Teus olhos contas escuras, são duas Avé Marias, dum rosário d’amarguras, que eu rezo todos os dias. - Fernando Pessoa

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Pat Metheny Group – Para quem quiser ouvir (VIII)

(In Wikipédia ou http://www.patmetheny.com - Os excertos das biografias foram adaptados e traduzidos, o resto dos textos são da minha autoria – Ricardo Santos)

O “jazz fusão”, “jazz rock” ou simplesmente “fusão” é um género musical que se desenvolveu nos finais de 1960, de uma mistura de elementos de jazz, tal como o seu foco na improvisação com os ritmos e tons de “funk” e “R&B”, instrumentos eléctricos altamente amplificados e efeitos electrónicos de “rock”. Enquanto o termo “jazz rock” é muitas vezes utilizado como um sinónimo de “jazz fusão”, ele também se refere à música executada nos finais de 1960 e na época de 1970 das bandas rock, quando eles adicionaram elementos de jazz à sua música, como uma forma livre de improvisação.
Depois de uma década de desenvolvimento durante os anos 70, a “fusão” expandiu-se nas capacidades de improvisação e nas tentativas experimentais durante os anos 80 e 90.
Álbuns de “fusão”, mesmo aqueles que são feitos pelo mesmo grupo ou artista, podem incluir uma variedade de estilos. Diferentemente de serem um estilo musical codificado, a “fusão” pode ser vista como uma música tradicional ou aproximação a ela.
Alguma música de “rock progressivo” é também etiquetada por “fusão”. A música de fusão é tipicamente instrumental, muitas vezes com complexas assinaturas temporais, métricas e padrões rítmicos, e também extensas faixas, com improvisações longas. Muitos proeminentes músicos de fusão são reconhecidos, como tendo um alto nível de virtuosismo, combinado com composições complexas e música improvisada complexas ou de um amalgamado de métricas.

A música de PMG, algumas vezes de “jazz fusão” ou “fusão”, que irá passar por aqui contem na maioria das vezes um tema que a inicia e que, de seguida, dá origem aos espaços improvisados de melodias complexas, com Pat Metheny (guitarra e guitarra sintetizada) e os outros músicos. Para terminar, ela retorna ao tema principal para os momentos finais da composição.
As interpretações textuais de algumas músicas são minhas. Como um livro, a música também pode tentar ter uma interpretação, baseada no seu título, porque não ?

IMAGINARY DAY

“Imaginary Day” de composição total de Pat Metheny e Lyle Mays com excepção de duas músicas, somente, da autoria de PM.
Foi gravado na primavera de 1997 em New York (Right Track Studio). Músicas escolhidas, a faixa nº. 7 “The Roots Of Coincidence” de 7’ 48”.

Formação:

Pat Metheny (guitarra e guitarras acústica e sintetizada);
Lyle Mays (piano e teclas);
Steve Rodby (baixos acústico e eléctrico);
Paul Wertico (bateria);
David Blamires (vocal e vários instrumentos);
Mark Ledford (vocal e vários instrumentos); e

Produção de Pat Metheny e Co-produção de Steve Rodby e Lyle Mays.

A versão aqui apresentada é a do DVD “Speaking of now” espectáculo ao vivo gravado entre 19 e 20 de Setembro de 2002, em Tokyo, Japão. A formação do grupo difere com as exclusões, relativamente ao original áudio, de David Blamires, Mark Ledford e Paul Wertico e as inclusões de Richard Bona (vocais, percussão, guitarra e baixo eléctrico), Antonio Sanchez (bateria), Cuong Vu (trompete, vocais, percussão e guitarra)

The Roots Of Coincidence

Também um “cavalo de batalha” do grupo que se ama ou que se odeia. Normalmente, na grande parte dos espectáculos o PMG saúda-nos a quando dos “encore” com esta impressionante composição. Já a ouvi por três vezes, precisamente nos três espectáculos que tive o privilégio de ver o grupo em Portugal, e foi apaixonante ouvir esta composição. Uma composição que sugere as raízes das coincidências, talvez a querer dizer as vezes que todos nos encontramos com nós próprios.

00:04 – Introdução e Tema;
00:29 – Guitarra de Pat Metheny;
01:11 – Todo o grupo e Lyle Mays mais Metheny em solo, em crescendo;
02:11 – Uma distorsão sonora brutal;
02:29 – O orgão de Lyle Mays e a bateria de Antonio Sanchez e o tema de novo;
02:50 – Voltamos ao solo (Metheny) mais um crescendo;
04:40 – Nova distorsão que termina abruptamente;
04:58 – Lyle Mays larga a guitarra e passa às teclas e Steve Rodby toca o seu contrabaixo com arco, as teclas por trás, ouve-se umas campainhas de apeadeiro (combóios); final.


SPEAKING OF NOW

“Speaking of Now” de composição total de Pat Metheny e Lyle Mays com excepção de uma música, somente, da autoria de PM.
Foi gravado em 2001 em New York (Right Track Studio). Músicas escolhidas, a faixa nº. 4 “The Gathering Sky” que será exibida para a semana. de 9’ 22” e a faixa nº. 5 “You” de 8´24”, que será exibida hoje.

Formação:

Pat Metheny (guitarra e guitarras acústica e sintetizada);
Lyle Mays (piano e teclas);
Steve Rodby (baixos acústico e eléctrico);
Antonio Sanchez (bateria);
Richard Bona (vocal, percussão e vários instrumentos); e
Cuong Vu (vocal, trompete e vários instrumentos).

Produção de Pat Metheny e Co-produção de Steve Rodby e Lyle Mays.

A versão aqui exibida é do DVD ao vivo gravado em Tóquio no Japão, em 19 e 20 de Setembro de 2002

You

Uma composição que não se hesita em dedica-la a alguém.

00:11 – Introdução e Tema com a voz de Richard Bona e a guitarra de Pat Metheny;
01:01 – Teclas de Lyle Mays;
01:32 – Guitarra Metheny e piano Lyle; novamente a voz de Bona (crescendo até 02:40);
02:40 – O canto continua agora com todos e também a voz adicional de Cuong Vu (novo crescendo até aos 04:06);
04:11 – Solo de guitarra de Metheny;
05:27 – Teclas e solo de piano de Lyle Mays;
06:28 – A voz de Richard Bona volta de novo com a de Cuong Vu de fundo a explorar o tema. A música aproxima-se do seu término e o grupo todo acompanha num crescendo até ao final. Os instrumentos vão baixando lentamente o som e acaba suavemente, com as duas vozes.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Contrabaixo (IV) – Groups & Soloists of Jazz


(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Um novo formato na rúbrica “Groups & Soloists of Jazz”. Desta vez escolherei um instrumento e trarei aqui quatro intérpretes (pelo menos) do referido instrumento. Poderão haver mais publicações sobre o mesmo instrumento.       

Niels Henning Ørsted-Pedersen (Osted, Zealand, Dinamarca, 27-05-1946 - Ishøj, Zealand, Dinamarca, 19-04-2005)
A Nightingale Sang In Berkeley Square, Niels Henning Ørsted-Pedersen (contrabaixo) e Ulf Wakenius (guitarra), no “Jazzbaltica 2003”, em Salzau, Concerto para Ray Brown.


Ron Carter (Ferndale, Michigan, EUA, 04-05-1937 - 20xx)
The Shadow Of Your Smile


Henri Texier (Paris, França, 27-01-1945 - 20xx)
Sommeil Cailloux


Steve Rodby (Joliet, Illinois, EUA, 09-12-1954 - 20xx) e John Goldsby (Louisville, Kentucky, EUA, ??-??-1958 - 20xx)
Dancin' In The Street

domingo, 18 de setembro de 2016

Eyes Thru Glass (II) – Fonte Luminosa

Aqui neste blogue e no “Eyes thru Glass“ mostro aquilo que os meus olhos vêem, através da objectiva.

Aqui ficarão somente as fotos, sem texto ficcional e sem música, apenas uma breve introdução, onde são tiradas e quando, e eventualmente alguma especificação técnica. Cliquem sobre a primeira foto para poderem vê-las em formato maior.

No dia 13 de Junho de 2013, com a minha HP PhotoSmart 850, fiz umas quantas fotos da Fonte Luminosa em Lisboa. As fotos com tonalidades azuis foram tiradas com o balanço de brancos, programado para fotografias com luz artificial e fluorescente.

Outro conjunto de fotos, sobre o mesmo tema, mas de 2009, quando a fonte não estava a funcionar (creio que por motivos financeiros!), estão inseridas no meu Canal Youtube aqui, obviamente com pouca qualidade, com a perda após o seu tratamento via “Windows Movie Maker” e posterior com o carregamento no Youtube.





sábado, 17 de setembro de 2016

Vencedores Desafio de 15 de Abril

Hoje era o dia de publicar os resultados do desafio (15-07-2016), onde a Bloguer Pedro Coimbra publicou a sua música. Aqui ficam os resultados:


Obrigado a todos os que participaram. Vencedores foram: Rui Espírito Santo, Afrodite, Luísa e Janita. Participaram além dos vencedores a Teresa (Quiproquo).
Podem comentar aqui ou no "post" do próprio desafio.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Estou ?! Posso pedir um disco ? (XXVII)

De quem é esta escolha musical ?
Começa hoje e têm 2 dias para descobrir e 3 hipóteses de escolha. Mandem-me por “mail” quem pensam que é e eu irei respondendo.
Dia 17 divulgarei, para Todos, os Vencedores !

A/O Bloguer deixou uma mensagem do que o levou a escolher esta música:

A música que escolho foi uma das primeiras prendas que dei à/o minha/meu mulher/homem, ainda na fase da conquista. Esta música, a banda sonora, para ser mais exacto; o filme; o livro mais extraordinário que alguma vez li (Cem Anos de Solidão);
Deu um resultadão!

Tom Waits (Pomona, California, EUA, 07-12-1949 - 20xx) e Crystal Gaile (Wabash, Indiana, EUA, 09-01-1951 – 20xx)

domingo, 11 de setembro de 2016

Patchworks of Music Glued (VI)

A roda deu à humanidade a possibilidade de se alimentar, de crescer, de começar a andar, de se deslocar, de se parecer com a Terra no seu movimento de rotação.
Nem sempre andaremos para a frente, muitas vezes andaremos para trás, mas eu quero ter a esperança de podermos continuar a rodar e olhar o futuro com confiança, com tudo o que de bom criámos e que deixaremos às nossas filhas e filhos !!!



Foto minha, "batida" no dia 3 de Maio de 2009, em terrenos anexos ao Aeroporto da Portela.

Música, do "Pat Metheny Group", extraída do álbum “First Circle” de Fevereiro de 1984, para a etiqueta “ECM”. A composição “The First Circle”, composta por Pat Metheny e Lyle Mays.