Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

domingo, 13 de dezembro de 2020

Beatles (6)

Foram aqueles que, para além do seu talento, tiveram a sorte comercial do lado deles, mas também Brian Epstein como patrão do grupo que os acompanhou até à sua morte, e ainda George Martin como produtor de muitos dos seus discos e êxitos.

Que sorte temos/tivemos de os poder escutar e se calhar, quando do seu aparecimento. Tudo se modificou em termos populares musicais. Os Beatles foram/são/serão, inquestionavelmente, a banda que mais foi/é/será falada na história da música “pop”. Uma homenagem aqui a dois deles já desaparecidos.. Ao John Lennon e ao George Harrison, um agradecimento dos muitos trechos musicais que escreveram para todos nós e que nos ajudaram nos momentos bons e maus, das nossas vidas.

Aqui, periodicamente, trarei duas músicas, algumas menos conhecidas. Serão à roda de 20 êxitos que aqui exibirei, mas muitas delas, não vão ser aquelas que foram Nº. 1, a nível dos “Tops” mundiais, e que constam de um CD, editado em Portugal para a etiqueta “EMI Records Ltd.” em 2000. A escolha irá ser a minha. Os que são “amantes” deste grupo vão conhecê-las todas de certeza, os que são/foram meros ouvintes do grupo, acredito que hajam algumas que não conheçam.

Canção: Ask Me Why

Autor: John Lennon

Álbum: Please, Please Me

Ano: 1962

Originalmente lançada no Reino Unido como lado B do single "Please Please Me" . Também foi incluída no primeiro álbum britânico deles, “Please Please Me”. Atribuída à dupla John Lennon & Paul McCartney, apesar de Paul ter dito que a composição foi basicamente escrita por John Lennon

   

Ask Me Why (John Lennon)

I love you, cause you tell me things I want to know.

And it’s true that it really only goes to show,

That I know,

That i, i, i, I should never, never, never be blue.

Now you’re mine, my happiness still makes me cry.

And in time, you’ll understand the reason why,

If I cry,

It’s not because I’m sad, but you’re the only love that I’ve ever had.

I can’t believe it’s happened to me

I can’t conceive of any more misery.

Ask me why, I’ll say I love you,

And I’m always thinking of you.

I love you, cause you tell me things I want to know.

And it’s true that it really only goes to show,

That I know,

That i, i, i, I should never, never, never be blue.

Ask me why, I’ll say I love you,

And I’m always thinking of you.

I can’t believe it’s happened to me.

I can’t conceive of any more misery.

Ask me why, I’ll say I love you,

And I’m always thinking of you.


Canção: You Never Give Me Your Money (versão longa)

Autor: Paul McCartney

Álbum: Abbey Road

Ano: 1969

Há quem identifique quatro músicas dentro de uma, em "You Never Give me Your Money":

A primeira que se inicia com "You never give me your money, you only give me your funny paper... " falaria das dificuldades passadas por Paul com a administração da Apple (o caso "Allen Klein/ Eastman"). Paul canta de modo clássico;

A segunda com início no verso "Out of college money spent, see no future pay no rent...", sem ligação com o verso anterior, fala da falta de dinheiro e de um "sentimento mágico". Paul passa a cantar em tom mais forte e elevado;

A terceira, com início em "One sweet dream...". Paul volta a modificar o seu modo de cantar; e…

… a última, é cantada em coro o refrão:"One, two, three,....all good children go to heaven". Todas as partes são harmoniosas, mas bem distintas.


   

You Never Give Me Your Money (Paul McCartney)

You never give me your money

Your only give me your funny paper

And in the middle of negotiations you break down

I never give you my number

I only give you my situation

And in the middle of investigation I break down.

Out of college money spent

See no future pay no rent.

All the money's gone, nowhere to go.

Any Jobber got the sack,

Monday morning turning back.

Yellow lorry slow, nowhere to go.

But oh - that magic feeling nowhere to go.

One sweet dream

Pick up the bags and get in the limousine.

Soon we'll be away from here.

Step on the gas and wipe that tear away,

One sweet dream came true today, came true today.

One, two, three, four, five, six, seven,

All good children go to heaven.

sábado, 12 de dezembro de 2020

Faz Hoje Anos (78) – Frank Sinatra

Faz hoje 105 anos... Parabéns !!!

Frank Sinatra (12-12-1915 – 14-05-1998), “My Way” é talvez a sua canção mais emblemática e que por sinal, eu nem sequer gosto muito 😊 ! Excelente intérprete, Sinatra trouxe as suas composições que foram, são e serão cantadas por gerações. Obrigado Frank !!!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Eyes Thru Glass (54) – Tomar (2/3)

Aqui neste blogue e no “Eyes thru Glass“ mostro aquilo que os meus olhos vêem, através da objectiva.

Aqui ficarão somente as fotos, sem texto ficcional e sem música, apenas uma breve introdução, onde são tiradas e quando, e eventualmente alguma especificação técnica.

Em Dezembro de 2018, andei a tirar umas fotos na cidade dos Templários, a maravilhosa cidade de Tomar, e também nos arredores. Esta é a segunda mostra de três.


Igreja Santa Maria dos Olivais 







Barragem Castelo do Bode





Mata Nacional Sete Montes







terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Charada 7.º Arte – Billy Wilder (2)

Fotos e nomes correctos: Marilyn Monroe e Jack Lemmon

1- Clara (Marilyn Monroe e Jack Lemmon em “Some Like it Hot”)

2- Janita (Marilyn Monroe em "O Pecado Mora ao Lado" e Jack Lemmon em "O Apartamento"

3- Gabriela (Marilyn Monroe e Jack Lemmon em “Quanto Mais Quente Melhor”)

4- Luísa (Marilyn Monroe e Jack Lemmon em “Quanto Mais Quente Melhor”)

5- A Teresa (Ematejoca) certamente que acertou, embora não tenha recebido mail seu, visto que continua com o problema no seu endereço postal

6- Catarina (Marilyn Monroe e Jack Lemmon em “Some Like it Hot”)

7- Manuela (Marilyn Monroe e Jack Lemmon em “Quanto Mais Quente Melhor”)

8- Lis (Marilyn Monroe em “Quanto Mais Quente Melhor” e Jack Lemmon em “Se Meu Apartamento Falasse”)

9- Pedro Coimbra (Marilyn Monroe e Jack Lemmon em “Some Like it Hot”)

10- Cantinho (Marilyn Monroe e Jack Lemmon em “Quanto Mais Quente Melhor”)

11- Ana Freire (Marilyn Monroe e Jack Lemmon em “Quanto Mais Quente Melhor”)

12- Boop (Marilyn Monroe e Jack Lemmon em “Quanto Mais Quente Melhor”)

Muito Obrigado a Todos Vós pela participação e pelos acertos, que todos conseguiram. A ideia não é ser difícil, mas sim despertar as pessoas a verem bom cinema. Abraço !!!

Próximo realizador, o norte-americano Sidney Lumet, que anunciarei na Newsletter a data de publicação.

domingo, 6 de dezembro de 2020

Charada 7.ª Arte – Billy Wilder

Realizador Billy Wilder

Charada com comentários NÃO moderados. Por favor, não coloquem aqui a solução, enviem-na para o meu email: ricardosantos1953@gmail.com

O que têm de fazer:

Em baixo, descobrirem e dizerem-me (mail), ambos os nomes da actriz e do actor e em que filme (pelo menos um!) no qual tenham participado. Não é obrigatório que tenham participado no mesmo filme, mas os filmes têm de ser do realizador em questão.

Ajudas: O número de letras do nome a encontrar, e uma foto um pouco alterada.

Somente aceitarei os nomes correctos com as fotos.

Têm 48 horas para "matar a charada" e três palpites por actriz e outros três por actor.

Depois de amanhã, dia 8, pelas 20:00 publico a solução, bem como os seus participantes.

Actriz, duas palavras (13 letras):

_ _ _ _ _ _ _   _ _ _ _ _ _

Actor, duas palavras (10 letras):

_ _ _ _    _ _ _ _ _ _




 


 


Obrigado

sábado, 5 de dezembro de 2020

7.ª Arte - Billy Wilder

Breves palavras sobre o que é para mim, o Cinema.

Durante os anos da minha juventude houve algo que me despertou o interesse e fez com que a minha ligação com os audiovisuais se tornasse, desde então, preponderante na minha vida. Esse algo foi o Cinema. A chamada 7.ª arte (arte da imagem) que quando dado o nome e na minha modesta opinião, ela reflectia somente a realidade do cinema mudo, por isso “arte da imagem”. Posteriormente a 7.ª arte tornou-se em algo muito mais complexo. A obra/filme tornou-se num conjunto de várias e ricas variáveis: a imagem, o texto, a cenografia, o som, o guarda-roupa, a interpretação, etc.. Tudo isso conglomerado e orientado de alguma maneira, por uma pessoa na arte de dirigir, o realizador.

Um bom filme, é como uma boa música ou um bom livro, é algo que deve ser visto mais que uma vez, para que nos apercebamos de coisas que numa só, é impossível. Um amante de cinema vê um filme duas, três vezes, para que nele possa visualizar todas essas variáveis de que falei anteriormente.

Vão passar por aqui alguns realizadores que fizeram e fazem parte do meu imaginário de cinéfilo. Nessa época, quando frequentei as salas de cinema em Lisboa, as filmografias de eleição eram: a italiana, a francesa, a alemã, a sueca, a espanhola, a nipónica, a americana. Mas passarão também, e obviamente, realizadores brasileiros e portugueses

Esta nova publicação intitulada 7.ª Arte, será muito de uma pequena mostra do que se via cinematograficamente em Lisboa, nos finais da década de 60 e 70, mas não só, porque teremos filmes muito mais actuais !!!

Tal qual, como todos vós, me reconhecem como um melómano amador, eu também sou um cinéfilo amador. O que vou trazer aqui foram/são obras que gostei/gosto e vi/revejo, e as minhas escolhas são apenas opiniões e gostos, livres de qualquer pretensiosismo !!!

No nome do realizador (se estrangeiro) e na maioria dos títulos dos filmes existem “links” para a Wikipedia (versão inglesa), por ser a plataforma mais abrangente e mais completa. Se pretenderem, na coluna esquerda dessas mesmas páginas, em baixo, tem normalmente, a escolha da tradução para a língua portuguesa

Do cinema norte-americano e nascido na Áustria, trago-vos Billy Wilder (22-06-1906 – 27-03-2002), realizador com 29 películas e uns quantos galardões. Dele escolhi 5 filmes que vi, embora penso que tenha visto mais dois ou três.

(1950) Sunset BoulevardCrespúsculo dos Deuses

(1959) Some Like It HotQuanto mais Quente Melhor

(1963) Irma La Douce

(1964) Kiss me, StupidBeija-me, Idiota

(1978) FedoraO Segredo de Fedora

(1994) Entrevista com Billy Wilder

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Paolo Fresu – Groups & Soloists of Jazz (11)

Paolo Fresu (10-02-1961)

Este extraordinário trompetista e música italiano, volta ao nosso convívio…

No Potho Reposare, Palavras de Paolo Fresu….

Quando vi o vídeo dos amigos de Ladin, fiquei empolgado como nunca tinha acontecido, nestes longos meses. Porque a covid-19 tudo nos negou. Espaço, contacto com a natureza, música colectiva, loucura, sonhos, sociabilidade, felicidade, orgulho, linguagem, dignidade, pertença, etc...

Os trajes tradicionais iluminados pelos rostos de crianças e adultos dizem-nos quanto a nossa diversidade é a oportunidade mais extraordinária para construir o futuro. Uma dissimilaridade que se torna riqueza e que pode construir uma ponte também através da música, entre Trentino e a Sardenha, através de uma incrível e bela Itália. Viva a música e vivam as bandas, sem as quais nossas vidas seriam mais pobres.


Almeno Tu Nell'Universo, Paolo Fresu Quintet with Banda Musicale "Bernardo De Muro"

Passalento

Mare Nostrum