A paixão nua e cega dos estios, Atravessou a minha vida como rios

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Paixão Nua, in “O Nome das Coisas”.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Pat Metheny Group – Para quem quiser ouvir (I)

(In Wikipédia ou http://www.patmetheny.com - Os excertos das biografias foram adaptados e traduzidos, o resto dos textos são da minha autoria – Ricardo Santos)

O “jazz fusão”, “jazz rock” ou simplesmente “fusão” é um género musical que se desenvolveu nos finais de 1960, de uma mistura de elementos de jazz, tal como o seu foco na improvisação com os ritmos e tons de “funk” e “R&B”, instrumentos eléctricos altamente amplificados e efeitos electrónicos de “rock”. Enquanto o termo “jazz rock” é muitas vezes utilizado como um sinónimo de “jazz fusão”, ele também se refere à música executada nos finais de 1960 e na época de 1970 das bandas rock, quando eles adicionaram elementos de jazz à sua música, como uma forma livre de improvisação.
Depois de uma década de desenvolvimento durante os anos 70, a “fusão” expandiu-se nas capacidades de improvisação e nas tentativas experimentais durante os anos 80 e 90.
Álbuns de “fusão”, mesmo aqueles que são feitos pelo mesmo grupo ou artista, podem incluir uma variedade de estilos. Diferentemente de serem um estilo musical codificado, a “fusão” pode ser vista como uma música tradicional ou aproximação a ela.
Alguma música de “rock progressivo” é também etiquetada por “fusão”. A música de fusão é tipicamente instrumental, muitas vezes com complexas assinaturas temporais, métricas e padrões rítmicos, e também extensas faixas, com improvisações longas. Muitos proeminentes músicos de fusão são reconhecidos, como tendo um alto nível de virtuosismo, combinado com composições complexas e música improvisada complexas ou de um amalgamado de métricas.

A música de PMG, algumas vezes de “jazz fusão” ou “fusão”, que irá passar por aqui contem na maioria das vezes um tema que a inicia e que, de seguida, dá origem aos espaços improvisados de melodias complexas, com Pat Metheny (guitarra e guitarra sintetizada) e os outros músicos. Para terminar, ela retorna ao tema principal para os momentos finais da composição.
As interpretações textuais de algumas músicas são minhas. Como um livro, a música também pode tentar ter uma interpretação, baseada no seu título, porque não ?

OFFRAMP

“Offramp”, é o terceiro álbum de Pat Metheny premiado com um “Grammy” para a “Melhor Actuação de Jazz de Fusão” e é a primeira vez que Pat utiliza a guitarra sintetizada.
Foi gravado em Outubro de 1981. Músicas escolhidas, a faixas nº. 2 “Are You Going With Me ?” de 8’ 51” e a nº. 6 “James” de 6’ 45”.

Formação:

Pat Metheny (guitarra, guitarra sintetizada, synclavier guitarra);
Lyle Mays (Piano, sintetizador, harpa-auto, órgão e piano sintetizado);
Steve Rodby (baixos acústico e eléctrico);
Dan Gottlieb (bateria); e
Nana Vasconcelos (percussão, voz e berimbau).

Produção de Manfred Eicher, para a ECM Records, em 1982.

A versão de “Are You Going With Me ?” é uma das versões existentes no Youtube que não contem os músicos que gravaram este álbum. É, para mim, uma das músicas marcantes e impressionantes do grupo, até agora compostas. Existe uma excelente versão sonorizada/cantada pela grande artista polaca, Anna Maria Jopek.
Se eu quisesse dar uma interpretação textual a esta composição diria: …alguém que se esforça a dizer a outra: “…porque motivo não vens comigo e me ajudas com as tuas palavras e a tua companhia ??!!“. A conversa, praticamente monólogo, é quase um choro e prolonga-se até ao fim da música.

00:01 – Tema, que se vai-se sempre ouvindo em fundo;
02:07 – Orgão com som de melódica (Lyle Mays);
03:44 – Guitarra (Pat Metheny), um solo em crescendo. O tema ouve-se sempre em fundo musical, onde a guitarra baixo ouve-se mais notoriamente. O longo solo termina em distorção.

Are You Going With Me ?


Uma música calma com o normal do jazz, tema, um conjunto de solos (Pat Metheny e Lyle Mays) e novamente o tema.

James

16 comentários:


  1. E eu digo PRESENTE!

    Conhecia o tema «Are you going with me», mas precisamente a versão que tem a voz de Anna Marie Jopek.
    Conheci esta cantora polaca em meados de 2012, absolutamente por acaso, e fiquei rendida à sensualidade da sua voz no tema «Samej Cię Nie Zostawię».

    Quanto ao tema «James» não conhecia mas gostei! É mais melodiosa... e por isso mais "a minha praia"! :))

    Parabéns, começaste muito bem!
    Fico a aguardar os próximos posts com temas do P.M., em especial as baladas que me enchem as medidas!

    Beijinhos melodiosos
    (^^)

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    1. Excelente esse tema "Samej Cię nie zostawię" da lindíssima polaca.
      Não vão haver assim tanto baladas. Essas todos nós gostamos !

      Vamos ouvir música mais trabalhada e alguma que indico as entradas de instrumentos para que possam seguir.

      No entanto, passa tudo pela vontade de ouvir. É como ler um livro desconhecido ou conhecer uma pessoa nova, um colega de trabalho. Há sempre uma percentagem de que possamos não vir a gostar, do livro, ou do colega. No entanto, e para quem é mais perspicaz e não se fica pelas aparências, a nossa vontade de... leva-nos a sermos mais profundo na nossa apreciação, e lermos o livro ou começarmos a conversar com o nosso novo colega para o percebermos os seus gostos, etc...

      É tudo uma questão de querermos sair da nossa área de conforto !

      Obrigado pela tua apreciação Afrodite

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  2. Claro que quero ouvir, Ricardo!
    Com as tuas explicações sobre o instrumento que ouvimos aos minutos X&Y , será mais fácil aprender a apreciar a música jazz...
    Muito bom!!
    E agora vou ouvir. Se este é o primeiro, quer dizer que vem aí mais Pat Metheny. Venha ele!

    :)

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    1. Ainda estou a ouvir o segundo tema e digo-te, sem sombra de dúvidas, que prefiro o primeiro, de longe!
      Curiosamente, a parte que menos gostei foi o solo de P.M.
      Vou interromper a audição de James, não me diz nada. A sério!

      Obrigada, Ricardo!

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    2. Janita ainda bem que semi-gostaste. Já não foi mau !

      A música "James" foi lhe dado o nome do grande músico e compositor da "Pop" James Taylor de quem o Pat Metheny foi ouvinte atento. ... "He is also a fan of several pop music artists, especially singer/songwriters including James Taylor (after whom he named the song "James" on Offramp)" in https://en.wikipedia.org/wiki/Pat_Metheny#Influences capítulo das Influências.

      Obrigado

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  3. Não conhecia nenhum dos temas. Gosto de ouvir. :)

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    1. Pois Luísa vai aparecendo por aqui. Vais ouvir música muito agradável e tonalidades e sons muito diferentes do habitual que passa nas nossas rádios ou que estamos habituados a ouvir.

      Obrigado

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  4. Gostei, em especial da segunda.
    Vou ouvi-la mais uma vez e depois tenho mesmo de ir dormir.
    um beijinho, obrigada e boa noite

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    1. Gabriela espero que a música te tenha dado um sono descansado, sem sobressaltos ! :)

      Obrigado

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    1. E o meu, ò se faz !!! :)

      Obrigado e abraço Pedro

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  6. Confesso que não gostei muito da primeira, já a segunda ouvi com agrado. Conheço mal este grupo, praticamente só de nome... :)

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    1. Gostos não se discutem ! Algumas irás gostar, outras não ! :)

      Obrigado Teresa

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  7. Desconhecia estes temas, gostei particularmente da primeira, fascinam-me os acordes arrancados daqueles instrumentos.

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    1. Esse é um dos fundamentos essenciais para uma audição exemplar. Ouvirmos com os ouvidos bem abertos. Ainda bem que gostaste.

      Obrigado Manuela

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Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.