A paixão nua e cega dos estios, Atravessou a minha vida como rios

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Paixão Nua, in “O Nome das Coisas”.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

André Sarbib – Groups & Soloists of Jazz (XIX)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

André Sarbib (??-??-19??) – É um pianista de jazz português, autodidacta. É filho do conceituado pianista francês Roger Sarbib, que introduziu as "Big Bands" em Portugal nas décadas de 40 e 50 e que trabalhou com ícones da canção francesa, como Edith Piaf, Charles Trenet ou Maurice Chevalier, e irmão de Saheb Sarbib, nome artístico de seu irmão Jean Sarbib, contrabaixista de jazz e que é hoje, personagem importante da vanguarda nova-iorquina.
Fez parte de várias bandas portugueses, entre elas “Os Tártaros”, “Albatroz” e “Arte & Ofício”.
Como pianista, Sarbib é um autodidacta cujo mestria é no entanto confirmada pela sua já longa carreira e pelas inúmeras actuações nacionais e internacionais. No seu currículo, André Sarbib tem inúmeras colaborações com alguns dos nomes mais importantes do cena internacional, nomeadamente Joe Lovano (), Barry Altschul (), Ivan Lins (voz), Carlos Benavent (), Ruben d`Antas (), Alice Day (), Jorge Rossi (), Saheb Sarbib (contrabaixo), Carlos Carli (), Jorge Pardo (), Javier Colina (), Joachim Chacón (), Paulo de Carvalho (voz), Rão Kyao (saxofone e flauta), Antonio Serrano () e Leonardo Amuedo (), entre outros. A este currículo devem somar-se as suas contribuições em actuações e discos de uma infinidade de músicos e cantores da melhor música portuguesa.
Apesar de ser essencialmente um músico de palco, André Sarbib gravou, em 1990, o CD “Silêncio das Águas”, estreia a solo com um trabalho de originais e, em 1993, “Coisas da Noite”, onde deu continuidade a uma concepção musical que o coloca entre os melhores cultores da fusão em Portugal. Participou em inúmeros festivais de jazz, destacando-se o “1º. Funchal Jazz”, evento do qual é director artístico, e, em Maio de 2001, no “5º. Matosinhos em Jazz”, formando um quarteto com Joe Lovano, Barry Altschul e Saheb Sarbib. Actuou no último “Festival de Jazz de Madrid”, em Novembro passado, com Ivan Lins e Antonio Serrano. É conhecida a sua cumplicidade com o pianista Miguel Braga de que resultaram inúmeras participações em gravações de outros artistas, espectáculos de piano a quatro mãos como o recente "2 Amigos, 2 Pianos" na Casa da Música, no Porto, em Novembro de 2011, e a participações em álbuns daquele outro pianista, como no álbum "Secreta Passagem - Miguel Braga e Amigos".
No lançamento do seu álbum "This-is-it!", de 2008, Sarbib expressa a sua opinião: "Cada vez há mais músicos fantásticos em Portugal nas novas gerações, como aqui está demonstrado neste disco, é pena que cada vez seja mais difícil tocar, dado que as televisões deixaram de mostrar música não comercial e as rádios não passam jazz nacional", diz André Sarbib, que está pessimista quanto ao futuro dos músicos em Portugal. Para o músico, está-se ante "uma regressão monstruosa", face ao que acontecia nos anos 80 e 90, quando pelo menos a RTP ainda gravava música portuguesa não comercial. Este último álbum tem a particularidade de apresentar também Sarbib, como cantor, condição que já ocorrera ao vivo, mas que nunca tinha sido registada em disco.
Sarbib é presença habitual na cena jazzistica portuguesa, principalmente nas cidades do Porto e Lisboa, actuando em vários palcos, desde casinos e salas de espectáculo, a clubes de jazz, seja a solo ou em grupo, sendo a formação habitual do quarteto com que toca André Sarbib (piano), Bernardo Moreira (contrabaixo), João Cunha (bateria) e João Moreira (trompete e flugel horn), formação esta usada no disco "This is it!" e na apresentação do Seia Blues & Jazz, em 2011, por exemplo.

Blame It On My Youth, composição de Oscar Levante e Edward Heyman, para o álbum “This is it!”, com André Sarbib (piano e voz), Bernardo Moreira ( contrabaixo), João Moreira (trompete e flugelhorn) e João Cunha (bateria).


La Valse Des Lilás, do álbum “This is it!” !”, com André Sarbib (piano e voz), Bernardo Moreira ( contrabaixo), João Moreira (trompete e flugelhorn) e João Cunha (bateria).


Asas, do álbum “This is it!” !”, com André Sarbib (piano e voz), Bernardo Moreira ( contrabaixo), João Moreira (trompete e flugelhorn) e João Cunha (bateria).


Berimbau, Concerto com o “André Sarbib Quarteto”, na Serra do Luso, em 24 de Agosto 2013, com André Sarbib (piano), Cláudio César Ribeiro (guitarra), Zé Lima (baixo eléctrico) e Toni Maresca (bateria).

9 comentários:

  1. Ai, que estou a ser perseguida por um texto animado anunciando um desafio musical! Logo eu que sou pouco ou nada versada na matéria. :)

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    1. Luísa folgo muito ver-te aqui, nós os dois temos em comum o amor pela fotografia.
      Posso dizer-te que vais gostar do passatempo de dia 25 como o texto animado anuncia. Conto contigo. Vou já adiantando que são sete músicas portuguesas para adivinhar, nada de complicado.
      Obrigado

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  2. Confesso que não conhecia.
    Venha daí o desafio!

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    1. Nós não conhecemos muitas vezes artistas, neste caso músicos da nossa "praça", porque eles não são divulgados. O tempo de antena vai para as banalidades e futilidades da sociedade mediática em que vivemos !
      Obrigado Pedro

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  3. Habituei-me a ouvir o nome de André Sarbib nos programas musicais que a RTP apresentava, principalmente em espectáculos em que acompanhava Paulo de Carvalho. Fui agora procurar no Youtube e confirmei as minhas memórias em registos de alguns espectáculos onde participou, inclusive no Festival RTP da Canção de 1984.
    Enquanto dono de uma carreira a solo já não tenho acompanhado... por isso fiquei deliciada a ouvir estes temas que aqui sugeres, de onde destaco os dois primeiros que gostei mais.
    Definitivamente... a ouvir mais a miúde.

    Beijinhos em tons lilás
    (^^)

    P.S. - notável e assombrosa a semelhança fisionómica deste músico com Ivan Lins... :))

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    1. Ainda bem que gostaste do André Sarbib. Sim, acompanhava o Paulo de Carvalho e participou no Festival da Canção. A sua carreira a solo tem demonstrado o excelente músico/intérprete que é. Os dois primeiros temas são muito bons na realidade, embora o terceio tema me agrade sobremaneira. O quarto tema é conhecido da autoria de Vinicius e de Toquinho.
      Muito parecido com o Ivan Lins, na realidade :)
      Obrigado Afrodite

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  4. Gostei muito das quatro faixas _ a última , minha conhecida .
    E a semelhança com Ivan Lins é bem acentuada ,embora a voz do Ivan seja mais marcante .
    grandes escolhas sempre Ricardo,
    abraço


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    1. Estou de acordo contigo. As composições são todas elas muito boas. Quero-te no desafio :) ! Lis Obrigado.

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Eu fiz um Pacto com a minha Língua, o Português, língua de Camões e de Pessoa.