Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

domingo, 25 de junho de 2017

Solução: A música é ?... (6)

Vencedores: Luísa, Afrodite, Rui, Elvira, Manuela, Gabriela, Graça, Catarina e Teresa
Participantes: Janita, Papoila e Lis

No Combóio Descendente

O poema (13-11-1926) é de um dos nossos mestres escritores, Fernando Pessoa, e encontra-se, entre outros, “In Poesia 1918-1930, para a Assírio e Alvim, edições Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2005.”







Letra:                                

No combóio descendente
Vinha tudo a gargalhada
Uns por verem rir os outros
E os outros sem ser por nada

No combóio descendente
De Queluz à Cruz-Quebrada

No combóio descendente
Vinham todos à janela
Uns calados para os outros
E os outros sem dar-lhes trela

No combóio descendente
Da Cruz-Quebrada a Palmela

No combóio descendente
Mas que grande reinação
Uns dormindo outros com sono
E os outros nem sim nem não

No combóio descendente
De Palmela a Portimão

22 comentários:

  1. Quem diria?
    Cheguei a andar pelas canções do Zeca e em outras pesquisas, até usando a frase 'e outros sem dar-lhes trela', mas tudo se conjugou para me desviar do rumo certo. :(
    Espero ter mais sorte da próxima vez.
    Obrigada, Ricardo.

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    1. Tu tens sempre acertado nestes desafios !
      Obrigado Janita pela participação

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  2. Na última fase da minha pesquisa, encontrei um post da Graça de “opicosderoseirabrava” datado de 10 de Janeiro de 2014 onde lá está o poema e o Zeca Afonso. Por isso foi a correr ao seu blogue incentivá-la a participar, prometendo-lhe que não tinha que pesquisar, sabendo já como a nossa amiga não gosta de fazer pesquisas. : ))

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    1. Encontraste então o poema e o Zeca no Blogue da Graça !?
      Obrigado Catarina

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  3. Levei um pouco a perceber que o poema não era autêntico. Mas d repente lembrei-me do Zeca e da verdadeira música. Um acaso que desafios de música são o meu calcanhar de Aquiles.
    Abraço

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    1. Nos meus desafios com as músicas em português os poemas nunca são autênticos. O texto é sempre diferente do verdadeiro. Costumo deixar uma ou duas únicas frases para se poder pesquisar no Google. A frase "E alguns sem dar-lhes trela" se fosse colocada no Google versão portuguesa, daria de imediato a composição pretendida !
      Obrigado Elvira

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  4. Estes 3 versos levaram-me lá ! :)

    "Narizes junto à janela
    Uns e outros caladinhos
    E alguns sem dar-lhes trela"

    ... mesmo assim, mais difícil que os anteriores !
    Por acaso, não me lembrava da letra !

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    1. Exacto Rui, a frase "E alguns sem dar-lhes trela" levava-te à canção.
      Mais difícil, creio, vai ser o próximo. Vamos diversificar o idioma !
      Obrigado Rui e Abraço

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  5. Caro coetâneo Ricardo Santos.
    Embora soubesse previamente do desafio musical, graças a tua gentileza de enviar-me uma correspondência eletrônica, por motivos alheios a minha vontade somente agora acessei teu blog.
    Ao menos deixo registrado minha presença.
    Acabei de sair da Escolinha do Professor Rui da Bica, porque suponho que depois de quase ficar com os miolos calcinados não terei a nota zero.
    Espero que não me deixes de castigo no milho.
    Caloroso abraço. Saudações justificadas.
    Até breve...
    João Paulo de Oliveira
    Um ser vivente em busca do conhecimento e do bem viver, sem véus,sem ranços, com muita imaginação, autenticidade e gozo.

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  6. Todos:
    Quero agradecer-vos e o próximo desafio será em 14 de Julho. Até lá vão aparecer 3 publicações novas. Uma escrita por mim e que começa a ser publicada amanhã, dia 26 pelas 20:00 e da qual já vos falei por mail. As outras duas são música, como é óbvio. A primeira estreia dia 2 e é sobre um dos grupos que mais gostei de ouvir em toda a minha vida, os "Moody Blues"; a segunda será sobre um compositor italiano e que faz banda sonora de filmes. Esteve aqui no dia 18. Falo-vos de Ennio Morricone.
    Em ambos os casos irão passar aqui no "Pacto" músicas célebres dos Moody Blues e de Ennio Morricone.

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  7. Nunca lá chegaria!
    Não conheço.
    Beijinhos e parabéns aos vencedores.

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    1. Papoila, não conhecias esta música. Foi/É de um celebérrimo álbum do Zeca Afonso, "Eu Vou Ser como a Toupeira" de 1972, e cito a Wikipédia "...Neste disco, José Afonso canta letras de António Quadros (pintor) e Fernando Pessoa. Interpreta também a canção "A morte saiu à rua", dedicada ao escultor Dias Coelho, assassinado pela PIDE...."
      Obrigado Papoila

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  8. OI Ricardo
    Muito dificil pra mim _dessa vez nao consegui,
    Vamos apostar na proxima, achei que suas dicas estavam muito distantes da raiz da canção rs
    Boa semana,
    Abraços

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  9. Só hoje é que vi :(
    Aquele abraço, boa semana

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  10. Estava quase a dormir, quando me lembrei que tinha este disco algures.
    Não o encontrei 🤔, mas mandei-te um @mail logo a seguir.

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    1. Eu vi e também tenho o vinil deste disco do Zeca Afonso.
      Obrigado Teresa

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  11. E só hoje (pelos vistos, no dia em que vai para o ar um novo desafio) é que calhou passar pela reedição do Desafio (6).
    Estive a ouvir, para além da versão original, as outras duas propostas. A versão da Cristina Branco é uma delícia... já a dos Rádio Macau, muito pelo contrário, não me caiu bem no ouvido! Parece que pegaram na música e fizeram deboche dela.

    Logo às 20:00 cá estarei
    Beijinhos prometidos
    (^^)

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    1. A versão da Cristina Branco é excelente sim, por isso a escolhi. Mas também trouxe os Rádio Macau, mesmo para vos dar versões e estilos diferentes. É aquilo que gosto de fazer !
      Obrigado Afrodite

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Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.