A paixão nua e cega dos estios, Atravessou a minha vida como rios

Sophia de Mello Breyner Andresen, A Paixão Nua, in “O Nome das Coisas”.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Carlos Mendes – Nascidos Aqui (6)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

Carlos Eduardo Teixeira Mendes (Lisboa, 23-05-1947) – Mais conhecido por Carlos Mendes é um arquitecto, cantor, compositor e actor português.
Em 1963 foi um dos fundadores do conjunto "Sheiks", que abandonou em 1967 para iniciar uma carreira a solo com uma versão de "Penina", que Paul McCartney tinha escrito para os “Jotta Herre”. Em 1968 venceu o Festival RTP da Canção com a canção "Verão".

“Na altura, o Festival marcou-me muito, mas não fiz lá a minha estreia, já vinha dos Sheiks. O Festival da Canção tornou-me ainda mais conhecido do que já era. Nessa altura, os cantores apareciam nas capas das revistas, eram muito populares. Quando regressei da Eurovisão, tive de me refugiar numa quinta de um amigo em Tomar por causa do público.”

Voltou a vencer o Festival RTP da Canção, em 1972, com "Festa da Vida". Participa também nas gravações do disco "A Fala do Homem Nascido".
Em 1973 concluiu o curso de Arquitectura iniciado em 1969, passando a exercer essa actividade que abandonaria pouco depois, para se dedicar em exclusivo à música.
Em 1976 fundou, juntamente com outros autores, entre os quais Paulo de Carvalho e Fernando Tordo, a primeira editora discográfica independente, “Toma Lá Disco”. Lança o álbum "Amor Combate".
No ano seguinte lançou o álbum "Canções de Ex-Cravo e Malviver" com canções como "Ruas de Lisboa", "Lisboa, Meu Amor" e "Amélia dos Olhos Doces". "Amélia dos Olhos Doces" ficou em 2º lugar no apuramento para o festival da OTI desse ano.
A revista Mundo da Canção atribuiu o prémio de "Melhor Disco Infantil do Ano" ao seu trabalho "Jardim Jaleco" que também era um programa de televisão.
Em 1979 os "Sheiks" regressam para uma série de 13 programas apresentada na RTP. O grupo lança os LP's "Sheiks com Cobertura" e "Pintados de Fresco 2". Em 1980 gravou a solo o álbum "Triângulo do Mar".

Lisboa Meu Amor, do álbum “Canções de Ex-Cravo e Malviver” de 1977 pela editora “Toma Lá Disco”, com poesias de Joaquim Pessoa, músicas de Carlos Mendes. Músicos convidados, entre outros, Pedro Caldeira Cabral, Paulo Godinho e Júlio Pereira. Arranjos e a direcção musical de Pedro Osório.

Palavras, do álbum “Canções de Ex-Cravo e Malviver” de 1977 pela editora “Toma Lá Disco”, com poesias de Joaquim Pessoa, músicas de Carlos Mendes. Músicos convidados, entre outros, Pedro Caldeira Cabral, Paulo Godinho e Júlio Pereira. Arranjos e a direcção musical de Pedro Osório.


Ruas de Lisboa, do álbum “Canções de Ex-Cravo e Malviver” de 1977 pela editora “Toma Lá Disco”, com poesias de Joaquim Pessoa, músicas de Carlos Mendes. Músicos convidados, entre outros, Pedro Caldeira Cabral, Paulo Godinho e Júlio Pereira. Arranjos e a direcção musical de Pedro Osório.


Amélia dos Olhos Doces, aqui na RTP1. Do álbum “Canções de Ex-Cravo e Malviver” de 1977 pela editora “Toma Lá Disco”, com poesias de Joaquim Pessoa, músicas de Carlos Mendes. Músicos convidados, entre outros, Pedro Caldeira Cabral, Paulo Godinho e Júlio Pereira. Arranjos e a direcção musical de Pedro Osório.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Solução: A música é ?... (3)

Vencedores: Janita, Rui, Afrodite, Pedro, Gabriela, Teresa, Papoila, Lis, Luísa e Manuela
Participantes: Os participantes todos acertaram. Muito bem, vou ter de complicar ! 😏


LOUCOS DE LISBOA





Alice Mota (The Voice Kids)





Letra:

Parava no café quando eu lá estava
Na voz tinha o talento dos pedintes
Entre um cigarro e outro lá cravava
a bica, ao melhor dos seus ouvintes

As mãos e o olhar da mesma cor
Cinzenta como a roupa que trazia
Um gesto que podia ser de amor
Sorria, e ao partir agradecia

São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
A Terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar

Um dia numa sala do Quarteto
Passou um filme lá do hospital
Onde o esquecido filmado no gueto
Entrava como artista principal

Compramos a entrada pra sessão
Pra ver tal personagem num écran
O rosto maltratado era a razão
De ele não aparecer pela manhã

São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
A Terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar

Mudamos muita vez de calendário
Como o café mudou de freguesia
Deixamos de tributo a quem lá pára
Um louco a fazer-lhe companhia

E sempre a mesma pose o mesmo olhar
De quem não mede os dias que vagueiam
Sentado lá continua a cravar
Beijinhos às meninas que passeiam.

São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
A Terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar

segunda-feira, 17 de abril de 2017

A música é ?... (3)

Algumas palavras sobre:

No dia 11 de Fevereiro, este meu Blogue “O Pacto Português” fez 6 anos de existência. Tem sido um prazer muito grande manter e dar a conhecer música, menos ouvida, fotos e palavras minhas. Não irei fazer nenhuma comemoração especial, somente um novo tipo de desafio, com uma música para adivinharem, baseada nas palavras de um pequeníssimo texto meu. Deixo já o aviso de que a composição, que é o que têm de adivinhar, pode ser portuguesa ou estrangeira. Mas vamos começar por uma música muito conhecida ! J

Regras e informações:

Comentários NÃO moderados;
Três respostas possíveis;
Soluções para o meu email (ricardosantos1953@gmail.com);
Dois dias (17 e 18) para tentar adivinhar;
Dois dias (19 e 20) para comentar o/s intérprete/s, o que a compôs e os outros que trouxer aqui a público, no dia 19.

Texto:

São os doidos de Olissipo
Que nos fazem equacionar
A Terra gira ao contrário
E os rios já vêm do mar

Um dia numa sala do Quinteto
Passou uma película lá do hospital
Onde o pedinte gravado no gueto
Entrava como intérprete principal

Qual o nome da música portuguesa, escrita por um músico português, que este texto te sugere ?!

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Inesquecíveis (19)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos) e (http://memoriaglobo.globo.com/ da TV Globo)

Novela:          Roque Santeiro                             
Ano:               1985  
Tema:             Coração Aprendiz  
Intérprete/s:   Fafá de Belém (09-08-1956)                               
Autor/es:        Ronaldo Bastos / Erich Bulling


Novela:          Gabriela, Cravo e Canela                        
Ano:               1975  
Tema:             Doces Olheiras       
Intérprete/s:   João Bosco (13-07-1946)                         
Autor/es:        João Bosco / Aldir Blanc

terça-feira, 11 de abril de 2017

Jazz Standards (161)

(Dados Biográficos In Wikipédia e In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

(Sobre o tema em questão, algumas palavras retiradas de “in
http://www.jazzstandards.com/compositions/index.htm” - adaptação e tradução por Ricardo Santos)

Sheik of Araby (#165) - Música de Ted Snyder e Letra de Harry B. Smith e Francis Wheeler
"The Sheik" foi apresentado pela primeira vez no final de 1921, numa gravação da “Victor Records” pela orquestra “Club Royal”. No ano seguinte, esta gravação e a de Ray Miller's chegou ao terceiro lugar nas tabelas de venda.

Club Royal Orchestra (1922, Nº. 3)
Ray Miller e Orquestra (1922, Nº. 3)
Jack Teagarden e Orquestra (1939, Nº. 14)
Spike Jones e “His City Slickers” (1943, Nº. 19)
“Super-Sonics” (1953, Nº. 22)

“Tin Pan Alley” (1) estava sempre atenta para ganhar dinheiro com as tendências populares, fossem automóveis, aviões, rádio ou filmes. O filme de 1921, “The Sheik”, estreado com Rudolph Valentino, era perfeito e, logo após o lançamento, os editores Waterson, Berlin e Snyder publicaram "The Sheik of Araby", muitas vezes conhecido como "The Sheik".

(1)  Tin Pan Alley era o nome dado à colecção de editores e compositores musicais de New York que dominaram a música popular dos Estados Unidos no final do século XIX e início do século XX.

Spike Jones (Long Beach, California, EUA, 14-12-1911 - Beverly Hills, California, EUA, 01-05-1965) e “His City Slickers” – video original.


Alice Faye (New York City, New York, EUA, 05-05-1915 - Rancho Mirage, California, EUA, 09-05-1998), Betty Grable (St. Louis, Missouri, EUA, 18-12-1916 - Los Angeles, California, EUA, 02-07-1973), e John Payne (Roanoke, Virginia, EUA, 23-05-1912 - Malibu, California, EUA, 06-12-1989) – Do filme "Tin Pan Alley" com Alice Faye, Betty Grable, John Payne, Jack Oakie, Billy Gilbert, e os “Nicholas Brothers”, para a “20th Century Fox”.


Django Reinhardt (Liberchies, Pont-à-Celles, Bélgica, 23-01-1910 - Fontainebleau, França, 16-05-1953) – com o “Quintette du Hot Club de France” em 1937.


Loose Marbles


Letra

I'm the Sheik of Araby,
Your love belongs to me.
At night when you're asleep,
Into your tent I'll creep.
And the stars that shine above,
Will light our way to love.
You'll roam this land with me,
I'm the Sheik of Araby.
Oh, I'm the Sheik of Araby,
And all the women worship me.
You should see them follow me around. Not bad.
Even wives of all the other sheiks,
They beg to kiss my rosy cheeks.
And that ain't bad -- in fact, that's good, I've found. I'm a cad!
When I lay down to sleep,
I'm counting girls instead of sheep.
From my harem I can't scare 'em out. Why should I?
They're beauties from all races,
And some have pretty faces.
I'm the Sheik who knows what love is all about.

Lamento, algumas eventuais falhas nas letras, encontradas na Internet, devido à própria improvisação dada pelos seus intérpretes, e muitas vezes de difícil entendimento. (Ricardo Santos).

sábado, 8 de abril de 2017

Eyes Thru Glass (16) – Igrejas de Lisboa (I)

Aqui neste blogue e no “Eyes thru Glass“ mostro aquilo que os meus olhos vêem, através da objectiva.

Aqui ficarão somente as fotos, sem texto ficcional e sem música, apenas uma breve introdução, onde são tiradas e quando, e eventualmente alguma especificação técnica. Cliquem sobre a primeira foto para poderem vê-las em formato maior.

Igrejas de Lisboa (I)

No dia 23 de Setembro de 2014, Igreja do Cristo Rei, no bairro da Portela






No dia 28 de Setembro de 2014, Igreja do Santo Condestável, no bairro de Campo de Ourique






No dia 1 de Outubro de 2014, Igreja de São João de Brito, no bairro da Alvalade






No dia 2 de Outubro de 2014, Igreja de Santo Eugénio, no bairro da Encarnação






No dia 8 de Fevereiro 2012, Igreja de São Domingos, em plena Baixa de Lisboa






quinta-feira, 6 de abril de 2017

Restauração – “Os Telhadinhos”

Se forem a Ponte de Lima, aconselho vivamente !




Estive lá em 2005, mas infelizmente já tinha jantar combinado !...



http://tascadasfodinhas.com/

segunda-feira, 3 de abril de 2017

António Variações – Nascidos Aqui (5)

(Dados Biográficos In Wikipédia e/ou In AllMusic.Com - Todos os excertos das biografias foram adaptados e algumas vezes traduzidos por Ricardo Santos)

António Variações (03-12-1944 – 13-06-1984) – António Joaquim Rodrigues Ribeiro, conhecido por António Variações, (Pilar, Fiscal, Amares, 3 de Dezembro de 1944 - São Domingos de Benfica, Lisboa 13 de Junho de 1984), foi um cantor e compositor português do início dos anos 1980. A sua curta discografia continuou a influenciar a música portuguesa nas décadas posteriores ao seu precoce desaparecimento, com 39 anos.
Variações nasceu no Lugar de Pilar, uma pequena aldeia da freguesia de Fiscal no município de Amares, distrito de Braga. Filho dos camponeses Deolinda de Jesus e Jaime Ribeiro, “Tonito” (como a mãe lhe chamava) tinha onze irmãos, embora dois deles tenham falecido muito cedo. A sua infância foi dividida entre os estudos e o trabalho no campo, para ajudar os pais. Jaime tocava cavaquinho e acordeão e foi a primeira inspiração de Variações, que desde cedo revelou a sua paixão pela música nas romarias e no folclore locais.
Aos onze anos, teve o seu primeiro emprego, em Caldelas, e, um ano depois, partiu para Lisboa. Aí, trabalhou como aprendiz de escritório, barbeiro, balconista e caixeiro. Seguiu-se o serviço militar em Angola e a aventura pelo estrangeiro: Londres em 1975 e Amesterdão meses depois, onde descobriu um novo mundo, querendo trazer para Portugal uma nova maneira de viver. Foi nesta última cidade que aprendeu a profissão de barbeiro que, mais tarde, exerceu em Lisboa, quando voltou.
Com a ajuda do amigo e colega Fernando Ataíde, Variações foi admitido no Ayer, o primeiro cabeleireiro unissexo a funcionar em Portugal. Depois do Ayer, passou ainda por um salão no Centro Comercial Alvalade e só mais tarde abriu uma barbearia na Baixa lisboeta.

Muda de Vida


Estou Além, de 1982


É P’ra Amanhã, composição editada em maxi-single, decorria o ano de 1983.


Canção do Engate, do álbum “Dar e Receber” de 1984.

sábado, 1 de abril de 2017

Copiar é feio - Interacção Humorística (161)

Em 19-04-2012. Obrigado.

Copiar que feio !...

A professora diz aos alunos para fazer um desenho com o órgão sexual feminino.
Nisto uma aluna incapaz de fazer o desenho, abriu as pernas e espreitou para debaixo da saia.

Grita o Joãozinho:

STORA ELA TÁ A COPIAR !!!

quarta-feira, 29 de março de 2017

O Rigoleto de Giuseppe Verdi


Mais uma célebre Ópera, obrigatória conhecer.

A escolha erudita desta vez, a penúltima, recai sobre a ópera de Giuseppe Verdi, “Rigoleto”.

Resumo da história desta Ópera

1º. Acto

Salão do Palácio do Duque

A acção decorre em Mântua e arredores, no século XVI.
No palácio do Duque de Mântua há um baile. O Duque conversa alegremente sobre suas aventuras e conquistas amorosas com o seu confidente Borsa. Fala, em especial, da sua mais recente aventura. Vai para três meses que uma bela jovem é observada por ele. Mas, até aquele momento, a oportunidade que teve de vê-la foi na igreja. Ela desconhece quem ele é. O Duque conta que ela mora numa pequena vila e um homem desconhecido a visita todas as noites. Entre os convidados estão o Conde e a Condessa de Ceprano. O Duque encanta-se com a beleza da Condessa e canta sobre os seus amores momentâneos. De um lado, o Duque faz reverências à beleza da Condessa, do outro, o Conde, seu marido, é ridicularizado por Rigoleto, que acaba de entrar. Em seguida entra Marullo, que reúne outros cortesãos para contar um grande segredo. O corcunda Rigoleto, o bobo da corte, tem uma amante ! A gargalhada é geral entre todos os presentes. O Duque e Rigoleto retornam. Na presença de Ceprano, Rigoleto insinua maneiras pelas quais o Duque poderia afastar o Conde e, assim, seduzir a Condessa Ceprano, sua esposa. Rigoleto, quando chega a ponto de sugerir que o Conde fosse executado, o irado Ceprano, irrita-se num impulso de desafiá-lo para um duelo. Outros convidados demonstram repúdio e desprezo pelo repugnante e debochado Rigoleto. Nesse momento, o Duque, mostra-se irritado. De repente, surge o Conde de Monterone, que acusa energicamente o Duque de Mântua de ter desonrado sua filha. Rigoleto, numa atitude desprezível, zomba do infeliz homem, imitando Monterone. Este jura vingança e amaldiçoa Rigoleto pela atitude indigna, ao rir da mágoa de um pai. Rigoleto, nesse momento, mostra-se perturbado e com medo. Todos ficam irritados com Monterone, por ter acabado com a festa.

2º. Acto
É noite. Beco escuro entre a casa de Ceprano e Rigoleto.
Rigoleto recorda a maldição de Monterone com uma sensação estranha, talvez um mau pressentimento. Aproxima-se Sparafucile, oferecendo os seus serviços, como assassino profissional. As suas vítimas são atraídas a sua casa, pela irmã, Madalena. Rigoleto recusa tais serviços, mas aquele encontro fá-lo reflectir. Só, Rigoleto recorda a sua vida, as humilhações pelas quais já passou por ser aleijado e bobo da corte. Somente o amor de sua filha, Gilda, o torna mais terno e mais humano. Encontro de Gilda e Rigoleto. Rigoleto está perdido em pensamentos. Ela pede que o pai conte sobre o seu passado, deseja saber o nome da sua mãe. Rigoleto fala das suas desgraças e do amor perdido. Gilda é a única alegria que tem. Energicamente, diz para Gilda não sair jamais de casa sózinha e reforça o pedido à governanta. Pede a Giovanna que esteja sempre atenta à filha. Rigoleto sai e, sem ser visto, o Duque chega. Suborna Giovanna para deixá-lo entrar. Gilda encontra-se apaixonada pelo Duque, que é belo e jovem e que ela acredita, ingenuamente, ser um estudante. Gilda nunca contou ao pai sobre esta paixão. Nesse encontro, o Duque faz-lhe juras de amor. Gilda está encantada e indefesa pelo amor. Ouvem-se os passos de Ceprano e dos outros.
O Duque, que receia ser descoberto, pensa em fugir. No escuro, Ceprano, Marullo e outros cortesãos encontram-se com o objectivo de raptar a amante de Rigoleto. Rigoleto chega e pensa que quem está sendo levada é a Condessa de Ceprano, com os olhos vendados. Ele participa da acção ajudando a segurar a escada. Quando partem, Rigoleto tira a venda dos olhos. Tarde demais. Lembra angustiado da maldição de Monterone.
3º. Acto
Palácio do Duque
O acto começa com o Duque desolado por não ter ainda tido notícias do seu anjo. O Duque descobriu que Gilda foi raptada. Entra em desespero; deseja encontrá-la para confortá-la. Os cortesãos, com sabor de vitória, contam como prenderam a amante do corcunda. Rigoleto aparece demonstrando indiferença, mas no seu íntimo reina um enorme desespero para encontrar sua filha. Sem querer, com a chegada de um pajem, ele descobre que o Duque está com Gilda. Totalmente fora de si, Rigoleto tenta forçar seu caminho até ao Duque. Ele é afastado e, nesse momento, roga para que ela seja liberta. Gilda, em lágrimas, é levada até junto do pai. Ela confessa sua ligação amorosa com o Duque e que lhe havia tirado a honra. Monterone, ao ser conduzido à prisão, respinga contra a impunidade do Duque. Entretanto, Rigoleto jura que haverá sim, uma vingança. Não existem outros pensamentos para ele, mesmo com as súplicas de Gilda, pois seu único motivo a partir de agora é vingar-se.
4º. Acto
Uma hospedaria afastada da cidade. É noite.
Rigoleto, que havia pago a Sparafucile para assassinar o Duque, vai com Gilda até ao local onde poderiam observar tudo que se passa dentro da casa. Gilda, ao longe, vê o Duque, disfarçado, indo ao encontro de mais uma de suas aventuras amorosas. O Duque canta,  cinicamente, a canção que expressa seu desprezo pelas mulheres. Enquanto isso, Rigoleto e Sparafucile planeiam o seu assassinato. Madalena é chamada e namora com o Duque. Gilda não tem como evitar a cena do Duque com Madalena, pois é forçada a ver a cena. O Duque diverte-se com Madalena, cortejando-a. Gilda amargura-se com as sombrias ameaças de Rigoleto. Madalena, com pena do jovem, tenta convencer o irmão, Sparafucile, a matar outra pessoa em vez do Duque de Mântua. Rigoleto vai-se embora e pede para que a filha saia da cidade. Gilda retorna, pois fica sabendo dos planos para o Duque e resolve sacrificar-se pelo amado. Ela vai ao encontro de Sparafucile, que se esconde atrás de uma porta aguardando com uma faca o momento para executar o assassinato. A porta abre-se. Tudo está escuro. A vítima está escondida dentro de um saco. Muito feliz por estar concretizando sua vingança, Rigoleto está ansioso para atirar o saco ao rio, quando, para seu horror, ouve a voz do Duque, ao longe, cantarolando. Rigoleto abre o saco e vê a sua filha agonizando. Ela implora-lhe o perdão e morre. Rigoleto está transtornado, infeliz. A maldição de Monterone foi cumprida.
Personagens de Rigoleto

Duque de Mântua ………………………………………….Tenor
Rigoleto (seu bobo) ………………………………………. Barítono
Gilda (Filha de Rigoleto) ……………………………….... Soprano
Sparafucile (Espadachim) ……………………………….. Baixo
Madalena (Irmã de Sparafucile) ………………………… Meio-Soprano
Joana (Criada de Gilda) …………………………………. Meio-Soprano
Conde Monterone ………………………………………….Barítono
Conde de Ceprano ………………………………………...Baixo
Condessa de Ceprano …..………………………………...Meio-Soprano
Marullo ………………………………………………………Barítono
Borsa (confidente do Duque) ……………………………..Tenor

Do autor Giuseppe Verdi, … (excertos)

Nascido a 10 de Outubro de 1813, na aldeia de Roncole (Busseto / Parma), desde muito começou a demonstrar uma inequívoca propensão musical. Em criança, Verdi ficava boquiaberto a ouvir os músicos ambulantes e os cegos tocadores de sanfona (instrumento musical de corda friccionada), que vagueavam por estas zonas. Filho de família pobre, para a qual o dinheiro chegava à rasa para o seu sustento, valeu-lhe um músico retirado, chamado Biastrocchi que fazia de organista na freguesia que o iniciou na arte da música. Por essa altura, morreu nas redondezas um certo sacerdote em cujo espólio, figurava velha espineta (espécie de cravo, instrumento com teclado, idêntico ao cravo e ao piano), meio desmantelada, que o pai de Verdi comprou por dez reis de mel coado e que um tal Estêvão Cavaletti - primeiro admirador de Verdi – consertou de graça, em 1821, dando-se, unicamente, por satisfeito “com a boa disposição que o pequeno mostrava para aprender a tocar o instrumentos”. Três anos depois, Verdi já substituía o professor Biastrocchi, a tocar no órgão da igreja. Seu pai, no entanto, decidiu mandar José (Giuseppe) Verdi para a escola, em Busseto. A partir dessa data, todos os Domingos e dias santos, chovesse ou fizesse Sol de rachar, José palmilhava duas vezes o caminho para ir tocar o órgão da velha igreja paroquial de Roncole, sua terra natal.
Como em todos os compositores, mas especialmente em Verdi, que manteve sempre uma independência de técnica, as características de cada obra estão integradas no drama que descrevem; obedecem à sua forma própria, ao estado de alma, reflexo de cada drama musicado, etc. Assim, se encontramos na “Traviata”, a partitura que nos encanta pela emoção e arte de todas as suas páginas e se o drama intenso de Alexandre Dumas nos sensibiliza; no “Trovador”, as forças rítmicas, a violência e a agressividade do drama espanhol; na “Aida” a opulência dos motivos das civilizações primitivas; vamos encontrar no “Rigoleto” a pura harmonia italiana. Nesta obra, mais do que em qualquer outra, a diferença de classes, de educação, de sentimentos, dos que interpretam o drama, é tão notória tão profunda, tão diversa, que a música no seu conjunto, nos descreve as suas sensibilidades tão opostas, numa larga escala…

Texto extraído e adaptado de:
Colecção "Ópera", Volume 1, Direcção Mário de Sampayo Ribeiro, Editor Manuel B. Calarrão, Lisboa, “meados” de 1946, Preço 3$50.

DVD indicativo:

Plácido Domingo, Illeana Cotrubas, Cornell MacNeil, Isola Jones e Justino Diaz. Orquestra e Coros do Metropolitan de Nova Iorque, dirigida por James Levine, para a Editora Deustche Grammophone.


Trechos Musicais:

1º. Acto

Piotr Beczala (Duque de Mântua), Tenor, ária “Questa o quella“


Fabian Veloz (Rigoleto), Barítono, ária “Pari siamo!”


Eglise Gutierrez (Gilda), Soprano, ária “Caro Nome“

3º. Acto

Ingvar Wixell (Rigoleto), Barítono, ária “Cortigiani vil razza dannata”


4º. Acto

Mario Lanza (Sparafucile), Tenor, ária “La donne é mobile”

segunda-feira, 27 de março de 2017

Recordações de Lisboa (1951) e do Porto (1956)


Agradecimento a Diamantino Antunes o carregamento no Youtube, deste vídeo da cidade de Lisboa (1951)


Agradecimento a Maria Gomes Gomes o carregamento no Youtube, deste vídeo da cidade do Porto (1956)




Curta-metragem do Manoel de Oliveira que o Rui teve a gentileza de partilhar connosco e enriqueceu a minha publicação. Abraço Rui

sexta-feira, 24 de março de 2017

Eyes Thru Glass (15) – Passeando por Belém

Aqui neste blogue e no “Eyes thru Glass“ mostro aquilo que os meus olhos vêem, através da objectiva.

Aqui ficarão somente as fotos, sem texto ficcional e sem música, apenas uma breve introdução, onde são tiradas e quando, e eventualmente alguma especificação técnica. Cliquem sobre a primeira foto para poderem vê-las em formato maior.


No dia 8 de Fevereiro de 2015, fiz umas quantas fotos da zona de Belém junto ao Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa.