundação da nacionalidade, como o atestam os monumentos e os vestígios arqueológicos que por aqui se têm encontrado. Já na primeira dinastia alguns documentos que lhe fazem referência, sendo documentada a presença de um religioso de Dornes no Foral de Arega, em inícios do século XIII.
Ainda no século XIII há referências à Comenda Templária de Dornes.
Mais tarde, no século XV, Dornes, enquanto Comenda Mor da Ordem de Cristo teve por Comendador D. Gonçalo de Sousa, homem muito influente, da Casa do Infante D. Henrique, e que aqui mandou construir, em 1453, a Igreja de Nossa Senhora do Pranto. Este local de culto deu à povoação, parte da importância que esteve na origem, em 1513, da atribuição do Foral Manuelino.
A Dornes pertenceu o território de três freguesias: Dornes, Beco e Paio Mendes.
Aqui nasceram, um século mais tarde, muitos dos heróicos combatentes que por volta de 1650 se bateram nas fronteiras para assegurar a independência nacional.
Do "modus vivendus" das gentes de Dornes, destacaremos a produção e comercialização da madeira de castanho, tradição que já encontramos descrita desde o século XIV e que se manteve até finais do século XIX. Também no Século XIX, a reforma de Rodrigo da Fonseca, veio extinguir o Concelho Dornes, integrando-o desde 1835, no Concelho de Ferreira do Zêzere.
Do século XIX para cá, a freguesia de Dornes tem sido um pólo de atracção turística e a sala de visitas do Concelho de Ferreira do Zêzere em função das suas paisagens deslumbrantes sobre o Zêzere e também em virtude da grande carga histórica e monumental que as suas aldeias encerram. De entre os visitantes ilustres, destaca-se Alfredo Keil que em 1890, estando hospedado na Estalagem dos Vales, ensaiaria com a então Sociedade Filarmónica Carrilense a primeira orquestração da marcha: "A Portuguesa", sendo por isso o Carril um dos berços do actual hino nacional de Portugal.

Entrega e Leitura do Foral de Dornas:


Conclusões:

Este monumento, em termos gerais, é mais um que não está bem conservado. Se calhar com um pouco do dinheiro, de algumas romarias que por lá abundam poder-se-ia ajudar a preservá-lo. Faltam-lhe alguns pináculos no telhado.
Temos belezas arquitectónicas, aliadas à paisagem, espectaculares em Portugal, mas é preciso tratá-las e poupá-las da intempérie.

Musicalmente, vamos ouvir a música “Scarecrow” (Espantalho !), do grupo britânico “Magna Carta”. É a sexta faixa (CD) do seu álbum “Seasons” de 1970.
O grupo Magna Carta foi originalmente formado em Londres, em 10 de Maio de 1969, por Chris Simpson (vocais e guitarra), Lyell Tranter (vocais e guitarra) e Glen Stuart (vocais). A banda é conhecida pelo seu estilo de baladas gentis e assuntos míticos. Embora nunca tenha sido uma banda pura de música “Folk” eles conseguiram construir a ponte e eliminar o intervalo entre o “Folk” e o “Folk Rock”. O trio tocou e gravou álbuns para a “Fontana Records” e para a “Vertigo Records”, tendo particular sucesso no álbum de 1970, “Seasons”, antes de Lyell Tranter regressar à Austrália, abandonando o grupo. Lyell é substituído por Davey Johnstone que gravou com o resto do grupo “Songs From Wasties Orchard” e “In Concert”, antes de sair do grupo para se juntar à banda de Elton John, onde penso, ainda hoje, tocar.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Jazz Standards (CXII)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

I Remember You (#116) - Música de Victor Schertzinger e Letra de Johnny Mercer
Esta colaboração entre Victor Schertzinger e Johnny Mercer teve lugar no filme de 1942, “The Fleet’s In”, com Dorothy Lamour, William Holden, a orquestra de Jimmy Dorsey e os cantores Helen O'Connell e Bob Eberly. A gravação de Dorsey, com Bob Eberly, como vocalista, subiu às tabelas de vendas.

Nº. 9  (1942) - Jimmy Dorsey e sua orquestra, com Bob Eberly;
Nº. 24 (1942) - Harry James e sua orquestra, com Helen Forrest.

O director Victor Schertzinger era um homem de múltiplos talentos, não só como mestre na música, mas também nas artes cinematográficas. Ele juntou-se com o letrista Johnny Mercer, para comporem as músicas e letras do filme  “The Fleet’s In”, que seria o último filme de Schertzinger. Os dois escreveram as canções "I Remember You", "Tangerine" e "Arthur Murray Taught Me Dancing In a Hurry ", e todos as três seriam grandes sucessos, com a banda de Jimmy Dorsey.

George Michael (Londres, Inglaterra, 25-06-1963 - 20xx)


Nat King Cole ((Nat)haniel "King" Adams Cole) (Montgomery, EUA, 17-03-1919 — Santa Monica, EUA, 15-02-1965)


Chet Baker (Yale, Oklahoma, EUA, 23-12-1929 – Amsterdão, Holanda, 13-05-1988) – Ao vivo, no "Nick's Jazz Cafe", Laren, na Holanda, a 30 de Novembro de 1978. O quarteto, com Chet Baker (trompete), Phil Markowitz (piano), Scott Lee (contrabaixo) e Jeff Brillinger (bateria)


Ella Fitzgerald (Newport News, EUA, 25-04-1917 — Beverly Hills, EUA, 15-06-1996)


Letra

Was it in Tahiti?
Were we on the Nile?
Long, long ago,
Say an hour or so
I recall that I saw your smile.
I remember you,
You're the one who made
My dreams come true
A few kisses ago.
I remember you,
You're the one who said
"I love you, too," I do.
Didn't you know?
I remember, too,
A distant bell,
And stars that fell like rain
Out of the blue.
When my life is through,
And the angels ask me to recall
The thrill of them all,
Then I shall tell them
I remember you.

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos)