Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Pat Metheny Group - Para quem quiser ouvir (V)

(In Wikipédia ou http://www.patmetheny.com - Os excertos das biografias foram adaptados e traduzidos, o resto dos textos são da minha autoria – Ricardo Santos)

O “jazz fusão”, “jazz rock” ou simplesmente “fusão” é um género musical que se desenvolveu nos finais de 1960, de uma mistura de elementos de jazz, tal como o seu foco na improvisação com os ritmos e tons de “funk” e “R&B”, instrumentos eléctricos altamente amplificados e efeitos electrónicos de “rock”. Enquanto o termo “jazz rock” é muitas vezes utilizado como um sinónimo de “jazz fusão”, ele também se refere à música executada nos finais de 1960 e na época de 1970 das bandas rock, quando eles adicionaram elementos de jazz à sua música, como uma forma livre de improvisação.
Depois de uma década de desenvolvimento durante os anos 70, a “fusão” expandiu-se nas capacidades de improvisação e nas tentativas experimentais durante os anos 80 e 90.
Álbuns de “fusão”, mesmo aqueles que são feitos pelo mesmo grupo ou artista, podem incluir uma variedade de estilos. Diferentemente de serem um estilo musical codificado, a “fusão” pode ser vista como uma música tradicional ou aproximação a ela.
Alguma música de “rock progressivo” é também etiquetada por “fusão”. A música de fusão é tipicamente instrumental, muitas vezes com complexas assinaturas temporais, métricas e padrões rítmicos, e também extensas faixas, com improvisações longas. Muitos proeminentes músicos de fusão são reconhecidos, como tendo um alto nível de virtuosismo, combinado com composições complexas e música improvisada complexas ou de um amalgamado de métricas.

A música de PMG, algumas vezes de “jazz fusão” ou “fusão”, que irá passar por aqui contem na maioria das vezes um tema que a inicia e que, de seguida, dá origem aos espaços improvisados de melodias complexas, com Pat Metheny (guitarra e guitarra sintetizada) e os outros músicos. Para terminar, ela retorna ao tema principal para os momentos finais da composição.
As interpretações textuais de algumas músicas são minhas. Como um livro, a música também pode tentar ter uma interpretação, baseada no seu título, porque não ?

LETTER FROM HOME

“Letter From Home” continua na senda do álbum anterior e na mistura da fusão com os ritmos brasileiros.
Foi gravado na primavera de 1989 em New York (Power Station). Músicas escolhidas, a faixa nº. 7 “Beat 70” de 4’ 55” e a faixa nº. 12 “Letter From Home” de 2’ 34”.

Formação:

Pat Metheny (guitarra e guitarra sintetizada);
Lyle Mays (piano e teclas);
Steve Rodby (baixos acústico e eléctrico);
Paul Wertico (bateria e percussão);
Pedro Aznar (voz, guitarra acústica, percussão, saxofone, vibrafone, marimba, melódica, charango e panpipe); e
Armando Marçal (percussão).

Produção de Pat Metheny, para a David Geffen Company, em 1989.

A versão de “Beat 70” é uma das versões existentes no Youtube que foi gravado no Festival International de Jazz de Montreal, Canadá, a 3 de Julho de 1989.

Beat 70

Esta música é jazz com influências latino-americanas. Fácil de ouvir e de “bater o pé” !


A versão de “Letter From Home” é uma das versões existentes no Youtube e pertence a um dos espectáculos gravados ao vivo, em 1993, quando da digressão do PMG em Itália e França, e com uma formação diferente do álbum original, desta composição, onde constam: Pat Metheny (guitarra e guitarra sintetizada), Lyle Mays (piano e teclas), Steve Rodby (baixos acústico e eléctrico), Paul Wertico (bateria e percussão), Pedro Aznar (voz, guitarra acústica, percussão, saxofone, vibrafone, marimba, melódica) e Armando Marçal (voz, percussão, timbales e congas).

Letter From Home

Mais um balada que parece na realidade uma carta na qual se escrevem palavras de saudades e das coisas que se têm passado na ausência de alguém. Utilizem a vossa imaginação para escrever essa carta e ouvir esta música.

16 comentários:

  1. Ouve-se muito cá em casa.

    Beijinhos, Ricardo :)

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  2. Gosto de ambos os temas... mas o "Letter From Home" é algo muito especial. É linda linda... e acho que se escrevesse uma carta a alguém, falando de saudade, ao som desta música... iria molhar o papel da carta com muitas lágrimas.

    Mas em relação ao vídeo do outro tema... minha alma tá parva... então o PM está a tocar em calções??! Ainda me pus a ver se havia ali alguma coisa interessante, eeeh, estava apenas a apreciar se os calções eram bonitos...

    :D

    Beijinhos por carta
    (^^)

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    1. O tema "Letter From Home" é extraordinariamente bonito sim. É mesmo uma carta na qual as letras são notas musicais. Há uma grande "polémica" sobre os títulos que o Metheny deu às canções. Ele diz que foram ao acaso, eu continuo a achar que não. Foram escolhidos com muito cuidado.

      Os calções em Julho de 89 no Canadá, possivelmente estava calor ! Estavas a apreciar as pernas do senhor ?! :))

      Obrigado Afrodite

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  3. Olá Ricardo ! (???) ... Queres saber que eu já aqui estive a comentar, comentei no dia 9 e "publiquei o comentário" (sem publicar) ! (??)
    Fiquei convencido que tinha entrado e não entrou !
    Talvez me tivesse distraído com as coxas do PM, que me pareciam de um elemento feminino (inexistente) do grupo ! hehe
    Confesso que também passei mais que uma vez para ver melhor ! hehehe

    Ora dizia eu que, ouvindo uma e outro dos temas não me parecia o mesmo PMG.
    Sinceramente, o primeiro pareceu-me demasiado barulhento, muito Jazz abrasileirado ou sul americanizado, enquanto que o outro, uma balada triste e melancólica, muito calma ! ... Ambas nos extremos, o que me deixou baralhado ! ... Sabes que eu ainda sou um aprendiz destas coisas e cá estou para aprender !
    Por acaso, agora até já tenho 2 "cadeiras" a música e isso é bom, embora não consiga melhor que "suficiente menos" a ambas ! rsrsrs

    Um abraço a ti e outro à tua colega ! rsrsrs

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    1. Amigo Rui andaste a ver as pernas ao Metheny ! :))
      O primeiro tema é isso mesmo jazz com influências sul-americanas. Posso dizer-te que foi a primeira música que ouvi do PM Group, e a partir daí nunca mais deixei de o ouvir. O gruipo sempre teve músicas rápidas e mais sonoras e outras, baladas, muito bem concebidas e harmoniosas.

      Já agora quem é a colega a que te referiste !? :) Não me digas que é aquela pessoa que também comentou os calções e as pernas do PM, a Afrodite !? :))

      É verdade ela criou um Blogue musical que nos vai dar Boa Música certamente. Vindo dela não espero outra coisa !

      Obrigado e Abraço pelo teu comentário


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    2. ahahah... Verdade ! pareciam-me pernas de gaja e parecia-me uma saia curta. Vê lá que fui até rever na lista dos elementos se havia alguma ! rsrs
      É ela mesmo, Ricardo ! Agora, terei música em duplicado e vou ver se vou aprendendo mais ! :))

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    3. Não Rui o PM Group tocou acho que teve uma vez uma mulher a tocar no grupo, mas a convite num álbum. Agora não sei de cor qual e quem !
      A cantar já ouve pleo menos uma, polaca, Anne Marie Jopek, excelente intérprete !

      Pois a nossa Amiga Arcuense, estou a falar bem hoje !... decidiu presentear-nos e acho que também irei lá visitá-la e ouvir as suas escolhas musicais !

      Obrigado

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  4. Pra quem quiser ouvir dizes tu...ora disso não há dúvidas.
    Adorei o último tema, mais calminho e romântico, acho que tem tudo a ver comigo.

    Gostei do teu novo pano de fundo, já cheira a maresia :)

    Boa semana Ricardo

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    1. Ainda bem que gostaste Manuela.
      O pano de fundo foi "batido" agora na Maratona da FNAC de Oeiras 2016.
      Eles ofereceram-nos uma volta de barco em torno do Farol, e foi "disparar" !!!
      Obrigado

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  5. Ainda não tinha posto estes a tocar. :) Vou aproveitar um bocadinho enquanto navego mais uns minutos. :)

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    1. Aproveita que a minha "Jukebox" é de borla. Nem tens de gastar moedinha ! :)
      Obrigado Luísa

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Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.