Dá a surpresa de ser
Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.
Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.
E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.
Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?
10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.
domingo, 30 de março de 2014
Quem é de quem ? - Interacção Humorística (CXIX)
Em 01-06-2011. Obrigado.
Quem é de quem ?
Liguei para
as finanças e ouvi a seguinte mensagem:
"Aviso,
está a ligar para um cliente que agora pertence ao FMI"
sexta-feira, 28 de março de 2014
Os Festivais das Canções (1983)
(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)
Vou andar por aqui a mostrar um pouco da música dos Festivais da Canção, o da RTP e o da Eurovisão. Ouvirão e verão, sempre que haja vídeo no Youtube , os três primeiros lugares de cada um deles.
Euro Festival 1983, em 23 de Abril, Munique (República Federal Alemã).
1º. Corinne Hermès (16-11-1961) - Si la vie est cadeau
2º. Ofra Haza (1978 – 2000) - Hi
3º. Carola Häggkvist (08-09-1966) – Främling
Festival RTP da Canção de 1983, em 5 de Março (Coliseu do Porto).
1º. Armando Gama (01-04-1954) - Esta balada que te dou
2º. Herman José (19-03-1954) – A cor do teu baton
3º. Helena Isabel (06-02-1952) – E afinal quem és tu ?
quarta-feira, 26 de março de 2014
Jazz Standards (CXIII)
(Dados
Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias
foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)
Goodbye (#117) - Música e Letra de Gordon Jenkins
Benny Goodman e sua orquestra apresentou a composição de Gordon Jenkins "Goodbye" no programa de rádio NBC "Let’s Dance", que começou a 1 de Dezembro de 1934. A gravação de Goodman, de Setembro de 1935, para a “RCA Victor” chegou às tabelas de vendas no ano seguinte e subiu ao lugar Nº.20.
Um jovem Gordon Jenkins, novato em espectáculos, tocando banjo, em St. Louis, foi contratado pela orquestra de Jones Isham em 1932. A banda de Jones, iniciou-se em 1920, e tornou-se respeitada, como uma sofisticada orquestra de dança, no início dos anos 1930. O saxofonista Joe Bishop tinha escrito uma composição intitulada "Blue Prelude”, e a “Casa Loma Orchestra” levou Isham Jones a gravar no início do ano de 1933. As gravações da “Casa Loma” começaram a ser ouvidas, e Jones não estava feliz que outra banda tivesse sucesso com uma música escrita por um de seus acompanhantes, e rapidamente gravou a sua própria versão. Mas antes que a música pudesse ser publicada, precisava de uma letra, e Jones queria que isso acontecesse, o mais rápido possível. Jenkins ofereceu-se, embora o Joe Bishopa se questionasse sobre a habilidade deste, como letrista. No entanto, uma vez que a música gravada e editada teve um enorme sucesso, e a versão de Bing Crosby foi um grande êxito nas tabelas de venda.
Benny Goodman (Chicago, Illinois, EUA, 30-05-1909 – New York, EUA, 13-06-1986) – RCA Victor Records 1935
Frank Sinatra (Hoboken, EUA, 12-12-1915 — Los Angeles, EUA, 14-05-1998)
Dinah Washington (Tuscaloosa, Alabama, EUA, 29-08-1924 – Detroit, Michigan, EUA, 14-12-1963) - Com Paul Quinichette (saxofone tenor), Wynton Kelly (piano), Keter Betts (contrabaixo), Jimmy Cobb (bateria), uma secção de 9 cordas, e uma secção de 4 trombones, Hal Mooney (maestro). Gravação em Los Angeles, Califórnia, 10 de Novembro de 1955, para a EmArcy Records.
Chet Baker (Yale, Oklahoma, EUA, 23-12-1929 – Amsterdão, Holanda, 13-05-1988) – Com Chet Baker (trompete), Mario Pezzotta (trombone), Glauco Masetti (saxophone alto), Gianni Basso (saxophone tenor), Fausto Papetti (saxophone barítono), Giulio Libano (piano), Franco Cerri (contrabaixo), Gene Voctory (bateria) secção de cordas não identificada, Len Mercer (maestro e orquestrador). Gravado em Milão (Itália), em 29 de Setembro de 1959, para a etiqueta “Jazzland”
Letra
I'll never forget you.
I'll never forget you.
I'll never forget how we promised one day,
To love one another forever that way.
We said we'd never say, "Good-bye."
But that was long ago.
Now you've forgotten, I know.
No use to wonder why.
Let's say farewell with a sigh.
Let love die.
But we'll go on living,
Our own way of living.
So you take the high road and I'll take the low.
It's time that we parted,
It's much better so.
But kiss me as you go.
Good-bye.
But that was long ago.
Now you've forgotten, I know.
No use to wonder why.
Let's say farewell with a sigh.
Let love die.
But we'll go on living,
Our own way of living.
So you take that high road and I'll take the low.
It's time that we parted,
It's much better so.
But kiss you as you go.
Good-bye. Good-bye. Good-bye.
Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos)
segunda-feira, 24 de março de 2014
Duas composições dos álbuns mais vendidos (III)
(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)
Se os AC/DC não faziam o meu género, este grupo é definitivamente, um dos grupos que mais apreciei, desde sempre.
GBR, Pink Floyd, “Brain Damage” e “Us and Them”, The Dark Side Of The Moon, 24/03/1973, Rock Progressivo
Editado 24/03/1973, faz hoje precisamente 41 anos que veio para o mercado. Ainda tenho uma versão “vinil” comprada numa discoteca (na minha época era um local onde se vendiam discos !), como dizia, numa discoteca galesa e que chegou às minhas mãos no dia 18 de Fevereiro de 1974 (há 40 anos !). Um álbum extremamente crítico da sociedade mundial. Escolhi duas músicas, talvez menos conhecidas, porque gosto de todo o álbum. Ambos os vídeos aqui apresentados pertencem ao álbum DVD “Pulse”, e as músicas acabam abruptamente, porque são seguidas logo por outras.
Brain Damage
Us and Them
quarta-feira, 19 de março de 2014
Lisboa (XI), a Sé
(In Wikipédia - O excerto foi adaptado por Ricardo Santos) e ainda (In http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx)
A Sé de Lisboa, inicialmente designada de Igreja de Santa Maria Maior, foi mandada construir em 1150 por D. Afonso Henriques, três anos depois de ter conquistado Lisboa aos Mouros.
A Sé de Lisboa foi construída no local de uma antiga mesquita, para o primeiro bispo de Lisboa, o cruzado inglês Gilbert de Hastings. Devastada por três terramotos no século XV, bem como pelo de 1755 - foram bastante inclementes para com a Matriz de Lisboa, dedicada a Santa Maria Maior, que sofreu danos e foi sendo renovada ao longo dos séculos.
Construída, ao que tudo indica, sobre a antiga mesquita muçulmana, o primeiro impulso edificador da Sé de Lisboa deu-se entre 1147, data da Reconquista da cidade, e os primeiros anos do século XIII, projecto em que se adoptou um esquema idêntico ao da Sé de Coimbra, com três naves, trifório (1) sobre as naves laterais, transepto saliente e cabeceira tripartida. Nos séculos seguintes deram-se as transformações mais marcantes, com a construção da Capela de Bartolomeu Joanes, do lado Norte da entrada principal, o claustro dionisino, que apesar da sua planta irregular se inclui na tipologia de claustros góticos portugueses e, especialmente, a nova cabeceira com deambulatório, mandada construir por D. Afonso IV para seu panteão familiar.
A Sé de hoje é uma mistura de estilos. O interior é de três naves com seis tramos (2), sendo a central coberta por abóbada de canhão e as laterais por abóbadas de aresta, com um falso trifório em grande parte do seu perímetro superior. O transepto é igualmente abobadado, coroado por rosáceas em ambos os topos. A cabeceira, substituída nos reinados de D. Afonso IV e D. João I, seria provavelmente formada por ousia (3) e dois absidíolas (4) semicirculares abobadados. No coração do templo, o cruzeiro era iluminado por uma torre-lanterna de vários andares, caída em 1755. A fachada, com as duas torres sineiras ameadas, bem como a esplêndida rosácea, mantém um sólido aspecto românico.
(1) trifório substantivo masculino
Galeria estreita, no interior de uma igreja, por cima das arquivoltas das naves laterais e que apresenta geralmente três aberturas entre cada vão.
(2) tramo substantivo masculino
1. Intervalo entre duas asnas.
2. Cada uma das partes em que se divide o tabuleiro de uma ponte metálica.
3. Ant. Peste.
(3) ousia ???
(4) absidíolas substantivo feminino plural
Capelas pequenas ou absides secundárias que rodeiam a abside principal de uma igreja.
Musicalmente, o pequeno vídeo e as minhas fotografias vão ser acompanhados por um artista português. Jorge Manuel de Abreu Palma (Lisboa, 04-06-1950) é um compositor e cantor português. Aos seis anos, e ao mesmo tempo que aprendia a ler e a escrever, iniciou os seus estudos de piano. Foi no Conservatório Nacional a sua primeira audição, aos oito anos, numa altura em que era aluno de Maria Fernanda Chichorro. Venceu o segundo prémio do Concurso Internacional de Piano, integrado no Festival das Juventudes Musicais, em Palma de Maiorca, em 1963, com uma menção honrosa do Júri. Nos seus estudos cruzou-se com o Liceu Camões e um Colégio Interno, nas Mouriscas, perto de Abrantes. Durante a adolescência e a par da formação erudita, começa a interessar-se pelo “rock & roll”, e, de um modo geral, pela música popular americana e inglesa. É por esta altura que descobre a guitarra. Bob Dylan, Led Zeppelin e Lou Reed são algumas das suas influências.
14 Álbuns, 9 Colectâneas, 1 DVD, entre outros.
segunda-feira, 17 de março de 2014
Egberto Gismonti – Groups & Soloists of Jazz (XII)
(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)
Egberto Gismonti Amin (Carmo, Brasil, 05-12-1947 - 20xx) – É um compositor, multi-instrumentista, cantor e orquestrador brasileiro, considerado um virtuoso da música instrumental, que se destaca pela sua capacidade de experimentação.
Descendendo de uma família musical, começou a estudar piano aos seis anos. Ainda na infância e adolescência, os seus estudos no Conservatório já incluíram flauta, clarinete, violão e piano. Em 1968, participou num festival da “TV Globo” com a canção "O Sonho", que atraíu a atenção do público e elogios da crítica. Partiu, nesse mesmo ano, para a França, onde estudou música dodecafónica com Jean Barraqué e análise musical com Nadia Boulanger. Estudou também com o compositor italiano Luigi Dallapiccola.
Em 1969, lançou o seu primeiro disco, “Egberto Gismonti”, com forte influência “Bossa Nova”. O álbum acabaria sendo uma das suas obras mais procuradas, dado que, nos anos 1970, Gismonti dedicar-se-ia a pesquisas musicais e experiências, com estruturas complexas e instrumentos inusitados, voltando-se quase exclusivamente para a música instrumental. Ainda no ano de 1969, e pouco antes, do lançamento do seu primeiro disco, Egberto Gismonti teve a sua carreira impulsionada por Maysa (vocal). Com quem trabalhou em parte dos arranjos de seu LP “Maysa”, editado em 1969. Egberto conta com duas canções de sua autoria gravadas pela cantora.
A hesitação das editoras brasileiras, para o publicar, dado o seu estilo levou-o a procurar refúgio nas etiquetas europeias, pelas quais lançou vários álbuns nos anos seguintes. Gismonti explorou diversas correntes da música, sempre imprimindo o seu cunho pessoal. O choro, levou-o a estudar o violão de oito cordas e a flauta, a curiosidade pela tecnologia e a influência da Europa, levaram-no aos sintetizadores, a curiosidade com o folclore e as raízes do Brasil levaram-no a estudar a música indígena do Brasil, tendo mesmo morado por um breve período com índios “yawaiapiti”, do Alto Xingu.
A carreira de Gismonti prosseguiu sólida, embora medianamente comercial, e continuou gravando os seus álbuns e participando de discos de outros músico e compositores, além de fazer difressões com sucesso, especialmente na Europa. Entre os músicos com os quais colaborou, ou que colaboraram com ele, destacam-se Jane Duboc (voz), Naná Vasconcelos (voz e percussão), Marlui Miranda (voz), Wanderléa Salim (voz), Charlie Haden (contrabaixo), Jan Garbarek (saxofone), André Geraissati (guitarra), Jaques Morelenbaum (violoncelo, orquestração), Hermeto Pascoal (multi-instrumentista), Airto Moreira (bateria e percussão) e Flora Purim (voz).
Nos anos 80, Gismonti voltou a adquiri os direitos sobre todas as composições de sua autoria e tornou-se um dos poucos compositores do país, donos da sua própria obra. A sua discografia foi então, relançada pela sua própria editora, a “Carmo”. Ultimamente, muitos músicos têm gravado as suas composições.
Forrobodo, Egberto Gismonti Trio, no Festival de Jazz de Montreal, Canadá em 1998
Cigana
Café, do álbum “Sol do Meio-Dia”, de 1978.
Palhaço, na Alemanha
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