Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

sábado, 16 de agosto de 2014

Folhetim Radiofónico “Zéquinha e Lélé” - "A Dieta"

Infelizmente o som não é muito bom, mas este folhetim radiofónico data de 1947, na “Emissora Nacional”, com Irene Velez (Lélé), filha da actriz Elvira Velez, Vasco Santana no papel de “Zéquinha” e ainda a actriz Maria Matos que desempenhava o papel de sogra do “Zéquinha”.

Texto (adaptado) do video no Youtube da autoria de Miguel Ângelo Catarino Vaquinhas:

“Em sua homenagem (Vasco Santana), publico esta gravação do folhetim radiofónico "Zéquinha e Lélé", folhetim realizado em 1947 na Emissora Nacional, que era protagonizado por Vasco Santana, que desempenhava o papel de "Zéquinha", pela locutora de rádio Irene Velez, filha da actriz Elvira Velez e esposa do locutor Igrejas Caeiro, que desempenhava o papel de "Lélé", e Maria Matos, que desempenhava o papel de mãe da "Lélé", a sogra do "Zéquinha", "AQUELA SANTA", como dizia o Vasco Santana. Esta gravação data de 1947 e pertence à Discoteca da Repartição dos Serviços de Produção da Emissora Nacional. Este folhetim foi um grande êxito e foi sempre anunciado como "VITAMINAS V.S: DE VASCO SANTANA". O programa foi em 1948 proibido pela Emissora Nacional, por ordem do seu presidente António Ferro, devido ao Vasco Santana ter ofendido a integridade moral de todas as mulheres portuguesas por causa das referências à sua sogra no folhetim, o que provocou a fúria de Salazar, pois Sua Excelência o Presidente dos Bravos Portugueses era um dos ouvintes mais assíduos do folhetim, e tão assíduo era que, quando o Vasco Santana passou uma vez na rua, o carro onde estava Oliveira Salazar passou por ele e o "Oliveirinha da Serra" cumprimentou Vasco dizendo "Olá Sr. Zéquinha". Tal não era a admiração de Salazar por ele. Os artistas que Salazar mais gostava eram, sem dúvida, Vasco Santana e Hermínia Silva, o que não quer dizer que eles gostassem dele! Mas mais tarde em 1951 o folhetim foi retomado no Rádio Clube Português no programa de Igrejas Caeiro "Os Companheiros da Alegria". O sucesso continuou e tanto na Emissora Nacional como no Rádio Clube Português, este folhetim era emitido. Este programa ficou na história devido a que quando o Vasco Santana dizia "Olá", "Tá bem ou não tá", "Aquela santa" ou qualquer palavra, ou quando aparecia mesmo no palco, pois o folhetim era representado ao vivo, era uma barrigada enorme de riso. Este folhetim também foi gravado em estúdio. Vasco Santana foi um dos maiores actores do mundo da representação portuguesa, quer no teatro, quer na revista, quer no cinema, quer na rádio, quer na televisão. Foi graças ao Vasco Santana e a muitos colegas seus, que nasceram aqueles que hoje são as maiores referências do mundo da representação em Portugal. Apesar de estar falecido, a arte e o talento do Vasco Santana ficarão sempre na memória de muitos portugueses, e tais casos poderão ser vistos nos filmes que ele protagonizou. UM BEM-HAJA A VASCO SANTANA !”.



8 comentários:

  1. ~
    ~ ~ Gosto sempre de ver e ouvir estes artistas!
    ~ ~ Fazem-me lembrar a juventude dos meus pais.

    ~ ~ Grata pela partilha.

    ~ ~ Bom fim de semana. ~ ~

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    1. Foram grandes artistas, daquilo que foi o Teatro Português.
      Obrigado Majo

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  2. Com Vasco Santana é sempre um bom programa. :)

    Não sou contemporânea deste folhetim mas lembro-me de uma radio-novela, ou o que era, que passava quando eu era gaiata e que prendia as minhas tias à telefonia. Intitulava-se Simplesmente Maria.

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    1. O folhetim radiofónico “Zéquinha e Lélé”, também não é do meu tempo, mas sei que foi um sucesso, aliás, como muitos houveram, com tantos e ilustres artistas, do Teatro Português.
      Obrigado Luísa

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  3. O Vasco Santana era fenomenal, Ricardo.
    Tantos anos passados e ainda rimos com ele.

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  4. «https://www.youtube.com/watch?v=n2NOKPczaBo». Edição completa.

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    1. Caro Miguel Ângelo Catarino Vaquinhas
      O meu muito obrigado pelo envio do link que lhe pertence para poder voltar a colocá-lo aqui nestre meu post.
      Muito Obrigado

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Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.