Lisboa ainda

Lisboa não tem beijos nem abraços, não tem risos nem esplanadas, não tem passos, nem raparigas nem rapazes de mãos dadas, tem praças cheias de ninguém, ainda tem Sol mas não tem nem gaivota de Amália nem canoa, sem restaurantes, sem bares, nem cinemas, ainda é fado, ainda é poemas, fechada dentro de si mesma ainda é Lisboa, cidade aberta, ainda é Lisboa de Pessoa alegre e triste, e em cada rua deserta, ainda resiste

Manuel Alegre, 20 de Março de 2020


quarta-feira, 29 de abril de 2020

Charada 7.ª Arte – Steve Kloves

Realizador Steve Kloves

Charada com comentários NÃO moderados. Por favor, não coloquem aqui a solução, enviem-na para o meu email: ricardosantos1953@gmail.com

O que têm de fazer:


Ajudas: O número de letras do nome a encontrar, e uma foto um pouco alterada.

Somente aceitarei os nomes correctos com as fotos.

Têm 48 horas para "matar a charada" e três palpites por actriz e outros três por actor.

Depois de amanhã, dia 01, pelas 20:00 publico a solução, bem como os seus participantes.

Actriz, duas palavras (7 letras):
_ _ _   _ _ _ _














Actor, duas palavras (11 letras):
_ _ _ _   _ _ _ _ _ _ _













Obrigado

terça-feira, 28 de abril de 2020

7.ª Arte - Steven Kloves

Breves palavras sobre o que é para mim, o Cinema.

Durante os anos da minha juventude houve algo que me despertou o interesse e fez com que a minha ligação com os audiovisuais se tornasse, desde então, preponderante na minha vida. Esse algo foi o Cinema. A chamada 7.ª arte (arte da imagem) que quando dado o nome e na minha modesta opinião, ela reflectia somente a realidade do cinema mudo, por isso “arte da imagem”. Posteriormente a 7.ª arte tornou-se em algo muito mais complexo. A obra/filme tornou-se num conjunto de várias e ricas variáveis: a imagem, o texto, a cenografia, o som, o guarda-roupa, a interpretação, etc.. Tudo isso conglomerado e orientado de alguma maneira, por uma pessoa na arte de dirigir, o realizador.

Um bom filme, é como uma boa música ou um bom livro, é algo que deve ser visto mais que uma vez, para que nos apercebamos de coisas que numa só, é impossível. Um amante de cinema vê um filme duas, três vezes, para que nele possa visualizar todas essas variáveis de que falei anteriormente.

Vão passar por aqui alguns realizadores que fizeram e fazem parte do meu imaginário de cinéfilo. Nessa época, quando frequentei as salas de cinema em Lisboa, as filmografias de eleição eram: a italiana, a francesa, a alemã, a sueca, a espanhola, a nipónica, a americana. Mas passarão também, e obviamente, realizadores brasileiros e portugueses

Esta nova publicação intitulada 7.ª Arte, será muito de uma pequena mostra do que se via cinematograficamente em Lisboa, nos finais da década de 60 e 70, mas não só, porque teremos filmes muito mais actuais !!!
Tal qual, como todos vós, me reconhecem como um melómano amador, eu também sou um cinéfilo amador. O que vou trazer aqui foram/são obras que gostei/gosto e vi/revejo, e as minhas escolhas são apenas opiniões e gostos, livres de qualquer pretensiosismo !!!

No nome do realizador (se estrangeiro) e na maioria dos títulos dos filmes existem “links” para a Wikipedia (versão inglesa), por ser a plataforma mais abrangente e mais completa. Se pretenderem, na coluna esquerda dessas mesmas páginas, em baixo, tem normalmente, a escolha da tradução para a língua portuguesa.

Do cinema norte-americano trago-vos Steven Kloves (18-03-1960), realizador de uma película e uns quantos outros filmes onde criou o argumento, nomeadamente na saga “Harry Potter”. Neste filme que realizou, ganhou três prémios. Um pela melhor actriz (Globo de Ouro) com Michelle Pfeifer e outros dois pela banda sonora (Grammy e BAFTA).

(1989) The Fabulous Baker BoysOs Fabulosos Irmãos Baker


Sempre tive um fascínio grande pela Michelle Pfeiffer. Aprecio-a, não só como mulher, actriz, mas também, como intérprete. Ficam estas suas, duas soberbas interpretações “More Than You Know” e “Makin' Whoopee”, e que pertencem a esta excelente comédia romântica.



Entrevista com Steven Kloves

sábado, 25 de abril de 2020

Jazz Standards (189)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

Sweet Sue, Just You (#193) - Música de Victor Young e Letra de Will J. Harris

Com toda a probabilidade, a “West Coast Band” de Earl Burtnett, deve ter tocado esta composição pela primeira vez. A versão subiu às tabelas em Junho de 1928. A composição ganhou mais tarde a popularidade, com outras versões:

Earl Burtnett e “Los Angeles Hotel Biltmore Orchestra” (1928, Biltmore Trio, vocal, N.º 3)
Ben Pollack e Californians (1928, N.º 3)
Mills Brothers (1932, vocal, N.º 8)
Tommy Dorsey e Orquestra (1939, N.º 13)
Johnny Long e Orquestra (1949, N.º 19)
           
Como a composição não estreou em nenhum espectáculo ou filme da Broadway, é difícil saber quem a tocou pela primeira vez. Uma gravação de uma banda de Chicago, liderada pelo pianista Charlie Straight pode ter sido a primeira a tocá-la, visto que o compositor Victor Young era membro da “Ted Fio Rito’s Orchestra” em Chicago, quando a  canção foi publicada em 1928 e além disso, fazia biscates, como orquestrador para várias bandas de Chicago. Victor Young foi também membro da banda do baterista Ben Pollack, o qual gravou a música em Abril de 1928, provavelmente com orquestração de Victor Young.

Natalie Oliveri (?) e os Gyps ‘n’ Progress




Jerry Mengo (Nice, França, 17-04-1911 - Boulogne, Billancourt, França 23-04-1979) & Django Reinhardt (Liberchies, Pont-à-Celles, Bélgica, 23-01-1910 - Fontainebleau, França, 16-05-1953) - Django Reinhardt e o “Quintette Du Hot Club de France”, com Stéphane Grappelli (violino), Django Reinhardt (guitarra), Roger Chaput e Joseph Reinhardt (guitarra), Louis Vola (contrabaixo); Jerry Mengo (voz).




Letra

Every star above, baby,
Knows the one I love:
Sweet Sue - just you!
And the moon on high, baby,
Knows the reason why:
Sweet Sue - is you!
No one else it seems,
Ever shared my dreams,
Without you I…

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos).

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Eyes Thru Glass (48) – Cristo Rei

Aqui neste blogue e no “Eyes thru Glass“ mostro aquilo que os meus olhos vêem, através da objectiva.

Aqui ficarão somente as fotos, sem texto ficcional e sem música, apenas uma breve introdução, onde são tiradas e quando, e eventualmente alguma especificação técnica.

No dia 30 de Setembro de 2017, fui ao Cristo Rei, “bater umas chapas” 😊 !
Não me desloquei lá acima, porque não me dou bem com as alturas ☹😊 !















domingo, 19 de abril de 2020

CinemaScope (32)

Retomo uma rúbrica que existia neste blogue, em rodapé e que possivelmente passou despercebida a muitos que me visitavam, por estar mesmo lá no fim da minha página.

É música claro ! O que estavam à espera ?

São composições que me dizem muito, porque sou um romântico e um eterno apaixonado por música, pelas outras artes, pela humanidade, pelos amigos que encontrei na blogosfera, pela Natureza, pela vida, no fundo, pelas coisas boas desta sociedade em que vivemos.

Desta vez os registos, enquanto não apagados ou eliminados do Youtube, ficarão por cá, com uma única etiqueta “CinemaScope”.

Ivan dos Guimarães Lins – Lembra de Mim (1995), tema da novela "História de Amor".

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Wallace Roney – Groups & Soloists of Jazz (9)

Wallace Roney (25-05-1960 – 31-03-2020) – Wallace Roney morreu no passado dia 31 de Março, vítima de Covid-19. Tinha 59 anos 😧😟😢 !!!

Sister Cheril, O grupo Lifetime de Tony Williams, com Wallace Roney (trompete), Bill Pierce (saxofone soprano), Mulgrew Miller (piano), Ira Coleman (contrabaixo) e Tony Williams (bateria). Ao vivo em New York, decorria o ano de 1989.


Time After Time, composta por Cindy Lauper em 1983. Aqui constante no álbum “No Job Too Big or Small”, de 2003. Um álbum com vários músicos, tais como: Eric Allen (contrabaixo); Geri Allen (piano); Cindy Blackman (bateria); Kenny Washington (bateria); Donald Brown (piano); Ron Carter (contrabaixo) e muitos outros.


In Her Family, composta por Pat Metheny (álbum “Still Life Talking”). Aqui constante no álbum “Mistérios” de 1994, dirigido e com arranjos de Gil Goldstein.


Claire de Lune, de 2016, do álbum “A Place In Time”, da HighNote. Com Gary Bartz (saxofone), Ben Solomon (guitarra, trompete), Patrice Rushen (piano), Buster Williams (contrabaixo), e Lenny White (bateria)