A paixão nua e cega dos estios, Atravessou a minha vida como rios

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Paixão Nua, in “O Nome das Coisas”.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Lisboa (XI), a Sé

(In Wikipédia - O excerto foi adaptado por Ricardo Santos) e ainda (In http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx)

A Sé de Lisboa, inicialmente designada de Igreja de Santa Maria Maior, foi mandada construir em 1150 por D. Afonso Henriques, três anos depois de ter conquistado Lisboa aos Mouros.
A Sé de Lisboa foi construída no local de uma antiga mesquita, para o primeiro bispo de Lisboa, o cruzado inglês Gilbert de Hastings. Devastada por três terramotos no século XV, bem como pelo de 1755 - foram bastante inclementes para com a Matriz de Lisboa, dedicada a Santa Maria Maior, que sofreu danos e foi sendo renovada ao longo dos séculos.
Construída, ao que tudo indica, sobre a antiga mesquita muçulmana, o primeiro impulso edificador da Sé de Lisboa deu-se entre 1147, data da Reconquista da cidade, e os primeiros anos do século XIII, projecto em que se adoptou um esquema idêntico ao da Sé de Coimbra, com três naves, trifório (1) sobre as naves laterais, transepto saliente e cabeceira tripartida. Nos séculos seguintes deram-se as transformações mais marcantes, com a construção da Capela de Bartolomeu Joanes, do lado Norte da entrada principal, o claustro dionisino, que apesar da sua planta irregular se inclui na tipologia de claustros góticos portugueses e, especialmente, a nova cabeceira com deambulatório, mandada construir por D. Afonso IV para seu panteão familiar.
A Sé de hoje é uma mistura de estilos. O interior é de três naves com seis tramos (2), sendo a central coberta por abóbada de canhão e as laterais por abóbadas de aresta, com um falso trifório em grande parte do seu perímetro superior. O transepto é igualmente abobadado, coroado por rosáceas em ambos os topos. A cabeceira, substituída nos reinados de D. Afonso IV e D. João I, seria provavelmente formada por ousia (3) e dois absidíolas (4) semicirculares abobadados. No coração do templo, o cruzeiro era iluminado por uma torre-lanterna de vários andares, caída em 1755. A fachada, com as duas torres sineiras ameadas, bem como a esplêndida rosácea, mantém um sólido aspecto românico.

(1) trifório substantivo masculino
Galeria estreita, no interior de uma igreja, por cima das arquivoltas das naves laterais e que apresenta geralmente três aberturas entre cada vão.

(2) tramo substantivo masculino
1. Intervalo entre duas asnas.
2. Cada uma das partes em que se divide o tabuleiro de uma ponte metálica.
3. Ant. Peste.

(3) ousia ???

(4) absidíolas  substantivo feminino plural
Capelas pequenas ou absides secundárias que rodeiam a abside principal de uma igreja.

Musicalmente, o pequeno vídeo e as minhas fotografias vão ser acompanhados por um artista português. Jorge Manuel de Abreu Palma (Lisboa, 04-06-1950) é um compositor e cantor português. Aos seis anos, e ao mesmo tempo que aprendia a ler e a escrever, iniciou os seus estudos de piano. Foi no Conservatório Nacional a sua primeira audição, aos oito anos, numa altura em que era aluno de Maria Fernanda Chichorro. Venceu o segundo prémio do Concurso Internacional de Piano, integrado no Festival das Juventudes Musicais, em Palma de Maiorca, em 1963, com uma menção honrosa do Júri. Nos seus estudos cruzou-se com o Liceu Camões e um Colégio Interno, nas Mouriscas, perto de Abrantes. Durante a adolescência e a par da formação erudita, começa a interessar-se pelo “rock & roll”, e, de um modo geral, pela música popular americana e inglesa. É por esta altura que descobre a guitarra. Bob Dylan, Led Zeppelin e Lou Reed são algumas das suas influências.
14 Álbuns, 9 Colectâneas, 1 DVD, entre outros.

10 comentários:

  1. Não conhecia a Sé Catedral de Lisboa, Ricardo! As tuas fotos acompanhadas pela voz de Jorge Palma, foram uma excelente visita guiada, que adorei! O aspecto exterior parece-me um pouco degradado, mas o interior é belíssimo.
    O teu texto complementou toda a informação necessária. Excelente trabalho. Parabéns!

    Um abraço.

    Janita

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    1. A Sé está um pouco estragada sim, principalmente exteriormente. Se te lembras o Rui publicou a foto de uma das fachadas com o relógio de Sol. Aqui no Youtube não ficaram muito boas as fotos, porque tive de fazer o video em WMMaker e depois o carregá-las e duas passagens (WMM e Youtube) perde-se muita qualidade.
      O texto é o que está na Wikipedia e muita vezes tenho de os compôr porque vêm pessimamente mal escritos. Mas gosto de fazer esse trabalho, gosto da minha Língua. A única coisa que acrescentei ao texto foram os significados daqueles termos menos comuns, até que um deles nem o encontrei. Ou está mal escrito ou ...???
      Janita obrigado pela tua simpática visita.

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  2. Posso subscrever o comentário da Janita?
    Onde é que eu assino??
    Aquele abraço!!

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    1. E eu subscrevo o que escrevi à Janita como resposta ao comentário dela.
      Obrigado Pedro por me teres visitado uma vez mais.

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  3. Conheco a Se. Muito bonita. O post tb.
    : )

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    1. Olha não tenho visto cozinhados teus, no teu Blogue. Estás de dieta ? :)
      A Sé é linda sim. Um pouco estragada, mas não deixa de ser muito bonita.
      Obrigado Catarina

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    2. Mesmo em dieta se come!!! Mas estou a pensar, sim...

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    3. A julgar pela tua foto, é melhores fazeres dieta. Não te chega uma cadeira ??!! :)))

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  4. Muito bonito! Também gosto muito de ouvir o Jorge de Palma.

    Beijinhos lisboetas...

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    1. É muito bonita a Sé sim. Velhinha mas bonita !
      O Palma é um "must" na MPP.
      Obrigado Graça

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Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.