Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

domingo, 18 de novembro de 2012

O Porto de novo...

Portugal não é somente Lisboa, obviamente. E o Porto, é na realidade uma das cidades mais bonitas de Portugal !        
              
              
Obrigado Afrodite.

5MJZ (XXXVI) - Chet Baker

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos; e ainda In Duarte, José, História do Jazz, 2ª. Edição, Editora Sextante, Novembro de 2009)         
             
Se Luís Villas-Boas é considerado o pai do Jazz em Portugal, José Duarte é também uma figura proeminente e importante na divulgação deste género musical no nosso País.
Estamos a passar, com o auxílio do “Youtube”, como é habitual, algumas das músicas, consideradas obrigatórias pelo José Duarte e constantes numa edição de três CD’s sobre o programa “Cinco Minutos de Jazz”, começado na década de 60 (1966), no “Rádio Renascença”, depois na Rádio Comercial e mais tarde na Antena 1, onde ainda hoje e há mais de 40 anos se divulga o improviso na rádio do nosso país.     
               
Terminam hoje, os artigos musicais sobre os “5 Minutos de Jazz”, uma tripla edição de CD’s sobre algumas composições essenciais, na opinião do José Duarte, para serem ouvidas por nós. Espero que vos tenha agradado, a mim agradou-me, E que, de alguma maneira, muita dela tenha ficado no vosso ouvido. Como costumo dizer, é preciso sair da rotina e do trivial que nos dá a nossa rádio, na generalidade com qualidade musical sofrível.
Quero agradecer, obviamente, ao José Duarte que ao longos destes anos nos tem trazido, muito do que se faz de muito bom, em apenas 5 minutos. Obrigado pela de bons momentos de “Jazz” na nossa rádio e continua !!!              
                   
Chesney Henry “Chet” Baker Jr. (Yale, Oklahoma, EUA, 23-12-1929 – Amsterdão, Holanda, 13-05-1988) – Foi um trompetista cantor de Jazz. Criado até aos dez anos de idade, numa fazenda de Oklahoma, a família partiu para Los Angeles, no final dos anos 1930, quando começou a estudar teoria musical. Chet Baker sempre foi influenciado pelo seu pai, guitarrista, de quem herdou a paixão pela música e de quem ganhou, aos 10 anos de idade, um trombone. Amante do Jazz, não tardou em conquistar o sucesso, sendo apontado, como um dos melhores trompetistas do género, logo após a saída do seu primeiro disco.
Ainda bem jovem, passou a integrar grupos de renome da música americana da época. Os seus primeiros trabalhos foram com a “Vido Musso's Band” e com Stan Getz (saxofone), porém Chet só conheceu o sucesso depois do convite de Charlie Parker (Bird) (saxofone), em 1951, para uma série de apresentações na Costa Oeste dos Estados Unidos. Em 1952 entrou para a banda de Gerry Mulligan (saxofone), alcançando grande notoriedade com a primeira versão de “My Funny Valentine”. Entretanto, em virtude dos problemas de Gerry com as drogas, o quarteto acabou tendo uma vida curta, menos de um ano. O talento de Chet logo o transformaria num ídolo, por toda a América e pela Europa.
Especialistas dividem a vasta obra do músico em duas etapas: a fase “Cool”, do incio da sua carreira, mais ligada ao virtuosismo jazzístico, e a outra, a partir de 1957, quando a sensibilidade na interpretação torna-se ainda mais evidente.   
           
Polka Dots And Moonbeams", é um “standard de jazz”, com música de Jimmy Van Heusen e letra de Johnny Burke, publicado em 1940 (*). Foi o primeiro sucesso de Frank Sinatra que gravou com a de “Tommy Dorsey Orchestra”. A canção é uma das 100, dos “standard de jazz”, gravadas com mais frequência, com arranjos de Gil Evans (piano) entre outros, e gravações notáveis por Wes Montgomery (guitarra), Lester Young (saxofone), Sarah Vaughan (vocal) e muitos outros.
Talvez um dos temas mais conhecidos de Chet. Aqui a formação são: Chet Baker (trompete), Al Haig (piano), Paul Chambers (contrabaixo) e Philly Joe Jones (bateria). Do álbum, com o mesmo nome, de 1967.        
              
(*) 1940 – Charlie Parker integra a orquestra de Jay McShann e grava pela primeira vez; Charlie Chaplin realiza o filme “O Grande Ditador”; Trotsky é assassinado no México e as “meias de vidro” são postas pela primeira vez à venda, nos Estados Unidos.       
              

Vale e Azevedo volta a casa...

Jazz Standards (LXXIX)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)        
                
(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)        
             
Darn That Dream (#70) - Música de Jimmy Van Heusen e Letra de Eddie De Lange
"Darn That Dream" foi apresentado pela primeira vez no musical da Broadway, “Swingin 'Dream”, que estreou em 29 de Novembro de 1939, no Teatro Center. O espectáculo encerrou pouco depois, em 9 de Dezembro, depois de apenas 13 actuações. Entre aqueles que cantaram "Darn That Dream" na produção estavam Louis Armstrong, Maxine Sullivan (como Tatiana, a “Queen of Pixies”), Bill Bailey, Dorothy Dandridge, Vivian Dandridge, e Etta Jones. Nota: Etta Jones das Irmãs Dandridge, nascida em 1919, não deve ser confundida com Etta Jones a vocalista de Jazz/Blues, nascida em 1928.
A curto prazo percebeu-se que o espectáculo foi uma decepção para todos os envolvidos, especialmente para os investidores que perderam quase $100.000 dolares, uma das maiores perdas da época. Para Benny Goodman, no entanto, foi um êxito brilhante. No final de janeiro "Darn That Dream", com o vocalista Mildred Bailey, tornou-se o seu primeiro de três sucessos de topo, nas tabelas “Pop” de 1940. "Darn That Dream" atingiu mais duas vezes as tabelas nesse ano,
Benny Goodman & His Orchestra (1940, Mildred Bailey, vocal, Nº. 1)
Azul Barron & His Orchestra (1940, Russ Carlyle, vocal, Nº. 14)
Tommy Dorsey & His Orchestra (1940, Anita Boyer, vocal, Nº. 16)       
               
Dexter Gordon (Los Angeles, Califórnia, EUA, 27-02-1923 - New York, EUA, 25-04-1990) – Do álbum “One Flight Up” de 1964, para a etiqueta “Blue Note”. Com Dexter Gordon (saxophone tenor), Donald Byrd (trompete), Kenny Drew (piano) Niels-Henning Orsted Pedersen (contrabaixo) e Art Taylor (bateria).      
                  
              
                 
Chet Baker (Yale, Oklahoma, EUA, 23-12-1929 – Amsterdão, Holanda, 13-05-1988) – Do álbum “Chet Baker - Rendez-Vous” de 1979, para a etiqueta “Bingow”. Com Chet Baker (trompete), Henry Florens (piano), Jean-Paul Florens (guitarra), Jim Richardson (contrabaixo) e Tony Mann (bateria).              
                 
               
                  
Jane Monheit (Oakdale, Long Island, EUA, 03-11-1977 - 20xx) & Nate Lombardi (?)      
                 
              
                  
Bill Evans (Plainfield, EUA, 16-08-1929 — New York, EUA, 15-09-1980) & Jim Hall (Buffalo, New York, EUA, 04-12-1930 - 20xx) – Do álbum “Undercorrent” de 1962, para a etiqueta “Blue Note”, Com Bill Evans (piano) e Jim Hall (guitarra).            
                 
     
           
Letra      
            
Darn that dream
I dream each night
You say you love me and hold me tight
But when I awake and you're out of sight
Oh, darn that dream
Darn your lips and darn your eyes
They lift me high above the moonlit sky
Then I tumble out of paradise
Oh, darn that dream
Darn that one track mind of mine
It can't understand that you don't care
Just to change the mood I'm in
I'd welcome a nice old nightmare
Darn that dream
And bless it too
Without that dream I never have you
But it haunts me and it won't come true
Oh, darn that dream             
              
Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos)

Alguma “velha” publicidade televisiva (XX)

Lembro-me quando apareceu e a minha Mãe começar a usá-lo.      
                

Mais 10 cêntimos - Interacção Humorística (LXXXIV)

Anedotas do Herman