Teus olhos contas escuras, são duas Avé Marias, dum rosário d’amarguras, que eu rezo todos os dias. - Fernando Pessoa

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Moody Blues (4)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Os “Moody Blues” foram um grupo que segui até 1971, com o álbum “Seventh Sojourn”. Até aí ouvi e coleccionei os “vinil”, depois, somente os segui, amiúde. Hoje tenho toda a discografia deles. Sempre me agradaram bastante, pela sua música trabalhada e muito bem executada, muitas das vezes acompanhada por orquestra. Por aqui no “O Pacto Português”, e durante algumas semanas (um álbum por semana, até ao “Seventh Sojourn), vou dar-vos um pouco das melodias e do “Rock” deste agrupamento, e também algumas palavras sobre os “MB” (biografia) e análise dos álbuns por críticos musicais. A análise dos álbuns dos “Moody Blues” foram traduzidas do sítio do AllMusic.com e da Wikipedia (versão inglesa). Não sei as análises da AllMusic.com,  são da época ou actuais, mas valem o que valem e como sempre tenho dito, sou um melómano amador e não sei ler uma pauta musical, embora tenha a certeza que não conseguiria viver sem ela.

The Moody Blues (Birmingham, Maio 1964 – 20xx)

The Moody Blues são uma banda de Rock Inglês. Entre algumas das suas inovações para a época conta-se com a fusão com a música clássica. Isto é evidente, e principalmente, no excelente álbum, de 1967, “Days Of Future Passed”.
The Moody Blues venderam mais de 70 milhões de álbuns em todo o mundo e obtiveram 14 discos de ouro e platina. A partir de 2012 eles permanecem activos, com um membro da banda original de 1964, John Lodge, e mais dois a partir da linha 1967, Justin Hayward e Graham Edge.

Discografia:

The Magnificent Moodies (1965)
Days of Future Passed (1967)
In Search of the Lost Chord (1968)
On the Threshold of a Dream (1969)
To Our Children's Children's Children (1969)
A Question of Balance (1970)
Every Good Boy Deserves Favour (1971)
Seventh Sojourn (1972)
Octave (1978)
Long Distance Voyager (1981)
The Present (1983)
The Other Side of Life (1986)
Sur la Mer (1988)
Keys of the Kingdom (1991)
Strange Times (1999)
December (2003)

Etiquetas - Decca, Deram, Threshold, Polydor, Universal, Ark 21, Eagle, Image.
Membros actuais - Graeme Edge, John Lodge e Justin Hayward.
Membros anteriores - Ray Thomas, Michael Pinder, Denny Laine, Clint Warwick, Rodney Clark e Patrick Moraz.



Álbum (vinil) - On The Threshold Of A Dream (1969), Deram Stereo SML 1035, Crítica (Review, by Bruce Eder). Gravado entre 12 e 31 de Janeiro de 1969. Editado em 25 de Abril de 1969.

“On the Threshold of a Dream” foi o primeiro álbum que os Moody Blues tiveram a oportunidade de gravar e de se preparar convenientemente para essa situação, sem lidar com horários de digressões e/ou roubar tempo no estúdio entre os espectáculo - na verdade, embora isso tenha acontecido na realidade, não foi aquilo que muitos observadores confirmaram. Os “Moodies” haviam quase esgotado as melhores composições do saco de música com os seus dois álbuns anteriores, “Days of Future Passed” e “In Search of the Lost Chord”, que tinham sido bem desenhados. O seu sucesso ganhou-lhes a atenção da editora “Decca” que os autorizou a poderem trabalhar calmamente no estúdio através de Janeiro e mais de Fevereiro de 1969.
Como a banda nos dois álbuns anteriores, “On The Threshold Of A Dream” segue um conceito. O álbum explora sonhos, especialmente no segundo lado, que culmina com a faixa "Voyage", uma suite, inspirada em parte também pela “Strauss's Also sprach Zarathrustra”.
A peça, de Mike Pinder, apresenta uma orquestração com “mellotron” e flauta. O álbum começa com um poema acompanhado por sons electrónicos e sons semelhantes são utilizados para terminar o álbum, também. As edições do LP do álbum foram pressionadas a continuar a emitir esses sons até a ranhura do álbum “run-out” terminar, levando-os a tocar continuamente até o braço do gira-discos ser  levantado.
“On The Threshold Of A Dream”  deu às “The Moody Blues”, o seu primeiro álbum britânico Nº.1, e também aumentou as suas influências no EUA, tornando-se o seu primeiro álbum no Top 20 americano.
É o quarto álbum lançado pela editora “Decca” em 25 de Abril de 1969. Foi o último da “Decca” antes da banda formar a sua própria editora,a “Threshold”.

Formação do álbum “On The Threshold Of A Dream": Justin Hayward (guitarras, piano mellotron, vocais, etc), Mike Pinder (teclas, baixo, violoncelo, vocais, etc), Ray Thomas (flauta, harmónica, oboé, vocais,), Graeme Edge (bateria, percussão, vocais, etc) e John Lodge (baixos, violoncelo, vocais, etc), e Pete Jackson (triângulo).
Melhor classificação, Álbum: 1º. Lugar dos Albuns no Reino Unido; 20º. Lugar “Billboard 200” em 1969 e Tema “Never Comes The Day” 91º. Lugar “Billboard Hot 100” em 1969.

Moody Blues (1964)

Lovely To See You, de Justin Hayward.


So Deep Within You, de Mike Pinder.


Never Comes The Day, de Justin Hayward.


Lazy Day, de Ray Tomas. Gravado em 1970 (Paris).

10 comentários:


  1. Para ouvir Moody Blues... estou sempre in mood for it! :))

    Vou ouvir.
    (^^)

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    1. Os Moody ouço-os sempre que estou melancólico, nostálgico ou romântico ! :)
      É um grupo que sempre me encheu as medidas !
      Obrigado Afrodite

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    2. Deste lote só conhecia o «Lazy Day».
      O que sempre me agradou nesta banda foi o facto de as músicas serem sempre melodiosas.

      Beijinhos preguiçosos
      (^^)

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    3. Julguei que pudesses conhecer a mais bem classificada nos Top de Venda, "Never Comes The Day" !

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  2. Na minha opinião cada música, transmite uma mensagem, memórias, desejos, nada é composto ao acaso.
    Há que ouvir os Moody e perceber que música se encaixa melhor no momento que se vive e esta minha ideia aplica-se a todas as músicas que colocas aqui.
    Estive a ouvir algumas deles e hoje acrescentaria aqui Strange Times, sem desprimor para as tuas escolhas.

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    1. A música dos Moody Blues foram sempre composições de muita qualidade, e a as letras eram muitas delas, mensagens de aviso ao Homem, sobre a sociedade por ele construída.
      Obrigado Manuela

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  3. Caro Ricardamigo

    Como sou um velho (Politicante correcto - idoso...) não percebo patavina disto. Modernices... Por que bulas não vais ao meu "esconderijo?

    Abç do
    Henrique, o Leãozão

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    1. Henrique
      Obrigado pelo comentário e toma atenção que já fui comentar ao teu Blogue !
      Abraço

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Eu fiz um Pacto com a minha língua, o Português, língua de Camões, de Pessoa e de Saramago.