Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Os Festivais das Canções (1996)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Esta longa retrospectiva sobre o Euro Festival da Canção e o Festival da Canção RTP, terminará com a publicação do ano 2000.

Vou andar por aqui a mostrar um pouco da música dos Festivais da Canção, o da RTP e o da Eurovisão. Ouvirão e verão, sempre que haja vídeo no Youtube, os três primeiros lugares de cada um deles.

Euro Festival 1996, em 18 de Maio, Oslo (Noruega).

1º. Eimear Quinn (18-12-1972) - The Voice


2º. Elisabeth Andreassen (28-3-1958) - I Evighet


3º. One More Time (1991 – 1997) - Den Vilda


Festival RTP da Canção de 1996, em 7 de Março, no Teatro Politeama (Lisboa).

1º. Lúcia Moniz (09-09-1976) – O Meu Coração Não Tem Cor


2º. Patrícia Antunes (??-??-19??) – Canto em Português


3º. SomSeis (19?? – ????) – A Canção da Paz

Descansa em Paz e Obrigado Demis ! ...

Quem não experimentou dançar Demis Roussos (15-06-1946 – 25-01-2018), ou mesmo Aphrodite’s Child (1967 – 1972). Lembro-me bem, desses tempos das “festas de garagens”, embora tenham passado muitos anos !
Talvez esta seja a sua música de maior impacto, cantada a solo.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Em 02-09-2011. Obrigado.

Tobé vendedor na “Feira do Relógio”

O Tobé é um vendedor de colchões e roupa interior na Feira do Relógio.

Um dia ele chega a casa e diz à mulher:

- Tens de começar a ir trabalhar, amor. Olha para mim, hoje vendi 3 colchões e 20 cuecas e ganhei 600 euros.

Ela responde:

- Olha Tobé, eu sem sair de casa, só com um colchão e sem cuecas fiz 800 euros.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Rão Kyao – Groups & Soloists of Jazz (XXI)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Rão Kyao (Lisboa, 23-08-1947 – 20xx) – É o nome artístico de João Maria Centeno Gorjão Ramos Jorge, OIH (Ordem Infante D. Henrique). É um músico e compositor português, famoso como intérprete de flauta de bambu e de saxofone.
É o segundo de três filhos de José Duarte Ramos Ortigão Jorge e de sua primeira mulher Maria Carlota Centeno Gorjão Henriques.
Foi aluno do Colégio Militar, em Lisboa.
Estreou-se ao vivo como intérprete de saxofone tenor, aos 19 anos de idade, tendo sido nessa fase inspirado pelo jazz. Para além de tocar em numerosos clubes lisboetas, tocou também no estrangeiro, em países como Dinamarca, Espanha, França e Países Baixos. Fixou-se em França.
No fim da década de 1970 partiu para a Índia, tentando redescobrir o elo perdido entre a música portuguesa e a música do oriente. Durante esse período, estudou música indiana e flauta “bansuri”. Dessa experiência, resultaram o álbum Goa (1979), e novas sonoridades no seu trabalho.
Participou no álbum "Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos" da Banda do Casaco.
Em 1978 foi conselheiro do III Governo Constitucional, mas saiu ao fim de alguns meses.
Em 1983, lançou o álbum “Fado Bailado”, que viria a ser o primeiro álbum português a chegar a disco de platina. Nesse trabalho, interpretou ao saxofone diversas obras de Amália Rodrigues, com a colaboração do mestre da guitarra portuguesa António Chaínho.
No ano seguinte, lançou o álbum “Estrada da Luz”, que viria a torná-lo famoso a nível nacional pelas suas interpretações com flauta de bambu.
No ano de 1996, regressou ao fado, gravando o álbum ao vivo “Viva o Fado”.
Em 1999, compôs o hino oficial da cerimónia da transferência de soberania de Macau, tendo nesse âmbito gravado o álbum “Junção”, com a orquestra chinesa de Macau. O tema Macau viria a regressar à sua obra em 2008, no álbum “Porto Interior”, gravado em parceria com a intérprete chinesa Yanan.
A 8 de Junho de 2007 foi feito Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
Em 2012, aceitou interpretar, e gravar, um álbum de "Melodias Franciscanas", em que empresta toda a sonoridade das suas flautas a melodias dos Franciscanos de Portugal (OFM), nomeadamente a composições de Mário Silva, Boaventura e Saldanha Júnior. Na gravação, feita na igreja de Santa Teresa de Jesus (Lisboa), foi acompanhado ao órgão por Renato Silva Júnior.

Depois de um Sonho, do álbum “Coisas Que a Gente Sente” de 2012.


Fado Bailado, do álbum “Fado Bailado” de 1983. Arranjo e saxofone de Rão Kyao, guitarra de António Chaínho e viola de José Maria Nóbrega.


Na Planície, do álbum “Coisas Que a Gente Sente” de 2012.


Terraço, do álbum “Live at Cascais” de 1980.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Vencedores 3º. Desafio Musical

3º. Desafio Musical (III)

Vencedores na totalidade:
Afrodite, Rui Espírito Santo, Maria Eu, Luísa e Pedro Coimbra.

Vencedores na parcialidade:
António Gomes

Vocal


Intérpretes: Paulo de Carvalho
Composição: Cab’Verde na Estrela
Álbum: Volume 1
Ano: 1978

Em 1978 grava o álbum Volume I que inclui canções como "Nini dos Meus Quinze Anos", "Gostava de Vos Ver Aqui" e "Cab'Verde na Estrela". O disco conta com arranjos de Pedro Osório e colaboração de Fernando Assis Pacheco.


Letra

Vai p'ro Jardim da Estrela
É Domingo é dia dela
Quem lhe dera vê-la já

Vai de flor na lapela
Flor mais bela do que ela
Ele jura que não há

Chega cedo e fica à espera
E quem espera desespera
Conta o tempo que ainda falta
Entretém-se a ver a malta

Ai já cheira a canela
Na calçada lá vem ela
Mais bela não há

Há no céu tanta estrela
Mas um brilho como o dela
Faz arder seu coração

Quer pegar na mão dela
E os seus olhos de gazela
Têm brasas de carvão

Curiosa passa gente
Não adivinha o q'ele sente
Sente que a vida é um jeito
De abraçar o sol ao peito

Ai como custa vê-la
Com receio de perdê-la
Entre os dedos da mão

Diz um adeus p'ra ela
É um adeus de barco à vela
Correndo as ondas do mar

Fica o retrato dela
Perfumado na lapela
Flor que nunca vai murchar

Cabo Verde é uma lembrança
Quase uma tristeza mansa
Diz que aqui a vida é boa
Ou enganos de Lisboa

Ai se não fora ela
Com o seu cheiro de canela
Não podia aguentar.

domingo, 18 de janeiro de 2015

3º. Desafio Musical (II)

Começamos hoje, dia 18-01-2015, com reedição a 21-01-2015 às 20:00. Têm três dias completos e desta vez, uma única composição para descobrir.

Comentário NÃO moderados. Dêem “dicas”, não dêem as soluções.

Respostas para o meu endereço de “mail” ricardosantos1953@gmail.com.

Perguntas:

Quem canta/toca ?
De que música se trata ?
Quem compôs ?
Nome do álbum original ?
E em que ano foi lançado ?

Vocal I

 

sábado, 17 de janeiro de 2015