Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

sábado, 23 de abril de 2011

Amigos pelo menos - Interacção Humorística (XI)

Em 19-06-2009. Obrigado.

Amigos pelo menos

Um dia, na paragem do autocarro, estava uma rapariga que usava uma mini-saia muito apertada.

Quando o autocarro chegou e era a sua vez de entrar, apercebeu-se que a saia estava tão apertada que ela não conseguia levantar a perna o suficiente para chegar ao primeiro degrau.

Tentando arranjar uma maneira de conseguir levantar a perna ela recuou esticou os braços para trás e desapertou um bocadinho o fecho da saia. Ainda assim não conseguia chegar ao degrau...

Embaraçada recuou novamente e esticou os braços para trás das costas para desapertar um pouco mais o fecho. Ainda assim não conseguiu subir para o primeiro degrau...

Então, recuou novamente esticou os braços para trás e desapertou completamente o fecho da saia.

Pensando que desta vez ia conseguir levantou novamente a perna, apenas para descobrir que ainda não conseguia alcançar o degrau...

Vendo como ela estava embaraçada, o homem que estava atrás dela na fila do autocarro, pôs as suas mãos à volta da cintura dela, levantou-a e pousou-a no primeiro degrau do autocarro.

A rapariga virou-se furiosa e perguntou:

- Como se atreve? Eu nem sequer o conheço...

Chocado o homem respondeu-lhe:

- Bem, minha senhora, eu pensei que depois de ter recuado e me ter desapertado a braguilha três vezes, bem, pensei que já éramos pelo menos amigos...

Sessão Abertura Ano Judiciário

Com que vontade gostaríamos de dizer isto e gritá-lo bem alto, mais que não fosse para tirar toda a raiva que temos dentro de nós... estou errado ???!!!

sábado, 16 de abril de 2011

Jazz Standards (X)

O que é um “Jazz Standard” ?

Os termos “standards” ou “jazz standards” são muitas vezes usados quando nos referimos a composições populares ou de músicas de jazz. Uma rápida pesquisa na Internet revela, contudo, que as definições desses termos podem ser muito variar muito.
Então o que é um “standard” ?
Comparando definições de alguns dicionários e de estudiosos de música e baseando-nos naquilo que for comum e que estiver em acordo, será razoável dizer que:
“Standard” (padrão) é uma composição mantida em estima contínua e usada em comum, por vários reportórios.
… e …
Um “Jazz Standard” (padrão de jazz) é uma composição mantida em estima contínua e é usada em comum, como a base de orquestrações/arranjos de jazz e improvisações.
Algumas vezes, o termo “jazz standard” é usado para sugerir que determinada composição se torna um “standard”. Palavras e frases têm muitas vezes múltiplos significados e esta não é excepção. Neste sítio http://www.jazzstandards.com/ nós vamos usar a definição que tem maior aceitação geral, uma que aceita composições seja qual for a sua origem.

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

Tenderly (#26) – Música de Walter Gross e Letra de Jack Lawrence

No início dos anos 40 o pianista Walter Gross escreveu uma melodia, conhecida, informalmente, como “Walter’s Melody” que ele tocava entre amigos. Um dos amigos de Gross, a cantora Margaret Whiting, apresentou-lhe o letrista Jack Lawrence que, por sua vez, escreveu a letra para canção. Gross opôs-se, inicialmente, ao título de “Tenderly” para a composição, alegando que o título soava intencional para um artista, mas acabou por aceitá-lo.

Nat King Cole (Montegomery, 17-03-1919 — Santa Mônica, 15-02-1965) & Oscar Peterson (Montreal, 15-08-1925 - 23-12-2007) (Trio) – O trio era composto, eventulmente e aqui por Irving Ashby (guitarra), Ray Brown (contrabaixo) e Oscar Peterson (piano).


Letra (versão de Nat King Cole)

The evening breeze caressed the trees tenderly
The trembling trees embraced the breeze tenderly
Then you and I came wandering by
And lost in a sigh were we
The shore was kissed by sea and mist tenderly
I can't forget how two hearts met breathlessly
Your arms opened wide and closed me inside
You took my lips, you took my love so tenderly
Your arms opened wide and closed me inside
You took my lips, you took my love so tenderly
You took my lips, you took my love so tenderly

Ella Fitzgerald (Newport News, 25-04-1917 — Beverly Hills, 15-06-1996) – Em Itália, para a Rai Tre (RAI 3), no “La Bussola Club”, em 1960.


Letra (versão de Ella Fitzgerald)

The evening breeze caressed the trees, tenderly
The trembling trees embraced the breeze tenderly
Then you and I came wandering by
and lost in a sigh were we
The shore was kissed by sea and mist tenderly
I can't forget how two hearts met breathlessly
Your arms opened wide
And closed me inside
You took my lips, you took my love,
You took my lips, you took my love, so tenderly

Miles Davis (Alton, Illinois, 26-05-1926 — Santa Monica, California, 28-09-1991) – Do álbum "Miles Davis Live at Birdland 1951-53", com Miles Davis (trompete), Sahib Shibab (Saxofone barítono) e Wade Legge (piano).


Chet Baker (Yale, Oklahoma, 23-12-1929 – Amsterdão, 13-05-1988)

Fábula “Mouseland” Tommy Douglas

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Thomas Clement "Tommy" Douglas (Falkirk, Escócia, 20-10-1904 – Ottawa, Canadá, 24-02-1986) - Foi um pastor batista de origem escocesa que virou um proeminente político social-democrata no Canadá. Como sétimo primeiro-ministro da província de Saskatchewan de 1944 a 1961, pelo partido Co-operative Commonwealth Federation (CCF), liderou o primeiro governo socialista da América do Norte e introduziu o modelo de saúde pública universal no Canadá. Quando o Co-operative Commonwealth Federation (CFC) se uniu ao sindicato Canadian Labour Congress para formar o Novo Partido Democrático (New Democratic Party - NDP), Douglas foi escolhido como líder do novo partido a nível federal, posto no qual serviu durante dez anos, até 1971. Ele é lembrado por sua sagacidade e oratória, através da qual expressou seu idealismo, exemplificado pela fábula da Mouseland.

Em 2004, Tommy Douglas foi eleito o maior canadiano de todos os tempos numa competição organizada pela emissora detelevisão Canadian Broadcasting Corporation. A sua candidatura foi defendida pelo repórter da CBC George Stroumboulopoulos. Em 2006, esta mesma emissora levou para o ar, a mini-série “Gigante da Planície”, que era “A História de Tommy Douglas”, feita em sua homenagem.

Aqui fica com legendas em espanhola, Tommy Douglas, proeminente activista político canadiano, e a sua fábula “Mouseland”.



Pat Metheny – De novo por cá (II)

(In Wikipédia ou http://www.patmetheny.com - Os excertos das biografias foram adaptados e traduzidos, o resto dos textos são da minha autoria – Ricardo Santos)

First Circle” (do álbum do grupo, intitulado “First Circle” de 1984), num espectáculo de um  canal da televisão italiana. Com Pat Metheny (guitarra), Lyle Mays (teclas), Steve Rodby (contrabaixo), Armando Marçal (percussão), Paul Wertico (bateria), Mark Ledford e David Blamires (vocais e outros instrumentos).



First Circle” (do álbum do grupo, intitulado “First Circle” de 1984), com a "Metropole Orchestra" ou "Het Metropole Orkest", e a voz de Fay Lovsky, gravado em 2003. É uma orquestra popular de jazz, de origem holandesa. Foi fundada em 1945 por Dolf van der Linden e é administrada e subsidiada pela "Netherlands Public Broadcasting". O nome do grupo foi sugerido por um dos músicos. Dolf van der Linden liderou durante 35 anos até sair em 1980. Foi substituído por Rogier van Otterloo, que conduziu a orquestra até 1998, altura da sua morte súbita. Dick Bakker herdou a batuta até 1995, altura em que o actual maestro Vince Mandoza assumiu a sua liderança.

Gravado no “Festival Norh Sea Jazz” de 2003 – Evento de três dias, na Holanda, e um dos melhores festivais internacionais de jazz na Europa. Ano após ano, os convidados nunca deixam de impressionar, e o fim de semana inteiro é soberbamente organizado. Todas as salas estão localizadas no interior do labirinto, que é o complexo do Centro de Congressos holandês, "Den Haag". Cada um dos dias do Festival atrai uma população de 22.000 ou mais amantes do Jazz, aqueles que simplesmente apreciam umas horas bem passadas.





Tintas e Pincéis (II) – Columbano Bordalo Pinheiro

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Columbano Bordalo Pinheiro (Lisboa, 21-11-1857 — Lisboa, 06-11-1929) - Foi um pintor naturalista e realista português. Columbano era o quarto filho do escultor e também pintor Manuel Maria Bordalo Pinheiro e de sua esposa Augusta Maria de Carvalho Prostes. Entre os seus irmãos encontrava-se o caricaturista Rafael Bordalo Pinheiro. Iniciou a sua formação na Academia de Belas-Artes de Lisboa, onde foi aluno de Simões de Almeida, um afamado escultor do romantismo português.


Anos após completar a sua formação, rumou a Paris, beneficiado por uma bolsa de estudos custeada pelo rei consorte D. Fernando II de Portugal, já viúvo da rainha D. Maria II de Portugal. Ali ele recebeu a influência de pintores como Manet e Edgar Degas, sendo esta notável na sua obra. Em Paris, na "cidade-luz", Columbano representou-se, em 1882, numa grande exposição, no famoso "Salon de Paris". Nesta apresentou ao público, maioritariamente burguês, o quadro “Soirée Chez Lui”, surpreendentemente aclamado pela difícil crítica de artes parisiense. De regresso a Portugal, juntou-se ao "Grupo do Leão", o qual tencionava renovar a estética das composições na arte do país. Deste período ficaram célebres os retratos de “Ramalho Ortigão”, “Teófilo Braga”, “Eça de Queirós” e “Antero de Quental”, por ele pintados. Para além disto, deu nova ênfase aos palácios lisboetas, ao pintar os painéis que se encontram na sala de recepções do Palácio de São Bento, os Painéis dos Passos Perdidos. Tornou-se, em 1901, professor de pintura histórica na Academia de Belas-Artes de Lisboa, onde se formara na sua juventude. Em 1914, Bordalo Pinheiro foi nomeado pelo novo regime republicano, então recentemente instaurado, para o cargo de director do Museu Nacional de Arte Contemporânea (1911), sucedendo a Carlos Reis.

As imagens (quadros) aqui publicados são:


Grupo do Leão retratado por Columbano Bordalo Pinheiro, em 1885, Óleo sobre Tela (200 x 300 cm), Museu do Chiado, Lisboa.


Um Concerto de Amadores (Soirée Chez Lui) (1882), Óleo sobre Tela (220 x 300 cm), Museu do Chiado, Lisboa.


Antero de Quental (1889), Óleo sobre Tela (73 x 53 cm), Museu do Chiado, Lisboa.


Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro (sobrinho) (1884), Óleo sobre Tela (? X ? cm), Museu do Chiado, Lisboa.


Teófilo Braga (1917), Óleo sobre Tela (128 x 100 cm), Palácio Nacional de Belém, Lisboa.


Auto-Retrato (nnnn) de data desconhecida, Óleo sobre Tela (92 x 69 cm), Museu do Chiado, Lisboa.







Relógio de Parede - Interacção Humorística (X)

Em 05-06-2009. Obrigado.

Relógio de Parede

José mostra orgulhosamente o seu novo apartamento a um amigo, após um jantar bem regado e longo.
Quando chegam à sala, o amigo repara numa tampa de panela, enorme, dependurada numa parede e pergunta:

- O que é aquilo ?

José responde:

- É o meu relógio !

- E como funciona ? - pergunta o amigo.

José pega num martelo e arregaça uma pancada enorme no gongo. De repente, ouve-se do outro lado da parede:

- Pró caralho, grandessíssimo filho da puta !!! SÃO DUAS HORAS DA MANHÃ !!!