Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Coincidência comercial - Interacção Humorística (CXLV)

Em 14-12-2011. Obrigado.

Coincidência comercial

Um homem estava a jogar Golf, quando de repente se sentiu perdido... Olha adiante e vê uma mulher a jogar e vai ao seu encontro...

Bom dia! Pode ajudar-me? Não sei qual o buraco em que estou...
O senhor está um buraco atrás do meu. Eu estou no 7 e o senhor está no 6.

O homem agradeceu e continuou o seu jogo. Algumas horas depois, sentiu-se novamente perdido. Viu a mesma mulher e perguntou já envergonhado.

Desculpe incomodá-la, perdi-me novamente.
Pode-me dizer em que buraco estou agora?
O senhor está um buraco atrás de mim, eu estou no 14 e o senhor está no 13.

Novamente agradeceu à mulher a gentileza e continuou o seu jogo. Quando acabou o jogo, encontrou a mulher no bar do clube. Foi na sua direcção e perguntou se poderia convidá-la a tomar algo em agradecimento por o ter ajudado. Ela aceitou e começaram a conversar animadamente, quando perguntou o que ela fazia para viver.

Trabalho em vendas.
É mesmo? eu também!
E o que é que vende? Perguntou o homem.
Ela sentiu-se envergonhada e depois de muita insistência, dispôs-se a contar-lhe, se ele prometesse não rir.
Ele prometeu não fazê-lo...

 - Vendo tampões higiénicos.

Ele imediatamente soltou uma gargalhada que chamou a atenção de todos os presentes; então irritada, ela disse:
- Você prometeu não rir!
- Como não vou rir? Sou vendedor de papel higiénico... Continuo um buraco atrás de você!!!

sábado, 27 de junho de 2015

Jazz Standards (CXLI)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

Three Little Words (#145) - Música de Harry Ruby e Letra de Bert Kalmar
Bing Crosby e os “Rhythm Boys”, acompanhados pela orquestra de Duke Ellington, apresentaram pela primeira vez esta composição “standard” em 1930 num filme da “RKO”, com o nome “Check and Double Check”. A sua gravação para “Victor Records” chegou às tabelas de vendas no final daquele ano e a gravação de Duke Ellington.

Duke Ellington e orquestra (1930, Nº. 1)
Jacques Renard e orquestra (1930, Nº. 3)
Ipana Troubadors (1930, Nº. 10)
Ethel Waters (1931, Nº. 8)
Claude Hopkins e orquestra (1934, Orlando Robeson, vocal, Nº. 15)

A comédia “Check and Double Check” foi onde a banda de Duke fez a primeira grande aparição no cinema. A primeira e pequena actuação, da orquestra, foi num filme de 1929, uma curta-metragem, “Black and Tan Fantasy”, rodado em New York. “Check and Double Check” foi filmado em Hollywood e foi, também, a primeira visita da banda à Costa Oeste dos EUA.

Benny Goodman  (Chicago, Illinois, EUA, 30-05-1909 – New York, EUA, 13-06-1986) e Gene Krupa (Chicago, Illinois, EUA, 15-01-1909 - Yonkers, New York, EUA, 16-10-1973) – O “Benny Goodman Quintet”, com Jess Staycy (piano), Allan Reuss (guitarra), Sid Weiss (contrabaixo), Gene Krupa (bateria) e Benny Goodman (clarinete).


Sarah Vaughan (Newark, EUA, 27-03-1924 — Los Angeles, EUA, 03-04-1990) – Concerto em 7 de Março de 1958


Mel Tormé (Chicago, Illinois, EUA, 13-09-1925 - Los Angeles, California, EUA, 05-06-1999)


Bing Crosby (Tacoma, Washington, EUA, 03-05-1903 — Madrid, Espanha, 14-11-1977) – acompanhado pelos “Rhythm Boys” e pela orquestra de Duke Ellington.


Letra

Three little words
Oh what i'd give for that wonderful phrase
To hear those three little words
That's all i'd live for the rest of my days
And what i feel in my heart
They tell sincerely
No other words can tell it half so clear-early
Three little words
Eight little letters
Which simply mean i love you-ou
And what i feel in my heart
They tell sincerely
No other words can tell it half so clear-early
Three little words
Eight little letters
Which simply mean i love you
Simply mean i-i love you-ou

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos).

terça-feira, 23 de junho de 2015

Ribeira das Naus, 75 anos depois, a cores…

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

“Arsenal da Marinha” eram as antigas instalações de manutenção e reparação naval da Marinha Portuguesa localizadas em Lisboa. Estavam implantadas a Poente do Terreiro do Paço, sensivelmente no mesmo local da antiga “Ribeira das Naus” e da “Ópera do Tejo”, destruída pelo Terramoto de 1755. Até à implantação da República eram designados por “Arsenal Real da Marinha”.

O Arsenal, para além da construção e manutenção naval, albergou ao longo da sua existência vários outros departamentos e serviços da Marinha, tais como a “Intendência de Marinha de Lisboa” e a “Escola Naval”, ambos transferidos para o Alfeite, ou os extintos “Observatório Real da Marinha” e “Ministério da Marinha”. Ainda actualmente aqui funciona a “Administração Central da Marinha”.

A presença do Arsenal ficou assinalada para o futuro através da Rua do Arsenal.

“Ribeira das Naus” foi o nome dado a partir da construção do “Paço da Ribeira” às novas tercenas que o rei Dom Manuel I mandou edificar a ocidente do novo palácio real, construído sobre o local das tercenas medievais.

No século XVIII, a “Ribeira das Naus” passou a ser designada "Arsenal Real da Marinha" quando as suas instalações construídas no mesmo local, no âmbito da reconstrução da Baixa de Lisboa depois do Terramoto de 1755. Em 1910, passou a designar-se "Arsenal da Marinha de Lisboa".

O “Arsenal da Marinha de Lisboa” foi desativado na sequência da construção do “Arsenal do Alfeite”, inaugurado em 1938. O seu antigo local, cujo acesso ao rio Tejo foi cortado com a construção da Avenida Ribeira das Naus, faz hoje parte das Instalações da Administração Central da Marinha.

A “Ribeira das Naus” constituiu o maior estaleiro do Império Oceânico Português, servindo de modelo aos restantes que se foram construindo além-mar, nomeadamente às ribeiras de Goa e de Cochim.

As fotos a preto e branco, encontrei num daqueles Powerpoint que circula na Internet e tinham a informação que seriam de 1940. As fotos a cores são minhas e tirei-as no dia 11 de Janeiro de 2015, uma manhã soalheira de Domingo.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Jazz Standards (CXL)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

Old Folks (#144) - Música de Willard Robison e Letra de Dedette Lee Hill
A canção melancólica de Willard Robison e Dedette Lee Hill foi estreada em 1938 pela orquestra de Larry Clinton, e foi uma das poucas ocasiões em que uma canção de Robison subiu às tabelas de vendas:

Larry Clinton e sua orquestra (1938, Bea Wain, vocal, Nº. 4)

Com as excepções de "Old Folks" e de "A Cottage for Sale" as composições de Willard Robison são, na sua maior partes das vezes, esquecidas. No entanto, as suas músicas são agradavelmente românticas e foram favoritas para cantores, como: Lee Wiley; Peggy Lee; e Mildred Bailey. Artistas de jazz como Jack Teagarden (trombone e chefe de orquestra) gravou um álbum inteiro com composições de Robison, em 1962. É intrigante, como "Old Folks" se torna uma balada popular de jazz, claramente algo que o seu compositor não tinha em mente, quando a compôs.

Joe Pass (New Brunswick, New Jersey, EUA, 13-01-1929 – Los Angeles, California, EUA, 23-05-1994) e Niels-Henning Ørsted Pedersen (Osted, Zealand, Dinamarca, 27-05-1946 - Ishøj, Zealand, Dinamarca, 19-04-2005) – No Jazz Baltica, Opernhaus, Kiel (Alemanha), em 24 e Outubro de 1992, com Pass na guitarra e Ørsted Pedersen no contrabaixo.


Carmen McRae (Harlem, New York, EUA, 08-04-1920 – Beverly Hills, California, EUA, 10-11-1994)


Pat Metheny (Lee's Summit, Missouri, EUA, 12-08-1954 - 20xx), Dave Holland (Wolverhampton, Staffordshire, Reino Unido, 01-10-1946 - 20xx) e Roy Haynes (Boston, Massachusetts, EUA, 13-03-1925 - 20xx) – Metheny (guitarra), Holland (contrabaixo) e Haynes (bateria). Gravação incluída no álbum “Question and Answer” de 1989, para a Geffen Records.


Kenny Rodgers (Houston, Texas, EUA, 21-08-1938 - 20xx) – do álbum “Kenny” de 1979.


Letra

Everyone knows him as old folks
Like the seasons he comes and he'll go
Just as free as a bird and as good as his word
That's why everybody loves him so
Always leaving his spoon in his coffee
Tucks his napkin up under his chin
And his own corn cob pipe is so mellow, hits right
But you needn't be ashamed of him
In the evenings after supper
What stories he tells
How he held his speech at Gettysburg for Lincoln that day
You know I know that one so well
One thing we don't know about old folks
Did he fight for the blue or the gray?
But he's so democratic and so diplomatic
We always let him have his way
In the evenings after supper
What stories he tells
How he held his speech at Gettysburg for Lincoln that day
Yes, I know that one so well
Some day there will be no more old folks
What a lonely old world this will be
Children's voices at play will be still fonding
The day they take old folks away

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos).

segunda-feira, 15 de junho de 2015

A Inteligência faz a diferença - Interacção Humorística (CXLIV)

Em 06-12-2011. Obrigado.

A Inteligência faz a diferença

Uma Senhora muito distinta estava  num avião vindo da Suíça.
Vendo que estava sentada ao lado de um padre simpático, perguntou:

         Desculpe-me, padre, posso lhe pedir um favor?
         Claro, minha filha, o que posso fazer por você?
         É que eu comprei um novo secador de cabelo sofisticado, muito caro   e realmente ultrapassei os limites da declaração e estou preocupada com a Alfândega.  Será que o Senhor poderia levá-lo debaixo de sua batina?
         Claro que posso, minha filha, mas você deve saber que eu não posso mentir!
         O Senhor tem um rosto tão honesto, Padre, que estou certa que eles não lhe farão nenhuma pergunta. E deu-lhe o secador.

O avião chegou a seu destino. Quando o padre se apresentou à Alfândega, perguntaram-lhe:

         Padre, o senhor tem algo a declarar?

O padre prontamente respondeu:

         Do alto da minha cabeça até a faixa na minha cintura, não tenho nada a declarar, meu filho.

Achando a resposta estranha, o fiscal da Alfândega perguntou:

         E da cintura para baixo, o que é que o Senhor tem?
         Eu tenho um equipamento maravilhoso, destinado ao uso doméstico, em especial para as mulheres, mas que nunca foi usado.

Desatando-se a rir, o fiscal exclamou:

         Pode passar, Padre!   O próximo...

A inteligência faz a diferença.  Não é necessário mentir, basta escolher as palavras certas !

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Silje Nergaard – Jazz Singers (XXXIV)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Silje Nergaard (Steinkjer, Noruega, 19-06-1966 – 20xx) – É uma vocalista e compositora de jazz, norueguesa. É, também, um dos artistas de jazz mais vendido de sempre, em vendas oficiais, na Noruega. Ela tornou-se conhecida em todo o mundo após o lançamento do “best-seller” internacional “Tell Me Where You're Going”, com Pat Metheny na guitarra.
Nergaard entrou na cena da música com 16 anos, e o seu primeiro êxito foi o single “Tell Me Where You're Going”, que chegou a número um no Japão, bem como Top 10 na Noruega e noutros países. O seu álbum “At First Light” (2001), é o álbum de jazz norueguês mais vendido de sempre, e entrou na tabela de vendas oficial da Noruega, para o 1º. Lugar, na primeira semana. O álbum “A Thousand True Stories”, que Nergaard gravou com a “Metropole Orchestra” da Holanda em 2008, foi um grande sucesso na Europa e na Ásia. Nergaard é um dos poucos artistas noruegueses que se tem lançado comercialmente em todo o mundo, na maioria dos continentes e principais mercados de música, incluindo o Japão, Brasil, Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido.
Nergaard gravou e cantou músicas com Al Jarreau (voz), Pat Metheny (guitarra), Toots Thielemanns (harmónica), Morten Harket de A-há (vocal), e muitos mais. Ela tem tido, Tord Larsson Gustavsen (piano) e Jarle Vespestad (bateria e percussão) como os dois pilares em todas as suas bandas. Vince Mendoza (compositor, orquestrador e maestro) recebeu uma nomeação para o  Grammy de “Best Instrumental Arrangement Accompanying Vocalist(s) Award” para a composição "A Thousand True Stories" (2011).
  
We Should Be Happier Now, com Al Jarreau.


I Don’t Wanna See You Cry, para a Universal Music (2003).


Tell Me Where You're Going (Rio version), em 1990 para Lifetime Records/EMI (Rio de Janeiro). Produzido e escrita em parceria com Richard Niles, com Pat Metheny (orquestração e guitarras) e Armando Marçal (percussão).


Be Still My Heart, Tord Larsson Gustavsen (piano)

terça-feira, 9 de junho de 2015

Tamera, a aldeia do futuro (?!)

Talvez no futuro (bem próximo !) o Homem perceba que viver feliz não implica termos um Universo de tecnologia à nossa volta.