Contigo nunca me perco, perdendo-me ! (Ricardo Santos)

terça-feira, 22 de maio de 2018

O Comboio - Interacção Humorística (173)


Em 10-10-2012. Obrigado.

O Comboio

Meu querido Pai

Berlim é uma cidade maravilhosa. As pessoas são excelentes e eu  estou realmente a gostar disto. Mas Pai, eu estou um bocado envergonhado ao chegar à minha Faculdade, com o meu Ferrari 599GTB em puro ouro, quando todos os meus professores e meus colegas vêm de Comboio.

Seu filho, Nasser


No dia seguinte o Pai responde ao mail do Nasser:


Meu amado filho

20 milhões de USD (Dolares) acabaram de ser transferidos para a tua conta.  Por favor pára de nos envergonhar, e vai comprar um comboio para ti também....

Beijos, Pai

sábado, 19 de maio de 2018

Resistência (13) Chamaram-me Cigano

Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Músicas do CD Duplo “Os Filhos da Madrugada” editado em 27 de Abril de 1994, onde o Grande José Afonso, foi homenageado pelos artistas das principais bandas portuguesas. É também a minha homenagem a esta figura IMPORTANTÍSSIMA na vida musical portuguesa e no respeito que demonstrava e defendia pela liberdade de todos os cidadãos.

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 02-08-1929 – Setúbal, 23-02-1987)


 Desenho meu, feito a lápis de carvão, no ano de 1988, após a morte do Artista

Resistência (1990)



Chamaram-me um dia cigano e maltês
Menino, não és boa rês
Abri uma cova na terra mais funda
Fiz dela a minha sepultura
Entrei numa gruta matei um tritão
Mas tive o diabo na mão
Havia um comboio já pronto a largar
E vi o diabo a tentar
Pedi-lhe um cruzado fiquei logo ali
Num leito de penas dormi
Puseram-me a ferros soltaram o cão
Mas tive o diabo na mão
Voltei de charola de cilha e arnês
Amigo, vem cá outra vez
Subi uma escada ganhei dinheirama
Senhor D. Fulano Marquês
Perdi na roleta ganhei ao gamão
Mas tive o diabo na mão
Ao dar uma volta caí no lancil
E veio o diabo a ganir
Nadavam piranhas na lagoa escura
Tamanhas que nunca tal vi
Limpei a viseira peguei no arpão
Mas tive o diabo na mão

quarta-feira, 16 de maio de 2018

CinemaScope (15)

Retomo uma rúbrica que existia neste blogue, em rodapé e que possivelmente passou despercebida a muitos que me visitavam, por estar mesmo lá no fim da minha página.

É música claro ! O que estavam à espera ?

São composições que me dizem muito, porque sou um romântico e um eterno apaixonado por música, pelas outras artes, pela humanidade, pelos amigos que encontrei na blogosfera, pela Natureza, pela vida, no fundo, pelas coisas boas desta sociedade em que vivemos.

Desta vez os registos, enquanto não apagados ou eliminados do Youtube, ficarão por cá, com uma única etiqueta “CinemaScope”.

Uma voz escocesa, maravilhosa ! Como eu gosto das vozes do folk britânico. São aquelas vozes melodiosas e agradabilíssimas de ouvir sem agudos estridentes e irritantes.

Karen Matheson (11-02-1963) Red Red Rose (1794)

terça-feira, 15 de maio de 2018

Faz Hoje Anos (33) – Paulo de Carvalho

Faz hoje 71 anos... Parabéns !!!

Paulo de Carvalho (15-05-1947) – Alguém que sempre ouvi e segui a carreira. Talvez um dos nossos melhores cantores de música ligeira e não só. Aqui fica uma composição que tem a ver um pouco com todos nós. Nós que frequentámos “boites”, hoje termo usado no sentido pejorativo, mas que na década de sessenta e setenta era o local onde os jovens se reuniam para dançar. Recordem, como diz a letra: “...pequenos pedaços da nossa memória, que fazem a história incompleta de cada um de nós !”.
“Whisky On The Rocks” faz parte do álbum "Abracadabra" (1981), gravado em Espanha, com produção de Joni Galvão, e com canções conhecidas, como "Executivo" e "Abracadabra".

sábado, 12 de maio de 2018

Patchworks of Music Glued (10)

A manhã despertara. Abrira os olhos. Um dia mais de labuta era esperado. A luz entrava aos poucos pelo quarto dentro. O escuro fazia-se claro. Levantava-se. Um novo ciclo de 24 horas que se afigurava de trabalho. Algumas vezes, era difícil de suportar... Solidão!
Levava os filhos à mãe e partia para o quotidiano onde à força de braços trazia o sustento para aquela casa.

Era uma mulher nova, mas madura. Tinha lutado pela sobrevivência da sua família. Os seus cabelos castanhos, agora mais compridos, conferiam-lhe uma beleza rara. Os homens procuravam-na. Ela gostava dessa procura, mas tinha mantido a sua castidade desde que enviuvara.

Muitas vezes, aos fins-de-semana ria e brincava, passeando pela praia, com os seus dois filhos. Outras vezes sozinha, à soleira de uma esplanada, dava liberdade à sua alegria de viver que era imensa e se evidenciava em todo o seu eu.

As horas, rapidamente, passaram e o Sol tinha começado a descer. Depois da jorna cumprida, era o caminho de regresso. Ir buscar os filhos, o rebobinar do dia.

A noite chegava e alguma tristeza assolava a face. Antonia tratava da lida da casa, preparava a janta e depois levava os filhos para a cama. Acarinhava-os e aconchegava-os. Já deitada, pensava, principalmente, nos seus que tanto amava e na sua solidão que teimava manter. Voltava a esquecer quem tanto amara, fechava os olhos e adormecia, e sonhava...



Foto minha, "batida" no dia 13 de Fevereiro de 2018, numa das praias da Marginal.

Música, do "Pat Metheny Group", extraída do álbum “Secret Story” de Julho de 1992, para a etiqueta “Geffen”. A composição “Antonia”, composta por Pat Metheny.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Jazz Standards (170)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

Limehouse Blues (#174) - Música de Philip Braham e Letra de Douglas Furber

A “Queen's Dance Orchestra”, em Inglaterra, sob a direção de Jack Hylton, introduziu a versão instrumental de “Limehouse Blues” em 1922. Mas até a composição ter estreado nos EUA nunca subiu às tabelas. Nos EUA tornou-se um grande êxito e nas vendas obteve:

Paul Whiteman e Orquestra (1924, N.º 24)
Carl Fenton e Orquestra (1924, N.º 14)
Duke Ellington e Orquestra (1931, N.º 13)
Glen Gray e “Casa Loma Orchestra” (1934, N.º 20)

O pianista e orquestrador inglês, Jack Hylton entrou para a “Queen’s Dance Orchestra” em 1921. Em Agosto de 1922, eles apresentaram a composição “Limehouse Blues”, e um mês depois o mesmo grupo, sob o nome “Jack Hylton’s Jazz Band”, gravou uma segunda versão da música. Em 1923, a “Queen's Dance Orchestra” tornou-se a “Jack Hylton Orchestra”.

Frank Vignola (West Islip, New York, EUA, 30-12-1965) Quintet e Tommy Emmanuel (Nova Gales do Sul, Austrália, 31-05-1955) – Ao vivo, em Vinceza, decorria o ano 2008.


Fletcher Henderson (Cuthbert, Georgia, EUA, 18-12-1897 - New York, New York, EUA, 29-12-1952) – Orquestra composta por: Russell Smith, Irving Randolph e Henry Red Allen (trompetes); Claude Jones e Keg Johnson (trombones); Buster Bailey (clarinete); Russell Procope e Hilton Jefferson (clarinetes e saxofones alto); Ben Webster (saxofone tenor); Fletcher Henderson (piano); Lawrence Lucie (guitarra); Elmer James (contrabaixo); e Walter Johnson (bateria).


Rosemary Clooney (Maysville, Kentucky, EUA, 23-05-1928 - Beverly Hills, EUA, 29-06-2002) – Com a orquestra de Nelson Riddle, em 1961 para o álbum “Rosie Solves the Swingin' Riddle”.


Nancy Sinatra (Jersey City, New Jersey, EUA, 08-06-1940)


Letra

And those weird China blues
Never go away
Sad, mad blues
For all the while they seem to say
Oh, Limehouse kid
Oh, oh, Limehouse kid
Goin' the way
That the rest of them did
Poor broken blossom
And nobody's child
Haunting and taunting
You're just kind of wild
Oh, Limehouse blues
I've the real Limehouse blues
Can't seem to shake off
Those real China blues
Rings on your fingers
And tears for your crown
That is the story
Of old Chinatown
Rings on your fingers
And tears for your crown
That is the story
Of old Chinatown

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos).

terça-feira, 8 de maio de 2018

Faz Hoje Anos (32) – Keith Jarrett

Faz hoje 73 anos... Parabéns !!!

Keith Jarrett (08-05-1945) – Do espectáculo realizado em Tóquio, decorria o ano de 1984.

domingo, 6 de maio de 2018

O Livrinho Vermelho do Galo de Barcelos (1)

O Livrinho Vermelho do Galo de Barcelos / Ex-citações de Mau de Zé y Chunga:
2ª. edição. Colaboração dos Anarkas (e não só...) deste País;
Fotos de: José Teixeira, Avelãs Coelho, Lourenço Pereira e José Teixeira;
Capa de: Acácio Campos.
Digitalizações gentilmente cedidas pela Afrodite.