Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

sábado, 25 de agosto de 2012

Baladas Pat Metheny e… (IV)

Durante dez semanas, duas por semana, deixar-vos-ei 20 baladas de Pat Metheny, algumas delas compostas em parceria. 
Metheny porquê ?
Porque a sua música é uma presença diária. Faz-me sentir bem e verificar que ainda existem coisas boas no Mundo que habitamos. A música de Metheny é uma dessas coisas boas.     
                  
Biografias de Pat Metheny e de alguns dos músicos do grupo por aqui:


            
As duas baladas de hoje, e mais uma vez com a ajuda do Youtube, são:         

If I Could”, composta por Pat Metheny (música) para o álbum “First Circle” de 1984, gravado para a etiqueta ECM. “First Circle” é um álbum vencedor de um Grammy. No álbum Pat Metheny é acompanhado por Lyle Mays no piano e teclados, Steve Rodby no baixo, o baterista, Paul Wertico e o vocalista e percussionista, Pedro Aznar. O álbum ganhou o Grammy de “Melhor Performance de Jazz Fusion” em 1985.          
           
A formação para este álbum foi a seguinte:           
       
Pat Metheny - Viola, Viola Synclavier, Cítara, Viola Slide, Viola Acústica, Viola Acústica de 12 cordas;
Lyle Mays - Piano, Sintetizadores, Oberheim, Campainhas/Sinos Agogo, Orgão, e Trompete;
Steve Rodby – Baixos eléctrico, acústico e bateria;
Pedro Aznar - Glockenspiel, Voz, Campainhas/Sinos, Viola Acústica, Percussão, Assobio, Viola Acústica de 12 cordas; e
Paul Wertico - Bateria, “Field Drum”, Timbales.        
              
           
                   
The Road To You”, composta por Pat Metheny (música) para o álbum “The Road To You” de 1993, gravado para a etiqueta Geffen, com produção de Pat Metheny.
“The Road to You” é o segundo álbum do “Pat Metheny Group” ao vivo, lançado em 1993, dez anos após o seu primeiro lançamento ao vivo, “Travels”. Todas as peças foram gravadas ao vivo (a excepção é a última faixa “Solo ‘More Travels’”, gravada em estúdio), numa digressão europeia em 1991. As músicas foram retiradas de actuações nas cidades italianas de Bari, Pescara, Jesi e Nápoles; e das cidades francesas de Marselha, Paris e Besançon.
O CD contem os tempos por música, mas os aí registados, são muito imprecisos. O álbum ganhou um Grammy, em 1994, para “Melhor Performance de Jazz Contemporâneo”.       
               
A formação para este álbum foi a seguinte:          
             
Pat Metheny – Viola, Viola Sintetizadora;
Lyle Mays – Piano, Teclas;
Steve Rodby – Baixos Acústico e Eléctrico;
Paul Wertico – Bateria;
Armando Marçal – Percussão, Timbales, Congas, Voz; e
Pedro Aznar – Voz, Viola Acústica, Percussão, Saxofone, Bateria de Aço, Vibrafone, Marimba, Melódica.         
                  

Juca e Zeca - Interacção Humorística (LXXVIII)


Diálogos Farenses por Bê Zê

Jazz Standards (LXXIII)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)       
                   
(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)               
               
The Nearness of You (#64) - Música de Hoagy Carmichael e Letra de Ned Washington
Em 1940, Glenn Miller e sua Orquestra apresentou a composição "The Nearness of You" na voz de Ray Eberle. A gravação da etiqueta “Bluebird” teve um relativo sucesso, aparecendo nas tabelas no final de Junho, permanecendo lá por onze semanas, e atingindo o lugar número cinco. Em 1953, a canção tornou-se novamente num sucesso, desta vez na voz de Bob Manning, com a orquestra de Monty Kelly, que viram a sua gravação, subir tabelas ao 16º. lugar.
No que diz respeito à canção, e de acordo com a biografia de Hoagy Carmichael por Richard Sudhalter “Stardust Melody: A Vida e a Música de Hoagy Carmichael”, "The Nearness of You" foi uma melodia que Carmichael criou, com 15 anos de idade, para uma adaptação cinematográfica da obra do escritor britânico William Shakespeare, em “Sonho de Uma Noite de Verão”, tendo o actor Mickey Rooney no papel de Puck. Com a letra de Ned Washington, tornou-se em "The Nearness of You", programada para inclusão no filme “Romance in the Rough”. O filme nunca foi produzido e a música teve de esperar pela sua republicação em 1940, de modo a ganhar o seu estatuto de “standard”.          
                  
Norah Jones (Brooklyn, EUA, 30-03-1979 - 20xx) – Do álbum “Come Way With Me” de 2002, para a Blue Note.        

         
                
Sheena Easton (Bellshill, Scotland, 27-04-1959 - 20xx) – Do álbum “No Strings” de 1993.      
                    
               
                     
Mina Anna Mazzini (Busto Arsizio, Itália, 25-03-1940 - 20xx)         
                  
              
                 
Sarah Vaughan (Newark, EUA, 27-03-1924 — Los Angeles, EUA, 03-04-1990) – A versão de 1949, do álbum “Sarah Vaughan 1949-1950”, com a orquestra de Joe Lipman.   
                    
                 
                   
Letra     
            
It's not the pale moon that excites me
That thrills and delights me
Oh no, it's just the nearness of you
It isn't your sweet conversation
That brings this sensation
Oh no, it's just the nearness of you
When you're in my arms
And I feel you so close to me
All my wildest dreams came true
I need no soft lights to enchant me
If you will only grant me the right to hold you ever so tight
And to feel in the night the nearness of you             
                
Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos)

Alguma “velha” publicidade televisiva (XIV)

Quem não se lembra e quem não bebeu “Schweppes” ?!            
                     

5MJZ (XXX) - Thelonious Monk

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos; e ainda In Duarte, José, História do Jazz, 2ª. Edição, Editora Sextante, Novembro de 2009)            
             
Se Luís Villas-Boas é considerado o pai do Jazz em Portugal, José Duarte é também uma figura proeminente e importante na divulgação deste género musical no nosso País.
Estamos a passar, com o auxílio do “Youtube”, como é habitual, algumas das músicas, consideradas obrigatórias pelo José Duarte e constantes numa edição de três CD’s sobre o programa “Cinco Minutos de Jazz”, começado na década de 60 (1966), no “Rádio Renascença”, depois na Rádio Comercial e mais tarde na Antena 1, onde ainda hoje e há mais de 40 anos se divulga o improviso na rádio do nosso país.          
                     
Thelonious Sphere Monk (Rocky Mount, EUA, 10-10-1917 — Weehawken, New Jersey, EUA, 17-02-1982) - Foi um pianista e compositor de jazz norte-americano.
Thelonious Monk foi um pianista único, e considerado um dos mais importantes músicos do Jazz. Monk tinha um estilo único de improvisar e tocar. Era famoso pelos seus improvisos de poucas e boas notas. Se fosse preciso, fazia com duas ou três notas o que outros pianistas faziam com nove ou dez. Cada nota entrava perfeitamente no contexto da música, numa mistura melódica e rítmica. Utilizava, somente, as notas necessárias e muito bem trabalhadas. Sentado ao piano, tocava-o encurvado, com uma má postura, além do seu mau dedilhar ruim, com os dedos rígidos, que ficavam perfeitamente erectos e batiam nas teclas tal qual uma baqueta faria num tambor. Excêntrico, Thelonious não era muito bem visto pela crítica da época, porém era unanimidade entre os músicos de jazz, como inegualável. Compunha melodias e criava ritmos nada usuais. Compôs vários temas que hoje são considerados “standards”, como "Epistrophy", "'Round Midnight", "Blue Monk", "Straight No Chaser" e "Well, You Needn't".
Apesar de ser lembrado como um dos fundadores do “Bebop”, o seu estilo, com o passar do tempo, evoluiu para algo único, próprio, de composições com harmonias dissonantes e guinadas melódicas combinadas a linhas de percussão, desenvolvidas com abruptos ataques ao piano e uso de silêncios e hesitações.         
                  
Ruby My Dear", de 1947 (*), é uma balada jazz composta por Thelonious Monk.

A canção teve esse nome, por causa  do primeiro amor de Monk, Rubie Richardson. Foi gravada pela primeira vez, numa sessão de 1947 para a “Blue Note Records”. Monk gravou "Ruby My Dear" várias vezes, incluindo actuações de piano solo em 1959 e 1965, bem como versões com os saxofonistas Coleman Hawkins e John Coltrane (em New York, no “Five Spot Jazz Cafe”, decorria o Verão de 1957).
Em 1997, o guitarrista Larry Coryell cobriu a canção de seu álbum "Spaces Revisited".
Esta é uma das baladas mais românticas de Monk, gravada um pouco antes da “Columbia Records” ter assiando com ele.            
              
(*) 1947 – Morre Henry Ford, o criador do célebre automóvel “Modelo T”, o “Ford T”; Mahatma Gandhi negoceia o fim de 190 anos de domínio colonial britânico, na Índia; Morre o “gangster” Al Capone;          
                   

Titanic é para meninos

Músicas House MD (6ª. Temporada) (XXXI)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)        
                 
Billy Moon, Sharkey & Zooks from the Spark (2004 – 20xx) – É um grupo (Sharkey's Machine) que teve o seu primeiro album em 2004, com a presença de Billy Moon.       
             
Billy Moon, Sharkey & Zooks from the Spark – Little Cabin Song       
                
                 
                          
Iron & Wine (Sam Beam) (Carolina do Sul, 26-07-1974 – 20xx) - É o nome artístico utilizado pelo cantor e compositor norte-americano de “Folk Rock” Sam Beam. Beam lançou o seu primeiro álbum, como Iron & Wine, em 2002. O CD intitula-se "The Creek Drank the Cradle", para a etiqueta “Sub Pop”.                 
                      
Iron & Wine – Love Vigilantes, em Long Beach, Califórnia em 10 de Maio de 2009.        
                   
               
                     
The Radiohead (1988 – 20xx) – É uma banda inglesa de rock alternativo, formada no ano de 1988, em Oxford, por Thom Yorke (vocais, guitarra, piano), Jonny Greenwood (guitarra), Ed O'Brien (guitarra), Colin Greenwood (baixo, sintetizador) e Phil Selway (bateria, percussão).
Os “Radiohead” lançaram o seu primeiro single, "Creep", no ano de 1992 e o seu primeiro álbum de estúdio, “Pablo Honey”, em 1993. Ainda que o single de "Creep" não tenha feito sucesso quando foi lançado, o seu relançamento, no ano seguinte, fez da canção um êxito internacional. A popularidade desta banda no Reino Unido aumentou com o lançamento de seu segundo álbum de estúdio, “The Bends”, em 1995. A textura atmosférica das guitarras e o falsete de Thom Yorke foram bastante aclamados por críticos e admiradores do grupo. Com o lançamento de “OK Computer”, em 1997, os “Radiohead” ganharam fama mundial. Contando com um som bastante expansivo e temas sobre a alienação moderna, “OK Computer” é aclamado até hoje, como um marco dos anos 90. O lançamento de “Kid A”, em 2000, e de “Amnesiac”, em 2001, marcou o pico da popularidade dos “Radiohead”, ainda que estes dois álbuns tenham tido opiniões controversas entre críticos e entusiastas da banda. Este período marcou uma considerável mudança no som dos “Radiohead”, com a banda incorporando elementos experimentais de música electrónica e jazz nas suas composições. “Hail to the Thief” (2003), sexto álbum de estúdio da banda, mesclou todos os estilos que a banda já empregou na sua carreira, como as guitarras distorcidas, música electrónica e letras contemporâneas. Dando sequência ao lançamento de “Hail to the Thief”, os “Radiohead” entraram em hiato, deixaram a etiqueta EMI e lançaram o seu sétimo álbum, “In Rainbows”, em 2007, por meio de “download” digital, pelo qual os compradores escolhiam o quanto queriam pagar.       
                  
Radiohead – No Surprises