A paixão nua e cega dos estios, Atravessou a minha vida como rios

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Paixão Nua, in “O Nome das Coisas”.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Edward William Elgar / Marcha Pompa e Circunstância Nº. 1 (I)

A música é para mim a linguagem universal, por excelência. Sem ela ser-me-ia difícil viver. Ela faz parte dos meus sentidos e da minha vivência. No outro meu Blogue publiquei algumas vezes sobre música clássica. O meu pai iniciou-me, era eu ainda criança, na sua audição. Por aqui, começarei a colocar a espaços, excertos de obras, reconhecidas mundialmente, e que fazem a alegria dos nossos ouvidos e, algumas vezes, da nossa vista.

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)


Sir Edward William Elgar - título: 1st Baronet, OM, GCVO, (Broadheath, Inglaterra, 02-06-1857 – 23-02-1934). Filho de um afinador de pianos, e rodeado de música e instrumentos musicais na loja do pai, na ”Worcester High Street”, o jovem Edward foi auto-didacta em música. No Verão levava, durante os seus passeios, música para estudar, adquirindo, por isso, uma forte ligação entre música e natureza.
A escola foi abandonada, aos 15 anos, tendo começado por trabalhar com um advogado local, mas após um ano enveredou pela carreira musical, ao aprender piano e violino. Aos 22 anos tornou-se chefe de banda no “Worcester and County Lunatic Asylum”, perto de Worcerter. Foi primeiro violino nos festivais de Worcester e Birmingham, e chegou a tocar a “6ª. Sinfonia” e o “Stabat Mater” de Antonin Dvorak, sob a direcção do próprio compositor. Isso agradou-lhe especialmente, e influenciou-o bastante o estilo de orquestração de Dvorak.

Elgar, foi um compositor inglês de música clássica. Entre as suas composições mais conhecidas estão trabalhos orquestrais como “Enigma Variations”, as “Pomp and Circumstance Marches”, concertos para violino e violoncelo, e duas sinfonias. Também compôs trabalhos corais, incluindo “The Dream of Gerontius”, música de câmara e canções. Foi nomeado “Master of the King's Musick”, em 1924.

Apesar de Elgar ser visto como um típico compositor inglês, a maioria das suas influências musicais tinham origem na Europa continental. Ele sentia-se um estrangeiro, não apenas numa perspectiva musical, mas socialmente. Nos círculos musicais dominados por académicos, ele era um compositor auto-didacta. Num Reino Unido protestante, o seu catolicismo era visto com alguma desconfiança, e num período vitoriano e eduardiano em que a sociedade estava dividida por classes, Elgar tinha plena consciência sobre as suas origens humildes, mesmo depois de ser reconhecido. Ainda assim, casou com a filha de um oficial do exército britânico. Ela inspirou-o tanto ao nível musical como social. Trabalhou para atingir o sucesso até aos seus quarenta anos quando, depois de uma série de trabalhos menos bem-sucedidos, o seu “Enigma Variations” (1899) tornou-se muito popular, tanto na Grã-Bretanha, como fora dela. No seguimento deste trabalho, compôs um trabalho coral, “The Dream of Gerontius” (1900), com base num texto católico que tinha causado algum desconforto no sistema anglicano, na Grã-Bretanha. No entanto, esta obra veio a tornar-se, e assim continua, parte do repertório coral deste país e não só. Os seus outros trabalhos corais religiosos também foram bem recebidos, mas sem o mesmo sucesso. A primeira das suas “Pomp and Circumstance Marches” (1901) é bem conhecida no mundo de língua inglesa e não só. Costuma ser hino da multuidão nos Concertos “Promenade”.

Aos cinquenta anos de idade, Elgar compôs uma sinfonia e um concerto para violino que alcançaram um enorme êxito. A segunda sinfonia e concerto para violoncelo não obtiveram um êxito imediato junto do público, e demoraram alguns anos até serem incluídos, com regularidade, no repertório das orquestras britânicas. A música de Elgar, nos seus últimos anos de vida, foi-se tornando cada vez mais apelativa junto das audiências britânicas. Após a sua morte, e durante alguns anos, a sua música passou despercebida. Apenas da década de 1960, ajudada por novas gravações dos seus trabalhos, é que a sua música voltou a ser tocada com regularidade. Alguns dos seus trabalhos, em anos mais recentes, passaram a ser tocados a um nível internacional, mas a sua música continua a fazer mais parte do reportório britânico do que em outros países.

Elgar tem sido descrito como o primeiro compositor a levar a sério as gravações com um gramofone em disco de vinil. Entre 1914 e 1925, realizou uma série de gravações acústicas dos seus trabalhos. A introdução do microfone em 1925, tornou as gravações sonoras mais exactas, e Elgar fez novos registos da maioria dos seus principais trabalhos para orquestra e excertos de “The Dream of Gerontius”.
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Marcha Pompa e Circunstância Nº. 1 em D maior ('Land of Hope and Glory') - Última noite dos concertos “Promenade” (Proms), em 2012. Orquestra e Coro Sinfónicos da BBC, dirigidos pelo maestro Jiří Bělohlávek

6 comentários:

  1. Para começar o fds em grande!!
    Aquele abraço e votos de bfds

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    1. Gostava muito de assistir a um concerto destes. Deve ser espectacular !
      Obrigado Pedro

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  2. Adoooooooooro!!!


    Beijos em Ti com pompa e circunstância
    (^^)

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    1. Estes concertos são empolgantes e os britânicos vibram com eles... eu também, e não tenho nada de britânico, com excepção da pontualidade !!!

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  3. Ah... esqueci-me de te dizer que já empatei 3x ali no jogo do galo!!
    heheheh

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Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.