Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

O poder do “software”

Um trabalho feito em Photoshop, por André Boto. Um trabalho magnífico sobre fotografia feito com um utilitário potentíssimo que é o “Photoshop CS5” e aqui com a ajuda do “Wacom Intuos 5”.          
          
Um trabalho que assusta quem é como eu fotógrafo amador, sem pretensão a qualquer profissionalismo e que vejo as “aldrabices” que se podem fazer e transformar fotos horrorosas noutras bonitas.       
          
A arte fotográfica vai-se perder ? … Tudo é possível !       
          

domingo, 24 de novembro de 2013

Os Festivais das Canções (1975)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)     
          
Vou andar por aqui a mostrar um pouco da música dos Festivais da Canção, o da RTP e o da Eurovisão. Ouvirão e verão, sempre que haja vídeo no Youtube , os três primeiros lugares de cada um deles.        
         
Euro Festival 1975, em 22 de Março, Estocolmo (Suécia).        
            
1º. Teach In (1969 – 1980) – Ding a Dong        
          
      
             
2º. The Shadows (1958 – 20xx) - Let Me Be The One          
              
        
              
3º. Wess (13-08-1945 – 21-09-2009) & Dori Ghezzi (30-03-1046) - Era 
        
        
           
Festival RTP da Canção de 1975, em 7 de Março, no Teatro Maria Matos, em Lisboa.  
           
1º. Duarte Mendes (07-08-1947) - Madrugada        
             
        
            
2º. Carlos Cavalheiro (19?? – 20??) - A boca do lobo        
            
        
            
3º. Manuel Paulo de Carvalho da Costa (15-05-1947) - Com uma arma, com uma flor          
      

Freddie Hubbard – Groups & Soloists of Jazz (VIII)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)      
           
Frederick (Freddie) Dewayne Hubbard (Indianápolis, Indiana, EUA, 07-04-1938 - Los Angeles, EUA, 29-12-2008) – Foi um trompetista de jazz norte-americano. Na sua juventude, Hubbard associou-se a vários músicos em Indianápolis, entre eles, Wes Montgomery (guitarra) e seus irmãos. Chet Baker (trompete, voz) foi uma de suas primeiras influências, embora Hubbard tenha logo se alinhado à abordagem de Clifford Brown (trompete) e, claramente, Fats Navarro (trompete) e Dizzy Gillespie (trompete).
Hubbard dedicou-se, mais seriamente, ao jazz, depois de se mudar para New York, em 1958. Ali, trabalhou com Sonny Rollins (saxofone), Slide Hampton (trombone), James Louis Johnson (trombone), Bill Evans (piano), Philly Joe Jones (bateria), Oliver Nelson (saxofone, clarinete) e Quincy Jones (voz), além de outros.
Em 1972 recebeu um “Grammy” para o melhor disco de jazz.
Durante a sua carreira, de quase 50 anos, Hubbard recebeu, em 2006, o “Prémio dos Mestres do Jazz da Instituição Nacional das Artes”, e tocou com figuras lendárias, como John Coltrane (saxofone), Ornette Coleman (saxofone), McCoy Tyner (piano), Art Blakey (bateria) e Herbie Hancock (piano).
Morreu num hospital de “Sherman Oaks”, no noroeste de Los Angeles, um mês depois de ter sofrido um ataque cardíaco.         
             
I remember Clifford, aqui com Art Blakey e os “All Star Jazz Messengers”, em 1984. Grupo composto por Art Blakey (bateria), Benny Golson (saxofone), Curtis Fuller (trombone), Walter Davis Jr. (piano), Buster Williams (contrabaixo).          
           
        
             
The Night Has a Thousand Eyes, em Berna (Suiça) decorria o ano de 1989. Com James Williams (piano), Peter Washington (contrabaixo), e Tony Reedus (bateria).       
            
          
            
Moanin', em 1962 com Art Blakey e os “Jazz Messengers”. Com Art Blakey (bateria), Wayne Shorter (saxofone), Curtis Fuller (trombone), Cedar Walton (piano) e Reggie Workman (contrabaixo).        
              
          
               
Misty, em 1985, com Kenny Garrett (saxofone, flauta), Mark Templeton (piano), Ira Coleman (contrabaixo) e Carl Allen (bateria).           
           

Chico Anísio Total Sem Censura (homenagem)


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Espanha – Santiago de Compostela

Compostela fez sempre parte do meu conhecimento académico como sendo uma das cidades mais importantes da Europa do século XVI, principalmente pela sua Universidade que nessa época era uma das mais famosas. Também a sua famosa Catedral, exemplo do estilo barroco (fachada) é uma obra de arte.
Santiago de Compostela é a capital da Galiza (Espanha), localiza-se na província da Corunha, de área 223 km2 com população de 93.712 habitantes (2007) e densidade populacional de 416,70 habitante/km2.
É uma cidade mundialmente famosa pela sua catedral de fachada barroca onde acorrem os peregrinos que perfazem os Caminhos de Santiago de maneira a depararem-se com o manto de Sant’Iago um dos apóstolos de Cristo, cujo corpo se diz que foi trasladado para aquele lugar.
No território que actualmente ocupa a catedral existia um povoado romano, que se tende a identificar como a mansão romana de Aseconia, que existiu entre a segunda metade do século I e o século V. O povoado desapareceu mas permaneceu uma necrópole (cemitério grandioso), a qual esteve em uso, provavelmente, até ao século VII.
O nascimento de Santiago, como se conhece agora, está ligada à descoberta (presumível) dos restos do Apóstolo Santiago entre 820 e 835, à elevação do nível religioso dos restos, à Universidade e, mais recente, à capitalidade da Galiza.
A fundação da Universidade no século XVI dá um novo impulso à importância de Santiago, em particular na Galiza.
O estabelecimento da autonomia da Galiza fixado pela capital galega, obtendo, como consequência um novo salto positivo no fim do século XX que contrastou amplamente a descida relativa da importância, como cidade universitária, ao criarem-se as universidades de Vigo e Corunha.
Em 1993 o Caminho de Santiago de Compostela foi considerado Património da Humanidade pela Unesco.   
         
No aspecto musical, trouxe para mostrar as fotos “batidas” em Setembro de 2005, três dos melhores guitarristas conhecidos, são eles: Al di Meola, John McLaughlin e Paco de Lucia, interpretando a música “Chiquito”, do álbum “Passion, Grace & Fire”, de 1982.    
      
Al di Meola (22-07-1954 - 20xx) – Guitarrista norte-americano nascido em New Jersey. Cursado no Berklee College of Music, em Boston, Massachusetts, junta-se em 1974 à banda de Chico Corea (piano), “Return to Forever”, com a qual tocou até 1976, altura da sua dissolução. Diversas colaborações se destacam, nomeadamente com Stanley Clarke (baixo), Jean Luc Ponty (violino), John McLaughlin (guitarra) e Paço de Lucia (guitarra). 19 Álbuns a solo (último “Al di Meola Revisited” de 2003) e 5 em colaboração com outros músicos (último “Cosmopolitan Life” de 2005, com Leonid Agutin (vocal/guitarra). http://www.aldimeola.com/     
         
John  McLaughlin (04-01-1942 - 20xx) – Guitarrista do Jazz Britânico, nascido em Yorkshire. Tocou com Miles Davis (finais de 60). Antes de emigrar para os EUA, há que ouvir um álbum “Extrapolation” com Tony Oxley (bateria) e John  Shurman (saxofone), de 1969, onde se mostra o exímio guitarrista que é McLaughlin. Em 1971, já nos “States” funda a famosa Mahavishnu Orchestra, fusão de música de jazz, com rock e com influências indianas. De seguida, um trabalho com Carlos Santana (guitarra), chamado “Love, Devotion & Surrender”, editado pela CBS, versão original em vinil de 1973. Nos anos 80 junta-se a Al di Meola e Paço de Lúcia. http://www.johnmclaughlin.com/        
           
Paco de Lucia (21-12-1947 - 20xx) – Francisco Sanchez Gomez, nascido Algeciras é um extraordinário guitarrista de “flamenco”. Filho mais novo de António Sanchez, também guitarrista de “flamenco”. Mãe portuguesa, chamada Lúcia. Irmão de Pepe de Lucia (cantor) e Ramon de Algeciras (guitarra). Em 2004 é Prémio Príncipe das Astúrias. Compôs também bandas sonoras, para, entre outros,  Carlos Saura (realizador cinema espanhol). Com uma discografia composta por 29 Álbuns (último “Cositas Buenas” de 2004), apresentado no Concerto de 29 de Novembro de 2007, em Lisboa, no Campo Pequeno. http://www.pacodelucia.org/            
               
(In Wikipédia, os textos sobre Santiago de Compostela e sobre os três guitarras que musicalmente nos acompanharam. A tradução e adaptação são de Ricardo Santos)     
           
Penso que quem não os conhece e se ficou a gostar desta música, que os oiçam no Youtube, ou adquiram alguns títulos por eles tocados, nomeadamente os álbuns, “Passion, Grace and Fire”, de 1982 e “Friday Night in San Francisco”, de 1988, onde os três actuam em conjunto.     
          

domingo, 17 de novembro de 2013

Jazz Standards (CV)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)          
           
(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)       
            
Avalon (#109) - Música e Letra de Al Jolson, BG De Sylva e Vincent Rose    
O vocalista Al Jolson estreou esta composição em 1920, e ficou em segundo lugar nas tabelas do ano seguinte:       
          
Al Jolson (1921, vocal, Nº. 2)
Art Hickman e His Orchestra (1921, Nº. 11)       
           
Desde o seu primeiro disco de sucesso em 1912 até ao declínio de sua carreira na década de 1930, quase tudo que Jolson tivesse interpretado tinha sido sucesso ou virara ouro. Apenas o seu nome associado a uma canção, o sucesso era quase garantido.
O mais provável é Vincent Rose merecer o crédito para a música, mas não na totalidade. A melodia de abertura é na verdade uma melodia semelhante, à ária de ópera, de Giacomo Puccini, intitulada "E Lucevan Le Stelle", presente na ópera Tosca. Rose apenas mudou a melodia de “menor” para “maior” e acrescentou algumas notas de sua autoria. Mas foi o suficiente e óbvio, para que os editores de Puccini, G. Rocordi, processassem os compositores e a editora em 1921. Ganharam e foram premiados com 25 mil dólares, em danos punitivos e todos os “royalties” futuros.        
           
Ella Fitzgerald (Newport News, EUA, 25-04-1917 — Beverly Hills, EUA, 15-06-1996), Caterina Valente (Paris, França, 14-01-1931 - 20xx) e Perry Como (Canonsburg, EUA, 18-05-1912 – Jupiter Inlet Colony, EUA, 12-05-2001)      
        
          
           
John Coltrane (Hamlet, Carolina do Norte, EUA, 23-09-1926 - Long Island, Nova Iorque, EUA, 17-07-1967) – com John Coltrane (saxofone tenor), Donald Byrd (trompete), Hank Mobley (saxofone tenor), Elmo Hope (piano), Paul Chambers (contrabaixo) e Philly Joe Jones (bateria). Gravado no “Rudy Van Gelder Studio”, Hackensack, New Jersey, em 7 de Maio de 1956.   
            
       
              
Havana Swing (???? – 20xx) - Walter Smith (clarinete), John Whyte (guitarra), Ashley Malcolm (guitarra), Calum McKenzie (contrabaixo) e Alain Legrand (guitarra).            
             
         
               
Al Johnson (Seredžius, Lituânia, 26-05-1886 — San Francisco, EUA, 23-10-1950)          
           
          
                 
Letra       
            
I found my love in Avalon
Beside the bay.
I left my love in Avalon
And I sailed away.
I dream of her in Avalon
From dusk till dawn.
So I think I'll travel on
To Avalon.
Every morn' my memories stray
Across the sea where flying fishes play.
And as the night is falling
I find that I'm recalling
That blissful all-enthralling day.
Beside the bay.
And I sailed away.
I dream of her in Avalon
From dusk till dawn.
So I think I'll travel on
To Avalon.          
            
Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos)

O Lema - Interacção Humorística (CX)

Em 09-05-2011. Obrigado.    
         
O Lema
     
Incrivel como uma só letra pode definir uma época !!!        
          
Portugal, desde o séc. XX, tem estado sujeito a dois lemas. No Estado Novo (1926-1974), o lema era:          
       
"Deus, Pátria e Família!"      
          
Na democracia, por espantoso que possa parecer, o lema tem sido praticamente igual, apenas se juntou uma letra. De facto, o lema actual que  Portugal segue, é:            
           
"Adeus, Pátria e Família!"