Dá a surpresa de ser

Dá a surpresa de ser É alta, de um louro escuro. Faz bem só pensar em ver Seu corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela estivesse deitada) Dois montinhos que amanhecem Sem ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco Assenta em palmo espalhado Sobre a saliência do flanco Do seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem qualquer coisa de gomo. Meu Deus, quando é que eu embarco? Ó fome, quando é que eu como?

10-9-1930 - Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995) - 123.

domingo, 18 de março de 2012

Jazz Standards (LIV)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)                
                     
(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)         
             
What's New? (#14) - Música de Bob Haggart e Letra de Johnny Burke
O contrabaixista e orquestrador Bob Haggart, enquanto membro da Orquestra de Bob Crosby, compôs a música "I’m Free", em Outubro de 1938. Haggart escreveu o solo dentro da canção com o seu companheiro de banda, o trompetista Billy Butterfield. A banda iria gravar "I’m Free" naquele mesmo dia. No ano seguinte, os editores da canção decidiram que "I’m Free" tinha potencial como sucesso vocal, e Johnny Burke foi contratado para escrever a letra. Numa época em que o bonito e o romântico deu lugar ao que era urbano, Burke elaborou um truque inteligente para contar uma história de amor. Letra de conversação casula onde se contava apenas um lados da conversa. O resultado foi "What’s New?"         
              
Linda Ronstadt (Tucson, Arizona, EUA, 15-07-1946 - 20xx) – do álbum “What’s New” (1983), publicada na etiqueta “Asylum Records”, com a orquestra de Nelson Riddle e orquestração do mesmo.            
                
              
                 
Letra (versão Linda Ronstadt)          
              
What's new?
How is the world treating you?
You haven't changed a bit
Hansome as ever, I must admit
What's new?
How did that romance come through?
We haven't met since then
Gee, but it's nice to see you again
What's new?
Probably I'm boring you
But seeing you is grand
And you were sweet to offer your hand
I understand. Adieu!
Pardon my asking what's new
Of course you couldn't know
I haven't changed, I still love you so           
                
Benny Goodman (Chicago, Illinois, EUA, 30-05-1909 – 13-06-1986) & Peggy Lee (Jamestown, North Dakota, EUA, 26-05-1920 – Bel Air, California, EUA, 21-01-2002)           
                
            
                
Letra (versão Peggy Lee e Billie Holiday)           
               
What's new?
How is the world treating you?
You haven't changed a bit
Lovely as ever, I must admit
What's new?
How did that romance come through?
We haven't met since then
Gee, but it's nice to see you again
What's new?
Probably I'm boring you
But seeing you is grand
And you were sweet to offer your hand
I understand. Adieu!
Pardon my asking what's new
Of course you couldn't know
I haven't changed, I still love you so           
                  
Frank Sinatra (Hoboken, EUA, 12-12-1915 — Los Angeles, EUA, 14-05-1998) – do álbum “Blue Eyes” com a orquestra conduzida pelo seu filho Frank Sinatra Junior. "Clip" com má quialidade sonora.
                 
                
                 
Letra (versão Frank Sinatra)            
                   
What's new?
How is the world treating you?
You haven't changed one bit
Lovely as ever, I must admit
What's new?
How did that romance come through?
We haven't met since then
Gee, but it's nice to see you again
What's new?
Probably I'm boring you
But seeing you is grand
And you were sweet to offer your hand
And I understand. Adieu!
Pardon my asking what's new
Of course you couldn't know
I haven't changed, I still love you so                
                       
Billie Holiday (Filadélfia, EUA, 07-04-1915 — New York, EUA, 17-07-1959) – do álbum “Velvet Moods” (1956).              
                     

5MJZ (XI) - Bill Henderson

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos; e ainda In Duarte, José, História do Jazz, 2ª. Edição, Editora Sextante, Novembro de 2009)              
                   
Se Luís Villas-Boas é considerado o pai do Jazz em Portugal, José Duarte é também uma figura proeminente e importante na divulgação deste género musical no nosso País.
Estamos a passar, com o auxílio do “Youtube”, como é habitual, algumas das músicas, consideradas obrigatórias pelo José Duarte e constantes numa edição de três CD’s sobre o programa “Cinco Minutos de Jazz”, começado na década de 60 (1966), no “Rádio Renascença”, depois na Rádio Comercial e mais tarde na Antena 1, onde ainda hoje e há mais de 40 anos se divulga o improviso na rádio do nosso país.              
                
William Randall "Bill" Henderson (19-03-1926 – 20xx) - É um vocalista de jazz americano e actor de televisão e cinema. Henderson nasceu em Chicago, Illinois. Henderson têm tido numerosas actuações. A partir de meados dos anos 1970, e continuando até hoje, ele tem aparecido com frequência na televisão. Os seus papéis em cinema seguiram uma tendência similar - papéis menores e de suporte.
Henderson começou a sua carreira profissional na música em 1952, actuando em Chicago, com Ramsey Lewis, e começou a gravar como líder depois de uma mudança para Nova York em 1958. Desde então, ele gravou e tocou com artistas como Oscar Peterson, Jimmy Smith, Count Basie, Yusef Lateef, Booker Little, e Eddie Harris. Henderson também gravou as suas próprias faixas vocais como "King Blues" na comédia “Get Crazy” (1983). Em 1999, Henderson fez uma aparição vocal no álbum de Charlie Haden “The Art Of The Song”. Ainda de forma privilegiada, Henderson continua a cantar regularmente em volta da área de Los Angeles.            
             
"You Are My Sunshine", é uma canção popular registada pela primeira vez em 1939. Foi declarada uma das canções do estado de Louisiana, como resultado da sua associação com o governador do estado e ex-cantor de música country Jimmie Davis. A canção está registada em 1940 na “Peer International Corporation”, letra e música de Jimmie Davis e Charles Mitchell. De acordo com um artigo de 1990 por Theodore Pappas, a canção original foi escrito por Oliver Hood. A música original, porém, é muito semelhante a uma canção popular muito mais antiga e ucraniana intitulada "Ой, там на горі" (Oj, tam nd hori - Lá em cima, na montanha), levando muitos a acreditar que nem Jimmie Davis nem Oliver Capa escreveram a música.          
              
(*) 1940 – Charlie Parker integra a orquestra de Jay McShann e grava pela primeira vez; Charlie Chaplin realiza “O Grande Ditador”; Trostsky é assassinado no México; e são postas à venda nos Estados Unidos as meias de “nylon”.           
                       

Kitaro - Matsuri

Kitaro - Matsuri (喜多郎-祭り)           
               
A Natureza que queremos destruir (será ?!)            
                

Papel Higiénico - Interacção Humorística (LVIII)

Em 14-06-2010. Obrigado.             
                 
A complexidade do Papel Higiénico !
                   
(C/ perfume) (S/ perfume) (Sensitive c/ vitamina E)     
             
Ao fazer compras no supermercado, fiquei palerma com a linha de papéis higiénicos Neve.
Segundo o fabricante, Neve é um produto sofisticado, destinado às classes A e B... só se for A de Apaneleirado e B de Bicha, pela quantidade de mariquices anunciadas, como o Neve Ultra, que já vem com algumas opções:
«alto relevo de flores, perfume e uma micro-textura» que, segundo o texto da embalagem, proporciona aos seus felizes utilizadores «a suavidade de uma pétala de rosa» !
Perguntar não ofende: alguém já limpou o cu com uma pétala de rosa ?
Depois, temos o Ultra Soft Color, mais caro é claro! De cor laranja vem com «extracto de pêssego»... como se o cu distinguisse a cor e sentisse o cheiro !
Mas, o supra sumo é o Neve Ultra Protection, o top da linha.
Este Rolls Royce dos papéis higiénicos, além de conter «óleo de amêndoas»,que garante «maciez superior e um cuidado maior com a pele», na sua delicada fórmula encontramos Vitamina E (!!!). Esta coisa de cagar e sair com o cu vitaminado é mesmo genial !

Herman 2011 – Perdidos na Tribo I e II

        
            

domingo, 11 de março de 2012

5MJZ (X) - Sonny Rollins Quartet

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos; e ainda In Duarte, José, História do Jazz, 2ª. Edição, Editora Sextante, Novembro de 2009)            
                   
Se Luís Villas-Boas é considerado o pai do Jazz em Portugal, José Duarte é também uma figura proeminente e importante na divulgação deste género musical no nosso País.
Estamos a passar, com o auxílio do “Youtube”, como é habitual, algumas das músicas, consideradas obrigatórias pelo José Duarte e constantes numa edição de três CD’s sobre o programa “Cinco Minutos de Jazz”, começado na década de 60 (1966), no “Rádio Renascença”, depois na Rádio Comercial e mais tarde na Antena 1, onde ainda hoje e há mais de 40 anos se divulga o improviso na rádio do nosso país.             
                 
Theodore Walter "Sonny" Rollins (New York, EUA, 07-09-1930 – 20xx) - É um saxofonista tenor norte-americano. Sonny Rollins tem uma longa e produtiva carreira no jazz. Começou a tocar com 11 anos de idade. Antes dos 20, já tocava com o legendário pianista Thelonious Monk. Rollins ainda grava e faz digressões, tendo tido, até hoje, uma vida e uma carreira muito mais duradoura que muitos dos seus contemporâneos no jazz, como John Coltrane, Miles Davis e Art Blakey, músicos com quem gravou. Rollins começou como pianista, tendo migrado posteriormente para o saxofone “alto”, finalmente trocou para o “tenor” em 1946. A sua primeira gravação data de 1949 com Babs Gonzalez (vocal). No mesmo ano gravou também com J.J. Johnson (trombone) e Bud Powell (piano). Em 1950, Rollins foi preso por roubo, tendo recebido uma sentença de três anos de prisão. Cumpriu 10 meses e foi libertado condicionalmente. Dois anos depois, foi novamente preso por uso de heroína, violando assim os termos da sua liberdade condicional. Frequentou, então, uma instituição de desintoxicação na qual recebeu altas doses de medicamentos até que curasse completamente o seu vício. Sonny Rollins começou a construir o seu próprio nome, quando gravou com Miles Davis (trompete) em 1951 e Thelonious Monk (piano) em 1953.
Sonny entrou para o quinteto de Clifford Brown (trompete) e Max Roach (bateria) em 1955, substituindo Harold Land (saxofone). Com a morte de Brown no ano seguinte, passou a trabalhar mais como chefe da banda. No dia 22 de Junho de 1956, Sonny gravou seu aclamado álbum “Saxophone Colossus”. Nele tocavam o pianista Tommy Flanagan, o contrabaixista Doug Watkins – que actuara nos “Jazz Messengers” – e seu baterista favorito, Max Roach.           
               
“You Don´t Know What Love Is", de 1941 (*), com letra Don Raye e música de Gene de Paul. No álbum “Saxophone Colossus”, editado pela “Prestige”, gravado nos “Van Gelder Studios”, 22 de Junho de 1956, Hackensack, New Jersey.
Com Sonny Rollins (saxophone tenor), Tommy Flanagan (piano), Doug Watkins (contrabaixo) e Max Roach (bateria).         
           
(*) 1941 – A Alemanha “nazi” invade a União Soviética; o Japão ataca “Pearl Harbour”; A Itália e a Alemanha declaram guerra aos Estads Unidos e Orson Welles realiza, talvez o seu melhor filme, “Citizen Kane”.              
                 

“Filho de peixe” sabe nadar (III)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)           
                 
Um obrigado especial à minha filha !              
                
Cláudio Werner Vianna Lins (Rio de Janeiro, 30-11-1972) - É um actor, cantor e apresentador brasileiro. É filho da cantora, actriz e bailarina Lucinha Lins e do cantor e compositor Ivan Lins. Vindo de uma família de artistas, desde pequeno já demonstrava “queda” para a música. Quando criança teve aulas de piano e participou em inúmeros coros infantis. Pisou o palco pela primeira vez, em 1984, aos onze anos, durante o musical infantil “Sapatinho de Cristal”, dirigido por Cláudio Tovar. Em 1985, participou de outro musical, “Verde que te quero ver”. Até os dezoito anos dedicou-se ao estudo do piano e teoria musical, e formou várias bandas na adolescência, a mais importante chamava-se “Pacatatucotianão”. Foi quando voltou ao teatro, e ingressou no tradicional “O Tablado”, no Rio de Janeiro, onde estudou por dois anos, aprendendo práticas de montagem. No teatro, trabalhou com directores como Bernardo Jablonski (“A Visita da Velha Senhora”, 1993 e “O Inimigo”, 1994), Tônio Carvalho (“Uma Tragédia Florentina”, 1995), Aderbal Freire Filho (“Tia Zulmira e nós”, 2001), Marcelo Saback (“Frisson “, 2001), Cláudio Tovar (“Aldir Blanc, um Cara Bacana”, 2000), António Pedro (“Se correr o Bicho pega, se ficar o Bicho come”, 2002), Diogo Vilela (“Elis Regina, Estrela do Brasil”, 2002), Charles Müller e Cláudio Botelho (“Ópera do Malandro”, 2003/2004), entre outros.
Na televisão participou em telenovelas e séries pequienas, como “História de Amor” (Rede Globo, 1995), “Perdidos de Amor” (Rede Bandeirantes, 1996), “Terra Mãe” (RTP - Portugal, 1997) e “Chiquinha Gonzaga” (Rede Globo, 1999) e “Sabor da Paixão” (Rede Globo, 2002/2003).
Em 1999, Cláudio Lins lançou o seu primeiro CD, intitulado “Um”, a solo, com críticas positivas. Na área musical, ainda fez bandas sonoras para peças teatrais e as suas composições têm sido gravadas por intérpretes, como Lucinha Lins, Maria Rita e Luciana Melo. Em 2004, voltou ao cenário musical com o show “Eu não estou aqui”.
Durante mais de um ano, entre 2002 e 2003, Cláudio esteve à frente do programa musical “A vida é um show” (TVE - Rede Brasil), com excelente aceitação do público especializado.
Em 2009, Cláudio Lins lançou o seu segundo CD, a solo, “Cara”, com todas as músicas de sua autoria, e com colaborações na composição de "Lotação Esgotada" (faixa 5), "Dois Voando" (faixa 6) e Por Toda Vida (faixa 11).
Em 2010 viveu Claude Antoine Geraldy em “Uma Rosa com Amor“ de 2010, no SBT.    
               

                         
Cupido, do álbum “Cara”, espectáculo de lançamento da sua obra, “Cara”, no Sesc Niterói.  
  
                
         
Lembra De Mim, com o pai Ivan Lins, no “Show Grandes Encontros 2010”, no Shopping Anália Franco, em São Paulo.            
                  
               
                 
Impaciência, do álbum “Cara”, e com a mãe Lucinha Lins, no seu espectáculo no Teatro Rival Petrobras (Rio de Janeiro), em 19 de Agosto de 2010.